Mostrando postagens com marcador Editoras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editoras. Mostrar todas as postagens

8 de mai de 2013

Oportunidade comercial para pequenas e médias editoras


A Ivo Camargo Jr. – Consultoria e Representação Comercial nasceu em 2012, com o intuito de incentivar e ajudar as pequenas e médias editoras a conseguirem visibilidade nas livrarias, distribuidoras e diversos pontos de venda de todo o País.

Com foco neste público, a empresa oferece atendimento personalizado com ações diferenciadas junto a seus clientes, de acordo com as necessidades e orçamento de cada um. Como diferencial, buscam ser o elo de comunicação entre a editora e o mercado.



Para tanto, a consultoria conta com uma equipe de especialistas próprios formada por profissionais que já atuaram como líderes em organizações de grande porte do ramo, tendo expertise para conduzir os negócios na área.

Ivo Camargo Jr., o 'pai da consignação'.
Criada por Ivo Camargo Jr., o "pai da consignação", e atuando em parceria com Maurício Carvalho, a empresa já soma mais de 30 anos de experiência na área comercial do mercado editorial. 

A fim de ser uma empresa de atuação e reconhecimento nacional, centrada na excelência de serviços nas áreas de consultoria e treinamento profissional e que atenda às necessidades de todas as editoras do País, contribuindo para o desenvolvimento do mercado editorial brasileiro, a Ivo Camargo Jr. – Consultoria e Representação Comercial promove soluções na área de gestão comercial das editoras, visando criar um relacionamento comercial sustentável e duradouro com as livrarias, distribuidoras e diversos pontos de venda de pequeno, médio e grande porte do País. 

Sempre guiada pela confiança, respeito e transparência, a empresa também oferece serviços de gestão editorial e de comunicação; e palestras.



Ivo Camargo Jr. – Consultoria e Representação Comercial aposta nesse segmento pois acredita que o valor do livro não está relacionado ao tamanho da editora e, portanto, todas devem ter as mesmas oportunidades de expor seus catálogos e lançamentos para o público leitor.


Para conhecer mais sobre este projeto pioneiro e inovador no mercado editorial, acesse o site: www.ivocamargojr.com.br


25 de jun de 2012

[Vagas] Escrituras Editora contrata estagiário de diagramação


A Escrituras Editora está contratando um estagiário para a área de diagramação. 

O candidato deve cursar graduação em editoração, design, produção editorial e/ou desenho industrial. É necessário ter conhecimento de design gráfico e artes visuais para uso de programas de edição de texto e imagem (Adobe Photoshop, InDesign, Ilustrator, entre outros). 

Os interessados devem enviar curriculo para: coeditorial@escrituras.com.br


Escrituras Editora e Distribuidora de Livros Ltda. 

Twitter: @escrituasedit

Rua Maestro Callia, 123 - Vila Mariana 
São Paulo - SP - Brasil
CEP: 04012-100 
Tel / Fax: (11) 5904-4499





28 de abr de 2012

[Eventos] Flipoços 2012 e 7a. Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas



Para quem quer aproveitar o feriadão prolongado de uma maneira bem literária, a dica é dar um pulinho em Poços de Caldas, MG, para conferir de perto o Festival Literário de Poços de Caldas, o Flipoços 2012; e a 7a. Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas.

O evento, que é a maior festa literária da região do sul de Minas, homenageia nesta edição grandes nomes e defensores do livro no Brasil, como Tatiana Belinky e José Mindlin.

Vale a pena acessar o site oficial dos eventos para conferir a programação completa e não perder nada!

O evento vai de 28 de abril até 06 de maio. Não percam!






