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27 de mar de 2013

Você já leu um livro no Google Play?

Na onda dos e-books e e-readers, todas as opções devem ser consideradas.

Como usuária de celular Android e amante eterna dos serviços e da praticidade do Google, resolvi apresentar aqui os livros vendidos no Google Play, a loja virtual desta plataforma. Os preços são competitivos e vale a pena incluir na lista livrarias virtuais.



Claro que, para ler um e-book comprado na Play, é preciso ter um e-reader Android, ou é possível também ler na web. Mas como essa plataforma está disponível em diversos modelos de smartphones e tablets de diferentes marcas, acho válido deixar a dica!

Assim, você pode ler seus livros onde estiver. Eu leio!

10 de jan de 2013

Livros S2 E-books



Eu já tinha decidido que o primeiro post do blog deste ano seria sobre e-books. Afinal, comprei um iPad em novembro e, certamente, foi um dos melhores investimentos que já fiz.

De lá para cá, ando com um bloquinho onde anoto todos os prós e contras de se ler em um e-reader (já aviso que tenho usado muito o Kobo porque gosto de comprar produtos da Livraria Cultura e estou gostando muito!!).

Hoje, quando resolvi colocar a vida virtual em ordem nesse finzinho de férias (sinif!), vi que tinha me mandado um e-mail com um vídeo, no final do ano passado, e que ainda não tinha assistido. E percebi que o tal vídeo, da Editora Intrínseca, resumia exatamente TUDO o que eu anotei ao longo dessas semanas no meu bloquinho.




Em tempo, gostaria de compartilhar que mesmo tendo me apaixonado pelos e-books, ganhei um livro de amigo secreto e, ontem mesmo, comprei um exemplar físico do novo romance do meu autor favorito: O Pacifista, de John Boyne. Ou seja: uma coisa não exclui a outra. 

A ideia de "Livros x E-books", como mostra claramente o vídeo, está mais para "Livros S2 E-books". Experimente você também! 

4 de jun de 2012

Livros apps: o novo conceito de livro digital



Apesar de ser uma eterna apaixonada por livros físicos, sempre estive ciente - e a favor - do advento dos livros digitais. Mas desde que estive em Yale, em julho do ano passado, para o Publishing Management Course, meu pensamento a respeito da produção e vendas de e-books mudou. 

Continuo sendo a favor deles. Mas acredito que falta, principalmente no Brasil, coragem para investir com foco. Voltei do curso em Yale afirmando que levaria a frente dos e-books por aqui quem apostasse enfaticamente na criação de aplicativos (façam uma pausa na leitura e vejam a demonstração do aplicativo "Our Choice", de Al Gore, para entenderem o meu ponto). E, mais além, afirmei que o ideal seria começar investindo nos apps didáticos, para serem usados em salas de aula e nas lições de casa. 

O conceito de e-book deve ser diferente do dos apps de livros: um aplicativo deve ser pensado para haver interação, infográficos, vídeos etc etc etc. 

Outro dia, conversando com uma amiga, debatemos sobre o absurdo que é, em plena sociedade 3.0, as escolas ainda obrigarem os alunos a ficarem quase uma hora parados, olhando apenas para a lousa e para o professor, e ainda exigir que eles aprendam e absorvam o conteúdo, que lhes será cobrado numa única avaliação em que são, literalmente, colocados à prova.

É inconcebível que as escolas, os professores, coordenadores e pais de alunos aceitem com passividade esse atraso na vida de crianças  as mudanças das salas de aula. E leitores conservadores: não me venham com o discurso saudosista que começa com "no meu tempo...". O seu tempo - o nosso tempo - não é o agora. Simples assim. 

Há muito pouco tempo, não existia web mobile, redes sociais, cobertura jornalística em tempo real. Não havia essa necessidade urgente de vivermos compartilhando, curtindo e de sermos instantâneos. E, se o mundo mudou, se a nossa sociedade mudou, por que então as escolas e a educação como um todo não precisariam mudar? É claro que elas precisam!

A escola e a universidade são espaços de debate, de troca de conhecimento. Não dá para ignorar que o acesso ao conhecimento hoje em dia é vinculado à tecnologia. Ignorar isso é um retrocesso na evolução do sistema educacional do país. 


E, então, ontem pela manhã, li na Folha de S. Paulo um artigo da linda da Raquel Cozer, que afirma que Isa Pessoa, ex-diretora editorial da Objetiva, está abrindo uma nova editor, a Foz, que terá foco na produção aplicativos para livros digitais, ou como ela mesma chama na reportagem, os “livros digitais, pensados originalmente para a leitura digital”.

Isa Pessoa
Foto: Cecilia Acioli/Folhapress
A reportagem ainda conta que o carro-chefe da editor sera a Coleção Mestre-Sala, com paradidáticos digitais criados a partir de clássicos da música brasileira. Mas essa brincadeira sairá cara: a produção de cada livro não sairá ppor menos de R$ 90 mil.

Mas a Foz não é única editoa com condições financeiras de investor em um projeto inovador como este. E estou certa de que ela terá muito sucesso e, em breve, começará a ser copiada pelas outras grandes, que engavetaram seus projetos e não tiveram coragem de investir.

