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13 de jan. de 2016

[Canal Editorial] Book Cover 'Eu Amo Ler'

Olá pessoal!!

O primeiro post de 2016 vem com a cara da Bahia!
Durante as minhas férias, contei um pouco do meu novo acessório, a book cover (uma capa para o livro) da linha Eu Amo Ler, das lojas Nobel de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Kit sobrevivência na praia: viseira - para proteger do sol e melhorar a visibilidade da leitura +
protetor solar por motivos óbvios + óculos de sol porque só consigo ler usando eles +
LIVRO, SEMPRE! + Book cover para proteger o livro


Feita de material resistente à água, além de proteger o livro do calor excessivo, da piscina, do mar etc; a cover tem um zíper interno que serve para guardar dinheiro, óculos de sol, protetor solar, celular ou qualquer outra coisa que você queira carregar consigo no verão.

Tá super aprovada e recomendo para vcs curtirem o verão com muita leitura!! :)
Vale conferir abaixo o vídeo do Canal Editorial com mais detalhes.



2 de mar. de 2015

Não me canso de ganhar livros

Já falei há não muito tempo sobre a delícia que é ganhar livros de presente. E acho que esse é um presente do qual nunca vou me cansar.

Assim que voltei ao Brasil, depois de uma breve temporada em Roma, fui surpreendentemente presenteada pelo meu ex-chefe, que ao longo dos últimos anos se tornou um grande amigo, com o livro 'Toda Terça', de Carola Saavedra (a autora tem, coincidentemente, o mesmo sobrenome que ele, hehe).


Esse presente uniu diversas coisas que eu gosto: livro, Livraria Cultura, Companhia das Letras e, principalmente, o desafio de ler um autor novo para mim.

Depois eu conto o que achei! :)

9 de fev. de 2015

Promoção #EuLeioJohnBoyne

Eu raramente participo de concursos, promoções e afins. Primeiro porque eu nunca ganho nada, rs. E segundo porque sou um pouco preguiçosa, confesso.

Mas há algumas semanas a Companhia das Letras lançou a promo #EuLeioJohnBoyne e seria um crime eu não participar, né?

Resolvi arriscar e participei postando no meu Instagram essa foto aqui, coberta por todos os livros impressos que tenho dele:



Há algum tempo eu escrevi neste post aqui o quanto gosto dos livros do John Boyne. Ele é, sem dúvida, meu autor contemporâneo preferido.

Em setembro de 2014, fiz um breve intercâmbio em Roma. O único livro que levei na mala foi 'Fique onde está e então corra', de autoria do próprio, e que ganhei de presente de uma amiga que fazia pós-graduação em RP na Cásper Líbero comigo e, ao decidir me presentear, lembrou-se do quanto meus olhos brilhavam toda vez que eu recomendava um livro do Boyne.

Isto posto, não preciso nem contar a minha felicidade quando a Companhia das Letras anunciou que eu era a grande vencedora da promoção #EuLeioJohnBoyne, né? Obrigada, Companhia!! :)



O exemplar de 'A casa assombrada' chegou bem a tempo de passar na frente de todos os outros livros da minha lista [imensa] de livros a serem lidos.



Porque, para mim, John Boyne é prioridade. E fim!





25 de ago. de 2014

Leitura para inspirar

Se ganhar livros de presentes é uma delícia, SE DAR livros de presentes é um prazer! E o meu mais novo presente para mim mesma é "Empreendedorismo Criativo - Como a nova geração de empreendedores brasileiros está revolucionando a forma de pensar conhecimento, criatividade e inovação".




O livro, de Marina Castro, é uma publicação do Portfólio Penguin, do Grupo Companhia das Letras e mostra quem são os novos talentos brasileiros que criaram negócios nos quais o propósito de vida é fundamental; que trocaram salário e estabilidade pela possibilidade de fazer aquilo em que acreditam, da forma como acreditam, ao lado de pessoas que admiram; quais as histórias de start-ups criativas.

Acho que escolhi certo para esse momento de renovação e de repensar valores pelo qual estou passando. Afinal, eu acredito muito que é possível transformar o mundo realizando o próprio trabalho com prazer, propósito e dedicação.

Estou certa de que vou engolir essa próxima leitura e devorar o espírito empreendedor!


E você, o que está lendo??

5 de ago. de 2014

A delícia de ganhar um livro de presente

Ganhar presente é sempre bom. Especialmente se for inesperado. Principalmente se o presente for livro. E, ainda mais, se for o lançamento do seu autor favorito.

Muito obrigada à minha querida amiga Juliana, por ter tido o carinho e lembrar do quanto gosto de ler e do quanto adoro a obra de John Boyne. <3 nbsp="">


12 de nov. de 2012

A velha [e esquecida] guarda do mercado editorial brasileiro


Há alguns dias o mercado editorial soube que Maria Emília Bender e Marta Garcia deixaram seus respectivos cargos de diretora editorial e editora na Companhia das Letras, após mais de 20 anos de casa.

Raquel Cozer, jornalista da Folha de S. Paulo, trata do assunto com propriedade e mais detalhes em sua coluna. Luiz Schwarcz, editor da Companhia das Letras, dedicou sua coluna no blog da editora, no dia 01/11, em uma homenagem às duas colegas de trabalho. 

O fato é que essa notícia me fez refletir sobre o mercado editorial brasileiro e seus personagens. E percebi que, muito embora eu considere nosso mercado conservador, a velha guarda tem espaço de atuação – e respeito das novas gerações - cada vez menor. 



Muitos vão dizer que estou errada, que esse não é o caso de Maria Emilia e Marta (e de certa forma não é mesmo), mas penso que estamos migrando para uma tendência editorial onde os velhos não têm vez. 