24 de nov de 2011

[Cursos] Como Montar e Administrar com Sucesso uma Editora

Direitos e Deveres de cada um. A relação Autor x Editora. Associações. A Ficha Catalográfica, o ISBN e o Depósito Legal. O negócio do livro. Mobiliário, Capital Inicial e Capital de Giro. Impostos e isenções. Papel Imune.  Produção e etapas de uma publicação. Formatos. Tipos de Papéis. Aprendendo a calcular a quantidade de papel para impressão de uma obra. Orçamento gráfico e acabamento. A distribuição e os principais canais de comercialização. Selo Editorial e Parcerias. A Internet e o fenômeno da Cauda Longa. Quando imprimir offset ou Digital. O livro sob demanda e a autopublicação. O mercado Web-to-Print. Prêmios, Bienais e Oportunidades.

Data 19 de novembro de 2011 - Sábado 
Horário: das 9h00 às 16h00 – 1 hora de intervalo
Docente: João Scortecci
Preço único: R$ 150,00

Sala de aulas:
Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 (esquina com Rua Teodoro Sampaio) 
CEP 05417-010 - Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3034.2981

Como chegar

João Scortecci - Escritor, Editor, Gráfico e Livreiro. Diretor-Presidente do Grupo Editorial Scortecci. Foi conselheiro da CNIC, Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, de 1997 até 2006. Diretor-Adjunto e Vice-Presidente da Câmara Brasileira do Livro, em três gestões. Membro do GEDIGI e do GE-EDITORIAL /Abigraf–SP. Conselheiro da ABTG. Docente da Escola do Escritor. É editor do portal Amigos do Livro e coautor do livro Guia do Profissional do Livro - Informações importantes para quem quer escrever e publicar um livro.

29 de mai de 2011

Ranking Geral das Editoras 2011

Em primeiro lugar, peço desculpas a vocês, leitores, pela demora de posts como este. A vida corrida realmente tem me impedido de me dedicar ao Blog, não só como deveria, mas como gostaria. De qualquer maneira, cedo ou tarde, eu sempre atualizo vocês da melhor maneira possível!

Mas chega de blablablas e vamos ao que interessa, rs!

---

No dia 19/05/2011, o PublishNews divulgou, em seu blog, o Ranking Geral das Editoras de 2011, no período entre 7/1/2011 a 13/5/2011.

Segue abaixo um print screen com as 15 primeiras editoras (Parabéns a todas!) , mas recomendo (MUITO!) que leiam a matéria na íntegra clicando AQUI, para entender o processo classificatório, os motivos que levaram o PublishNews a fazerem este ranking e, é claro, para ver a lista completa. 



Vale observar como o mercado editorial brasileiro é injusto e curioso em diversos aspectos. A primeira colocada, a Editora Globo, teve apenas 5 títulos na lista, mas vendeu tantos (tipo... tantos MESMO) livros do Padre Marcelo, que lidera sem medo de ser ultrapassada. Já a segunda colocada, a Editora Sextante, teve 38 títulos na lista. Interessante, não? Se analisarmos o restante da lista com atenção, poderemos perceber que este comportamento padrão se repete ao longo de todas as posições. 

Assim, podemos concluir facilmente que, as editoras mais bem colocadas não são, necessariamente, as mais apreciadas pelo público em geral; apenas tiveram a sacada de um bom título best-seller. Como o próprio post do PublishNews é entitulado, há exemplares que fazem toda a diferença.

O mercado editorial brasileiro é cheio de pegadinhas como essa. Não nos deixemos enganar pelas apaências e sejamos críticos na hora de tirarmos conclusões sobre a qualidade das publicações. 

Boa leitura!

16 de mar de 2011

Vendedor de livro: um personagem essencial

Dia 14 de março é o dia do Vendedor de Livros.
Acabei não tendo tempo de postar no dia correto, mas não deixaria essa data passar em branco. Eu devo toda minha carreira a um vendedor de livros: meu pai!

Já postei aqui uma vez sobre isso em Um sonho de criança. Vale dar uma lida pra entender minha relação com o mundo editorial e como vim parar aqui. Mas, em resumo, meu pai, Ivo Camargo, trabalha no mercado de vendas de livros há mais de 35 anos. E foi assim, convivendo nesse dia dia editorial, que acabei querendo ser editora.