As editoras brasileiras vão se surpreender com o sucesso dos livros apps.


11 de mai de 2012

[Cursos] O Livro na era Digital: edição e suportes

A Escola do Escritor está oferecendo o curso O Livro na era Digital: edição e suportes. Veja informações abaixo.

As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O texto não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação. E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergênci a digital e cultural sem precedentes. O objetivo do curso é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO
  • O que é um eBook?
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks


A QUEM SE DESTINA O CURSO
O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

Dia: 19 de maio de 2012 - (Sábado)
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 140,00
Sala de aula:
Rua Dep. Lacerda Franco, 253 (próximo a Rua Cardeal Arco Verde)
Pinheiros - São Paulo - SP - cep 05418-000
Metro Faria Lima



Ednei Procópio - é Coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, membro da Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro - CBL e desde 1998 especialista em eBooks. Ministra o curso “O Livro como Mídia Digital” na Escola do Escritor e o curso Gerenciamento de Cátalogo e Conteúdo para Livros Digitais na Escola do Livro. Integra o Grupo de Trabalho que organiza o Congresso Internacional CBL do Livro Digital. Integra o Grupo de Trabalho sobre Metadados do CERLALC [Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe], um organismo intergovernamental sob os auspícios da UNESCO. É consultor do Sebrae para assuntos relacionados a livros digitais. De 2000 até 2005, Ednei Procópio colaborou, também como editor, com a equipe da iEditora, a empresa pioneira na publicação e distribuição de livros eletrônicos na América Latina. E, mais tarde, com a Edições Inteligentes, editora especializada em Self Publishing. Em 2001, Procópio fundou o we bsite eBookCult cuja biblioteca digital criada contabilizou, no período em que esteve a frente do projeto, mais de 6 milhões de downloads de livros eletrônicos [ auditorados ]; e foi o único site desde então a figurar no topo da busca do Google internacional com a palavra-chave “eBook“. O eBookCult Digital Library Solutions, mais tarde, em 2005, seria a primeira empresa na América do Sul a comercializar um e-reader [ modelo ETI-2 ], em parceria com a empresa americana eBook Technologies [comprada pelo Google no final de 2010], com o conceito de Biblioteca Digital Portátil criado e desenvolvido por Procópio. O eBookCult foi vendido em junho de 2011 para uma startup. Desde 1998, Ednei Procópio escreve textos e artigos sobre os livros eletrônicos no site eBook Reader. Site por ele criado. E também colabora com textos para a Agência de Notícias Brasil Que Lê. Em 2005, Procópio publicou o livro “Construindo uma Biblioteca Digital“. Em agosto de 2010, durante a Bienal do Livro de São Pau lo, lançou sua nova obra: “O Livro na Era Digital“. Também foi sócio-fundador e editor do selo paulistano Giz Editorial onde publicou [de maio de 2005 a maio de 2011] mais de 200 títulos em versão impressa, eletrônica e em áudio. Atualmente, Ednei Procópio está empenhado no desenvolvimento de uma plataforma de livros e leitura chamada LIVRUS, que é baseada no conceito Web 2.o de criação alternativa, colaboração, compartilhamento e convergência cultural. A startup Livrus Negócios Editoriais é uma agência de comunicação especializada em livros que tem como objetivo levar os autores e as suas obras para a Era Digital.

Escola do Escritor
escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
www.escoladoescritor.com.br

14 de nov de 2011

[Dica de outras boas leituras] Projeto Gutenberg disponibiliza mais de 36 mil e-books para download

Project Gutenberg disponibiliza mais de 36 mil e-books para download

Os livros são digitalizados através dos milhares de voluntários espalhados pelo mundo.

Os arquivos estão nos formatos ePub, Kindle, HTML e texto simples. 
Segundo pesquisa realizada pela Associação Americana de Editores (AAP), em fevereiro de 2011, o número de leitores de livros digitais (e-books) cresceu mais de 200% no último ano. 

Porém em 1971, muitos anos antes de existir os diversos e-reader e iPads, Michael Hart decidiu digitar a Declaração da Independência dos Estados Unidos em um computador e distribuí-la para outros usuários. Diante dessa ideia, ele criou o Projeto Gutenberg, conhecido como a primeira e a maior coleção de livros eletrônicos gratuitos do mundo.

Atualmente o site dispõe de um catálogo com mais de 36 mil livros em mais de 40 idiomas, todos em domínio público, que podem ser baixados para todo tipo de dispositivos, de computadores a tablets e smartphones gratuitamente.


23 de ago de 2011

Facebook no negócio dos livros

Demorei (pela falta de tempo, como sempre), mas finalmente vou postar a respeito do novo boom do mercado editorial: cara, o Facebook comprou uma editoraaaa!!! OMG! E agora, José?

Lembram de quando postei, lá de Yale, a respeito de um aplicativo chamado Our Choise, do Al Gore, que foi considerado o melhor app do ano pelo Steve Jobs e blablabla? Então! O FB foi lá e.. bum! Comprou justo a editora que criou esse app. Maladrinhos, né?