“O mercado mudou”, “a maneira de fazer livros mudou”, “o papel do editor mudou”, “o leitor mudou”... Essas são todas verdades, repetidas incansavelmente, aos defensores das novas gerações. A modernidade dos e-books, a instantaneidade das informações e o caráter plural e inovador dos profissionais estão roubando o lugar, cada vez menos expressivo, dos almoços com autores, encontros de livreiros e da [importante] troca de experiências profissionais. 

Longe de mim ser saudosista e achar que o mundo era muito melhor quando os livros ainda eram manuscritos, literalmente. Não vivi nessa época e nem desejaria viver. Sou da tal nova geração a que me refiro, sou pós-moderna, vivo conectada e acredito no conteúdo digital de qualidade.

Mas acredito, acima de tudo, nas pessoas. Maria Emilia e Marta foram casos públicos, divulgados pela grande imprensa, e por isso as uso como exemplos ilustrativos. Mas quase todos os dias, o mercado editorial perde o brilho ao perder pessoas, especialmente aquelas que dedicaram suas vidas a construir o mercado editorial brasileiro que, embora tenha muitas falhas, é consolidado e chama cada dia mais atenção mundo afora.

Além do mais, estamos perdendo qualidade propriamente dita. Os livros estão sendo feitos a toque de caixa, como se fossem industrializados na produção em massa. O resultado dessa pressa irritante são traduções porcas, revisões desleixadas, edições incompletas, diagramações amadoras e capas repetitivas. Essa urgência da nova geração editorial deixou de lado o respeito com o leitor. 

Com isso, estamos deixando de lado, de maneira nem sempre sutil e amigável, o que temos de mais precioso: a história do mercado editorial brasileiro. Acredito que o papel da nova geração é resgatar na velha guarda editorial o respeito ao leitor e, acima de tudo, o amor ao livro. 

16 de mai. de 2012

[Eventos] Festa de 20 anos da Companhia das Letrinhas

Atenção senhores pais: LEVEM SEUS FILHOS A ESTE EVENTO!!!

Já contei AQUI como os livros da Letrinhas me fizeram ser uma, não só apaixonada por leitura, mas uma profissional do livro.

Então, levem seus filhos, sobrinhos, irmãozinhos, primos, enteados, afilhados, amigos, vizinhos e todas as crianças que conhecerem; e participem deste momento do livro com eles!

Com certeza será um grande estímulo à leitura pro resto da vida dos pequenos!


A festa será no dia 19 de maio, sábado, das 10h às 16h, no Museu da Casa Brasileira (Av. Brigadeiro Faria Lima, 2205, Pinheiros, São Paulo, SP, Brasil).

Para mais informações, acesse o link.

E não deixem de ler o post da editora Lilia Moritz Schwarcz, sobre como a Letrinhas surgiu. Vale mto a pena!

10 de abr. de 2012

O dia em que uma editora liderou os tópicos mais comentados no Twitter

Hoje a Companhia das Letras chegou as 30 mil seguidores em seu Twitter oficial: @cialetras. 

Para comemorar o feito, a editora lançou uma promoção para sortear 30 livros ao longo do dia, sendo 3 livros por hora, das 11h às 20h. 


Os participantes devem tuitar o seguinte modelo de frase:  Eu quero ler (título de um livro da editora). 

A promoção era tão boa, que até eu participei (nunca participo de promos de editoras e afins). Mas realmente pretendo ganhar Festa no Covil ou Noah Foge de Casa. Mas eu nunca ganho nada rsrs!

O fato é que a promoção ganhou tamanha dimensão, que em menos de uma hora, a hashtag #cialetras30mil já era líder dos trends topics do Twitter Brasil. 



E não é todo dia que vemos uma editora, ou livros, ou qualquer coisa ligada ao mundo editorial liderando tópicos no Twitter, não é mesmo? 

É um case a ser estudado pelos universitários, professores de editoração e marketing editorial e também pelas outras editoras. 

Esse post me levará a um outro, muito em breve, sobre o papel dos social medias em editoras. Porque comandar redes sociais, é muito mais do que dar RTs em posts de elogios. 

Por isso, deixo meus sinceros parabéns à Companhia das Letras e a toda equipe do departamento de divulgação, em especial à Diana Passy, que lidera isso como poucos! Rumo aos #cialetras50mil! :)

2 de abr. de 2012

[Dica de outras boas leituras] Companhia das Letras lança quatro novos selos

No meio da minha viagem de férias, recebi a notícia de que a Companhia das Letras estava criando mais 4 selos editoriais.  Fiquei surpresa, mas contente.

Acho importante as editoras saírem da zona de conforto para se adequarem ao mercado e, acima de tudo, ao gosto e necessidades do leitor.

A Companhia das Letras não quis ficar para trás e, com isso, publicou no em seu blog, no dia 16/03, um post de autoria de Luiz Schwarcz, explicando os novos selos.

Segue o post, na íntegra, abaixo para vocês conferirem e se deliciarem com as novidades!