Mas fora minha relação pessoal com os vendedores de livros, vale prestar minha homenagem aqui a este profissional que faz todo o nosso trabalho valer a pena! É ele quem leva cada um dos livros que produzimos com tanto carinho às pratileiras das livrarias e às páginas dos sites.

O trabalho de um vendedor de livros é algo interessante. Para quem acha que as livrarias simplesmente ligam para as editoras e fazem seus pedidos, errou! O vendedor de livros é um personagem essesncial, que faz essa ponte e cria relações de amizade e harmonia entre os editores e os livreiros. O vendedor de livros é aquela figura que circula, que apresenta o material e que convence o comprador intermediário que vale a pena investir naquele livro que vocês, leitores, vão adorar ler.
É a habilidade e a lábia de um bom vendedor de livros, que faz o nome da editora aparecer nas listas de mais vendidos ou que ganha destaque no público e nas livrarias.

O processo de venda por consignação, notas fiscais, devolução de mercadoria... A verdade é que se não fossem os vendedores de livros, não haveria comercialização deste bem que nos é tão precioso.

O mercado editorial e livreiro deve muito, muito mesmo aos vendedores de livros, que da maneira mais primária da profissão (batendo de porta em porta), faz com que as livrarias vendam muito e que o trabalho das editoras (e editores) seja devidamente reconhecido e prestigiado!



Portanto, deixo aqui, do fundo do meu coração, o meu MUITO OBRIGADA aos vendedores de livros, que têm todo meu respeito e admiração!

1 de mar de 2011

[Novidade no ar] CADASTRO NACIONAL DE LIVROS

 No dia 24/02/2011 eu recebi um comunicado da CBL informando da implantação do CADASTRO NACIONAL DE LIVROS.
Um acordo assinado entra a Câmara  Brasileira do Livro e a Federación de Gremios de Editores de España (FGEE, com objetivo de centralizar todas as informações das obras produzidas e comercializadas no Brasil, agilizando assim o processo de busca e compra (inclusive pelo Governo). 

Eu não sei exatamente como essa iniciativa se diferencia de um casatro de ISBN, por exemplo. Teremos de esperar para ver se ela realmente será efetiva como prometem e, acima de tudo, se valorizará MESMO as obras de autoria nacional e as pequenas editoras. 
É muito cedo para formar uma opinião e iremos acompanhar o processo para ver no que vai dar. Estamos na expectativa!

Segue abaixo a notícia na íntegra (via CBL).

cadastronl.jpgA Câmara  Brasileira do Livro e a Federación de Gremios de Editores de España (FGEE) assinaram um acordo para permitir o desenvolvimento do projeto de criação do Cadastro Nacional de Livros no Brasil. A FGEE foi representada no encontro por seu Diretor Executivo Antonio Maria Ávila. Galeno Amorim, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) também assinou o acordo pela entidade e o projeto recebeu ainda a chancela da Associação Nacional de Livrarias (ANL).
O Cadastro Nacional de Livros, no Brasil, terá como referência a plataforma espanhola Dilve (Distribuidor de Información del Libro Español en Venta).

Objetivos e vantagens do Cadastro Nacional de Livros

 A iniciativa centralizará todas as informações das obras produzidas e comercializadas no Brasil, agilizando assim o processo de busca e compra (inclusive pelo Governo). Serão especialmente beneficiados editores de pequeno porte, que ganharão maior visibilidade e acesso aos seus catálogos. 

rosely
                e antonio avila.jpg Para as livrarias, a disponibilidade de informação segura e padronizada possibilitará a manutenção de cadastros atualizados, sem a necessidade de um sistema próprio e de alto custo. a Presidente da CBL, Rosely Boschini, afirmou, em discurso proferido no evento de assinatura do Convênio, que “a partir de abril as editoras e  terão acesso ao sistema para validar as informações”. 