Mike Matas: A next-generation digital book


Bom, se o advento do livro divital assusta os conservadores do mercado, o fato de o Facebook (rede social com mais de 750 milhões de usuários), ter comprado recentemente uma editora deve apavorá-los!

E o mercado recebeu com apreensão essa notícia! Afinal, o Facebook adiquirou a  Push Pop Press, que não é uma editora qualquer: é considerada jovem talentosa e promissora. A sua especialidade são livros digitais para iPad e iPhone (viu? O pessoal tem mesmo motivo pra ter medo!)

Apesar de o Facebook negar que pretende ingressar no negócio dos livros e concorrer com os gigantes Apple, Amazon e Google, eu aconselharia todo mundo ficar BEM ligado. O FB afirma que só quer mais uma ferramenta de compartilhamento. Mas é difícil de acreditar!

Livro é um bom negócio da vez e, como todo mundo já sabe, o senhor jovem Mark Zuckemberg não dá ponto sem nó. Portanto, minha dica pros editores e livreiros é: corram atrás de manter-se atualizados e ligados nas novas mídias.

Depois não vale reclamar e culpar a tecnologia, ok?!

27 de jul de 2011

[Yale] E-book é SIM assunto de editor


Imagem de apresentação de Melcher: "Surface or Substance? Reading in a digital age"

O PublishNews de ontem publicou o texto “E-book não é assunto de editor”, de Cindy Leopoldo, e confesso que fiquei extremamente assustada. Não pude deixar de discordar. Primeiro porque, o mesmo portal deu manchete para o 2º Congresso Internacional do Livro Digital, que está acontecendo no Brasil. E, principalmente, porque em apenas dois dias de Publishing Management Course, em Yale, EUA, não tenho a menor dúvida de que o livro digital veio para ficar. 

No mesmo dia em que li o texto da Cindy, no qual afirma que “e-book é assunto de sites e revistas de tecnologia, se localiza mais ou menos entre a seção de smartphones e a de games”; ouvi Liisa McCloy-Kelley, vice-presidente e diretora das Operações de Produção Digital da Random House, afirmar que os e-books estão aqui para ficar e que já existe uma nova categoria de mão-de-obra especializada no mercado editorial: a do livro digital.

E isso inclui um EDITOR. Não se faz livros sem editores, sejam eles impressos ou digitais. E como funciona um editor de livros digitais? Bom, que tal começar com a difícil decisão de qual plataforma usar? Será um e-book? Será um app? Terá animações? E ilustrações? Que tal um vídeo? Outras decisões importantes, como formato da diagramação (que não está mais presa a um número de cadernos pré-determinados); ou quais títulos existirão APENAS na versão digital, entre outros, deixam bem exemplificado que e-books é SIM assunto de editor.

Liisa McCloy-Kelley disse uma dessas coisas óbvias que ninguém nunca presta atenção: “O futuro [do mercado editorial] está em algum lugar no equilíbrio entre impressos e digitais.” E não pude concordar mais. 
Os impressos não vão sumir e, muito provavelmente, serão objetos de consumo e desejo, assim como são hoje os discos de vinil são para os amantes da música e indústria fonográfica. Mas livrarias vão falir e editoras vão fechar e devemos encarar o fato com pesar, mas sem nos espantarmos. O Brasil ainda está atrasado na produção dos livros digitais, mas isso não o exclui do processo. Muito pelo contrário: é  inevitável e pertence a um futuro muito próximo. 

Imagem de apresentação de Melcher: "Surface or Substance? Reading in a digital age"

Meu conselho? Preparem-se! Especializem-se! Não lutem contra isso, porque vocês vão perder! A tecnologia facilita nossas vidas e isso é um fato consumado. Por isso, a mudança é inevitável. Depende apenas de você fazer disso uma coisa boa. Ou não.






P.S: Para quem tem iPads, iPhones ou iPods Touch e estiver disposto a gastar U$4,99, sugiro darem uma olhada no app OUR CHOICE, de Al Gore. Foi apresentado a nós ontem no curso, durante a palestra de Melcher, da empresa criadora do app, que ganhou o prêmio de melhor app do ano. Não me lembro de nada mais significantemente revolucionário em livros digitais. #ficaadica!

16 de mai de 2011

[Dica de outras boas leituras] E-book já é o formato de livro mais rentável dos EUA

Para quem ainda não acredita no potencial dos e-books...

E-book já é o formato de livro mais rentável dos EUA




As vendas de e-books cresceram 202.3% desde fevereiro de 2010, enquanto as dos formatos físicos apresentaram redução. Na categoria de livros adultos, tanto brochura quanto capa dura, a queda foi de 34.4%, chegando a US$ 156,8 milhões em fevereiro passado. Já as de livros infantis teve redução de 16,1%, totalizando US$ 58,5 milhões.

A AAP atribui o bom desempenho dos livros eletrônicos em fevereiro às fortes vendas depois do Natal, quando as milhares de pessoas foram presenteadas com e-readers e tablets.

Em janeiro, a Amazon havia anunciado que, no último trimestre de 2010, vendeu nos EUA mais e-books para seu e-reader Kindle do que brochuras.

