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17 de ago. de 2012

Qual poema de Drummond você é?

O site Educar para Crescer, da Abril, trouxe um teste bem bacana!

Qual poema de Drummond você é? Acesse o link e descubra sua personalidade Drummondiana, rs!
O meu resultado não foi o meu poema favorito (As sem razões do amor), mas foi perfeito para mim! Vejam só...




Você é o poema ''Congresso Internacional do Medo''
Você é político. Você não foge e nem se esquiva de um debate. Sabe que o medo de enfrentar pode ser paralisante e então sobe ao púlpito e diz o que pensa sobre o mundo!


CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que estereliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.


Carlos Drummond de Andrade

31 de out. de 2011

Hoje é DIA D!

Não me lembro exatamente quando me apaixonei por Drummond. Mas tenho uma leve suspeita de que fui fortemente influenciada pela minha então professora de Literatura do Colégio Augusto Laranja, onde estudei minha vida toda (Ester era o nome dela!). Ela era tão, mas tão apaixonada pela poesia de Drummond, que não foi muito difícil incentivar os alunos mais chegados à Língua Portuguesa a se envolverem com os saraus literários, Feiras do Livro e afins. E lá estava eu, com 13, 14, 15 anos de idade, e babando com as belas palavras deste poeta que encanta a todos.


O Dia D. Dia de Drummond, criado pelo Insituto Moreira Sales, foi inspirado em iniciativa semelhante ao Bloomsday, quando se comemorar o dia do escritor James Joyce, (ocorre todo ano em 16 de junho). Para os organizadores dessa iniciativa, o principal objetivo é promover e difundir a obra de Drummond. E, para isso, todos estão convidados a comemorar a data, em todo o Brasil, e até em Portugal, seja nas escolas, universidades, livrarias, museus ou até mesmo sozinho.

A data, 31 de outubro, marca o nascimento do poeta, que completaria 109 anos hoje.

Minha dica é que você também espalhe essa ideia e embarque de cabeça nas comemorações. Acesse o site www.diadrummond.com.br, que traz todas as atividades ligadas ao evento e ainda oferece aos admiradores da obra do poeta oportunidade para enviar por e-mail seus próprios vídeos com leituras de poemas de Drummond (o material resultará em novo filme); e comemore o DIA D junto a nós e a Drummond!

Drummond merece muito ser comemorado! Porque se "de tudo fica um pouco", de Drummond fica tudo!


E para comemorar com vocês, faço minha parte e deixo aqui o meu poema favorito...

AS SEM-RAZÕES DO AMOR

"Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
E com amor não se paga.
Amor é dado de graça
É semeado no vento,
Na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor."

(Carlos Drummond de Andrade)


13 de fev. de 2011

Uma pausa para agradecer aos amigos

Ontem eu estava em casa, tentando me recuperar da semana intensa e conturbada que tive, quando resolvi comprar no PPV "Toy Story 3". É, eu ainda não tinha visto esse filme que, aliás, me partiu o coração... (Eu tenho problemas com essa coisa de separações, sempre acho tudo mto triste!)

Assistindo o filme eu comecei a, involuntariamente, fazer metáforas com os últimos dias da minha vida, que foram tristes e amargos... Mas que poderiam ter sido insuportáveis se não fossem os meus AMIGOS.


Eu comecei a fazer uma retrospectiva mental e, pela minha cabeça, passaram todos os amigos... Os amigos pais, os amigos irmãos, os amigos primos e tios, os amigos avós. Os amigos desses amigos. Os amigos de infância, os amigos de ontem, os amigos de agora e, também, os de amanhã. Os amigos das horas boas, os amigos das baladas, os amigos das viagens, os amigos das horas tristes, dos momentos difíceis. Os amigos virtuais, os amigos blogueiros, os amigos de trabalho. Os amigos da vida, os amigos da morte. Os amigos que fariam tudo por você e os amigos por quem você faria tudo. Os amigos sinceros, os amigos das risadas, os amigos companheiros, os amigos namorados, os amigos das lágrimas. Os amigos pais dos amigos. Os amigos pais dos namorados amigos. Os amigos dos amigos.

Aqueles que estiveram lá, aqueles que não puderam ir. Quem telefonou, quem escreveu quem twittou Aqueles que enviaram seus pensamentos, suas energias positivas. Aqueles que ajudaram com a parte burocrática, aqueles que sempre perguntavam: "Vcs já comeram? Não querem tomar um suco? Aceitam uma água?". Aqueles que se responsabilizaram pela contabilidade e planilhas (ah! os anjos do excel...!)


Durante minha última consulta na terapia, contando despretensiosamente sobre tudo o que aconteceu, fui questionada pela seguinte frase: "Nossa! Mas quanto RESPEITO e CARINHO pela sua família, não? Estou impressionado!" 

E sabem o que eu respondi? "Eu não. Não esperava menos de um dos nossos amigos. Eles são assim... Exatamente como nós!"

Então, deixo aqui, o meu MUITO OBRIGADA! Em nome de todo amor e carinho que vocês demonstraram... 

E, como dito em Toy Story 3: "Saudade não tem idade!" - E amizade também não.



"E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem
o quanto são meus amigos
e o quanto minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro,
basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar!

Muitos deles estão lendo esta crônica
e não sabemque estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não têm noçãode como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte do mundo que eu,
Tremulamente construí
e se tornaram alicercesdo meu encanto pela vida.

Se um deles morrer,
eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem,
eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam,
eu rezo pela vida deles.
E me envergonho,
porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes,
mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrimapor não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer...

Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida
não me permite ter sempre ao meu lado,
morando comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e,
principalmente os que só desconfiam
ou talvez não sabem que são meus amigos!"

Carlos Drummond de Andradre

13 de out. de 2010

" A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas, 
por incrível que pareça, a quase totalidade não 
sente esta sede."
 
 
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)