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Companhia das Letras lança quatro novos selos

uma das propostas da Companhia das Letras, quando da sua criação, foi a de tentar falar com um público mais amplo do que aquele que supostamente lia obras de literatura ou ensaio, tidos na época como de interesse restrito. A ideia deu certo porque sempre optamos por livros bem escritos, porque pensamos na literatura como fator de atração de leitores e difusão da cultura.
Bem, a Companhia das Letras evoluiu muito desde 1986, e o país também. Hoje existem mais leitores no Brasil do que há 25 anos; por outro lado, publicando quase trezentos livros por ano, ficou impossível crescer mais fazendo o mesmo. Por isso, neste momento, anunciamos a criação de quatro selos novos, que atuarão paralelamente ao catálogo da Companhia das Letras como se fossem novas editoras.
Assim, nossa empresa começa a se reestruturar como um grupo editorial em que cada selo compõe uma unidade independente, e as atribuições internas serão mais descentralizadas. Os editores dos diferentes selos se ocuparão de uma gama mais ampla de atividades, começando pela contratação do livro, e seguindo até o acompanhamento da sua promoção e venda.
As boas-vindas de hoje são, então, para a Editora Paralela, voltada para a publicação de livros de entretenimento destinados ao grande público; à Editora Seguinte, o novo selo jovem da Companhia das Letras; à Portfolio Penguin, que atuará na área de negócios, política e economia; e à Boa Companhia, série que reunirá, em antologias temáticas, grandes nomes da literatura nacional e estrangeira.
Alguns dos autores e títulos antes programados para a Companhia das Letras migrarão para os novos selos, como, por exemplo, a obra de Patricia Cornwell, uma das escritoras mais bem-sucedidas comercialmente no mundo, e que agora receberá um tratamento editorial diferente na editora Paralela.
Esperamos levar nossa companhia aos vários caminhos percorridos pelos leitores, ampliando nossa proposta editorial, que continua a mesma no ideal de fazer bons livros — em todos os sentidos —, mas agora também para novos públicos. É o que espero, e anuncio com orgulho e alegria.
Luiz

* * * * *

Veja alguns dos lançamentos programados para os novos selos:
Editora Paralela: a partir de abril/2012 (www.editoraparalela.com.br)
  • Scarpetta, de Patricia Cornwell
  • 12 passos para uma vida de compaixão, de Karen Armstrong
  • A idade dos milagres, de Karen Thompson-Walker
  • O livro de Julieta, de Cristina Sáhcez Andrade
  • Sua vida em movimento, de Márcio Atalla
Editora Boa Companhia: a partir de setembro/2012
  • Verso livre (coletânea de poemas brasileiros)
  • O casamento da lua e outros contos de amor
  • No restaurante submarino e outros contos fantásticos
  • A linguagem dos animais e outras histórias de bichos
Editora Seguinte: a partir de setembro/2012
  • É o primeiro dia de escola… Sempre!, de R.L. Stine
  • The Selection, de Kiera Cass
  • Bloodlines, de Richelle Mead
  • All the Wrong Questions, de Lemony Snicket
Editora Portfolio Penguin: a partir de março/2013
  • A vida é uma cordilheira, de Ping Fu
  • Todos os negócios são locais, de John A. Quelch e Katherine E. Jocz
  • The Challenger Sale, de Matthew Dixon e Brent Adamson

24 de jan. de 2012

Um pouco de John Boyne em minha vida


Pra quem não sabe, eu tenho uma leve preguiça de ler esses best-sellers quando eles ainda estão nas listas de mais vendidos. Por isso, eu procuro um movimento contrário ou alternativo. John Boyne não foi exceção.

Já fazia alguns meses que "O menino do pijama listrado" era um dos livros mais famosos do mundo, e acredito que ele já nem estava mais na liderança das listas dos mais vendidos, quando finalmente me rendi aos encantos de John Boyne, seu autor. Mas comecei por um processo inverso ao resto do mundo e me rendi ao autor irlandês quando me encontrei com John Jacob Turnstile, o adorável e divertido protagonista de "O garoto no convés".

Pronto. Não precisou de mais nada para eu me render aos encantos desse romancista histórico, que cria a ficção no cenário real da história distante do nosso dia a dia, mas que ainda envolve os mesmos princípios básicos para sermos bons seres humanos, como lealdade, amor e amizade.

Dali para eu devorar o tão comentado "O menino do pijama listrado", fui um pulo, né? E como este é bem menor que o anterior, não demorei nem dois dias para finalizar a leitura. E faço questão de deixar claro que acho um risco alguém usar do Nazismo como pano de fundo para romances, porque é um assunto mais do que manjado. Porém, Boyne usou do tema com maestria: para mim, este é um dos melhores livros que abordam o tema, já que nunca tinha lido nada que retratasse o horror dessa época pela inocência pueril de uma criança. Ou melhor, de duas. Eu assisti a adaptação para o cinema antes mesmo de ler o livro (coisa que raramente faço) e já havia me emocionado. O pequeno livro tirou lágrimas e uma tristeza profunda de mim. Sem exageros.

"O Palácio de Inverno" estava na famosa lista de "livros a ler" já havia algum tempo. Mas apesar de ter me rendido aos encantos de Boyne, não consigo simplesmente ler os livros dele como se nada estivesse acontecendo na minha vida. Não. Boyne acompanha minha vida de uma maneira que marca mudanças e grandes acontecimentos. Por isso, nesta semana, engoli o último romance de maneira tão apaixonada, que por alguns momentos esqueci das minhas convicções sobre a Revolução Bolchevique (baseadas em tudo o que havia aprendido na escola e que depois, somando a escola da vida, formaram minhas opiniões), e senti uma proximidade estranha à dinastia dos Romanov, em por algum momento, senti compaixão à família do Czar russo e desejei que Lênin e os líderes da Revolução de 1917 jamais tivessem chegado ao poder, aqueles rebeldes.
Não sei se é porque eu acabei de ler este romance, mas arrisco dizer que é o meu preferido, dentre os citados acima (e todos estão nos preferidos da vida!). A construção literária deste texto, é algo de se admirar e respeitar muito, porque não é qualquer autor que consegue ter a habilidade de ir unindo, capítulo a capítulo, um passado recente a um passado distante, dando sentido e coerência a cada página.

