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2 de ago de 2012

[Bienal] A Bienal de sempre com preços abusivos

A uma semana do início do maior evento literário da América Latina, Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou hoje oficialmente a 22ª edição da Bienal do Livro de São Paulo, que acontece de 9 a 19 de agosto, no Anhembi. Segundo matéria publicada hoje no Publishnews, o evento espera cerca de 800 mil visitantes, um aumento de 8% em relação à última edição.  



Ainda segundo a mesma reportagem o tamanho do evento aumentou. Este ano serão 480 expositores no pavilhão de exposições do Anhembi, um aumento de 37% em relação à última edição, que contou com apenas 350. Eles estarão distribuídos em 34,4 mil metros quadrados, 18% a mais que em 2010. No total, o investimento ficou em torno de R$ 32 milhões.

O número de expositores brasileiros chegou a 346 - 22% a mais em comparação a 2010 e o número de expositores internacionais (Alemanha, Suíça, França, Espanha, Bélgica, China, Coreia, Japão, Colômbia, Peru e Canadá) chegou a 134, o dobro da última edição; informação que nada surpreende, dado que o Brasil é a bola da vez no cenário internacional.

A Bienal do Livro 2012 traz curadoria de diversas pessoas, como Antonio Carlos de Moraes Sartini, diretor-executivo do Museu da Língua Portuguesa; e Zeca Camargo, jornalista e especialista em cultura pop. (Alertas de preocupação nessa mistura!)

De acordo com a reportagem do Publishnews, a CBL disponibilizou 50 ônibus para fazer o transporte para a Bienal, a partir de duas estações de metrô - Barra Funda e Tietê - que irão circular continuamente, conforme os ônibus forem enchendo. (Vamos acompanhar!)

E, como bem alertou a mesma reportagem, ainda não foi dessa vez que a Bienal vai ser de graça. Mesmo com todos os investimentos governamentais (o evento recebeu autorização para captar R$ 7,9 milhões via Rouanet) e dos patrocinadores (Correios e a Volkswagen, por exemplo), o preço cobrado das editoras pelo metro quadrado dos estandes teve o maior aumento das últimas três edições. Segundo reportagem do Painel das Letras, da Folha de S. Paulo, subiu de R$ 393 em 2010 para R$ 470 em 2012, um aumento de 19,59%, enquanto a inflação no período, medida pelo IPCA, foi de 12,78%. Fora isso, o ingresso desta edição é o mais caro da história: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia). Imprensa e profissionais do livro, bem como professores, têm entrada gratuita, mas é preciso solicitar credenciais no site oficial do evento: http://www.bienaldolivrosp.com.br/.

A pergunta que não quer calar é quando teremos um evento desse porte – o maior do mercado da América Latina – com acesso gratuito? Sem falar nos preços abusivos dos serviços prestados dentro dos pavilhões (alimentação, por exemplo). Mas isso é outra história, que vai ficar para o post pós-Bienal. Rs!

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A CBL divulgou, de forma exclusiva para o PublishNews, nessa terça-feira (02/08), a seguinte nota oficial:
 
“O aumento de 19,59% no preço cobrado pelo metro quadrado dos estandes para a 22ª edição daBienal do Livro de São Paulo não impactou o tamanho do evento. Ao contrário, a presença de expositores cresceu 37% em relação à exposição de 2010 e sua representação internacional dobrou: passou de 67, em 2010, para 134 expositores este ano. Para Mansur Bassit, diretor executivo da CBL, o aumento significou praticamente um empate. ‘Da Bienal de 2006 para a de 2008, tivemos um aumento de 10,87% no metro quadrado do estande. De 2008 para 2010, o valor caiu 3,68%, e para esta edição de 2012 teve reajuste de 19, 59%, mas a inflação do período, medida pelo IPCA, foi 12, 78%, resultando em aumento real de 6,81%. Houve, na verdade, apenas recuperação no índice de 2010.”

Serviço

22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
De 09 a 19 de agosto de 2012
Funcionamento das 10h às 22h
Visitação escolar de 13 a 17 de agosto de 2012
Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209 – São Paulo – SP)
Para mais informações: http://www.bienaldolivrosp.com.br/

23 de jul de 2012

SESC abre espaço para novos escritores na Bienal do Livro 2012



O Sesc-SP participará da 22a Bienal Internacional do Livro de São Paulo com o projeto Escritores in Progress, que abre espaço para novos escritores mostrarem seus trabalhos.

É uma oportunidade para esses novos talentos apresentarem suas produções para o grande publico.

O projeto Escritores in Progress selecionará selecionados três escritores (ficção e não-ficção) para participarem de uma mesa de debates do Salão de Ideias da Bienal, que será mediada por Fabrício Carpinejar.

O regulamento tem por objetivo selecionar escritores que nunca publicaram um livro, mas possuem originais e estão à espera de uma oportunidade editorial.

Se você é um escritor inédito ou conhece algum, participe ou indique! Afinal, essa é uma ótima oportunidade de mostrar, de verdade, seu trabalho.  

Para conferir o regulamento e mais informações, acesse: http://www.sescsp.org.br/escritores_in_progress/

O Sesc-SP também criou um hotsite especial, que entrará no ar a partir de 7 de agosto, para divulgar todo o material recebido e deixar aberto para votação do público: http://sescsp.org.br/sescnabienaldolivro/

As inscrições podem ser feitas até o dia 06 de agosto de 2012.

Informe-se, inscreva-se e não fique for a dessa!




22a Bienal Internacional do Livro de São Paulo
De 9 a 19 de agosto de 2012
Funcionamento das 10h às 22h
Visitação escolar de 13 a 17 de agosto de 2012
Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209 – São Paulo – SP)
Para mais informações: http://www.bienaldolivrosp.com.br/

20 de dez de 2010

[Dica de outras boas leituras] Cuidado! Os livros estão caindo pelo céu de São Paulo!!

Língua e Literatura


Livros pelo céu de São Paulo

PublishNews - 20/12/2010 - Redação



CaSa de IdEiAs soltou 10 balões com “vale-livro”


Dessas ideia simplesmente GENIAIS!!!
Li no PublishNews de hoje que, por volta das 10h desta segunda-feira, a CASA DE IDEIAS soltou 10 bexigas pelo céu de São Paulo numa iniciativa de incentivo a leitura.