Segundo Galeno Amorim, “a Biblioteca Nacional vai fornecer a base da matriz inicial para o Cadastro Nacional de Livros, CNL. “Depois de pronto este cadastro vai permitir ao governo e a todos enxergar a biodiversidade editorial brasileira e vai provar que a soma de esforços da parceria público-privada pode ser efetivamente produtiva”.









14 de jan de 2011

[Dica de outras boas leituras] Livraria é livraria, e biblioteca é outra coisa

Publicada no PublishNews, a matéria "LIVRARIA É LIVRARIA, BIBLIOTECA É OUTRA COISA" traz à tona a discussão entre livrarias, editoras e o projeto de Lei nº 7913/2010, que “dispõe sobre a livre circulação e produções intelectuais”.

Basicamente, o que ele espera é que todos os livros lançados no Brasil sejam vendidos em todas as livrarias do país. A loja perderia, assim, o direito de escolher os produtos que quer vender e teria de abrigar a cada ano alguns milhares de novos títulos. Só em 2009, segundo a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial feita pela Fipe, foram mais de 22 mil lançamentos e 30 mil reedições.


Para ele, há um jogo econômico nas escolhas, o que impede que novos autores ou autores independentes e pequenas editoras consigam fazer suas ideias e suas obras circularem. Agora, se 35% das livrarias brasileiras faturam até R$ 350 mil e outros 24% ficam na faixa dos R$ 600 mil a R$ 1,2 mi, conforme mostrou o Diagnóstico do Setor Livreiro da Associação Nacional das Livrarias (ANL) apresentado em 2009, a conclusão é clara: nossas livrarias são pequenas. Caberá tanto livro?

Gostaria de deixar bem clara aqui minha opinião: acho isso uma palhaçada!! Cadê o direito à democracia? A loja é minha e vendo o que bem entender aqui dentro. Né?
Projeto de Lei inútil, que só vai servir para causar polêmica e dor de cabeça para quem trabalha e vive disso, que não é o caso do Senhor Bonifáco de Andrada (PSDB-MG), o Deputado que propôs esse Projeto de Lei, né? Muito pelo contrário, ele é autor de diversos livros e, portanto, visa o interesse próprio, como já é de praxe na política brasileira.

Vale dar uma passadinha no blog A BIBLIOTECA DE RAQUEL para entender melhor sobre isso.

Leia AQUI a matéria na íntegra e fique por dentro dessa briga, pois, com certeza, ela determinará o futuro do mercado editorial brasileito.

2 de dez de 2010

LIVRO: Presente para toda a vida

Eu sempre fui da opinião que são os pequenos detalhes que fazem toda a diferença em tudo. E sim, eu sei que é um tanto quanto clichê. Mas ontem, quando cheguei em casa, vi um mini-livro da COMPANHIA DAS LETRAS em cima da minha escrivaninha e achei a coisa mais delicada e charmosa que vi nos últimos tempos.

Um pequeno catálogo, com um apanhado das melhores publicações de casa um dos selos, como dicas de presente. E em época de festas de fim de ano, foi uma casaca de marketing e tanto, não é mesmo?
Em 16 páginas, o material traz aquilo que os editores consideram de melhor para que você presenteie aqueles de quem gosta.



Há algum tempo publiquei aqui um POST aqui sobre presentear os amigos, familiares e todos com livros. Mesmo que acrescente algo a mais... Mas livros como presente, para mim, já é regra antiga! Afinal, como bem diz a campanha da Companhia das Letras, "LIVRO: PRESENTE PARA TODA A VIDA".


16 de nov de 2010

12a. FESTA DO LIVRO DA USP

Com descontos mínimos de 50% (sim, eu escrevi MÍNIMOS e não estou equivocada!), a Festa do Livro da USP é uma das maiores oportunidades para compra de livros das melhores editoras do país, a preços de banana!!



É bem verdade que algumas editoras não mandam novidades de catálogos, ou que só querem queimar os estoques. Mesmo assim, não dá para ficar de fora! 
A dica é para irem logo no primeiro dia e, de preferência, o mais cedo possível: os livros simplesmente evaporam de lá antes mesmo de você conseguir adentrar ao formigueiro humano que fica por ali! 

