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13 de ago. de 2012

[Bienal] Algumas observações

A 22a. Bienal Internacional do Livro de São Paulo começou na última quinta-feira, 9 de agosto, e vai até o próximo domingo, 19 de agosto. 

Eu já estive por lá três vezes e considero o suficiente para poder fazer um balanço do que temos no maior evento literário da América Latina. E, caros leitores, sinto decepcionar-lhes, mas não temos nada.  



Nada de novo, pelo menos. Os mesmos stands, as mesmas editoras, as mesmas atrações... 
A crítica vai para o mercado editorial como um todo: caros, vocês têm dois anos para se preparar. Custa muito serem um pouco mais criativos? Não tem interatividade, não tem diversão. A feira está puramente de negócios e comercial. Vendem-se livros, mas não se formam novos leitores. 
As editoras e livreiros não pensam nos leitores e não têm mais o carinho especial em cuidar da Bienal. É um descaso que incomoda. 

Pontos altos: 

- Vá à Bienal de metrô. Fiz o teste hoje! Da Av. Paulista à porta do Anhembi, demorei 20 minutos. E ao descer na estação Tietê, fui surpreendida pela organização e sinalização. Em poucos minutos já estava dentro do ônibus - gratuito - e a caminho da Bienal. 

- Palestras. Uma pena que eu não possa aproveitar mais esse lado do evento. A programação (muito embora tenha algumas piadas prontas, que é melhor nem comentar) está excelente e dá para aproveitar muito! Vale a pena! 

Pontos baixos: 

- Banheiros. Alô, São Paulo! Não dá para aceitar a imundice dos banheiros femininos, que além de nojentos são sempre abarrotados e com filas. Até quando, hein? 

- Preços. R$ 12,00 a entrada inteira e R$ 30,00 de estacionamento é um assalto. Um evento como a Bienal do Livro deveria ser mais acessível ao grande público. Nesse item incluo o preço das comidas também. Tudo muito caro!!

- A falta de um espaço para descanso ou, até mesmo, para relaxar e ler. Se achar um lugar na praça de alimentação, corra e guarde-o com muito amor, porque é o único que você vai encontrar para descansar os pezinhos. 

- O stand da Editora Madras e suas modelos incrivelmente bonitas e saradas, semi-nuas. Eu ia fotografar, mas poupei as meninas de mais essa humilhação. Alô CBL! Precisa mesmo da exploração ao corpo feminino para vender livros? É isso mesmo? Vocês já imaginaram se a moda pega? Longe de mim ser puritana. Mas cada coisa no seu lugar. E Bienal do Livro não é espaço para esse tipo de abordagem, de conotação de apelo sexual. Lembrando que há um grande número de crianças que visitam o local, né? Achei vergonha alheia total e fiquei muito satisfeita ao saber que elas não estão mais lá, desfilando de mini-shorts e micro-top.

- Como bem lembrou a amiga Gabi Ghetti, os promotores que vendem assinaturas de revistas estão assustadores este ano. Inclusive rola uma perseguiçãozinha pelos corredores. Tenho medo disso! 

Serviço
22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Período: de 09 a 19 de agosto de 2012, das 10h às 22h
Pavilhão de Exposições do Anhembi
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1209, São Paulo, SP

2 de ago. de 2012

[Bienal] A Bienal de sempre com preços abusivos

A uma semana do início do maior evento literário da América Latina, Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou hoje oficialmente a 22ª edição da Bienal do Livro de São Paulo, que acontece de 9 a 19 de agosto, no Anhembi. Segundo matéria publicada hoje no Publishnews, o evento espera cerca de 800 mil visitantes, um aumento de 8% em relação à última edição.  



Ainda segundo a mesma reportagem o tamanho do evento aumentou. Este ano serão 480 expositores no pavilhão de exposições do Anhembi, um aumento de 37% em relação à última edição, que contou com apenas 350. Eles estarão distribuídos em 34,4 mil metros quadrados, 18% a mais que em 2010. No total, o investimento ficou em torno de R$ 32 milhões.

O número de expositores brasileiros chegou a 346 - 22% a mais em comparação a 2010 e o número de expositores internacionais (Alemanha, Suíça, França, Espanha, Bélgica, China, Coreia, Japão, Colômbia, Peru e Canadá) chegou a 134, o dobro da última edição; informação que nada surpreende, dado que o Brasil é a bola da vez no cenário internacional.

A Bienal do Livro 2012 traz curadoria de diversas pessoas, como Antonio Carlos de Moraes Sartini, diretor-executivo do Museu da Língua Portuguesa; e Zeca Camargo, jornalista e especialista em cultura pop. (Alertas de preocupação nessa mistura!)

De acordo com a reportagem do Publishnews, a CBL disponibilizou 50 ônibus para fazer o transporte para a Bienal, a partir de duas estações de metrô - Barra Funda e Tietê - que irão circular continuamente, conforme os ônibus forem enchendo. (Vamos acompanhar!)

E, como bem alertou a mesma reportagem, ainda não foi dessa vez que a Bienal vai ser de graça. Mesmo com todos os investimentos governamentais (o evento recebeu autorização para captar R$ 7,9 milhões via Rouanet) e dos patrocinadores (Correios e a Volkswagen, por exemplo), o preço cobrado das editoras pelo metro quadrado dos estandes teve o maior aumento das últimas três edições. Segundo reportagem do Painel das Letras, da Folha de S. Paulo, subiu de R$ 393 em 2010 para R$ 470 em 2012, um aumento de 19,59%, enquanto a inflação no período, medida pelo IPCA, foi de 12,78%. Fora isso, o ingresso desta edição é o mais caro da história: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia). Imprensa e profissionais do livro, bem como professores, têm entrada gratuita, mas é preciso solicitar credenciais no site oficial do evento: http://www.bienaldolivrosp.com.br/.