A competência dos textos de John Boyne me fazem pensar que o universo literário é realmente algo especial. A capacidade de, ao se ler um livro dele, de aprender história e se envolver num belíssimo romance, passando por todas as aventuras e com delicado senso de humor; é algo realmente especial.

Atualmente, Joh Boyne é, sem dúvida, meu autor favorito. Ele mexe comigo, ele me faz rever conceitos, ele me leva para lá dentro de mim, do meu coração e dos meus pensamentos. Leitura altamente recomendável para todos nós!

E que venha "Noah foge de casa", assim que eu estiver preparada para mais Boyne em minha vida...


5 de dez. de 2011

Companhia das Letras & Penguin Books: uma associação que está dando o que falar!

Não se fala em outra coisa: a editora Companhia dasLetras, um dos principais grupos editoriais do Brasil, vendeu 45% de suas ações à Penguin Books, uma das maiores editoras do mundo. O anúncio foi feito hoje (5/12) pela manhã, pelo próprio Luiz Schwarcz, numa entrevista ao lado de John Markinson, CEO da Penguin. 

Fonte: Blog da Companhia

O acordo prevê que a Penguin será dona de 45% e o grupo brasileiro ficará com 55%. A parte brasileira da editora pertence à família Schwarcz (dois terços) e à família Moreira Salles (um terço). Sócios minoritários da Companhia das Letras deixam de fazer parte deste acordo. Os valores do negócio não foram divulgados. 

Para ambas as partes envolvidas, a sociedade consagra uma parceria iniciada há pouco mais de dois anos com a publicação de uma coleção de clássicos pelo selo Penguin-Companhia.  Mas Schwarcz insistiu em afirmar que a associação com não significa mudança no controle. 

A nova estrutura terá um conselho de cinco membros, formado inicialmente por Schwarcz, sua mulher, a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, Fernando Moreira Salles, Markinson e Gordon Williams, CFO da Penguin.

Para Markinson, o primeiro grande investimento do grupo num mercado de língua não-inglesa é muito significativo, já que, segundo ele, junto com a China e índia, o Brasil é um mercado de grandes oportunidades na área editorial. 

 

E apesar do advento do e-book, o maior foco do interesse da Penguin no Brasil neste momento é o mercado de livros impressos. Já para a Companhia das Letras, a excelência do grupo estrangeiro na área digital é vista como uma oportunidade de desenvolvimento de seus negócios neste setor que ainda engatinha no país.

Vale ressaltar que a sociedade não significa que a Companhia das Letras automaticamente publicará títulos da Penguin no Brasil. Makinson afirma que a Penguin manterá as boas relações que tem com todas as editoras brasileiras. 

 

Interessante observar que o outro grande interesse da Penguin é pelo setor educativo. A editora pertence ao grupo Pearson, que desde 2010 tem negócios importantes no Brasil. É dona do Sistema de Ensino Brasileiro, que inclui o COC, Pueri Domus e Dom Bosco. O grupo também é proprietário do jornal Financial Times e de 50% das ações da revista The Economist

 

Assim sendo, essa associação vai impulsionar o selo Boa Companhia, já existente e que se dedica a publicação de livros mais baratos para o mercado educacional. 

 

É difícil opinar sobre essa associação, já que tudo parece muito recente. O fato é que a Companhia das Letras aparenta atravessar uma de suas melhores fases, com dois best-sellers nas listas dos mais vendidos (Steve Jobs e As Esganadas) e encerrando um longo ano de comemorações pelos seus 25 anos. Portanto, só me resta pensar que a decisão de Schwarcz não foi um tiro no escuro. E nem poderia ser. Foi certeiro. 

 

O lado da Penguin é tão surpreendente quanto o da Companhia. Num momento de crise no mercado econômico norte-americano, um investimento desse porte, no mínimo, impressiona. Confesso que achei a Penguin corajosa e ousada, já que o destino dessa história não pode ser previamente dado como um sucesso. É preciso esperar para ver no que isso tudo vai dar. 

 

O ganho que o mercado editorial brasileiro terá com essa associação ainda é uma incógnita. Mas no meu ponto de vista sempre otimista, só temos a ganhar. Principalmente com o desenvolvimento da área digital. Fora isso, não dá para esperar menos do que tudo o que a própria Companhia das Letras já oferece, não é mesmo? Então, não vejo motivos para nos preocuparmos!

 

Mas, como disse, ainda é muito cedo para afirmações concretas. Vamos acompanhar o desenrolar dessa trama e torcer para um final feliz. Para nós leitores, é claro!  

 

 

 

 

 

 ---

 

P.S.: Leia trechos das cartas de Luiz Schwarcz e John Makinson que foram enviadas aos seus funcionários, publicados no Blog da Companhia

 

P.S.²: Parabéns às duas empresas envolvidas porque, acima de qualquer especulação, essa associação foi um grande negócio na história do mercado editorial brasileiro.


10 de nov. de 2011

25 anos de Companhia das Letras: uma comemoração para quem foi, é e sempre será

Sabe aqueles reencontros de colégio, onde aparecem aquelas pessoas que você nem se lembrava que existiam, mas que ajudaram a construir sua história? Ou, então, aquelas reuniões de Natal, em que os parentes e amigos mais distantes marcam presença? Pois era exatamente esse o clima do coquetel de comemoração dos 25 anos da Companhia das Letras, que aconteceu ontem, 09/11/11, no Sesc Pinheiros, em São Paulo. 

O evento foi último de uma série de comemorações que aconteceram durante este ano. Vale dizer que achei bastante significativa essa decisão da editora de, ao invés de fazer uma grande festa para poucos; convidou o Brasil inteiro, em diversas oportunidades, a comemorarem com eles. E para quem não acompanhou o ano das comemorações, sugiro dar uma passadinha no Blog da Companhia das Letras, que ilustrou tudinho pra gente (todasagradece a Diana Passy por cuidar tão bem do Blog)! 