O plano funciona – ainda não dá para saber aonde os balões foram parar e se todos já foram resgatados do ar – da seguinte maneira: Foram amarradas nessas bexigas caixinhas de presente. Dentro de cada caixinha há um cartão com um "vale-livro" e uma lista de títulos disponíveis.

Quem encontrar a caixinha entrará em contato com a empresa, passará o código impresso no cartão e receberá o livro em casa.

O início será na Zona Oeste, mas o destino é surpresa.

Fiquem ligados!!

24 de ago de 2010

[Bienal do Livro] Conheça o perfil dos visitantes da Bienal

Matéria divulgada no PublishNews, de 23 de agosto de 2010, mostra o perfil dos visitantes da 21ª Bienal Internacional do Livro. Vale a pena dar uma olhada e conhecer um pouco mais deste público!


Das mais de 700 mil pessoas que visitaram a Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2010, 59% eram mulheres (esse nado não se aplica à palestra de Mia Couto e José Eduardo Agualusa, quando elas representaram 77% do auditório! Estatística nossa...). Do público total, 75% têm nível superior de ensino e 93% consideraram a feira ótima ou boa (para 5%, ela foi regular).

Quanto à organização, 83% disseram que ela foi ótima ou boa e 16% a consideraram regular. A praça de alimentação, que melhorou bastante em relação a 2008 mas que ainda precisa de melhorias, recebeu as piores avaliações - 37% a consideraram ótima ou boa, mas para 25% dos que responderam, ela foi regular. Ruim ou péssima foi a resposta de 16% dos visitantes.

Os dados foram apurados pelo Instituto Datafolha, contratado pela organização da feira para mapear o perfil de seus visitantes, e o levantamento considerou apenas aqueles maiores de 14 anos. Dados relativos ao faturamento dos expositores ainda estão sendo fechados.

Sobre a variedade de livros expostos nos estandes, o público elogiou a diversidade: 94% apontaram as opções oferecidas na feira como ótimas ou boas. Em relação à idade dos visitantes com mais de 14 anos, 34% tinham até 25 anos; 32%, de 26 a 40 anos; 25%, de 41 a 55 anos; e 9%, mais de 56 anos.

23 de ago de 2010

[Bienal do Livro] Balanço Final

Ao ler a matéria publicada no PublishNews de hoje, fiquei impressionada com os números sobre a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O balanço oficial só será divulgado nesta quarta-feira, quando também serão apresentados dados relativos ao faturamento dos expositores, mas já podemos ter uma boa ideia de como o evento foi mais do que satisfatório!



Foram mais de 703 mil visitantes! A expectativa era de que esse número chegasse aos 745 mil visitantes, mas de qualquer maneira, a meta de ultrapassar os 660 mil da edição passada foi superada!

Para a organização e divulgação do evento foram investidos R$ 30 milhões (em 2008, foram R$ 22 milhões), que certamente valeram cada centavo! Os visitantes encontraram uma Bienal mais confortável, embora ainda com problemas de estacionamento (muito caro e superlotados), transporte para o metrô (filas quilométricas) e alimentação (mais opções neste ano, mas insuficientes para dias como o último sábado, que recebeu mais de 100 mil pessoas). 
Quem também não tem sobre o que reclamar são as editoras, livrarias e distribuidoras: estão todos sorrindo com as vendas! Participaram desta edição 350 expositores, representando 900 selos editoriais. 
Nos 10 dias de feira, foram lançados nada menos do que 4.200 livros. 
A programação cultural foi o ponto alto desta edição, que contou com um conselho curador responsável pelas atrações que duraram 1.100 horas e levaram mais de 260 mil pessoas aos auditórios. 
Outro número animador é o da quantidade de crianças que passaram por lá: 288 mil (sendo que 134 mil foram através do programa de visitação escolar). 
A Bienal do Internacional do Livro de São Paulo é organizada pela Câmara Brasileira do Livro e pela Reed Exhibitions Alcantara Machado e já tem data para a edição de 2012: será entre os dias 9 de 19 de agosto.


Fonte: PublishNews


OBS.: Para verem todas as fotos que tirei do evento, basta acessar o ÁLBUM DE FOTOS DO PICASSA

[Bienal do Livro] Adoro o último dia de Bienal!

Eu sempre fui MUITO mal acostumada quando o assunto é ter livros. Eu sempre tive todos os livros que quis - e muitos dos que nunca quis também, rs - e, na grande maioria das vezes, nunca paguei nenhum um centavo por eles. É um privilégio mesmo!

Desde pequenas, eu e minha irmã fomos acostumadas a caminhar pelos corredores da Bienal do Livro e escolhermos todos os livros que gostaríamos de ter. Eu mal sabia escrever, mas já fazia minha wishlist!! E entregávamos tudo por escrito ao meu pai, com os respectivos títulos, autores e editoras, é claro. No último dia de Bienal, ele passa nos stands escolhidos e trás nossos livros para casa, de presente!

Eu ADORO o último dia de Bienal!! Mesmo depois de grande, quando sei que vou ter o livro de uma maneira ou de outra, mais cedo ou mais tarde, eu aguardo ansiosamente meu pai chegar em casa depois do último dia de Bienal e nos encher de mimos, presentes e livros, MUITOS livros!!

 E ontem não foi exceção à regra! Cheguei em casa e encontrei todos os livros que eu tinha pedido em cima da minha cama, ainda por cima com a eco bag linda da Penguin-Companhia das Letras, que eu tanto queria!! E hoje mesmo já comecei a praticar a leitura deliciosa das novas aquisições! E a lista é grande: Fallen, Sussurro, O menino do pijama listrado, O gaoroto no convés e O palácio de inverno! 



É... Definitivamente, o último dia de Bienal é um dos meus dias preferidos! :)

19 de ago de 2010

Saramago merece muito mais!

Quando José Saramago faleceu e Luiz Schwarcz publicou o belíssimo texto no Saudade não tem remédio, no Blog da Companhia (que recomendei veemente a leitura no post de tal dia) e, para quem leu, sabe que ninguém melhor que ele, Luiz, para falar com tanta propriedade de alguém que, se para nós era um grande gênio da literatura e o Nobel da Língua Portuguesa, para ele, era simplesmente o "José". 
Quem me dera poder ter a humildades de referir-me a Saramago de maneira tão humilde e tão próxima! Ouvir Luiz Schwarcz falar de Saramago, é, de certa forma, sentir-se mais próxima deste cânone literário, que encantou meu coração com Ensaio sobre a cegueira

Talvez por isso tenha saído tão encantada da Bienal do Livro ontem, onde fui por um motivo especial: assistir a Homenagem a José Saramago, no Salão de Ideias, Clarice Lispector, com participação de LUIZ SCHWARCZ (seu editor brasileiro pela Companhia das Letras), JOÃO MARQUES LOPES (autor português de Saramago: Biografia, publicado pela Editora Leya), e MIGUEL GONÇALVES MENDES (cineasta do documentário José e Pilar, que estrei no Brasil em novembro deste ano).