A pergunta que não quer calar é quando teremos um evento desse porte – o maior do mercado da América Latina – com acesso gratuito? Sem falar nos preços abusivos dos serviços prestados dentro dos pavilhões (alimentação, por exemplo). Mas isso é outra história, que vai ficar para o post pós-Bienal. Rs!

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A CBL divulgou, de forma exclusiva para o PublishNews, nessa terça-feira (02/08), a seguinte nota oficial:
 
“O aumento de 19,59% no preço cobrado pelo metro quadrado dos estandes para a 22ª edição daBienal do Livro de São Paulo não impactou o tamanho do evento. Ao contrário, a presença de expositores cresceu 37% em relação à exposição de 2010 e sua representação internacional dobrou: passou de 67, em 2010, para 134 expositores este ano. Para Mansur Bassit, diretor executivo da CBL, o aumento significou praticamente um empate. ‘Da Bienal de 2006 para a de 2008, tivemos um aumento de 10,87% no metro quadrado do estande. De 2008 para 2010, o valor caiu 3,68%, e para esta edição de 2012 teve reajuste de 19, 59%, mas a inflação do período, medida pelo IPCA, foi 12, 78%, resultando em aumento real de 6,81%. Houve, na verdade, apenas recuperação no índice de 2010.”

Serviço

22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
De 09 a 19 de agosto de 2012
Funcionamento das 10h às 22h
Visitação escolar de 13 a 17 de agosto de 2012
Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209 – São Paulo – SP)
Para mais informações: http://www.bienaldolivrosp.com.br/

23 de jul. de 2012

SESC abre espaço para novos escritores na Bienal do Livro 2012



O Sesc-SP participará da 22a Bienal Internacional do Livro de São Paulo com o projeto Escritores in Progress, que abre espaço para novos escritores mostrarem seus trabalhos.

É uma oportunidade para esses novos talentos apresentarem suas produções para o grande publico.

O projeto Escritores in Progress selecionará selecionados três escritores (ficção e não-ficção) para participarem de uma mesa de debates do Salão de Ideias da Bienal, que será mediada por Fabrício Carpinejar.

O regulamento tem por objetivo selecionar escritores que nunca publicaram um livro, mas possuem originais e estão à espera de uma oportunidade editorial.

Se você é um escritor inédito ou conhece algum, participe ou indique! Afinal, essa é uma ótima oportunidade de mostrar, de verdade, seu trabalho.  

Para conferir o regulamento e mais informações, acesse: http://www.sescsp.org.br/escritores_in_progress/

O Sesc-SP também criou um hotsite especial, que entrará no ar a partir de 7 de agosto, para divulgar todo o material recebido e deixar aberto para votação do público: http://sescsp.org.br/sescnabienaldolivro/

As inscrições podem ser feitas até o dia 06 de agosto de 2012.

Informe-se, inscreva-se e não fique for a dessa!




22a Bienal Internacional do Livro de São Paulo
De 9 a 19 de agosto de 2012
Funcionamento das 10h às 22h
Visitação escolar de 13 a 17 de agosto de 2012
Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209 – São Paulo – SP)
Para mais informações: http://www.bienaldolivrosp.com.br/

21 de set. de 2011

O lado errado da Bienal


Eu estou quase obsoleta no assunto, eu sei! Mas tentem ficar 15 dias longe da sua mesa de trabalho e vejam o quanto é difícil colocá-la - e toda sua vida - em ordem depois! rs!

Ok, depois das desculpinhas esfarrapadas, cheias de #mimimi pela demora do post, gostaria, antes de mais nada, de justificá-lo. Primeiro para vocês não me acharem uma louca incoerente, já que fiz um post toda apaixonadinha pela Bienal na semana passada (que se você ainda não leu, clique AQUI e corrija este erro, rsrs!). E, segundo, para deixar bem claro que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa e, portanto, achar que não posso mais viver sem a Bienal do Livro não significa que tenha sido feliz e sorridente durante os 10 dias de feira. E muito pelo contrário, já que a organização do evento não colaborou em nada para momentos felizes. 

É justamente sobre isso que este post fala! Vamos ao top 5? E por favor, se esqueci de algo, não deixem de me corrigir! 