Mas voltemos à noite de ontem. Bela noite, diga-se de passagem. Lua cheia, calor de primavera, trânsito paulistano favorável. Noite perfeita para muita champagne e um pouco (ou o máximo possível) de Amós Oz



Luiz Schwarcz fez as honras da casa e iniciou a cerimônia, no Teatro Paulo Autran, com agradecimentos aos companheiros de trabalho, aos filhos Júlia e Pedro (ambos trabalham na editora), às netas, aos pais, aos amigos próximos, aos sócios, a todos os presentes e, em especial, a sua esposa, Lilia Moritz Schwarcz, numa das mais lindas declarações de amor que já ouvi: "Lilia editou o meu coração!" 

(Pausa para a dica: Atenção homens! Está decidido: eu só vou amar de verdade quem editar o meu coração! #ficaadica). 

De tudo o que Luiz disse (além da linda declaração pública descrita acima), e num momento de brincadeira, sugeriu que todos os colaboradores da Companhia deveriam ser chamados de editores: o editor de vendas, o editor de divulgação, o editor de revisão... Afinal, todos lêem e amam os livros. Pensei neste instante no meu dia a dia de trabalho. Acho que, dificilmente, eu vá concordar tanto com uma sugestão, mesmo que hipotética, quanto concordei com esta. Ele afirmou, ainda, que "fazendo livros acabei fazendo amigos"; e que é papel do editor (profissional) e da editora (instituição) usar, mostrar, respeitar e espalhar a palavra dos autores.  Para finalizar seu discurso, fez a leitura de um belíssimo prefácio inédito da edição comemorativa de 40 anos, ainda não publicada, de "Meu Michel", de Amós Oz, o autor convidado de noite que segundo Luiz, "foi o autor escolhido para representar todos os outros autores".

Quando Amós entrou em cena, percebi que eu tinha uma ideia muito diferente dele, não sei exatamente o porquê. E, ao longo da conferência, senti-me emocionada e agradecida pela oportunidade daquele momento único. E mágico.  Confesso que tenho vergonha de assumir o quão surpresa fiquei com a palestra de Amós. Sim, porque não deveria esperar nada menos de alguém que escreve romances como ele, não é mesmo?



Vou contar um segredo. Eu tenho uma teoria: todas as pessoas no mundo deveriam poder conhecer Paris. Não que seja minha cidade preferida, porque não é. Mas porque é uma cidade especial e encantadora e de importância histórica e que, de alguma maneira, nos faz mais humanos. Pois ao sair da palestra de Amós, eu acrescentei um item à minha teoria: todas as pessoas no mundo deveriam poder conhecer Paris e assistir uma conferência de Amós Oz. Foi uma experiência que mudou minha vida. E tenho certeza de que a literatura dele mudará a sua. Portanto, leiam Amós Oz. 

"Tudo o que nasce de um sonho, acaba tornando-se uma decepção." (Amós Oz)

Após a conferência, foram distribuídas 100 senhas para autógrafos (só para quem tinha o livro) e teve um coquetel de recepção aos convidados e aos não-convidados. Isso mesmo: quem estivesse por ali era muito bem-vindo a brindar os 25 anos da Companhia das Letras. 




Confesso que não resisti a tietagem quando encontrei com Fernando Morais e disse, num sussurro quase tímido:

- Estou apaixonada pelo seu livro! - Referindo-me ao Os últimos soldados da Guerra Fria, leitura altamente recomendável. E, em resposta, obtive um grito entusiasta que jogou minha timidez para beeem longe:

- Ahhhh! Jura?? Fico feliz! Conte para todos os seus amigos, então!

E lá ficamos, eu e Fernando Morais, conversando sobre os personagens malucos e reais dessa não-ficção mais ficção que já li em toda minha vida! 
A noite de ontem reuniu grandes nomes do mundo editorial. Grandes editores, tradutores, ilustradores, revisores, livreiros, autores e muito mais. Mas para quem estava lá, era uma noite de reunir os amigos, de reviver os velhos tempos, de lembrar histórias, e de brindar à felicidade e ao sucesso de todos, os que foram, os que são e os que sempre serão parte da história da Companhia das Letras.

Parabéns! 

--

PS: Vocês devem estar se perguntando como é que euzinha aqui fui parar nessa história, né? Pois caso não se lembrem, meu pai trabalhou na Companhia das Letras há muitos anos e recebemos o convite em casa para participar do evento (obrigada, papi, seulindo!). O que me faz lembrar de elogiar, mais uma vez, a Companhia, por ter tido a delicadeza de não esquecer de nós. E vale dizer que já contei AQUI que foi exatamente isso que me influenciou a trabalhar com livros hoje. Por isso o carinho tão especial com esta editora.

PS2: Na pressa de sair de casa ontem, procurei rapidamente por algum bloco de anotações que coubesse na minha pequena bolsa. Mas só durante o evento, percebi que o tal bloco era um brinde da própria Companhia, da época do lançamento de "O homem que matou Getúlio Vargas", best-seller de Jô Soares (que aliás, acabou de lançar "As esganadas", que também já está na lista dos mais vendidos). Coincidência? Bom, espero que seja. Afinal, todos sabem o quanto Luiz Schwarcz gosta de uma boa coincidência! 



24 de out. de 2011

Jobs Mania

Hoje foi o dia do lançamento mundial da tão esperada (acho que desejada vem mais a calhar) biografia do nosso querido Steve Jobs, falecido no último dia 5 de outubro.