A AAP, porém, adverte que seus dados não devem ser tratados como oficiais, já que são enviados voluntariamente pelas editoras, em vez de pelas varejistas.

Fonte: O Globo



22 de fev de 2011

E quando seus lugares favoritos deixam de existir?

Há um mês, li no Blog da Companhia das Letras um post que o Luiz Schwarcz publicou diretamente de Nova York, onde passava férias. O post, que levou o nome de Edição Extraordinária, trouxe a triste notícia do fechamento de umas das mais belas livrarias que tive o prazer de conhecer e de me deliciar por horas!


A Barnes & Noble que ficava localizada em frente ao Lincoln Center, um dos lugares mais fantásticos que já visitei, fechou as portas! E essa notícias me foi devastadora!
Minha última visita à Barnes & Noble do Lincon Center.



Lincon Center, NYC.
Quando li o artigo do Luiz, fiquei louca atrás das minhas fotos da minha última visita a esse local (e só achei agora, o que justifica meu delay do post) para poder reviver uns últimos minutinhos daquele cantinho, que ficava numa das esquinas mais glamurosas, numa das cidades que mais me encanta no mundo.

Lembro da minha última visita, quando os termômetros anunciavam exatos 32º F, que equivale a 0º C, ao meio-dia, numa fria e ensolarada manhã de inverno. Entrei na Barnes & Nobles procurando me aquecer, e não saía nunca mais de lá. Minha irmã, companheira de viagem, já estava impaciente: "Tá bom, Tali, aqui é muito legal. Mas se não atraversarmos a rua, vamos perder o Ballet!!", dizia ela, já quase irritada com meu vício. 

A loja não era uma delícia?
E, em seguida, me peguei chateada de verdade com a notícia. Logo eu, uma defensora voraz da modernidade, dos e-books, dos e-readers, dos e-tudomaisqueforpossivel! Justo eu, que acredito que o livro digital chegou para ficar, mas que jamais seriá capaz de roubar o brilho do livro impresso. E, depois de saber que um lugar como este fechou as portas justamente pelo crescimento devorador dos e-books, bateu uma pontinha de insegurança aqui dentro. 

Tudo muito aconchegante!

 Eu ainda não mudei de ideia. Continuo convicta de tudo que disse acima. Mas agora, acrescento um adendo: o advento da modernidade do livro digital vai trazer perdas irreparáveis e dores em cada um de nós, que iremos, aos poucos, vermos nossos cantinhos preferidos fechar as portas, um a um. 

E caberá a nós, carregarmos nossos e-readers para afogar nossas mágoas.




Interior da antiga Barnes & Noble do Lincon Center, em NYC.

17 de fev de 2011

[Dica de outras boas leituras] Livros interativos começam a ser usados na educação de crianças

Será que ainda tem quem não acredite na invasão dos livros digitais? 
Pois a FOLHA.COM publicou um artigo que ajuda, mais uma vez, a provar que este é um  caminho sem volta! 
Então, se vc ainda tem dúvidas, é melhor rever os seus conceitos: os e-books vieram apra ficar!!

Leiam matéria do dia 4/02/2011abaixo:

(Por TALITA BEDINELLI)


Pedro Henrique Soares, 8, e Lui Furlan, 7, leem na tela do computador um livrinho que explica o significado da palavra "porta". Ficam encantados, não apenas pela história, mas pelos recursos que a acompanham: músicas, narração, vídeo e um "quiz" sobre o que leram. 
Leitores vorazes dos livros de papel, segundo eles mesmos contam, os dois começam agora a se aventurar pelo mundo da leitura digital.
O colégio onde estudam, o Notre Dame, na zona oeste de São Paulo, adotou na semana passada uma biblioteca virtual de literatura infantil, criada pela editora Callis.
Ela será usada ao menos uma vez por semana com as crianças dos ensinos infantil e início do fundamental.
A biblioteca é a primeira do tipo no Brasil, segundo a Callis. Mas outras editoras, de olho no crescimento do uso de tablets tipo iPad, também investem em livros digitais para o público infantil, que vão além da simples digitalização do livro impresso.
O objetivo das editoras é criar livros mais interativos: além de poder virar a página e colori-las com o mouse, os leitores podem ouvir músicas e a narração das historinhas. Em versões para iPads, as crianças podem tocar na tela do dispositivo e mover os personagens, por exemplo.
Na última Bienal do Livro, em agosto, a Globo Livros lançou "A Menina do Narizinho Arrebitado", de Monteiro Lobato, em uma versão de aplicativo para iPad.
Com ilustrações atraentes, o livro permite que, com um toque, a criança mude letrinhas de lugar, faça a personagem espirrar ou toque um gongo para que apareça na tela um exército de grilos.
A Abril Educação também lançou em aplicativos similares dois livros de Walcyr Carrasco no final do ano passado. Em "Meus Dois Pais", a criança pode "montar" um retrato da própria família e, em "A Ararinha do Bico Torto", é possível pintar a ave.
As opções tendem a aumentar neste ano. A Zahar afirma que está estudando projetos de livros digitais mais interativos, assim como a editora Melhoramentos, que está desenvolvendo 12 livros em formato aplicativo, afirma Breno Lerner, superintendente da editora.
Ele acredita que os livros digitais interativos podem despertar o interesse da criança pela literatura. 