  1. BANHEIROS - Bom, obviamente que eu só posso falar do feminino e olha... NOJO é pouco para definir aquele ambiente. Sujo, imundo! Papéis jogados no chão, privadas encardidas, descargas não dadas. Literalmente, uma merda. Fora que nos dias de lotação nos stands, as filas para uso dos banheiros eram quase uma piada pronta: ultrapassavam os 40 minutos. HAHAHAHA - viu? eu avisei: piada pronta! Tipo, OI! Eu estou aqui TRABALHANDO. Vc acha mesmo que eu tenho mais de 40 minutos para ficar numa fila para fazer xixi e ainda nem ter papel para me limpar? E se eu não posso, imagine só os promotores contratados, que só têm 30 minutos de lanche. Estou sendo muito radical, ou é bastante claro que alguém que só tem meia hora de almoço não pode ficar 40 minutos numa fila de banheiro? Ah, podíamos passar o dia sem fazer xixi... É mesmo! Desculpem, tinha me esquecido desta opção... 
  2. ALIMENTAÇÃO - Calma, será que posso chamar aquilo de alimentação mesmo? Porque né, gente... Vamos combinar! Dentre as opções menos trashs, estava a Batata no Cone. E não que eu não seja fã de batata frita, mas é que almoçar e jantar isso não me parecia muito saudável. Tudo bem, eu podia comer o pedaço de pizza de R$8,00 que era tão fino, que era cortado com tesoura sem ponta (aquela que as criancinhas levam pra pré-escola, sabe? Então...). E não, eu não estou exagerando. Outras opções também eram crepe, pastel, churros, foundue de chocolate, favo e... argh, meu estômago, meu fígado, meu peso!! Sim, havia o famoso "bandeijão", que fui muito astuta em passar longe, acreditem! Mas, né? quem precisa mesmo dessa coisa de comer direito? 
  3. PREÇOS ABUSIVOS - Eu fico me perguntando quando é que o Brasil vai aprender a fazer um evento cultural que seja acessível a todos os brasileiros? Porque uma Bienal no Riocentro não é mesmo! Primeiro, porque o acesso ao espaço é difícil! Não tem metrô na região e a Barra/Recreio é longe de quase tudo no Rio. E aquela história de táxi no Rio é barato virou coisa do passado. Depois, o ingresso custava R$ 12,00 (inteira). O estacionamento, mais caro que o ingresso (oi?) custou R$ 15,00. Daí imaginem a cena: um casal leva os dois filhos para passear na Bienal do Livro. Até o momento já foram R$51,00. Aí um filho quer pipoca, o outro refrigerante, não podem deixar de tomar um café e... ah sim! Por que não comprar um livro, não é mesmo? Façam as contas e reflitam: por que será que o público tem diminuído ano a ano na Bienal? 
  4. A FALTA DE RESPEITO COM O EXPOSITOR - Tantos anos de Bienal e será que ninguém nunca pensou que o expositor precisa de um espaço para sair um pouco do seu stand, onde passa tantas horas? A última Bienal tinha a (santa) sala de imprensa, que no dia mais louco da Bienal, com milhares de visitantes e filas em todos os lugares (banheiros, lanchonetes...); justo neste dia, fechou as portas para os expositores e só permitia a entrada da própria imprensa. Alguém mais me viu fazendo um escândalo na porta? Porque eu fiz, até me deixarem entrar. Mas será que era mesmo necessário causar este stress? Eu sou a favor de uma sala do expositor, com café, água, ar condicionado, sofás, computadores, impressoras, internet e tudo mais o que tem direito. Porque é o mínimo que podem oferecer para pessoas que, assim como eu, entravam no pavilhão às 09hs e só saiam às 22:30hs. Isso sem falar na palhaçada da "famosa" festa do SNEL. Alguém me explica como é possível o Sindicato Nacional de Editores e Livreiros fazer uma superfesta no meio da Bienal Internacional do Livro e NÃO convidar TODOS os expositores? Porque eu achei isso um absurdo! (Para quem achar que estou sentida pq não fui convidada, ledo engano: não fui porque não quis, convite eu tinha). Pelas editoras convidadas e as não-cnovidadas, ficou bem claro o grau de politicagem na hora da escolha dos convidados. No fim das contas, o órgão responsável por tentar fazer o mercado ter um equilíbrio entre o grande e o pequeno, e que deveria olhar para o interesse de todos, simplesmente entrou no jogo e selecionou de maneira bastante duvidosa seus convidados. Achei que ficou feio e foi desnecessário: ou convida todo mundo, ou não convida ninguém. Que tal?
  5. A FALTA DE ESTRUTURA DO EVENTO - Pessoal, vocês têm certeza de que o Brasil vai ser sede de qualquer evento mundial importante? Porque o Riocentro não conseguiu suportar nem um dia de lotação máxima na Bienal do Livro. Pessoas desmaiando nos corredores por conta do calor, sistema de cartão de crédito da Cielo que despencou e fez todas as editoras perderem muitas vendas no melhor dia de público, filas já comentadas acima... Fiquei assustada com a incapacidade de estruturar algo nem tão grandioso assim. 
Bom, assim sendo, deixo aqui meu registro de insatisfação com a Bienal. E espero, de verdade, que essas coisas melhores a cada ano. Porque a Bienal é um bem dos editores, livreiros e, principalmente, do povo brasileiro.

16 de set. de 2011

A primeira Bienal a gente nunca esquece! ou A Bienal vicia!


O No Mundo Editorial adverte: visitar a Bienal do Livro desde que você nasceu, é COMPLETAMENTE diferente de montar e se responsável por um stand na Bienal.


Sair de São Paulo na 3a. feira, às 10hs, pegar a Via Dutra, chegar ao Rio de Janeiro 5hs depois e demorar mais 4:30hs para chegar ao hotel. Acordar no dia seguinte cedo e já ir par ao Riocentro, onde há a estrutura do estande montada, com caixas e mais caixas e mais caixas, que ocupam o corredor:

- Ei, dona, precisa tirar essas caixas daí AGORA para colocarmos o tapete.
- Senhor, eu acabei de chegar, vou conversar com minha equipe (que eu nunca vi na vida antes) e..
- Não dá pra esperar: tire as caixas A-G-O-R-A!
...
- Ei, pessoal! Meu nome é Talita, nós não nos conhecemos, mas vamos trabalhar juntos, e a primeira tarefa é: todas as caixas pra dentro do estande AGORA! Va-mos!


15 minutos depois... 

- Pronto Talita! E agora?
A-ha!! Boa pergunta... "E agora?"

Bom, o jeito é começar abrir as caixas... E é livo que não acaba mais!!
- E esse onde coloca?
- Mas esse não é continuação daquele?
- Talita, nessa ilha vai o quê? 
- E se mudarmos tudo e tirarmos os lançamentos daqui? 

E agora? E o que fazemos? Podemos almoçar? (Oi, almoçar? O que é isso??).

13 horas, mta poeira e mto suor depois... 