Aqui no Brasil, a preciosidade chama-se "Steve Jobs: a biografia" (simples, prático e eficiente - não foi ao acaso, acreditem!) e foi publicada pela Companhia das Letras que não deixou nada a desejar no evento de lançamento (na verdade, já não tinha deixado a desejar com a pré-venda, que lidera os rankings das listas do mais vendidos desde a morte de Jobs).



Mas numa brilhante parceria com a Livraria Cultura, que é sempre superparceira das editoras em ações inovadoras, a Companhia das Letras iniciou a venda do livro a partir da 00h01 da segunda-feira, 24 de outubro, na Cultura do Conjunto Nacional, na Av. Paulista, em SP.

E adivinhem só? O evento foi um sucesso! O pessoal fez fila na porta e tudo! Além da abertura e ambientação para essa venda especial, os 50 primeiros clientes que chegarem ganharam o pôster exclusivo da capa do livro. Lindo demais!!

Infelizmente, não pude comparecer ao encontro dos fãs de Jobs, mas hoje de manhã dei uma passadinha por lá e olha que linda que está a Cultura by Jobs!




Valeu, Companhia das Letras e Livraria Cultura: nosso Jobs não merecia nada menos do que isso!

9 de jun. de 2011

25 anos de Compahia das Letras. É muita festa, minha gente!!

A Companhia das Letras comemora 25 anos e quem celebra somos nós!!
Olha que demais a programação que recebi da Diana Passy.





º Encontro Quadrinhos na Cia. abre as comemorações de 25 anos da Companhia das Letras. Conferências com Alex Ross, Amós Oz, Antonio Damásio e Ricardo Piglia fazem parte dos eventos previstos para o 2º semestre.


A editora Companhia das Letras preparou uma programação de eventos para comemorar em grande estilo os seus 25 anos, que serão completados no dia 27 de outubro de 2011. Todos os selos da editora estão envolvidos, assim como o time de funcionários, colaboradores e autores.

Em promoção especial de aniversário, a Companhia selecionou setenta títulos que terão um desconto especial de 50% em 2011. Serão dez títulos por mês que poderão ser encontrados nas principais livrarias do país.

Uma série de eventos abertos ao público irá festejar todos os selos da casa. A começar pelo selo Quadrinhos na Cia., reunimos um time de peso, recrutado por Fábio Moon e Gabriel Bá, para falar sobre o mundo das HQs. Serão quatro mesas com temas que vão da nova geração de quadrinistas até os profissionais que fazem carreira no exterior. O 1º encontro Quadrinhos na Cia. acontecerá no sábado, 21 de maio, das 11h às 21h, na Loja de Artes da Livraria CulturaConfira a programação detalhada no convite.


A Companhia das Letrinhas vai fazer a festa. O evento acontecerá em São Paulo, no Centro Cultural Rio Verde, no sábado 11 de junho, das 10h às 14h. Contação de histórias, música, teatro, oficinas, pipoca, balão, autógrafos e outras surpresas aguardam nossos pequenos leitores.

Como parte dos lançamentos de 25 anos da Companhia, será publicada uma coleção com doze títulos de autores que receberam o prêmio Nobel de Literatura. Cada volume, em capa dura e revestida de tecido, terá tiragem única de 3000 exemplares, com projeto gráfico de Raul Loureiro e Claudia Warrak. Os quatro primeiros títulos, a serem publicados em junho, são Amada, de Toni Morrison, Desonra, de J.M. Coetzee, Ossos de sépia, de Eugenio Montale e Jovens de um novo tempo despertai, de Kenzaburo Oe.

A programação continua no segundo semestre, quando estão previstas várias atividades, entre as quais um ciclo de grandes conferências em São Paulo e Rio de Janeiro, com participação dos escritores Alex RossAmós OzAntónio Damásio e Ricardo Piglia.
Os selos Claro Enigma e Cia. das Letras promoverão uma série de encontros para professores em São Paulo e Rio de Janeiro. Alberto da Costa e SilvaAna Maria MachadoDrauzio Varella são os autores que compõem o time de palestrantes.

Penguin-Companhia das Letras não poderia ficar de fora dessa programação. Nos dias 15 de agosto, 19 de  setembro e 17 de outubro às 20h30, no teatro Eva Herz, haverá leituras de obras de Lima Barreto, Machado de Assis e Joaquim Nabuco pela Cia. Livre de Teatro, dirigida por Cibele Forjaz.

Os detalhes da programação serão informados pelo nosso blog, acompanhe pelo link www.blogdacompanhia.com.br/25anos

26 de abr. de 2011

Jorge Amado coloriu minha quarta de cinzas

No mês passado, a primeira obra de JORGE AMADO completou 80 anos e eu aproveitei para finalmente postar aqui minha breve visita à casa dele em Salvador, Bahia, na quarta-feira de cinzas, logo após o Carnaval. Sim, pessoal! Meu lado nerd (que eu prefiro chamar de amante literário, rs) falou mais alto e eu saí de tras do trio elétrico e fui até o Pelô pra fotografar isso de pertinho pra vcs, queridos leitores. Na verdade mesmo, a intenção era visitar, mas devido à data, estava fechado. Uma pena!!

Eu, na frente da Casa de Jorge Amado, no Pelô, Salvador, Bahia.



E coincidentemente ou não, há 80 anos, o escritor Jorge Amado (1912-2001) publicava seu primeiro livro, "O País do Carnaval", relançado neste mês pela Companhia das Letras.

Desde então, Jorge Amado já deixava registrada sua marca: a brasilidade. E inaugurou ali uma produção literária que mudaria para sempre o mercado editorial brasileiro.