LIVRO COMPLEMENTAR
Educadores ouvidos pela Folha dizem, entretanto, que o uso desses dispositivos requer cuidado: como funcionam como uma proposta diferente da do livro de papel, não devem substituí-lo. Os dois devem conviver.
A escola deve manter e estimular a ida das crianças à biblioteca tradicional. E os pais não podem trocar a leitura de historinhas em livro de papel pelas do iPad.
"É a emergência de outro tipo de mídia, que dá a possibilidade de usar outro suporte, como som, música. Mas o importante é saber lidar com a diversidade", afirma Maria José Nóbrega, assessora pedagógica de literatura da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e de colégios particulares.
Segundo ela, o livro digital, com recursos que simulam barulhos ou ações do personagem, acabam não permitindo que a criança imagine o que está lendo e exerça a criatividade, por isso é importante manter a leitura do livro de papel.
Ilan Brenman, doutor em educação pela USP e escritor de livros infantis, acredita que o livro digital interativo se aproxima mais da linguagem da televisão, do cinema e dos jogos eletrônicos.
"Quando você dá um iPad para a criança, ela brinca com aquilo. Leitura não é exatamente o que ela está querendo", afirma.

22 de jan de 2011

Alguém ainda tem dúvida de como serão os futuros leitores?

Tem jeito mais gostoso de sair pra um feriadão prolongado do que dividir essas imagens com vcs, meus leitores queridos?


Julia, 3, & Logan, 1, brincando e se divertindo com o iPad


Parece que o futuro é mesmo ser um leitor digital.
E por que não virar as páginas do iPad com os pés?


Logan J. Hills, 1 ano e 4 meses, já brincando com o iPad

E cuidado para não pegarem no sono com o livro em mãos, hein?

Julia Grace Hills, 3 anos e 1 mês, que acabou dormindo depois de tanto brincar com o iPad


BOM FERIADO, PESSOAL!!!

11 de jan de 2011

[Dica de outras boas leituras] Escolas americanas adotam iPad para ser usado em casa e em sala de aula

Imagine só seu filho chegar em casa em falar para você que tem que fazer a lição de casa e, para isso, tira da mochila sei iPad??
Pois esse futuro não está NADA distante!!
Uma matéria publicada no jornal norteamericano The New York Times traz a novidade quentinha: "Escolas americanas adotam iPad para ser usado em casa e em sala de aula"


Mas sabe o que é o mais bacana? Os tablets da Apple foram distribuidos pelas próprias escolas, e não material obrigatório a ser comprado pelos pais. Taí um exemplo de modernidade e garantia de cidadania a todos, né?

Leiam abaixo a matéria na íntegra.





Quando os estudantes norte-americanos voltaram às aulas nesta semana, alguns levavam Apple iPads novinhos nas mochilas, recebidos não de seus pais, mas de suas escolas.
Cada vez mais escolas nos EUA estão adotando o iPad como a mais recente ferramenta para lecionar sobre Kafka em modo multimídia, história por meio de jogos como os game shows de TV e matemática por meio de animações passo a passo de problemas complexos.
Como parte de um programa piloto, a Roslyn High School, de Long Island, distribuiu em dezembro 47 iPads a alunos e professores em duas turmas de exatas.
Os iPads têm custo individual de US$ 750 e serão usados em classe e em casa.
"Isso nos permite estender a classe para além do edifício escolar", disse Larry Reiff, professor de inglês.
Modas tecnológicas vêm e vão nas escolas, e outras experiências cujo objetivo era propiciar melhor experiência a crianças criadas na era dos videogames apresentaram resultados contraditórios.
Os educadores, por exemplo, continuam divididos quanto aos resultados das iniciativas para oferecer um laptop a cada aluno.
No momento no qual os distritos escolares tentam conseguir aprovação para seus orçamentos, gastar dinheiro na compra de computadores tablet pode parecer uma extravagância.
E alguns pais e pesquisadores expressaram preocupação por as escolas investirem no equipamento antes que seu valor educacional tenha sido comprovado.
"Existem poucas indicações de que as crianças aprendam mais, mais rápido ou melhor quando usam essas máquinas", disse Larry Cuban, professor emérito de educação na Universidade Stanford, para quem seria melhor gastar esse dinheiro no recrutamento, treinamento e retenção de professores.
"O iPad é uma ferramenta maravilhosa para envolver as crianças, mas ele logo deixa de ser novidade e voltamos às questões essenciais do ensino e do aprendizado."
Mas os dirigentes escolares dizem que o iPad não é apenas o novo brinquedo da moda, e sim uma ferramenta poderosa e versátil.
As escolas públicas municipais de Nova York encomendaram mais de 2.000 iPads, por US$ 1,3 milhão.
Até mesmo alunos de jardim de infância estão recebendo iPads.
A Pinnacle Peak School, de Scottsdale, Arizona, converteu uma sala de aulas desocupada em um laboratório equipado com 36 iPads conhecido como iMaginarium, e ele se tornou o polo central da escola porque, como afirma o diretor, "entre todos os aparelhos que ele oferece, o iPad é o que mais atrai a garotada".
Mas defensores da tecnologia, como Elliot Soloway, professor de engenharia na Universidade de Michigan, e Cathie Norris, professora de tecnologia na Universidade do Norte do Texas, se preocupam com a possibilidade de que os dirigentes escolares tenham se encantado demais com o iPad e por isso desconsiderado opções menos dispendiosas, tais como celulares inteligentes que oferecem benefícios semelhantes a uma fração do custo básico de US$ 500 de um iPad.
"Pode-se fazer tudo que um iPad faz com tecnologia e hardware de uso corrente, e a preços US$ 300 e US$ 400 mais baixos por aparelho", disse o professor Soloway.
A Apple vendeu mais de 7,5 milhões de iPads, de abril para cá, reportou a empresa, mas não se sabe quantos desses para escolas.