UAU! Agora sim podemos começar a 15a. Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro!

Volto pro hotel, tomo um banho, peço jantar, me jogo na cama e... Bom dia 1o. de setembro e 1o. dia de feira! 

Roupa bonita = check, maquilagem phyna = check (e a sombra azul foi um sucesso!), mochila com o kit sobrevivência = check... Café da manhã de hotel (que pelos próximos 10 dias foi quase a única alimentação do dia) e... #partiu!

Abrir o caixa, ver se o pessoal está bonito, limpar o estande, acertar os últimos detalhes e... começar a receber os convidados! Sim, CONVIDADOS! Porque os primeiros dias de feira são a Bienal do Social, né? Amendoins, drinks, conversas, risadas, festas... !

Livreiro, editor, assistente, ex-chefe, diretores, agente literário, amigos, inimigos (opa! eles existem!!)... é uma festa! E quer saber? É uma delícia!! 

A tensão é sempre muito maior, a responsabilidade de fazer bonito e fazer direito perante todo o mercado editorial é enorme! (E não é por nada não, mas fiz bem feito!)

No dia seguinte, o primeiro dia aberto para visitas das escolas, começa o surto das vendas a R$ 5,00, com os vales dados pela Prefeitura e que parecem ouro na mão destes pequenos consumidores! 
Não podemos esquecer de mencionar o dia do feriado, com lotação máxima, calor surreal e ... sem máquinas de cartão de crédito: caos total! 

Trabalhar na Bienal é entrar numa rotina de "imersão Bienal", que é quase impossível de explicar em palavras ... Trabalhar todos os dias das 09hs às 23hs, as dores físicas, a frieza para solucionar problemas, engolir a vontade de chorar, ficar sem comer, se virar sem recursos e fazer tudo dar certo, usar banheiros sujos, não ter nada saudável para comer... E, por outro lado, viver um aprendizado sem tamanho no dia a dia: conhecer o catálago de sua editora e das concorrentes, conhecer os colaboradores das outras editoras, receber o carinho dos amigos e blogueiros que nunca nos esquecem, ver o AMOR das pessoas com os livros e sentir a alegria dos leitores ao adquirirem aquele livro que tanto queria... 

A Bienal do livro é uma experiência única. 
A Bienal do lvro é uma relação de amor e ódio constante. 
A Bienal do livro transforma, faz crescer e muda as pessoas. 
A primeira Bienal do livro a gente nunca esquece. 
E agora, não dá mais para viver sem. 

Que venha a próxima!


30 de ago. de 2011

[Bienal] Aplicativo para Bienal do Rio 2011


Para não se perder na Bienal

Tem novidade na 15a. Bienal do Livro do Rio de Janeiro!
Pela primeira vez, os usuários de iPhone e iPod Touch poderão baixar um app com todas as informações necessárias sobre o evento. 
Uma pena que ninguém faça o mesmo para Android. Ficarei fora dessa! :(




 A Bienal do Livro do Rio de Janeiro terá este ano 74 sessões oficiais de debate com duração de mais de 100 horas. Para facilitar a vida dos visitantes da feira que começa na próxima quinta, dia 1º de setembro, e vai até o dia 11, a organização fez pela primeira vez um aplicativo para iPhone. Disponível gratuitamente no iTunes, ele vai informar sobre os eventos e os meios de transporte para se chegar ao Rio Centro, além de dar as últimas notícias. Será possível também consultar um mapa em GPS da área de 55 mil m2 dedicada à Bienal no Riocentro.

27 de ago. de 2010

[Bienal do Livro] Os números impressionam!

Matéria publicada no PublishNews desta sexta-feira, 27 de agosto, revela que a média de gastos do público da Bienal foi de R$ 66,00 por pessoa e que 80% dos visitantes ainda compram livros, gerando uma venda total de quase 50 milhões de reais. Veja matéria na íntegra abaixo. 



A 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo movimentou cerca de R$ 49,3 milhões com vendas de livros, conforme levantamento do Datafolha. A pesquisa mostrou que 80% das pessoas que foram à feira compraram livros. Se dividido o faturamento pelo número de visitantes, fechado em 743 mil, daria uma média simples de R$ 66,35 por pessoa. Desse total, 288 mil eram crianças, o que elevaria a média adulta. Tanto que o instituto de pesquisa aponta um valor médio de R$ 90 quando considerado apenas o público maior de 14 anos que efetivamente comprou livros. O número de visitantes superou em 6,1% a estimativa inicial da organização do evento, que era de 700 mil visitantes.
 
Segundo o que o PublishNews pode apurar, as editoras não tiveram muito do que reclamar este ano. Comparando com 2008, a Cosac Naify aumentou em 100% sua participação. Seu livro mais vendido foi Grandes maravilhas do mundo, que teve preço promocional para atender principalmente os alunos da rede municipal de ensino. A participação de Benjamin Moser no Salão de Ideias também ajudou na venda de Clarice.
 
Para a Melhoramentos, o resultado deste ano foi o melhor de todas as bienais e feiras de que já participou e superou em 40% o resultado conquistado na última Bienal de São Paulo e em 100% o da Bienal do Rio de Janeiro do ano passado. Ziraldo, um dos campeões de público, vendeu 2 mil exemplares. A editora também aproveitou para fechar alguns negócios e, somando isso às vendas, faturou R$ 2 milhões. Para esta edição, levou 40 lançamentos.
 