Sempre polêmico, desde os anos 1940, divide os intelectuais. Mário de Andrade o criticava por ser caudaloso, mas pouco esforçado em seu texto. De uma forma geral, os modernistas entendiam sua obra como um retrocesso, já que não promovia inovações de linguagem e não se abria a várias interpretações. Mas aqueles que são favoráveis a sua obra, defendem a fluidez de seus textos, o apelo público e a capacidade de criar personagens.

Minha opinião é claramente expressa pelas palavras de outro grande escritor, João Ubaldo Ribeiro, que afirma que "o livro pode ter densidade psicológica e ser um péssimo romance. Jorge Amado permitiu que muitos leitores gostassem de literatura e se reconciliassem com os temas nacionais".

Lembro de quando ainda na antiga sétima série do Ensino Fundamental nos foi solicitado pela escola a leitura de "Capitães da Areia". Eu fiquei viciada naquele livro. Tá, tudo bem, eu não sou parâmetro. Mas pela primeira vez (e talvez uma das raríssimas) eu vi os meus amigos, que sempre fugiam (e fogem até hoje, rs) dos livros, completamente viciados naquele livro, escrito por um dos maiores nomes da literatura nacional. Vocês acham isso pouco? Pois eu não! Não tenho razões para achar a literatura de Jorge Amado fraca ou infundada. Mas eu não sou especialista no assunto. Portanto, me permito dizer apenas que ele é capaz de trazer as características mais sordidamente verdadeiras de nosso país para dentro das páginas de seus livros, de maneira que nos prende até o último ponto final. E eu ADORO isso!
 
Ao longo da carreira, com 45 livros publicados, vendeu 20 milhões de exemplares no Brasil e foi traduzido em 55 países, onde, estima-se, tenha vendido 60 milhões de livros. Isso fez dele o escritor brasileiro de maior público, só superado por Paulo Coelho.
E sua morte não foi motivo de esquecimento de suas obras. Muito pelo contrário. Em três anos na Companhia das Letras, vendeu 800 mil exemplares, mais que qualquer outro autor da editora.





E você, já leu alguma obra de Jorge Amado? Qual? Gostou? Conte para mim!


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FUNDAÇÃO CASA JORGE AMADO


Fachada da Fu ndação Casa jorge Amado, Pelourinho, Salvador, Bahia. 





Como comentei no início do post, dei uma passadinha lá na Bahia para visitar de perto a Fundação Casa Jorge Amado, que é uma organização não-governamental e sem fins lucrativos cujo objetivo é preservar, pesquisar e divulgar os acervos bibliográficos e artísticos de Jorge Amado, além de incentivar e apoiar estudos e pesquisas sobre a vida do escritor e sobre a arte e literatura baianas. A Casa de Jorge Amado tem também como missão a criação de um fórum permanente de debates sobre cultura baiana – especialmente sobre a luta pela superação das discriminações raciais e sócio-econômicas.

Para manter viva a memória do escritor, a Casa conta com uma exposição permanente de documentos, fotografias, livros, suas apropriações populares, adaptações e objetos relacionados. Também estão expostos prêmios recebidos por Jorge e fotos tomadas por Zélia Gattai (esposa do autor) documentando o dia-a-dia do autor.

Atualmente, a Fundação Casa de Jorge Amado já é considerada um ponto de referência na geografia cultural de Salvador.

A adoção, sugerida por James Amado, da frase “Se for de paz, pode entrar”, como lema da Casa, procurou expressar o desejo dos que elegeram este espaço como um local em que se privilegiasse o entendimento entre contrários, na busca da harmonia e da fraternidade, contra toda forma de discriminação.
Para Jorge Amado, a Casa não deveria jamais se transformar em depósito de documentos, mas se constituir, cada vez mais, em um permanente Centro, vivo e atuante.


"O que desejo é que nesta Casa o sentido de vida da Bahia esteja presente e que isto seja o sentimento de sua existência. Que, ao lado da pesquisa e do estudo, seja um local de encontro, de intercâmbio cultural entre a Bahia e outros lugares."
Jorge Amado

FONTE: Folha de S. Paulo e Fundação Casa Jorge Amado.


PS: Cliquem AQUI e vejam mais fotos das minhas experiências literárias em Salvador, Bahia. Tem lugar mais colorido no mundo do que esse? Lindo demais!

24 de mar. de 2011

E a melhor capa de livro de 2010 vai para...

Num clima amistoso de início de outono, amigos, jurados, jornalistas e profissionais da área se reuniram para assistir à cerimônia de premiação da segunda edição do prêmio de “Melhor Capa de Livro 2010”, promovido pela Getty Images Brasil, que aconteceu nessa 3ª. feira, 22 de março, no Território da Foto, em São Paulo. 

Para quem não conhece, a Getty Images Brasil é uma agência de conteúdo visual e multimídia, de onde os designers extraem grande parte das imagens utilizadas nas capas e miolos dos livros. 

Este concurso compreende as criações produzidas a partir do banco de imagem da Getty Images e tem por objetivo premiar designers autores de capas de livros, pois esses profissionais são essenciais no sucesso do mesmo. A segunda edição do evento contou com 33 inscrições, 80 a mais do que no ano passado. Além disso, o evento tem se consagrado no mercado de criação editorial com a participação de trabalhos de 35 editoras. Entre as finalistas, estiveram presentes capas de livros de algumas das mais importantes editoras do país como Companhia das Letras, Record, Rocco, Leya, Larousse do Brasil e Objetiva/Alfaguara. (Para conhecer mais do concurso, acesse o Blog.). 

Segundo Paula Costa, da Getty, o concurso foi dividido em duas etapas, sendo que na primeira, as capas não estavam associadas aos nomes de seus designers e nem editoras. Já na segunda fase, essas informações foram inseridas para que os jurados pudessem fazer suas escolhas finais. 