Os três convidados, intermediados por um jornalista e abordados por perguntas da plateia, falaram com muito carinho sobre Saramago. 


João Marques Lopes, Luiz Schwacz, Miguel Gonçalves Mendes e jornalista.

Luiz Schwarcz e Miguel G. Mendes

Como editor, Luiz Schwarcz contou detalhes interessantes, como por exemplo, que interferia muito pouco no texto de Saramago; não só porque o próprio autor escrevia quase perfeitamente, mas também porque não deixava e não gostava de interferências. Era fiel ao seu próprio texto. Além do mais, não era da cultura dele com seu editor português esse tipo de interferência textual e Luiz respeitou isso. Luiz Revelou, também, que foi ele, junto com Pilar, esposa de Saramago, que comprou o primeiro computador ao mestre: até então, ele escrevia seus livros a mão, depois datilografava na máquina de escrever e, por fim, corrigia os erros e datilografava uma terceira e última vez, já se autoeditando e corrigindo. Ele escrevia seus próprios livros três vezes cada. Surpreendedor, não?

Já Miguel Gonçalves Mendes, que vivenciou o dia a dia do casal José e Pilar nos últimos quatro anos, contou como foi difícil fazer com que Saramago aceitasse essa ideia. Foi só depois de mostrar um outro documentário do cineasta sobr eum famosos poeta português, que Saramago se rendeu à ideia, mas ainda assim com receio de "não ser tão interessante". Como se isso fosse possível!! Miguel falou também do incômodo da relação que Portugal (leia-se aqui o Governo Português) tem de Saramago e foi o que motivou a fazer esse documentário, com o objetivo de mostrar o lado pessoal do grande autor, junto ao seu amor eterno, Pilar. O filme mostra o cotidiano, sem depoimentos, deste casal que, segundo o cineasta, "eram a dupla perfeita; formavam uma pessoa só". Ele, sempre genioso, e ela, muito mais calma e forte. 

João Marques Lopes, por sua vez, admitiu não ter tido contato pessoal com Saramago e que, seu gosto pela obra dele - que leu desde pequeno - o fez procurar a Fundação José Saramago a fim de escrever a biografia. Recebeu a autorização e, baseado em entrevistas e pesquisas, escreveu o livro que, na versão brasileira, traz um belíssimo caderno de fotos. João contou que Saramago chegou a ver a versão portuguesa de seu biografia e que elogiou muito o trabalho, salvo apenas uma única correção: Saramago afirma que que uma suposta proposta milionária de Hollywood para filmar Memorial do Convento, nunca existiu. 

Mas, para mim, o que valeu mesmo foram duas coisas: a primeira, foi ver o Salão de Ideias lotado de ouvintes e, principalmente, de um público interessado e cheio de perguntas que não acabavam nunca! A segunda, e mais marcante, foi ouvir as histórias de um homem tão simples, mas que consideramos aqui quase como um Deus (o que chega a ser irônico, em se tratando de alguém com tantas brigas com a igreja e religiões, rs!). 

O Biógrafo, o Editor e o Cineasta


Um pouco sobre Saramago (o ser humano por tráz do Nobel):

- Saramago, mesmo à beira da morte, sentia que ainda tinha muito o que dizer. 
- Ele não gostava de que suas obras ganhassem versão cinematográfica, pois não gostava de ver a cara de seus personagens. Ensio sobre a cegueira foi uma exceção à regra que comoveu muito o autor quando viu o filme pronto (vejam no post Caiu uma lagriminha... (Ainda sobre Saramago) que emocionante!)
- Ele era muito intuitivo.
- O Brasil sempre lhe foi um terrno muito fértil. 
- Sentia muita alegria por ter seu trabalho reconhecido em vida.
- tinha a certeza de que não veria sua decadência como escritor, pois começou a escrever muito tarde e sabia que morreria antes. 
- Não era extremamente popular e nunca fez sucesso em países como França, Inglaterra e Estados Unidos, por exemplo. 
- Não teve uma administração de seua carreria, não tinha noção do quanto de dinheiro ganhava e era fiel aqueles que sempre lhes ajudava. 
- Era muito simples e não vivia do luxo. 
- Sempre que vinha ao Brasil, morava na casa de seu editor, Luiz. 
- Quando tinha a certeza de que Viagem do elefante seria seu último livro, decidiu (numa viagem ao Rio de Janeiro) que escrevaria Caim. E escreveu. 
- Quando tinha a certeza de que escreveria outro livro depois de Caim, faleceu e não temrinou.
- O futuro de sua obra é incerto, mas não deixará de ser o que nos países em que já se consagrou, como o Brasil, por exemplo.

Mas de tudo que ouvi ali, de todas as histórias, piadas, contos e causos, teve algo que me marcou. Alguém na plateia, como última pergunta, pediu que cada um dos convidados contasse qual a lição que Saramago havia lhes deixado. E, como não poderia deixar de ser, Luiz deu uma resposta que não esquecerei jamais; realmente me comoveu: 

"Apesar do jeito carrancudo de Saramago, ele não conseguia evitar o sorrisos. E às vezes - bem poucas - até gargalhava. Ele tinha a noção de que tinha uma missão, mas que no fundo, não conseguiria: mudar o mundo. José viveu contraditoriamente a vontade de mudar o mundo". 


E e eu fui para casa pensando... O que eu fiz para mudar o mundo hoje? Eu também quero ir viver, mesmo que na antítese, a vontade de realizar meus sonhos. Miguel Gonçalves Mendes tem mesmo razão: "Saramago era altamente inspirador para todos nós. Ele ia até o limite." 

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OSERVAÇÃO: 

- Luiz Schwarcz anunciou uma homenagem a Saramago, que será realizada no dia 21 de setembro, de 2010, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Será uma exposição de uma fotobiografia do autor, chamada A consciência dos sonhos. Publicarei maiores informações quando sair, mas desde já, sintam-se todos convidados pelo próprio editor, que ficará muito feliz com o sucesso do evento.