No estande da Senac Editoras, o aumento das vendas foi de 55%. O faturamento ficou em R$ 230 mil, maior do que a expectativa inicial de 10% de crescimento, e também ultrapassou as vendas da Bienal do Rio de 2009. Houve ainda aumento de 50% na quantidade de exemplares vendidos, em comparação com 2008 e 2009. Mas o que chama a atenção, mais do que aumento do faturamento, foram os negócios feitos nos 10 dias da feira que é tradicionalmente conhecida como um evento voltado ao público, e não ao mercado. O resultado da intensa presença de livreiros e outros parceiros é comprovado pelo valor de R$ 400 mil em negócios fechados.
 
Já a Imprensa Oficial registrou um aumento de 60% no faturamento. No estande do Grupo Record, livros de Isabel Allende foram os mais vendidos entre os títulos da Bertrand (150 exemplares). Na Flip, os resultados foram ainda melhores. Entre todos os escritores que estiveram em Paraty, ela foi disparada a que mais vendeu – foram 700 exemplares. Mas o campeão do estande foi A batalha do Apocalipse, de Eduardo Spoh, que saiu pela Verus e vendeu mais de 900 exemplares na feira. Na Intrínseca, último Olimpiano, lançado dois dias antes do início da feira, foi o mais vendido.
 
Programação cultural
A pesquisa da Datafolha também apontou que 22% dos entrevistados participaram das programações culturais. Segundo a empresa, os espaços mais lembrados foram: o Fábulas com a Turma da Mônica (6%), o Espaço Digital Submarino (6%), o Espaço Digital Imprensa Oficial (6%) e a Exposição Monteiro Lobato (6%), Salão de Ideias (5%), O livro é uma viagem (4%); Arena Sesc (3%), Cozinhando com palavras (2%), Palco Literário (2%), Espaço do Professor (2%), Exploração Discovery Kids (2%), Biblioteca do Bebê (1%), Espaço da Lusofonia (1%), Estande da Fundação Volkswagen (1%) e Território Livre (1%).
 
Com base nesses dados, a Câmara Brasileira do Livro e a Reed Exhibitions Alcantara Machado concluíram que investir R$ 1,5 milhão nas atrações culturais foi um dos fatores que garantiram o sucesso de resultados. No total, mais de 260 mil pessoas participaram dos debates e palestras da programação oficial.
 
Organização
De acordo com o levantamento do Datafolha, 95% dos entrevistados disseram pretender voltar à Bienal do Livro em suas próximas edições (apenas 2% dos pesquisados responderam não ter a intenção de voltar à feira). De modo geral, a feira foi considerada ótima ou boa por 93% dos entrevistados, com 5% a avaliando como regular, e apenas 1% a classificando como ruim ou péssima (1% não respondeu).
 
Sobre a organização, 76% a apontaram como ótima ou boa; 21% a indicaram como regular; e 3% a qualificaram como ruim ou péssima. Já em relação à avaliação do trabalho dos expositores, 95% consideraram ótima e com boa a variedade de livros disponíveis.
 
Sucesso de um lado, reclamação de outros
A alta frequência de visitantes justifica o principal descontentamento deles. Em resposta à pergunta "O que menos gostou nesta Bienal do Livro?", 30% dos ouvidos se queixaram da lotação e das filas; 21% reclamaram da falta de estrutura/organização; e 19% consideraram altos os preços dos produtos disponíveis na feira, entre outros pontos.
 
Em relação à praça de alimentação, 32% a avaliaram como ótima ou boa; 26%, como regular; e 18%, como ruim ou péssima (24% não opinaram). A organização do evento disse que reconhece a necessidade de melhorar os acessos ao evento, os espaços para circulação do público, dinamizar o sistema de transporte gratuito entre o metrô e o Anhembi e ampliar a área da praça de alimentação.
 
Quem respondeu
A pesquisa do Datafolha contratada pelos organizadores ouviu 744 visitantes com mais de 14 anos. A maioria do público era formada por mulheres (58%) com predominância de um público jovem (33% com até 25 anos; 33% de 26 a 40 anos; 25% de 41 a 55 anos; e 8% de pessoas com 56 ou mais anos). A renda variava de 3 a 5 salários mínimos (20%), 5 a 10 (27%), 10 a 20 (23%). Quanto à escolaridade, 74% possuíam ensino superior; 23%, ensino médio; e 3%, ensino fundamental.
 
O grupo profissional mais presente ao evento era formado por professores/educadores (20%), seguido por comerciantes, funcionários públicos e advogados (3% cada um). Mais da metade dos visitantes era da cidade de São Paulo (58%) e 5% vieram de outros Estados para visitar a feira.
 
Entre os entrevistados, 38% realizavam sua primeira visita a uma Bienal do Livro de São Paulo. E, para a maior parte das pessoas ouvidas (43%), a busca por conhecimento, cultura e o gosto pela leitura fazem da Bienal um evento importante. Já 39% valorizaram a oportunidade de atualizar-se com novidades e lançamentos do mercado e 27% consideravam importante a facilidade de encontrar livros.
A cobertura da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo pelo PublishNews tem o apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

24 de ago. de 2010

[Bienal do Livro] Conheça o perfil dos visitantes da Bienal

Matéria divulgada no PublishNews, de 23 de agosto de 2010, mostra o perfil dos visitantes da 21ª Bienal Internacional do Livro. Vale a pena dar uma olhada e conhecer um pouco mais deste público!


Das mais de 700 mil pessoas que visitaram a Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2010, 59% eram mulheres (esse nado não se aplica à palestra de Mia Couto e José Eduardo Agualusa, quando elas representaram 77% do auditório! Estatística nossa...). Do público total, 75% têm nível superior de ensino e 93% consideraram a feira ótima ou boa (para 5%, ela foi regular).