A mesa de júri foi composta por grandes nomes do meio editorial, como Victor Burton, designer gráfico colaborador das editoras Companhia das Letras, Record, Objetiva e Grupo Ediouro; Felipe Machado, editor de Multimídia de O Estado de S. Paulo; Sergio Miguez, jurado do prêmio APCA de Literatura e editor-chefe da Revista Cultura; além da participação especial da jornalista Rosângela Peta. Os convidados, além de elegeram os vencedores, fizeram uma deliciosa mesa de debate sobre a importância da capa no processo editorial (a discussão foi tão boa que renderá um próximo post por aqui!).

Os jurados comentaram que os principais critérios na hora da decisão foram:  a subjetividade: a capa causa algum tipo de emoção? Qual?; e a técnica de tipologia e harmonia da imagem escolhida.

Os grandes vencedores foram:

1o. Colocado
Studio warrakloureiro
Designers: Claudia Warrac e Raul Loureiro
Livro: Uma Certa Paz


2o.Colocado
Designer: Rodrigo Rodrigues
Livro: Sudd

3o. Colocado
Designer: Rodrigo Rodrigues
Livro: Retratos Imorais

Melhor Capa Juri Popular 
Eleita pelos presentes no evento de premiação

Estudio Retina 78
Designer Christiano Menezes
Livro: A menina que não sabia ler


Parabéns a todos os participantes!
E parabéns à Getty pela iniciativa! Não podemos nunca deixar de prestar atenção em todos os profissionais que fazem parte da produção de um livro. Homenageá-los, presenteá-los e reconhecê-los faz parte do nosso trabalho em equipe!


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Agradecimento especial à Approach Assessoria, que me chamou para o evento como jornalista/blogueira convidada.

28 de fev. de 2011

Adeus, Moacyr!

O dia de ontem era inevitável: todos nós sabíamos que Moacyr Scliar nos deixaria em pouco tempo. Mas nem por isso, fora menos dolorido. 

O médico sanitarista, começou a escrever em 1970 e acabou trocando a medicina pela literatura. Scliar também recebeu, pelo romance "A Majestade do Xingu", em 1998, o Prêmio José Lins do Rego, da Academia Brasileira de Letras, onde era titular da cadeira nº 31. Teve mais de 70 livros publicados, dezenas de traduções da mais alta qualidade, ganhador de três prêmios Jabuti (2009, 1993 e 1988) e do prêmio Casa de Las Américas em 1989. 


Ele era um daqueles escritores com habilidade nata para escrever. A imaginação lhe fluía nas mãos... e pronto! Surgiam obras maravilhosas, que nos encantam e nos permitem correr todo esse universo incrível criado por ele, sem ao menos precisar sair do lugar!



Moacyr era, sem dúvida, um dos principais nomes da Literatura Brasileira. E vai continuar sendo. Porque se há algo eterno e imortal nesse mundo, é a literatura. E isso, ele sabia fazer como poucos.



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  • Moacyr Scliar faleceu à uma da madrugada de 27 de fevereiro, foi velado na Assembléia Legislativa de Porto Alegre, RS, ontem, durante todo o dia; e o sepultamento foi realizado nesta segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011, às 11h, em cerimônia reservada a familiares e amigos no Cemitério do Centro Israelita da capital gaúcha.

Moacyr Scliar, minha segunda mãe e O final da história


22 de fev. de 2011

E quando seus lugares favoritos deixam de existir?

Há um mês, li no Blog da Companhia das Letras um post que o Luiz Schwarcz publicou diretamente de Nova York, onde passava férias. O post, que levou o nome de Edição Extraordinária, trouxe a triste notícia do fechamento de umas das mais belas livrarias que tive o prazer de conhecer e de me deliciar por horas!


A Barnes & Noble que ficava localizada em frente ao Lincoln Center, um dos lugares mais fantásticos que já visitei, fechou as portas! E essa notícias me foi devastadora!
Minha última visita à Barnes & Noble do Lincon Center.



Lincon Center, NYC.
Quando li o artigo do Luiz, fiquei louca atrás das minhas fotos da minha última visita a esse local (e só achei agora, o que justifica meu delay do post) para poder reviver uns últimos minutinhos daquele cantinho, que ficava numa das esquinas mais glamurosas, numa das cidades que mais me encanta no mundo.

Lembro da minha última visita, quando os termômetros anunciavam exatos 32º F, que equivale a 0º C, ao meio-dia, numa fria e ensolarada manhã de inverno. Entrei na Barnes & Nobles procurando me aquecer, e não saía nunca mais de lá. Minha irmã, companheira de viagem, já estava impaciente: "Tá bom, Tali, aqui é muito legal. Mas se não atraversarmos a rua, vamos perder o Ballet!!", dizia ela, já quase irritada com meu vício. 

A loja não era uma delícia?
E, em seguida, me peguei chateada de verdade com a notícia. Logo eu, uma defensora voraz da modernidade, dos e-books, dos e-readers, dos e-tudomaisqueforpossivel! Justo eu, que acredito que o livro digital chegou para ficar, mas que jamais seriá capaz de roubar o brilho do livro impresso. E, depois de saber que um lugar como este fechou as portas justamente pelo crescimento devorador dos e-books, bateu uma pontinha de insegurança aqui dentro. 

Tudo muito aconchegante!

 Eu ainda não mudei de ideia. Continuo convicta de tudo que disse acima. Mas agora, acrescento um adendo: o advento da modernidade do livro digital vai trazer perdas irreparáveis e dores em cada um de nós, que iremos, aos poucos, vermos nossos cantinhos preferidos fechar as portas, um a um. 

E caberá a nós, carregarmos nossos e-readers para afogar nossas mágoas.




Interior da antiga Barnes & Noble do Lincon Center, em NYC.