- Para verem todas as fotos que tirei do evento, basta acessar o ÁLBUM DE FOTOS DO PICASSA

18 de ago de 2010

[Bienal do Livro] Blogueiros também são gente!

Sábado, 14 de agosto de 2010 e sejam muito bem-vindos a um formigueiro de leitores vorazes chamado Bienal do Livro! Uau! Eu não me lembro, em quase 25 anos participando deste evento, de vê-lo TÃO cheio! Estacionamentos lotados, filas intermináveis para banheiro, alimentação, bebida... Autógrafos aqui e "AHHH"; brindes ali e "EU QUEROOO!"; performances do outro lado e "CORRE, NÃO PODEMOS PERDER!"... Oficialmente, sábado passado foi o maior público de uma Bienal do Livro desde sua existência. Incrível, né??
Será que foi o frio congelante de São Paulo? Será que foi o atrativo do ingresso barato + transporte quase gratuito? Será que foi a programação cultural e todos os famosos que por ali andavam? Não. Eu ainda sou uma sonhadora e prefiro acreditar que foi mesmo a paixão do nosso povo por esse bem tão grande chamado LIVRO! É, eu sei que muitos vão me achar ingênua... Mas e daí? Gosto de ser assim! Porque gosto de acreditar, como já disse aqui inúmeras vezes, que o Brasil ainda será - muito em breve - um país de leitores! 

Mas eu já estava ciente de que seria um dia lotado na Bienal, um dia difícil de olhar os livros, de passear pelos stands. Na verdade, me surpreendeu: não achei que seria IMPOSSÍVEL fazer isso, hehe, mas de qualquer maneira, sabia que seria um dia lotado. Fui mesmo até lá para, além de ver a movimentação, participar do Encontro de Blogueiros, que se deu a partir das 15hs, em frente ao Stand da Giz Editorial. Aproveito, aliás, para já deixar o agradecimento à editora, que nos recebeu muito bem e com atenção de sobra para todos! 
Encontro de Blogueiros na 21ª Bienal Internacional do Livro SP


Eu confesso que fui mais uma espectadora do que uma blogueira mesmo. Mas sabia que muitos blogs queriam me conhecer pessoalmente, então, fui lá, dar as caras, rs! E querem saber? Não me arrependi nem por um segundo, sequer! Vocês não podem imaginar o quão organizados esses blogueiros são: camisetas, marcadores (voltei com uma coleção para casa!), cartões de visita 9estão todos guardados, viu?), crachás... Isso sem contar que o kit turista era completo: máquina fotográfica, caderno de recordações (me senti mto importante ao me pedirem para assinar, hehe), presentinhos personalizados (eu não acreditei quando vi pacotinho com meu nome!! Coisa mais linda!)... 

Alguns brindes e presentes que ganhei dos Blogueiros


Vocês todos estão de parabéns! Eu estou MUITO orgulhosa de ter entrado para este mundo, mesmo que de maneira diferente de vocês e, principalmente, por ter dado oportunidade de ajudar vocês de alguma maneira. Vocês realmente merecem isso, porque se esforçam muito para fazer um trabalho excepcional! E o melhor de tudo é que é isso mesmo que fazem! Os blogs de vocês têm sede de "quero ler mais e sempre", e ali podemos sentir o amor e o carinho que vocês têm não só pelos livros, mas pelos autores, personagens, editoras, parceiros, e tudo mais que envolve este universo!
Aos blogs que não pude encontrar, não se preocupem: oportunidades não faltarão!!
e a todos vocês, do fundo do meu coração, MUITO OBRIGADA, queridos blogueiros! O trabalho de vocês é um estímulo ao nosso! Estou encantada!

Eu e a Pri Bruaner com a equipe
queridíssima do SOBRE LIVROS




 





 

NEM TUDO SÃO FLORES...
Porém, confesso que este dia de Bienal não foi o meu favorito não, muito pelo contrário. E aqui cabem diversas críticas à CBL e ao próprio Anhembi. Além de deixar registrado, novamente, o absurdo do preço do estacionamento (R$ 25,00), a fila para o acesso ao mesmo era surreal e, em pouco tempo, estava lotado, bem como os outros adjacentes. E falando em fila, o que era a fila para conseguir o transporte até o metrô, naquele frio e vento que fazia em SP? Um absurdo!! Isso porque ainda não mencionei aqui a falta de energia elétrica (sim, a luz caiu várias vezes!) e a dificuldade a um acesso de nternet descente, mesmo que 3G.  fFra isso, qualquer copo d´água era no mínimo 30 minutos de espera, que dirá algo para comer, mesmo que pipoca. As filas nos corredores se cruzvam e se misturavam entre si, causando um caos total e bloqueando a passagem dos transeuntes. E os banheiros... bom, melhor nem comentar, mas acho que já fica totalmente implícito que era melhor segurar a vontade de fazer xixi, a ter que encarar aquelas filas de 40 minutos, para encontrar aquele lugar sujo (para não ser indelicada!). 
Atenção, pessoal!! Estamos na maior e mais importante cidade da América Latina, em pleno século XIX! Como é que isso acontece? Desculpem, mas realmente acho inadmissível! E fica a dica para as próximas edições!


OBS.: Para verem todas as fotos que tirei do evento, basta acessar o ÁLBUM DE FOTOS DO PICASSA

13 de ago de 2010

Sejam muito bem-vindos à 21ª Bienal Internacional do Livro - São Paulo

E depois de tantas contagens regressivas, chegou o grande dia da estreia da 21ª Bienal Internacional do Livro - São Paulo!

Os corredores ainda estavam tranquilos, sem aquela loucura dos visitantes e turmas escolares. O clima era amistoso e de reencontro de grandes amigos, como comentei no post anterior. A Bienal é um evento muito mais comercial do que cultural, mas uma questão não anula a outra e, portanto, é importante a participação das crianças, pais e professores, incentivando a leitura desde sempre!



E é nesse quesito que algo, em particular, chamou muito minha atenção: O Espaço do Instituto Pró-Livro, onde, ao invés de comprar livros, somos todos convidados a dar um passeio por dentro do Livro da História de Todas as Histórias
E num ambiente onde o objetivo principal é vender livros - e isso não é segredo para ninguém - ver que ainda há quem resgate o objetivo de instigar a vontade da leitura, é maravilhoso!