10 de jan de 2011

[Dica de outras boas leituras] A publicação no formato digital não é uma opção, é uma questão de sobrevivência

O blog TIPOS DIGITAIS trouxe um artigo que intriga! A publicação no formato digital não é uma opção, é uma questão de sobrevivência traz à tona um debate que permanece em pauta, mas que ainda não convenceu todo mundo: os livros digitais vieram mesmo para ficar? Pois, de acordo com Carlo Carrenho, editor do texto, parece que sim!
Leia na íntegra abaixo e tire suas próprias conclusões!






A publicação no formato digital não é uma opção, é uma questão de sobrevivência
No ano passado, publiquei o post Por que eu não acredito em Papai Noel, Saci Pererê e DRM. Alguns dias depois, recebi um telefonema de alguém ligado ao mercado brasileiro de e-books. A pessoa estava bastante frustrada com meu texto, pois achava que ele serviria como desincentivo para que editores entrassem no mundo digital e publicassem seus livros em formato eletrônico. Embora não tenha concordado com a crítica como um todo, percebi que eu não havia deixado claro minha posição sobre a publicação ou não de e-books, mas apenas mostrara que o DRM é absolutamente ineficaz. O resultado é este post que escrevo agora.

Aviso aos editores: a revolução digital chegou e seu catálogo estará disponível em breve em formato digital. Quer vocês queiram ou não.

É isto mesmo. Em 2010, o faturamento de e-books correspondeu a 9% do faturamento das grandes editoras americanas. Em 2008, foi 1% e em 2009, 3%. O crescimento tem sido exponencial. Em alguns poucos anos, haverá uma grande demanda por livros no formato digital, e onde há demanda, há oferta. Se os editores não fornecerem seus livros em formato eletrônico, alguém vai. Por mais que se combata a pirataria, será impossível evitar que algum adolescente na Lapônia ou em São José do Rio Preto digitalize um livro indisponível e o torne acessível na internet.

Os editores que, para evitar a pirataria, optem em não publicar no formato digital estarão apenas incentivando a pirataria. Parece paradoxal, mas é fácil explicar. Qualquer leitor honesto que busque a versão digital de um livro em uma e-bookstore se sentirá legitimado a procurar uma cópia pirata caso não encontre a edição oficial disponível. “Eu até compraria o original, mas não encontrei”, dirão eles. É claro que não basta que o livro esteja disponível. Ele terá de ter um preço justo e o processo de compra e download tem de ser absolutamente simples. Por isso que o próprio DRM pode, além de não evitar a pirataria, incentivá-la.
Do lado do pirata, seja ele motivado por ganância financeira ou por um sentimento de Robin Hood, com certeza ele se sentirá mais inclinado a copiar e disponibilizar obras que não podem ser compradas ou que sejam vendidas a um preço inadequado do que livros facilmente encontráveis em e-bookstores. Afinal, haverá mais demanda para os “livros difíceis”. Mas, de maneira geral, pirata ou leitor honesto se sentirão moralmente justificados em copiar um livro não disponível.

“Mas se eu não digitalizar meu livro, será muito mais difícil copiá-lo”, dirão alguns editores. Verdade. Mas não será difícil o suficiente. Pesquisadores da Universidade de Tóquio já desenvolveram um protótipo de scanner que permite digitalizar 200 páginas por minuto apenas passando rapidamente as folhas de um livro. Em um futuro não muito longínquo, teremos celulares capazes de fazer isto e livreiros preocupados não apenas com ladrões de livros, mas ladrões de conteúdo em suas lojas.

Concluindo, a pirataria é de fato uma ameaça. DRM é uma solução no mínimo ingênua para o problema. O desafio está em como minimizar o efeito da pirataria e usá-la para monetizar o conteúdo. E quem não entrar no mercado de livros digitais já perdeu a priori a luta contra a pirataria e por um lugar ao sol no futuro digital da indústria editorial.




23 de nov de 2010

[Dica de outras boas leituras] E quem disse que os tablets não são os livros da nova geração?

O PublishNews da semana passada trouxe um artigo bastante interessante, escrito por Mike Shatzkin, que tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial, é fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e diariamente acompanha e analisa os desafios e as oportunidades dessa nova era digital.

