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3 de jan. de 2011

1.584 livros e contando...

Já faz alguns anos que me empenhei em catalogar TODOS os livros de casa. Foi a maneira mais metódica e trabalhosa, mas mais eficiente de saber quantos livros existem naquelas paredes e, principalmente, de controlar os empréstimos que, por muitas vezes, ficaram perdidos pelo mundo agora.
E não é porque trabalhamos no meio literário que podemos simplesmente perder os nossos livros por ali, não é mesmo?


Essa ideia louca foi influência de uma pessoa querida que me ensinou a utilidade e a praticidade do Excel (é, pensando bem, essa pessoa me viciou no programinha, rsrs!!) Daí foi fácil! Juro que foi!! Trabalhoso, é verdade, mas simples! Era só anotar o TÍTULO, AUTOR, EDITORA, GÊNERO, COLEÇÃO e em qual lugar da casa estava guardado (Não, infelizmente eu ainda não tenho uma biblioteca linda e enorme na minha casa, rs!).




É, queridos leitores... Eu virei #Aloucadasplanilhasdoexcel! Há quem diga que é meu TOC. A quem diga que sou inútil. Eu não me importo, porque agora sei o que tenho e posso emprestar livros para quem quiser! E acreditem: em casa nós emprestamos mesmo! Minhas primas e amigos fazem a festa: pegam um, devolvem outro, trocam esse por aquele... uma biblioteca gratuita, eficiente, e sem pressão da data da devolução. Mas eu SEMPRE quero todos de volta, viu?!

A partir de então, todo livro que chega, eu anoto na lista, bem como os empréstimos (com nome da pessoa que levou e a data que isso ocorreu; e desmarco nas devoluções) e fica muito mais fácil de saber o que temos e como podemos arrumá-los.

A última contagem foi feita no dia 27 de dezembro de 2010, a última segunda-feira do ano, totalizando exatos 1.584 exemplares de livros não-repetidos dentro da minha casa. UAU! né?



Desse total, o destaque vai para duas editoras: o Grupo Ediouro Publicações, que unindo os selos Ediouro (174) + Agir (98) + Nova Fronteira (58) + Thomas Nelson (28), totaliza 358 exemplares, levando o troféu de campeã! Em seguida, vem a Companhia das Letras, que junto com os selos Cia. das Letras e Companhia das Letrinhas somou 186 exemplares. No terceiro lugar do podium está a Nova Cultural, com 94 títulos.

Mas não para por aí não! Tem outras grandes e pequenas editoras que enchem nossa casinha de muitos, muitos livros! Tem Rocco, Leya, Lua de Papel, Totalidade, Universo dos Livros, Salesiana, Sextante, Intrínseca, Mundo Cristão, Prumo, Versus, Record... Ixi! É editora - e livros - que não acaba mais!!
E não achem vocês que eu gasto todo o meu salário com isso. Sou louca, mas dentro das limitações financeiras, rs! Essa coleção foi se fazendo ao longo dos 35 anos que meu pai trabalha no mercado editorial, somado aos meus poucos dois anos também no ramo. É um presente aqui, um pedido ali, cotas de um lado, favores de outro... Assim, aos poucos, crescemos um montão nossa lista de livros! E claro, compramos muitos também! Principalmente os das nossas áreas de estudos para as faculdades e as leituras obrigatórias de colégio (sim, eu também passei por elas, rs!).

O fato é que livro sempre foi um objeto presente na minha vida! E cuidar dessa coleção, que para mim vale ouro, é mais do que minha obrigação!
E para vocês, que também amam os livros, eu sugiro que façam o mesmo. Afinal, temos que preservar esse bem tão precioso!

É... acho que minha condição é MESMO estar rodeada de livros, né?!?





P.S.: A quem interessar, o modelo da minha planilha está disponível para download. É só clicar AQUI

6 de dez. de 2010

[Dica de outras boas leituras] Guerra de Poderes

O mercado editorial é muito menos ingênuo do que parece e nada do que acontece por aqui são meras coincidências do acaso.

Na semana passada, uma discussão entre dois grandes grupos editoriais veio à tona: plágio de capas ou aproveitamento de oportunidade comercial?

Seja lá o que for, o Grupo Ediouro Pulicações não ficou nada contente com a nova publicação do Grupo Leya Brasil, "O Poder Invisível", de Ruediger Schache; pois afirmam ser plágio da capa de sua publicação "O Poder", Rhonda Byrne, mesmo autor de  "O Segredo", também publicado pela Ediouro e que foi um estouro de vendas em todo o país.

O mais curioso de toda essa história é que eu tive contato com essa publicação quando trabalhava no selo Lua de Papel, do Grupo Leya Brasil, e posso garantir que a versão original portuguesa, que leva o nome de  "O segredo do imã do coração" não tem absolutmanete nada a ver com o lançamento de Rhonda, como pode ser observado nas imagens abaixo. Vale notar aqui, também, que a capa de "O Poder", publicado pela Agir na versão brasileira, segue o mesmo padrão do mundo inteiro (título original: "The Power") como eu mesma testemunhei em recente viagem aos EUA e Canadá.

Leiam, a seguir, nota publicada no Estadão desse sábado a respeito do fato, bem como as declarações de ambas as partes.

Vale ficar atento no desfecho dessa situação, no mínimo, embaraçosa...