A viagem é muito gostosa! Sob o desagio de "Tansformar o Brasil num país de leitores", o Insituto Pró-Livro nos faz caminhar por entre as páginas de uma história em que O Peter Pan usa fones de ouvidos, a Chapeuzinho Vermelho veste tênis, o Saci-Pererê carrega uma pranha de surf e a Emília beija um sapo para virar Príncipe Encantado. Sim, todos os personagens estão trocados e você (eu, ou qualquer um), poderá fazer parte disso.

O texto é narrado na Língua do Mundo da Fantasia, que é traduzida para todas as línguas, permitindo assim, que todo mundo possa fazer parte de todas as histórias!
Com declarações de amor de um PríncipeEncantadoqueaindaémeiosapo, do estilo "Adoro seu cheiro de naftalina", ao beijar a mão de Emília; essa atividade prova que, independendte dele se rou não um dos homenageados desta edição da Bienal, Monteiro Lobato ainda é a alma da literatura infantil. (E quem não leu, corra AGORA para corrigir esta falha, rs!).
Esse passeio por dentro das páginas de um livro, com um teatro simples e encantador, além de dinâmico e criativo, prova que LER é podermos imaginar aquilo que quisermos! Cad aum de nós cosntroi o seu próprio personagem e, como finalizou muito bem Dom Quixote, na peça "Essa é a magia dos livros."
Esse passeio é parada obrigatória a TODOS os visitantes da Bienal, não importa a idade! não deixem de serem os personagens de suas próprias histórias!










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SOBRE ALGUNS STANDS...

Em primeiro lugar, agradeço ao pessoal do GRUPO EDIOURO PUBLICAÇÕES, por toda hospitalidade ao me receberem, com muito carinho e atenção. O stand está lindo, enorme e muito bem localizado, no centro de tudo. A visita torna-se inevitável e, pela quantidade de selos, além das revistas da Duetto e das cruzadas Coquetel, é uma visita que não pode deixar de ser feita!

A Madras Editora está ocupando um grande espaço por lá. Como sempre, mantendo o ar de exoterismo e mistério, que a acompanha desde sempre. A Editora Planeta não fica atrás quando o assunto é espaço. Stand bem iluminado e com grande visibilidade, mas sem nenhum atrativo em especial. O mesmo vale para a Sextante/Intrínseca, que chamou mais atenção pela lindíssima sacola - que infelizmente não consegui uma :( - que estava sendo distribuida aos livreiros.

O stand do Grupo Leya Brasil perde pela má localização, mas ganha pela criatividade e beleza! Um pequeno espaço muito bem aproveitado por seus projetores, com frases lindas espalhadas nas paredes, bem como excelente exposição de todos os títulos dos três selos: Editora Leya, Leya Cult e Lua de Papel. Além disso, estão oferecendo diversos brindes na compra dos produtos, como camista da Lady Gaga, sacola de O mundo de zofia e outras histórias, e uma lanterninha linda, de O Efeito Sombra. Vale a pena conhecer de perto! E sem contar, é claro, que os amantes de marcadores de livros poderão se deliciar por ali... rs!

O stand da Editora DCL estava um agito só! Apesar de pequeno, também - e não acho que isso seja um defeito, estava lotado!! Fica a dica para wuem gosta do estilo RPG e não deixem de dar uma olhada nas publicações da Disney: estão lindas!

Mas o destaque, para mim - todos sabem que sou BEM suspeita para falar, rs - vai para o stand da
Companhia das Letras que, apesar de manter o tradicional ambiente de "biblioteca de casa", com luzes baixas e livros à mão, ganhou muitos pontos por ter se utilizado de trechos de livros, tanto nas paredes do stand, como nos unifromes dos funcionário. Muito boa a sacada! a grande surpresa, é o PENGUIN e os Clássicos Congelados. Aos amantes da boa literatura, vale passar e apreciar isso bem de pertinho!!




Outras editoras como Rocco, Melhoramentos, FTD etc, são passagens obrigatórias para, ao menos, saber o que está rolando no mercado!

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O QUE EU NÃO GOSTEI:

Bom, para começar, ir à Bienal de carro é uma péssima escolha: R$ 25,00 de estacionamento é MUITO caro! ponto negativo ao incentivo aos eventos culturais na cidade. e nem me importa que aqui seja o coniderado principal centro econômico da cidade! Não tenho metrô perto de casa e não posso usar o meu próprio carro pq é completamente inviável gastar R$ 250,00 em estacionamento, não é mesmo? Ponto MUITO negativo esse!

Outro abuso de dinheiro é tudo e qualquer coisa que se queira comer ou beber lá dentro. Tudo é extremamente caro! Um café + pão de quijo não sai por menos de R$ 10,00, que é o preço do ingresso. um tanto quanto desproposital, não?

E, por fim, o excesso de promoções nos corredores é IRRITANTE! Atenção editoras!! Uma coisa é distribuir brindes, o que acho super válido; mas outra, completamente diferente, é um monte de promotores praticamente obrigarem vc a aceitarem os milhões de brindes que eles estão empurrando para cima de você e, ainda por cima, serem grosseiros e xingarem os visitantes e expositores de mal educados, caso a pessoa passe reto ou não queiram os brindes. Pessoal, são DEZ dias de Bienal. Imaginem esses expositores, passando lá, várias vezes durante os 10 dias?? Achei isso inadimissível! uma falta de respeito com todos nós! Isso deveria ser proibido pela organização do evento! Está ultrapassando os limites!


OBS.: Para verem todas as fotos que tirei do evento, basta acessarem o link:
http://picasaweb.google.com.br/Talbertocamargo/21BIENALDOLIVROSAOPAULO#

[Bienal do Livro] Minhas primeiras impressões... do outro lado do jogo!

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010. Sol gostoso de inverno em São Paulo. E logo às 10hs, foi realizada a cerimônia oficial de abertura da 21ª Bienal do Livro, no Parque de Exposições do Anhembi, que nesta edição homenageia dois grandes ícones da literatura brasileira: Monteiro Lobato e Clarice Lispector.

Confesso que nunca antes havia sentido um frio na barriga para entrar em uma Bienal do Livro. Afinal, faço isso desde a primeira edição, com exceção aos anos que não fui ao Rio de Janeiro. Mas, aqui em São Paulo, nunca perdi uma, sequer. Mas este ano era diferente! Este ano eu estava do outro lado do tabuleiro: crachá de convidada e tudo!