O post trata da relação livros infantis + e-readers. Eu pude comprovar que isso essa união dá samba pessoalmente quando, há poucos meses, vivi uma experiência die 15 dias com minha afilhada, de 2 anos e meio, e seu irmãozinho, de apenas 1 ano; que sabiam mexer melhor no iPad da mãe deles do que eu!
Essa mistura dá uma ótima receita. Que tal experimentá-la?



Livros infantis impressos X tablets

Esse post vai discutir uma ideia que eu já tinha mesmo antes da notícia dessa manhã (1/11) sobre as novidades no cenário de e-products. Sempre fui meio cético em relação aos enhanced e-books, baseados no meu  palpite de que não funcionariam há 15 anos quando apareceram os CD-Roms. Mas é cada vez mais óbvio que produtos estilo CD-Rom podem funcionar muito bem com livros infantis. Na verdade, estou começando a pensar que enhanced e-books ou produtos estilo aplicativos poderiam superar os livros como suporte preferido em pouquíssimo tempo. Menos de dez anos.
Os motivos por ser cético em relação aos enhanced e-books (ou enriched, um termo recente que ouvi e que pode ser melhor) é porque livros adultos são escritos como experiências de leitura de narrativas sem a intenção de serem interrompidas para serem lidos por pessoas que valorizam a experiência imersiva (Nem todos. Mas a maioria dos livros que pensamos ser best-sellers ou literatura). Meu palpite é que será difícil mudar muitas das horas de consumo agora devotadas à leitura imersiva por outra coisa bem diferente. E vejo isso como um desafio qualitativamente diferente do que a mudança da própria leitura imersiva de um mecanismo de distribuição (papel) para outro (telas).