Mas eu garanto: preços baixos como esses são quase impossíveis de serem encontrados por aí! Por isso, aproveitem!!

Dias 24, 25 e 26 de novembro, das 09hs às 21hs, no saguão do prédio de Geografia e História, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo; a famosa FFLCH, USP. 

Simplesmente IMPERDÍVEL!!

1 de nov de 2010

Conhecendo um pouco mais a Editora Pensamento-Cultrix...

É engraçado como o mercado editorial é um ovo, mas mesmo assim, todo dia é um dia de novidades, não é mesmo??

Recentemente, tive o prazer de conhecer um pouco mais sobre a Editora Pensamento-Cultrix. A Carolina Riedel, assessora de imprensa, me procurou para parceria no blog e acabamos conversando um bocado sobre a editora, que celebra este ano 103 anos de publicações. Uau, né?? Pois é! Desde 1907 que a editora existe neste cenário da literatura brasileira!

A Pensamento-Cultriz publica títulos de diversas áreas, que vão desde administração, ciências humanas e saúde; até autoajuda, esoterismo eespiritualidade. 

Conheçam um pouco mais sobre essa editora eclética e de qualidade!



CRONOLOGIA

1907 — Aos 26 de junho, Antonio Olívio Rodrigues funda a Editora Pensamento. Seu primeiro livro:          Magnetismo Pessoal, ainda em catálogo.
1912 — Primeira edição do Almanaque do Pensamento, publicado ininterruptamente até os dias atuais.
1930 — Lançamento de Alegria e Triunfo, de Lourenço Prado, o livro mais vendido da Editora.
1943 —Diaulas Riedel assume a presidência da Editora Pensamento.
1946 — Diaulas Riedel, junto a vários outros editores e livreiros, numa reunião na sede da Editora Pensamento, funda a Câmara Brasileira do Livro (CBL).
1951 — Publicação da Autobiografia de Annie Besant.
1953 — Diaulas Riedel publica a primeira edição do livro Hei de Vencer, de Arthur Riedel, um dos maiores best-sellers da Editora e um dos precursores da autoajuda moderna.
1956 — Diaulas Riedel funda a Editora Cultrix, para lançar obras nas áreas de ciências sociais e humanas.
1956 – Lançamento da primeira edição do livro O Poder do Pensamento Positivo, de Norman Vincent Peale.
1961 — Diaulas Riedel ganha pelo conjunto de sua obra o Prêmio Jabuti de melhor Editor do ano.
1967 –  Publicada a primeira edição do Pequeno Dicionário da Literatura Brasileira, primeira obra de uma carreira de sucesso do Professor Massaud Moisés.
1970 — Editado em língua portuguesa o livro Curso de Linguística Geral, de Ferdinand de Saussure.
1970 – Publicada a primeira edição de História Concisa da Literatura Brasileira, de Alfredo Bosi.
1975 — Lançamento da primeira edição do livro Síntese da Doutrina Secreta, de Helena P. Blavatsky.
1975 — Lançamento da primeira edição de A Lógica da Pesquisa Científica, do filósofo neopositivista Karl Popper.
1979 — Concluída a edição de História da Inteligência Brasileira, de Wilson Martins, um marco na história da intelectualidade brasileira.
1980 — Lançamento da primeira edição integral de  A Doutrina Secreta, de H. P. Blavatsky.
1984 — Publicado, com prefácio de Carl G. Jung, o I CHING O Livro das Mutações.
1985 — Publicação de O Tao da Física, de Fritjof Capra.
1986 — Publicaçao do best-seller O Ponto de Mutação de Fritjof Capra,.
1989 — Concluída a trilogia das civilizações intraterrenas do filósofo da Nova Era, Trigueirinho: Erks — Mundo Interno; Miz Tli Tlan Um Mundo que Desperta; e Aurora Essência Cósmica Curadora.
1990 — Lançamento da primeira edição de O Fenômeno Humano, de Pierre Teilhard de Chardin.
1993 — Publicação dos títulos O Empresário Criativo, de Roger Evans e Peter Russell, e O Trabalho Criativo, de Willis Harman e John Hormann, marcando o início de um novo paradigma editorial:livros sobre administração ligados à Nova Ciência e ao desenvolvimento sustentável. 
1993 - Iniciada a parceria com a empresa de consultoria empresarial Amana-Key com a publicação em coedição do livro Pertencendo ao Universo, de Fritjof Capra.
1997 — Ricardo Riedel assume a presidência das Editoras Pensamento e Cultrix. O primeiro lançamento sob sua direção, O Código da Bíblia, de Michael Drosnin, se torna um best-seller.
1997 – Publicação de A Teia da Vida, de Fritjof Capra, um marco pioneiro na criação do conceito de alfabetização ecológica.
2000 Capitalismo Natural, de Amory & L.H. Lovins e Paul Hawken, é lançado em parceria com a Amana-Key. Nas palavras de Fritjof Capra, “um marco no caminho da sustentabilidade ecológica”.
2001 — Mais um pioneirismo: o lançamento, em parceria com a Amana-Key, do Guia para o Planeta Terra, do dr. Art Sussman, impresso totalmente em papel reciclado, quando seu uso era apenas experimental.
2003 — Parceria com o periódico Meio & Mensagem, para publicação de livros nas áreas de marketing e propaganda.
2007 — A Editora Pensamento-Cultrix comemora 100 anos com vários eventos, dentre eles a criação do Museu Diaulas Riedel.
2008 — Publicação de A Ciência de Leonardo da Vinci, de Fritjof Capra, uma obra cujo mérito é reescrever a história da ciência e nos apontar novas perspectivas para o futuro.
2009 - Visando ampliar a sua atuação no segmento de não-ficção, com foco nas áreas de história e biografias, a Editora Pensamento-Cultrix Ltda. faz aquisição do catálogo da Editora Seoman, composto de vários best-sellers, entre eles: Depois do Escorpião, ABC do Sexo, Superbabá, Caio Fernando Abreu, Casa Gucci, Magical Mystery Tours: Minha Vida com os Beatles e, mais recentemente, Hotel Yoga. Um plano ambicioso de lançamentos para o selo Seoman, começa com o livro Minha Vida na França, de Julie Child, que inspirou o filme Julie & Julia estrelado por Meryl Streep e que será lançado no Brasil em outubro de 2009.