Quanto à organização, 83% disseram que ela foi ótima ou boa e 16% a consideraram regular. A praça de alimentação, que melhorou bastante em relação a 2008 mas que ainda precisa de melhorias, recebeu as piores avaliações - 37% a consideraram ótima ou boa, mas para 25% dos que responderam, ela foi regular. Ruim ou péssima foi a resposta de 16% dos visitantes.

Os dados foram apurados pelo Instituto Datafolha, contratado pela organização da feira para mapear o perfil de seus visitantes, e o levantamento considerou apenas aqueles maiores de 14 anos. Dados relativos ao faturamento dos expositores ainda estão sendo fechados.

Sobre a variedade de livros expostos nos estandes, o público elogiou a diversidade: 94% apontaram as opções oferecidas na feira como ótimas ou boas. Em relação à idade dos visitantes com mais de 14 anos, 34% tinham até 25 anos; 32%, de 26 a 40 anos; 25%, de 41 a 55 anos; e 9%, mais de 56 anos.

23 de ago. de 2010

[Bienal do Livro] Balanço Final

Ao ler a matéria publicada no PublishNews de hoje, fiquei impressionada com os números sobre a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O balanço oficial só será divulgado nesta quarta-feira, quando também serão apresentados dados relativos ao faturamento dos expositores, mas já podemos ter uma boa ideia de como o evento foi mais do que satisfatório!



Foram mais de 703 mil visitantes! A expectativa era de que esse número chegasse aos 745 mil visitantes, mas de qualquer maneira, a meta de ultrapassar os 660 mil da edição passada foi superada!

Para a organização e divulgação do evento foram investidos R$ 30 milhões (em 2008, foram R$ 22 milhões), que certamente valeram cada centavo! Os visitantes encontraram uma Bienal mais confortável, embora ainda com problemas de estacionamento (muito caro e superlotados), transporte para o metrô (filas quilométricas) e alimentação (mais opções neste ano, mas insuficientes para dias como o último sábado, que recebeu mais de 100 mil pessoas). 
Quem também não tem sobre o que reclamar são as editoras, livrarias e distribuidoras: estão todos sorrindo com as vendas! Participaram desta edição 350 expositores, representando 900 selos editoriais. 
Nos 10 dias de feira, foram lançados nada menos do que 4.200 livros. 
A programação cultural foi o ponto alto desta edição, que contou com um conselho curador responsável pelas atrações que duraram 1.100 horas e levaram mais de 260 mil pessoas aos auditórios. 
Outro número animador é o da quantidade de crianças que passaram por lá: 288 mil (sendo que 134 mil foram através do programa de visitação escolar). 
A Bienal do Internacional do Livro de São Paulo é organizada pela Câmara Brasileira do Livro e pela Reed Exhibitions Alcantara Machado e já tem data para a edição de 2012: será entre os dias 9 de 19 de agosto.


Fonte: PublishNews


OBS.: Para verem todas as fotos que tirei do evento, basta acessar o ÁLBUM DE FOTOS DO PICASSA

[Bienal do Livro] Adoro o último dia de Bienal!

Eu sempre fui MUITO mal acostumada quando o assunto é ter livros. Eu sempre tive todos os livros que quis - e muitos dos que nunca quis também, rs - e, na grande maioria das vezes, nunca paguei nenhum um centavo por eles. É um privilégio mesmo!

Desde pequenas, eu e minha irmã fomos acostumadas a caminhar pelos corredores da Bienal do Livro e escolhermos todos os livros que gostaríamos de ter. Eu mal sabia escrever, mas já fazia minha wishlist!! E entregávamos tudo por escrito ao meu pai, com os respectivos títulos, autores e editoras, é claro. No último dia de Bienal, ele passa nos stands escolhidos e trás nossos livros para casa, de presente!

Eu ADORO o último dia de Bienal!! Mesmo depois de grande, quando sei que vou ter o livro de uma maneira ou de outra, mais cedo ou mais tarde, eu aguardo ansiosamente meu pai chegar em casa depois do último dia de Bienal e nos encher de mimos, presentes e livros, MUITOS livros!!

 E ontem não foi exceção à regra! Cheguei em casa e encontrei todos os livros que eu tinha pedido em cima da minha cama, ainda por cima com a eco bag linda da Penguin-Companhia das Letras, que eu tanto queria!! E hoje mesmo já comecei a praticar a leitura deliciosa das novas aquisições! E a lista é grande: Fallen, Sussurro, O menino do pijama listrado, O gaoroto no convés e O palácio de inverno! 



É... Definitivamente, o último dia de Bienal é um dos meus dias preferidos! :)

19 de ago. de 2010

Saramago merece muito mais!

Quando José Saramago faleceu e Luiz Schwarcz publicou o belíssimo texto no Saudade não tem remédio, no Blog da Companhia (que recomendei veemente a leitura no post de tal dia) e, para quem leu, sabe que ninguém melhor que ele, Luiz, para falar com tanta propriedade de alguém que, se para nós era um grande gênio da literatura e o Nobel da Língua Portuguesa, para ele, era simplesmente o "José". 
Quem me dera poder ter a humildades de referir-me a Saramago de maneira tão humilde e tão próxima! Ouvir Luiz Schwarcz falar de Saramago, é, de certa forma, sentir-se mais próxima deste cânone literário, que encantou meu coração com Ensaio sobre a cegueira

Talvez por isso tenha saído tão encantada da Bienal do Livro ontem, onde fui por um motivo especial: assistir a Homenagem a José Saramago, no Salão de Ideias, Clarice Lispector, com participação de LUIZ SCHWARCZ (seu editor brasileiro pela Companhia das Letras), JOÃO MARQUES LOPES (autor português de Saramago: Biografia, publicado pela Editora Leya), e MIGUEL GONÇALVES MENDES (cineasta do documentário José e Pilar, que estrei no Brasil em novembro deste ano).