A razão pela qual o material infantil não sobreviveu no período CD-Rom há 15 anos foi a complexidade do mecanismo de distribuição. Era preciso estar no computador, o que normalmente significava um desktop. Era preciso carregar o CD-Rom, que na maioria dos computadores (porque poucos eram Macs na época) exigiam navegação adicional antes da reprodução. Esses produtos não eram realmente acessíveis a crianças, mesmo se a programação contida neles fosse dirigida a esse público.
Mas esses problemas não continuam nos "livros" para crianças (se for assim que você quiser chamá-los) que estão migrando para iPad, smartphone ou, agora, o NOOKcolor (que, eu acho, é como seus donos gostariam de chamá-lo).
O grau de imersão que você consegue num livro é diretamente proporcional à fluência com a qual ele é lido. Isso significa quanto mais jovem você for, mais provável que aceite uma experiência de leitura interrompida.
E como os aparelhos ficam mais baratos e mais ubíquos, pais e filhos vão aprender rapidamente como as experiências interativas podem ser divertidas, instrutivas e acessíveis.
Comecei a escrever esse post no fim de semana porque ficamos sabendo de várias iniciativas empreendedoras que estavam focadas no desenvolvimento de materiais infantis dessa forma.  Depois, o Publishers Lunch dessa manhã (1/11) nos contou a história do que está acontecendo na Callaway, o que só fortaleceu a certeza de que há muito dinheiro sendo colocado nessa ideia.
Resumindo, cheguei ao ponto de vista de que o mercado de livros juvenis vai migrar para produtos digitais "enhanced" de forma muito mais rápida do que a narrativa adulta e que, como resultado, a criação e publicação para os vários mercados de livros infantis estará cada vez mais a cargo de novas empresas e cada vez menos a cargo das editoras de livros.
A reportagem sobre a Callaway Digital Arts que saiu no Publishers Lunch hoje (1/11) é incrível.  Eles não só garantiram 6 milhões de dólares de financiamento do iFund liderado pela Kleiner Perkins Caufield & Byers, mas também ganharam 30 milhões do programa "Pronto para Aprender" do Departamento de Educação. Com esse empurrão, a Callaway diz que planeja produzir 150 aplicativos anuais, daqui a dois anos. Estão sendo vistos pela Apple como "parceiro estratégico" para ajudar o iPad a "transformar a educação".
Apesar de ser a mais famosa, a Callaway não está sozinha no foco sobre o mercado de conteúdo para crianças construído a partir de livros.
A Oceanhouse Media está construindo o que parece ser um negócio comparável de uma forma completamente diferente.  Em vez de procurar investidores para seu capital, a Oceanhouse conseguiu se autocapitalizar construindo uma rede de desenvolvedores dispostos a trabalhar por uma participação nos projetos que estão desenvolvendo. Eles conseguiram fazer acordos com a Hay House (que não é dirigido a crianças, em princípios), seus vizinhos em San Diego. E conseguiram os direitos do Dr. Seuss e Berenstain Bears. Numa conversa com eles, me pareceu que conseguiriam entregar novos produtos no mesmo nível que a Callaway, mas muito antes do que esse prazo de dois anos.
A Trilogy Studios possui sócios que dirigem estúdios de games na Electronic Arts, Fox Interactive e Vivendi Universal Games, tendo lançado recentemente o produto infantil de maior sucesso até o momento, um MMO (que significa um jogo "Massive Multiplayer Online") baseado num filme de animação bastante famoso. Eles expandiram o portfólio para incluir livros interativos de histórias e jogos sociais, além de contratarem o editor veterano Marc Jaffe (até recentemente da Rodale) para garantir os direitos de algumas das marcas mais reconhecidas de entretenimento e do mercado editorial para futuros desenvolvimentos digitais.
Rick Richter, até recentemente o chefe de publicações para crianças da Simon & Schuster, criou uma concorrente no setor chamada Ruckus Media Group. Eles estão fazendo aplicativos para Apple e Android, compraram os direitos do Rabbit Ears Library (clássicos infantis lidos por celebridades) e estão contratando autores com conteúdo original.
Smashing Ideas é um site, estúdio de games e aplicativos que já está no mercado há 14 anos. Eles trabalham com marcas voltadas para a juventude como Hasbro, Nickelodeon e Disney há vários anos. Agora fizeram um acordo para desenvolver projetos com a Random House e também desenvolvem projetos em cima de livros em domínio público com aplicativos, entre eles a Guerra dos Mundos, O Livro da Selva e o Mágico de Oz. Isso não é nenhuma surpresa porque Ben Roberts, que agora lidera a divisão de e-book, ajudou a criar Alice para o iPad.
Todo esse investimento e todo esse desenvolvimento deve ter a mesma visão que eu. As crianças serão o grande mercado para esse tipo de produto. A narrativa linear pode ser imersiva somente até o ponto em que o ato de leitura em si for fácil e sem esforços. Não é possível se perder na história se você precisa ficar procurando palavras ou relendo com frequência sentenças para entender o significado.
Isso significa que é muito mais difícil para um jovem imergir na história só com palavras no papel. É por isso que os livros infantis oferecem muito mais do que isso: imagens, claro, mas também pop-ups e vários outros elementos tridimensionais, até onde podem ser distribuídos em algo que é fundamentalmente papel amarrado.
É possível dizer que as crianças sempre possuíram "enhanced books"!
Os novos aparelhos têm muito mais capacidade do que os CD-Roms para se relacionar com mais do que palavras - formas que a maioria dos que amam a leitura imersiva poderiam achar distrativas ou chatas, mas que as crianças adoram. A navegação intuitiva com touchscreen, um desenvolvimento relativamente recente, facilita a participação e a interação com uma mente ativa que ainda não aprendeu suficiente linguagem para trabalhar confortavelmente com dicas escritas.
Não vivo numa atmosfera centrada nas crianças, mas estou consciente de que nos dois últimos anos os pais que pensaram que seus filhos eram jovens demais para os gastos de conectividade de um iPhone concordariam em comprar um iPod Touch, que faz o mesmo exceto as ligações (e, portanto, não tem nenhuma conta mensal). Um amigo meu que continua defensor da "mídia antiga" recentemente me perguntou o que eu achava de um Touch para seu filho de 7 anos, que não queria ficar atrás dos seus amigos que já tinham um. Essas crianças não estão usando o Google para fazer a lição de casa; estão jogando games que são a vanguarda tecnológica do novo mercado de livros infantis.
O iPad levou essas novas empresas a entrarem no mercado explícito de fazer enhanced e-books baseados nos livros infantis. O NOOKcolor somente coloca lenha na fogueira.
E como o NOOKcolor é metade do preço ou até menos que um iPad, os pais ficarão mais relaxados com a possibilidade de seus filhos brincarem com ele.
Há testemunhos de que crianças podem ficar mais interessadas num livro de papel depois de terem contato com os personagens e a história através de um enhanced e-book ou aplicativo. Estamos descobrindo isso porque os enhanced e-books feitos hoje estão tendo como base livros que já existem. Isso é uma forma bastante inteligente de entrar no mercado. Por que aumentar o desafio criativo começando do zero quando existe uma enorme quantidade de marcas estabelecidas e personagens para licenciar? E como o primeiro grande sucesso nesse gênero infantil, Alice para o iPad, demonstrou e a Smashing Ideas percebeu, mesmo a exigência de licenciamento pode ser evitada com o uso de textos em domínio público como base.
Meu palpite é que editores - ou quem tiver os direitos - terão um belo negócio, durante um tempo, licenciando livros e personagens para desenvolvedores de enhanced e-books chamados "estúdios digitais" que os transformarão em produtos bem-sucedidos. Com o tempo - e não vai demorar muito - esses estúdios se transformarão nos criadores de novos personagens e franquias, e o livro se tornará o "direito subsidiário". Em quanto tempo? Não muito. Entre três e cinco anos?
Qualquer editor que quiser entrar no mercado infantil no meio dessa década, é melhor comprar um desses estúdios, ou fundar um.
Essa ideia surgiu na minha cabeça há um mês; precisou vencer meu preconceito contra interrupções chatas que é como eu vejo a maioria dos enhanced e-books dirigidos a adultos. Então, claro, começamos imediatamente a montar um painel sobre o assunto para a Digital Book World. Isso me levou a conversar com muitas dessas empresas. Ainda não decidimos quem vai discutir o que estão fazendo nos dias 25-26 de janeiro, mas certamente será uma conversa sobre o futuro próximo do mercado editorial juvenil.