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Guerra dos Poderes, por Raquel Cozer

O Poder (foto à dir.), de Rhonda Byrne, está no centro de uma questão que deve acabar na Justiça. Rhonda, vale lembrar, virou best-seller com O Segredo, que só no Brasil vendeu 2 milhões de cópias. Há pouco, o novo título da autora (que, como o anterior, saiu pela Ediouro) chegou às lojas e encontrou um gêmeo: O Poder Invisível (foto ao centro), de Ruediger Schache, editado pela Leya. Ambos têm capa vermelha com foco de luz ao centro, nome do autor em tipologia manuscrita e a palavra “segredo” em destaque. A curiosidade: o título original de "O Poder Invisível" é algo como “o segredo do coração magnético”. A obra saiu como O Segredo do Amor (foto à esq.) pela Leya de Portugal – que, por lá, também lança o livro de Rhonda.

Luiz Fernando Pedroso, diretor-geral do grupo Ediouro, telefonou esta semana para o administrador da Leya portuguesa, Isaías Gomes Teixeira, pedindo explicação, que ainda não veio. Diz que tomará “as medidas judiciais cabíveis”. Consultado pela Babel, Pascoal Soto, diretor da Leya no Brasil, disse que as capas são só “parecidas”. Que o título original “não pareceu atraente para o mercado brasileiro” e que achar que o leitor fará confusão é “chamá-lo de burro”.

20 de out. de 2010

O rei das Cariocas...


"A mulher ideal é sempre a dos outros."

Na noite de ontem, estreiou sua mais nova minisérie: As Cariocas. E, para quem não sabe, a nova trama da telinha é baseada no clássico homônimo do glorioso Sérgio Porto. E, em homenagem a este grande gênio da literatura brasileira - e aproveitando o sucesso da minisérie global - resolvi contar um pouquinho sobre este autor. 


"A polícia prendendo bicheiros? Assim não é possível. Respeitemos ao menos as instituições."



Sérgio Porto começou sua carreira jornalística no final da década de 40, nas revistas Sombra e Manchete e nos jornais Última Hora, Tribuna da Imprensa e Diário Carioca. Nessa mesma época, junto com o grande ilustrador Tomás Santa Rosa, criou o personagem Stanislaw Ponte Preta, com brilhantes crônicas satíricas e críticas, e inspirado no personagem Serafim Ponte Grande de Oswald de Andrade


"A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento."




Porto também contribuiu com publicações sobre música e escreveu shows musicais para boates, além de compor a música "Samba do Crioulo Doido". Foi também o criador e produtor do concurso de beleza As Certinhas do Lalau, onde figuravam vedetes de famosas. 


"Amor, dinheiro e lua, parando de crescer começam logo a diminuir."


Era um grande defensor daaquele que chamava de verdadeira MPB pela sigla MPBB - Música Popular Bem Brasileira. Além disso, era um conhecedor do jazz e um boêmio admirável, com muito senso de humor. Era um intelectual de primeira e grande piadista contra a ditadura militar. Assim, surgiu uma de suas maiores criações: o FEBEAPÁ - Festival de Besteiras que Assola o País.

Mas, acima de tudo, Sérgio Porto era um mestre de frases de efeito e comparações enfáticas:


"Mais inchada do que cabeça de botafoguense."
"Mais assanhado do que bode velho no cercado das cabritas."
"Mais suado do que o marcador de Pelé."
"Mais duro do que nádega de estátua."
"Mais feia do que mudança de pobre."
"Mais murcho do que boca de velha."

Suas últimas palavras, ao sofrer seu derradeiro infarto, no dia 29 de setembro de 1968, foram: "Tunica, eu tô apagando".

Obras publicadas:

Como Stanislaw Ponte Preta

  • Tia Zulmira e Eu (1961)
  • Primo Altamirando e Elas (1962)
  • Rosamundo e os Outros (1963)
  • Garoto Linha Dura (1964)
  • FEBEAPÁ1 (Primeiro Festival de Besteira que Assola o País) (1966)
  • FEBEAPÁ2 (Segundo Festival de Besteira que Assola o Pais) (1967)
  • Na Terra do Crioulo Doido (1968)
  • FEBEAPÁ3 (1968)
  • A Máquina de Fazer Doido (1968)
  • Gol de Padre

Como Sérgio Porto

  • A Casa Demolida (1963)
  • As Cariocas (1967)
  • A velinha contrabandista (1967)

"A dúvida dele não era a de que pudesse não ser um homem mas a de que talvez nem chegasse a ser um rato."



As Cariocas

A obra assinada pelo próprio Sérgio Porto é de 1967 e aborda tudo o que a mulher carioca tem e gosta de mostrar.

Em 06 crônicas incrivelmente bem escritas (que serão apresentadas cada uma em um episódio da minisérie), Sérgio Porto interpreta a vida da cidade do Rio de Janeiro e, acima de tudo, a psicologia das mulheres. 

"A Grã-Fina de Copacabana", "A Noiva do Catete", "A Donzela da Televisão", "A Currada de Madureira", "A Dequitada da Tijuca" e "A Desinibida do Grajaú" são interpretações das componentes mais belas deste Rio feito de beleza: as cariocas.

  

O livro ganhou nova - e bela - edição pela Editora Agir. Por que não experimentam um pouco do primeiro capítulo do livro para saborearem a beleza da mulher carioca, e das palavras de Sérgio Porto? É só clicar AQUI.


A mini-série da Globo, que estreiou ontem, apresentou a belissíma atriz Alline Moraes como "A Noiva de Capocabana". Numa adaptação um tanto quanto global da crônica de Sérgio Porto, o diretor Daniel Filho deu um caráter Rodrigueano aos textos na telinha, lembrando a todos os fãs de Nelson Rodrigues as geniais adapatações de "A Vida Como Ela É...", também dirigida por Filho.
Apesar da leve distorção de caráter, "As Cariocas" estreiou com o glamour que as atrizes globais gostam e merecem. Leiam mais a respeito da série no Blog de Mauricio Stycer.

É uma boa escolha de programação na TV aberta. Mas, como já sabem, para mim, NADA substitui a leitura. Então...