Os três convidados, intermediados por um jornalista e abordados por perguntas da plateia, falaram com muito carinho sobre Saramago. 


João Marques Lopes, Luiz Schwacz, Miguel Gonçalves Mendes e jornalista.

Luiz Schwarcz e Miguel G. Mendes

Como editor, Luiz Schwarcz contou detalhes interessantes, como por exemplo, que interferia muito pouco no texto de Saramago; não só porque o próprio autor escrevia quase perfeitamente, mas também porque não deixava e não gostava de interferências. Era fiel ao seu próprio texto. Além do mais, não era da cultura dele com seu editor português esse tipo de interferência textual e Luiz respeitou isso. Luiz Revelou, também, que foi ele, junto com Pilar, esposa de Saramago, que comprou o primeiro computador ao mestre: até então, ele escrevia seus livros a mão, depois datilografava na máquina de escrever e, por fim, corrigia os erros e datilografava uma terceira e última vez, já se autoeditando e corrigindo. Ele escrevia seus próprios livros três vezes cada. Surpreendedor, não?

Já Miguel Gonçalves Mendes, que vivenciou o dia a dia do casal José e Pilar nos últimos quatro anos, contou como foi difícil fazer com que Saramago aceitasse essa ideia. Foi só depois de mostrar um outro documentário do cineasta sobr eum famosos poeta português, que Saramago se rendeu à ideia, mas ainda assim com receio de "não ser tão interessante". Como se isso fosse possível!! Miguel falou também do incômodo da relação que Portugal (leia-se aqui o Governo Português) tem de Saramago e foi o que motivou a fazer esse documentário, com o objetivo de mostrar o lado pessoal do grande autor, junto ao seu amor eterno, Pilar. O filme mostra o cotidiano, sem depoimentos, deste casal que, segundo o cineasta, "eram a dupla perfeita; formavam uma pessoa só". Ele, sempre genioso, e ela, muito mais calma e forte. 

João Marques Lopes, por sua vez, admitiu não ter tido contato pessoal com Saramago e que, seu gosto pela obra dele - que leu desde pequeno - o fez procurar a Fundação José Saramago a fim de escrever a biografia. Recebeu a autorização e, baseado em entrevistas e pesquisas, escreveu o livro que, na versão brasileira, traz um belíssimo caderno de fotos. João contou que Saramago chegou a ver a versão portuguesa de seu biografia e que elogiou muito o trabalho, salvo apenas uma única correção: Saramago afirma que que uma suposta proposta milionária de Hollywood para filmar Memorial do Convento, nunca existiu. 

Mas, para mim, o que valeu mesmo foram duas coisas: a primeira, foi ver o Salão de Ideias lotado de ouvintes e, principalmente, de um público interessado e cheio de perguntas que não acabavam nunca! A segunda, e mais marcante, foi ouvir as histórias de um homem tão simples, mas que consideramos aqui quase como um Deus (o que chega a ser irônico, em se tratando de alguém com tantas brigas com a igreja e religiões, rs!). 

O Biógrafo, o Editor e o Cineasta


Um pouco sobre Saramago (o ser humano por tráz do Nobel):

- Saramago, mesmo à beira da morte, sentia que ainda tinha muito o que dizer. 
- Ele não gostava de que suas obras ganhassem versão cinematográfica, pois não gostava de ver a cara de seus personagens. Ensio sobre a cegueira foi uma exceção à regra que comoveu muito o autor quando viu o filme pronto (vejam no post Caiu uma lagriminha... (Ainda sobre Saramago) que emocionante!)
- Ele era muito intuitivo.
- O Brasil sempre lhe foi um terrno muito fértil. 
- Sentia muita alegria por ter seu trabalho reconhecido em vida.
- tinha a certeza de que não veria sua decadência como escritor, pois começou a escrever muito tarde e sabia que morreria antes. 
- Não era extremamente popular e nunca fez sucesso em países como França, Inglaterra e Estados Unidos, por exemplo. 
- Não teve uma administração de seua carreria, não tinha noção do quanto de dinheiro ganhava e era fiel aqueles que sempre lhes ajudava. 
- Era muito simples e não vivia do luxo. 
- Sempre que vinha ao Brasil, morava na casa de seu editor, Luiz. 
- Quando tinha a certeza de que Viagem do elefante seria seu último livro, decidiu (numa viagem ao Rio de Janeiro) que escrevaria Caim. E escreveu. 
- Quando tinha a certeza de que escreveria outro livro depois de Caim, faleceu e não temrinou.
- O futuro de sua obra é incerto, mas não deixará de ser o que nos países em que já se consagrou, como o Brasil, por exemplo.

Mas de tudo que ouvi ali, de todas as histórias, piadas, contos e causos, teve algo que me marcou. Alguém na plateia, como última pergunta, pediu que cada um dos convidados contasse qual a lição que Saramago havia lhes deixado. E, como não poderia deixar de ser, Luiz deu uma resposta que não esquecerei jamais; realmente me comoveu: 

"Apesar do jeito carrancudo de Saramago, ele não conseguia evitar o sorrisos. E às vezes - bem poucas - até gargalhava. Ele tinha a noção de que tinha uma missão, mas que no fundo, não conseguiria: mudar o mundo. José viveu contraditoriamente a vontade de mudar o mundo". 


E e eu fui para casa pensando... O que eu fiz para mudar o mundo hoje? Eu também quero ir viver, mesmo que na antítese, a vontade de realizar meus sonhos. Miguel Gonçalves Mendes tem mesmo razão: "Saramago era altamente inspirador para todos nós. Ele ia até o limite." 