Credencial para a 21ª Bienal do Livro - São Paulo

E o frio na barriga passou muito antes do que eu pudesse sentí-lo novamente. Foi só entrar e pronto: eu estava em casa! Passear por aqueles corredores, que cheiram pipoca e tem gosto de sorvete, e encontrar todas aquelas pessoas que me conhecem praticamente desde que eu nasci, fez com que eu me sentisse tão à vontade como se estivesse passando um final de semana em família no sítio. Uma verdadeira delícia!

Mas, como disse, esse ano a Bienal tem um gosto espcial para mim! E por isso, rever todas essas pessoas e conhecer um monte de outras, foi também um networking importante para mim! Trocas de informações sobre o mercado,debates sobre os livros, discussões sobre as tendências...

No fim das contas, a rivalidade do dia a dia, comum por conta da concorrência entre as editoras e livrarias, fica fora desse grande evento especial chamado Bienal do Livro. Lá, todo mundo é amigo, quer se ajudar, conversar e colocar o papo em dia. Isso é fundamental, dada essa vida louca que nós levamos diariamente, sem tempo quase de encontrar essas pessoas, que fazem parte - direta ou indiretamente - do nosso mercado de trabalho. A Bienal oferece essa oportunidade, de os livreiros e editores passearem pelos stands e, mais do que ver o que a concorrência anda aprontando, encontrar os bons e velhos amigos deste mundo tão pequeno. Eu acho que é isso que faz da Bienal do Livro um evento tão especial!



Especial e cansativo! Haja pernas e disposição física para passar o dia inteiro dentro do Anhembi, fazendo reuniões, tomando apertivos, caminhando pelos corredores extensos... Eu só cheguei lá à tarde e garanto a vocês: estou moída! rs! Ai minhas pernas, ai meu joelho esquero, aos meus pés e as bolhas que nele se formaram... Ai tudo em mim!! Mas sabem de uma coisa? É um cansaço recompensador...

Eu pareço uma criança feliz lá dentro. Corro para as atrações, tiro fotos, como algodão doce, brinco, participo... É, acho que essa sou eu, rs! A primeira comparação que fiz à minha mãe quando voltei para casa foi: "Estou me sentindo como se tivesse passado um dia inteiro num parque da Disney". Ela sorriu e me entendeu.

Eu e meu par ideal na Bienal: usa smoking, é interesseiro e tem olhos azuis.
Preciso de mais? I LOVE HUGH LAURIE!


É... Meu lado nerd (rs!) assume que a Bienal, é assim... uma espécie de Disney para mim!

12 de ago de 2010

[Dicas de outras boas leituras] Pensando no livreiro

Nota da PublishNews, divulgada em 11/08/2010 e, também, no site oficial da SuperPedido Tecmedd.
Afinal, o mercado editorial precisa MUITO dos livreiros!


Com 256 páginas, livro traz informação, opinião e entretenimento para o livreiro




Ao completar cinco anos, a Revista Superpedido Tecmedd ganha sua primeira coletânea em livro: o Almanaque do livreiro. Com 256 páginas e dividido em três partes – Reportagens, por Alicia Klein, O negócio do livro, por Aldo Bocchini Neto, e Ficções livrescas, com textos de autores como Miltom Hatoun, José Roberto Torero e Ivan Sant’Anna, o almanaque toma emprestada a espinha dorsal da revista para reproduzir, em novo formato, a própria proposta da publicação: informação, opinião e entretenimento para o livreiro. 
Quem estiver pela Bienal do Livro, em São Paulo, vai poder retirar gratuitamente o livro no estande da Superpedido Tecmedd (rua G2/H1), onde funcionará o Espaço do Livreiro, com diversos serviços e comodidades para esses profissionais. 
Quem não for, é só ligar para a Central de Atendimento da Superpedido Tecmedd no (+55 11) 3472-1888.

[Dicas de outras boas leituras] Preço do livro cai e faturamento das editoras estaciona


Matéria divulgada em 11/08/2010, no PublishNews. Vale a leitura para compreender um pouco mais sobre as entrelinhas do mercado editorial! 

E o mais importante: quem saiu ganhando nessa briga, fomos nós, leitores, que pagamos menos pelo nosso produto LIVRO tão querido!

Boa leitura!



Preço do livro cai e faturamento das editoras estaciona



CBL e Snel apresentaram ontem, em SP, o resultado da pesquisa de produção e venda relativa ao período de 2009 (Maria Fernanda Rodrigues)




No ano de 2009 o mercado editorial brasileiro aumentou suas tiragens, barateou o preço dos livros e não faturou muito mais do que em 2008. Neste período, foram colocados no mercado 386,3 milhões de exemplares, 13,55% a mais em relação ao ano anterior. Em número de títulos lançados, o aumento foi pequeno, de 2,7%. No total, saíram das editoras 52.509 títulos (30 mil reedições). O faturamento do setor ficou em R$ 3,376 milhões. No ano anterior, foram R$ 3,305 milhões, demonstrando uma melhora tímida de 2,13%.
Mas quem ganhou mesmo foi o consumidor, que pagou menos pelo livro. O preço médio foi calculado em R$ 11,11. Aliás, esse valor está em queda desde 2004, quando o livro custava em média R$ 12,68. Para Sônia Jardim, presidente do Snel, o livro se beneficia da economia em escala. O aumento das tiragens médias e a desoneração deixam o livro mais em conta.
Essas informações são da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro em 2009, realizada pela Fipe com 693 editoras por encomenda da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), e apresentada nesta terça-feira (10), em São Paulo. Veja a apresentação.
Ela mostrou ainda que as áreas de Didáticos e CTP tiveram o mesmo crescimento em títulos editados, de 9,07%. Em pior situação estão Obras Gerais, em queda de 7,34%, e religiosos, que lançou 7,14% a menos de livros em 2009. Quando o assunto é exemplar produzido, todos estão em alta e o segmento CTP volta para a lanterna.
Ao longo do ano passado, o mercado vendeu efetivamente 370,9 milhões de exemplares para livrarias, distribuidores, venda porta a porta etc., um aumento de 11,3% ante 2008 (333,3 milhões). Caiu a participação das livrarias (45% em 2008 e 42% em 2009) e das distribuidoras (25% em 2008 e 23% em 2009) na venda de livros, mas em compensação, vendas porta-a-porta, em supermercados e em igrejas e templos aumentaram. O porta-a-porta já é responsável por 16,64% das vendas, o que mostra, também, a entrada da classe C no mercado literário.
A pesquisa apontou que o número de obras traduzidas caiu de 6.626 em 2008 para 5.807 em 2009 (-12,36%). Livros em espanhol tiveram o pior desempenho (-42%). Em compensação, houve um aumento de 4,94% na edição de obras de autores brasileiros. Em 2008 foram editados 44.503 títulos e no ano passado, 46.703.
Livros para a educação básica são lançados em maior quantidade (47%). Na sequência vem literatura geral (infantil, juvenil e adulta), com 20%, seguida de religiosos (11,05%) e autoajuda (3,32%). Livros de informática, arquitetura e agropecuária estão em baixa. Cada um dos temas representa 0,01% do que é produzido.
O governo comprou menos em 2009, mas isso tem a ver com a forma com a que se programa para comprar os livros para as diversas séries. No ano passado, priorizou obras para o ensino fundamental, que são mais baratas. Em termos de faturamento, 2008 fechou com R$ 3,305 bi (desses, R$ 2,4 bi vieram do mercado e R$ 869 mi do governo). Neste ano, foram R$ 3,376 bi (R$ 2,5 bi do mercado e R$ 834 mi do governo). Em relação a exemplares vendidos, o governo comprou mais em 2009 (foram 142 mi contra 121 mi em 2008).
Para Rosely Boschini, presidente da CBL, o crescimento do setor reflete o bom momento da economia e o esforço das editoras. Ela comentou que o setor infantil cresce todos os anos, mas disse estar feliz em ver que o CTP se destacou em 2009. “Isso mostra que jovens e crianças estão lendo mais”. O único problema, disse, é que o governo não compra livros desse segmento, o que pode favorecer a pirataria entre os universitários. Mas o crescimento, acredita, se deve ao boom dos cursos universitários no país.
Ainda segundo a presidente da CBL, políticas públicas constantes na área de leitura são fundamentais para manter o crescimento do número de leitores. Eventos voltados para tal e o acesso maior aos livros são os caminhos para uma sociedade mais letrada, disse.
Sônia Jardim também comentou sobre o mercado infantil. “Estamos com 15% do mercado infanto-juvenil e isso mostra futuros leitores, mas desde que o hábito tenha continuidade”. O futuro do livro, comentou, depende de você ter desenvolvido o hábito da leitura.
Leda Maria Paulani, coordenadora da pesquisa, prevê a volta do crescimento do mercado. “Tenho o impressão de que agora, passada a crise, o mercado vai recuperar o passo e deve voltar à taxa de 6% de crescimento”.

11 de ago de 2010

CUIDADO!! Vampiros nos corredores Bienal do Livro, em plena Sexta-feira 13 de Agosto!

Sexta-feira 13 na Bienal do Livro de São Paulo!

21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

O tema vampirismo será abordado no espaço cultural Salão de Ideias. 

A 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo está preparando uma programação muito especial para o primeiro dia de portas abertas ao público em geral, a sexta-feira 13 de agosto de 2010, no Anhembi.
As pessoas que forem fantasiadas como seus personagens favoritos entrarão de graça para visitar o evento. Os 100 primeiros fantasiados ganharão um kit da Sensações!
Entre as atrações, destaque para a participação de Dacre Stoker, canadense radicado nos Estados Unidos que é sobrinho-bisneto do autor irlandês Bram Stoker, criador do Drácula, o mais conhecido vampiro da literatura mundial. Dacre Stoker é coautor, junto ao especialista no personagem Ian Holt, de “Drácula, o morto-vivo”, sequência do clássico “Drácula”, publicado por Bram Stoker em 1897.
Lançado agora em 2010 aqui no Brasil, pela Ediouro, “Drácula, o morto-vivo” foi inspirado em anotações do tio-bisavô de Dacr e Stoker, e inclui o próprio criador do personagem na história, que se passa em 1912
A participação de Dacre Stoker faz parte da programação cultural do Salão de Ideias especialmente desenvolvida pela Bienal do Livro para envolver o público visitante da feira com grandes nomes do mundo editorial.
Os debates da sexta-feira, dia 13 de Agosto, incluem o tema vampirismo, entre outros.

Confira abaixo a programação deste dia para o Salão de Ideias:

 - 13h - José Mojica Marins
   Zé do Caixão levará sua alma.

- 15h - André Vianco, Martha Argel e Giulia Moon
    Por que o mito do vampiro continua vivo?

- 17h Conn Iggulden
O Império contra-ataca.

- 19h A enternidade de Drácula com Dacre Stocker
    A eternidade de Drácula.

Lembre-se! 
Venha fantasiado do seu personagem favorito e entre de graça na Bienal do Livro! 

Não é necessário ser um personagem de Terror!

10 de ago de 2010

[DICAS DE OUTRAS BOAS LEITURAS] Todo mundo cabe na Bienal do Livro

Matéria altamente recomendável sobre a Bienal do Dlivro, publicada pela Revista Época. Vale a leitura!

A Bienal acontece logo depois da Flip, e pretende abocanhar o público que esta última dispensou. Além dos livros, os debates são a principal aposta desta que é a maior edição da feira
LAURA LOPES
Arquivo  

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo cresceu. No ano de sua maioridade definitiva, quer falar sobre todos os assuntos ligados à leitura e abraçar todos os públicos, sem distinção. Em sua 21ª edição, pretende receber 700 mil visitantes, entre 12 e 22 de agosto, e entretê-los com 1.100 horas de atividades culturais, entre debates, workshops, palestras, performance com atores de TV e até cozinha show com chefs brasileiros e estrangeiros. Uma instalação de 500 m² com livros gigantes chamada "O livro é uma viagem" vai oferecer às crianças um circuito de 30 minutos que inclui túnel de livros e labirinto de páginas. Para elas, será como estar dentro da história. Os grandes homenageados deste ano são os escritores Monteiro Lobato e Clarice Lispector, que ganharam auditórios em seus nomes.