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OSERVAÇÃO: 

- Luiz Schwarcz anunciou uma homenagem a Saramago, que será realizada no dia 21 de setembro, de 2010, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Será uma exposição de uma fotobiografia do autor, chamada A consciência dos sonhos. Publicarei maiores informações quando sair, mas desde já, sintam-se todos convidados pelo próprio editor, que ficará muito feliz com o sucesso do evento.

- Para verem todas as fotos que tirei do evento, basta acessar o ÁLBUM DE FOTOS DO PICASSA

18 de ago. de 2010

[Bienal do Livro] Blogueiros também são gente!

Sábado, 14 de agosto de 2010 e sejam muito bem-vindos a um formigueiro de leitores vorazes chamado Bienal do Livro! Uau! Eu não me lembro, em quase 25 anos participando deste evento, de vê-lo TÃO cheio! Estacionamentos lotados, filas intermináveis para banheiro, alimentação, bebida... Autógrafos aqui e "AHHH"; brindes ali e "EU QUEROOO!"; performances do outro lado e "CORRE, NÃO PODEMOS PERDER!"... Oficialmente, sábado passado foi o maior público de uma Bienal do Livro desde sua existência. Incrível, né??
Será que foi o frio congelante de São Paulo? Será que foi o atrativo do ingresso barato + transporte quase gratuito? Será que foi a programação cultural e todos os famosos que por ali andavam? Não. Eu ainda sou uma sonhadora e prefiro acreditar que foi mesmo a paixão do nosso povo por esse bem tão grande chamado LIVRO! É, eu sei que muitos vão me achar ingênua... Mas e daí? Gosto de ser assim! Porque gosto de acreditar, como já disse aqui inúmeras vezes, que o Brasil ainda será - muito em breve - um país de leitores! 

Mas eu já estava ciente de que seria um dia lotado na Bienal, um dia difícil de olhar os livros, de passear pelos stands. Na verdade, me surpreendeu: não achei que seria IMPOSSÍVEL fazer isso, hehe, mas de qualquer maneira, sabia que seria um dia lotado. Fui mesmo até lá para, além de ver a movimentação, participar do Encontro de Blogueiros, que se deu a partir das 15hs, em frente ao Stand da Giz Editorial. Aproveito, aliás, para já deixar o agradecimento à editora, que nos recebeu muito bem e com atenção de sobra para todos! 
Encontro de Blogueiros na 21ª Bienal Internacional do Livro SP


Eu confesso que fui mais uma espectadora do que uma blogueira mesmo. Mas sabia que muitos blogs queriam me conhecer pessoalmente, então, fui lá, dar as caras, rs! E querem saber? Não me arrependi nem por um segundo, sequer! Vocês não podem imaginar o quão organizados esses blogueiros são: camisetas, marcadores (voltei com uma coleção para casa!), cartões de visita 9estão todos guardados, viu?), crachás... Isso sem contar que o kit turista era completo: máquina fotográfica, caderno de recordações (me senti mto importante ao me pedirem para assinar, hehe), presentinhos personalizados (eu não acreditei quando vi pacotinho com meu nome!! Coisa mais linda!)... 

Alguns brindes e presentes que ganhei dos Blogueiros


Vocês todos estão de parabéns! Eu estou MUITO orgulhosa de ter entrado para este mundo, mesmo que de maneira diferente de vocês e, principalmente, por ter dado oportunidade de ajudar vocês de alguma maneira. Vocês realmente merecem isso, porque se esforçam muito para fazer um trabalho excepcional! E o melhor de tudo é que é isso mesmo que fazem! Os blogs de vocês têm sede de "quero ler mais e sempre", e ali podemos sentir o amor e o carinho que vocês têm não só pelos livros, mas pelos autores, personagens, editoras, parceiros, e tudo mais que envolve este universo!
Aos blogs que não pude encontrar, não se preocupem: oportunidades não faltarão!!
e a todos vocês, do fundo do meu coração, MUITO OBRIGADA, queridos blogueiros! O trabalho de vocês é um estímulo ao nosso! Estou encantada!

Eu e a Pri Bruaner com a equipe
queridíssima do SOBRE LIVROS




 





 

NEM TUDO SÃO FLORES...
Porém, confesso que este dia de Bienal não foi o meu favorito não, muito pelo contrário. E aqui cabem diversas críticas à CBL e ao próprio Anhembi. Além de deixar registrado, novamente, o absurdo do preço do estacionamento (R$ 25,00), a fila para o acesso ao mesmo era surreal e, em pouco tempo, estava lotado, bem como os outros adjacentes. E falando em fila, o que era a fila para conseguir o transporte até o metrô, naquele frio e vento que fazia em SP? Um absurdo!! Isso porque ainda não mencionei aqui a falta de energia elétrica (sim, a luz caiu várias vezes!) e a dificuldade a um acesso de nternet descente, mesmo que 3G.  fFra isso, qualquer copo d´água era no mínimo 30 minutos de espera, que dirá algo para comer, mesmo que pipoca. As filas nos corredores se cruzvam e se misturavam entre si, causando um caos total e bloqueando a passagem dos transeuntes. E os banheiros... bom, melhor nem comentar, mas acho que já fica totalmente implícito que era melhor segurar a vontade de fazer xixi, a ter que encarar aquelas filas de 40 minutos, para encontrar aquele lugar sujo (para não ser indelicada!). 
Atenção, pessoal!! Estamos na maior e mais importante cidade da América Latina, em pleno século XIX! Como é que isso acontece? Desculpem, mas realmente acho inadmissível! E fica a dica para as próximas edições!


OBS.: Para verem todas as fotos que tirei do evento, basta acessar o ÁLBUM DE FOTOS DO PICASSA