Fora do Anhembi, que abrigará a feira, os paulistanos devem trombar com atores representando papéis clássicos da literatura em parques e shoppings, como Cinderela e Dom Quixote, e livros gigantes, instalados em pontos estratégicos da cidade para chamar a atenção para a Bienal. O marketing tem justificativa: foram investidos R$ 30 milhões no evento, R$ 8 milhões a mais do que no anterior. São 500 horas a mais de programação – na edição passada houve 600 horas de atividades culturais. A intenção é dialogar com todos os públicos, todas as necessidades e políticas. Diferente da Flip, que termina neste fim de semana em Paraty, que reúne a nata da elite intelectual brasileira, e (por que não?) mundial.


sxc.hu
Um Conselho de Curadores foi montado no ano passado para repensar a Bienal do Livro, e imprimir a ela uma personalidade. Fazem parte do grupo Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Danilo Santos de Miranda, diretor do SESC, e o poeta, jornalista e professor Augusto Massi, também editor da CosacNaify. As principais atrações estão divididas entre o "Salão de Ideias" (debates), "Cozinhando com palavras" (gastronomia), "Palco literário" (leituras de textos de Clarice por atores) e "Território Livro" (bate-papo sobre escolhas profissionais, destinado a adolescentes e jovens). "Queremos abarcar todas as áreas do livro e leitura, trazendo todos os elementos para a discussão, desde os direitos autorais à educação", diz Danilo Santos de Miranda. Importante também serão os debates sobre cultura digital e o futuro do livro, durante o Fórum Internacional do Livro Digital, com Jean Paul Jacob, Mike Shatzkin e John B. Thompson (leia mais no fim da reportagem). Segundo Augusto Massi, a força da Bienal está concentrada no "Salão de Ideias", que abirgará os principais debates, uma espécie de ajuste em relação às edições passadas. "Por lá passarão grandes pesos da literatura, como Milton Hatoum e Marçal Aquino, mas também haverá autores jovens", diz. "Talvez seja a Bienal mais representativa dos livros", afirma.

Essa aposta parece ser uma resposta às edições passadas, fracas perto da penetração da Flip. "A Flip foi um acontecimento para o livro no Brasil e fez outras áreas repensarem. Mas hoje ela é questionada. Se expandir demais, coloca sua ideia em cheque", diz Massi, sobre os eventos paralelos às mesas redondas que "destroem a intimidade entre os três tipos de público: leitores, escritores e jornalistas". Para o editor da CosacNaify, o público da Bienal é distinto da Flip; e o evento paulistano permite acesso inclusive a quem não tem passe livre à feira literária de Paraty. A intenção da Bienal do Livro, nesta edição, é ser um fórum de debates que também lança livros – serão 4.200 novos títulos. Confira, a partir do dia 12 (quinta-feira), um especial com reportagens sobre o melhor de sua programação.

21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Local:
Pavilhão de Exposições do Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1209 – Anhembi
Período: de 12* a 22 de agosto de 2010 (o dia 12 é dedicado a profissionais do livro)
Horário: das 10h às 22h (dia 22 com entrada até as 18h)
Expositores: 350 expositores representando mais de 900 selos editoriais
Livros em exposição ou à venda: 2,2 milhões
Títulos em exposição ou à venda: 220 mil
Lançamentos: 4.200
Ingressos: R$ 10,00, R$ 5,00 (estudantes) e gratuita (professores, profissionais da cadeia produtiva do livro, bibliotecários, estudantes inscritos pelo sistema de visitação escolar programada, maiores de 60 anos ou crianças com até 12 anos)
Acesso: Ônibus gratuito na estação Tietê do Metrô e no estacionamento Unipare (Rua Voluntários da Pátria, 344)
Site: www.bienaldolivrosp.com.br

Fórum Internacional do Livro Digital
Local: Auditório Elis Regina, Complexo Parque Anhembi
10 de agosto
20h –
Abertura oficial do Fórum Internacional do Livro Digital.
20h – 21h30 – Palestra ― O futuro do livro impresso num mundo digital, de Mike Shatzikin. 11 de agosto
8h30 – 10h – Palestra ―Os livros na Era Digital, de John B. Thompson.
18h00 – 19h30 — Palestra ― O Futuro já não é mais o que era!, de Jean Paul Jacob.
Inscrições: digital@cbl.org.br

8 de ago de 2010

PROGRAMAÇÃO CULTURAL DA BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO

Uma intensa programação cultural espera por você na
Bienal do Livro de São Paulo!

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, acontecerá de 12 a 22 de Agosto,
das 10h às 22h, no Anhembi. Nesta edição, a programação cultural está mais
extensa, diversificada e representativa com centenas de atividades destinadas a
entreter, gerar conhecimento e estimular o hábito da leitura entre crianças,
jovens e adultos.
No total, serão cerca de 1.100 horas de atividades somadas dentro da
programação cultural.

Confira abaixo um pouco do que terá na Bienal do Livro!

Cozinhando com Palavras

Uma arena gastronômica que receberá chefs de cozinha, profissionais do setor

, críticos gastronômicos e personalidades entusiastas da arte do bem comer, para

debaterem o tema, além de tratarem da gastronomia retratada em livros.
Claude Troisgrois, Allan Vila Espejo, Chakall, Francisco Lellis, André Boccato,

Carla Pernambuco, Marcelo Katisuki, Vitor Sobral, Isaac Azar e muitos outros

fazem parte desta programação. Saiba mais!

Território Livre

Espaço ideal para promover debates sobre temas relacionados ao momento de

definições em que vivem os jovens.
Maurren Maggi, Juca Kfouri, Gustavo Borges, Caco Barcellos, Serginho Groisman,

Lobão e muitos outros fazem parte desta programação. Saiba mais!

Salão de Ideias

O espaço é conhecido por promover mesas de debates entre escritores nacionais
e internacionais sobre os mais variados temas.

Azar Nafisi, Benjamin Moser, Beth Goulart, Maurício de Sousa, Rubem Alves,

Ziraldo, Thalita Rebouças, John Boyne, Conn Iggulden, Roberto Shinyashiki,

Jostein Gaarder e muitos outros fazem parte desta programação. Saiba mais!

Palco Literário

Grandes nomes do teatro, cinema, música e televisão farão um link entre a literatura

e as demais expressões artísticas.
Regina Duarte, Paulo Goulart, Nívea Stelmann, Zeca Camargo, Sérgio Marone,

Carmo de la Vecchia e muitos outros fazem parte desta programação. Saiba mais!

Espaço do Professor

O espaço é concebido para capacitar professores dos ensinos Fundamental e

Médio, de escolas públicas e privadas, a trabalhar o livro em sala de aula.

Saiba mais!


Exploração Discovery Kids, Fábulas com a Turma da Mônica,

Biblioteca para Bebês e muitas outras atrações.


Site Bienal do Livro
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Lista de Expositores
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Como Chegar
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Viagem e Hospedagem
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Saiu na Mídia
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Programe-se para este grande encontro cultural!

Lembre-se:

Bienal Internacional do Livro de São Paulo
12 a 22 de Agosto
10h às 22h
Pavilhão de Exposições do Anhembi
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