29 de out de 2010

FELIZ DIA NACIONAL DO LIVRO PARA TODOS NÓS!

Chega a me emocionar quando vejo a quantidade de reportagens, tweets e posts sobre o DIA NACIONAL DO LIVRO, que é comemorado hoje, em 29 de outubro, em homenagem à data da fundação da BIBLIOTECA NACIONAL, que este ano completa nada menos do que 200 anos!

A Biblioteca Nacional surgiu nasceu com a transferência da Real Biblioteca de Portugal para o Brasil. Ao cruzar o oceano rumo ao novo reino, o príncipe Dom João VI trouxe consigo sua biblioteca. O Brasil independente transformou a velha coleção real em biblioteca oficial do novo país. 



No início, o acervo de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, moedas etc., ficava acomodado nas salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, no Rio de Janeiro. Em 1858, houve a mudança para o edifício no Passeio Público, sobre o qual foi erguida a atual Escola da Música. Foi apenas em 29 de outubro de 1910 que a Biblioteca encontrou sua sede definitiva, no edifício monumental projetado por Francisco Marcelino de Souza Aguiar. O evento fez parte do momento da arquitetura brasileira, quando as reformas urbanas do prefeito Pereira Passos fizeram da Av. Central o marco do Rio de Janeiro como a capital moderna do Brasil republicano. 


A Fundação Biblioteca Nacional possui uma das mais raras e ricas coleções em suporte papel do mundo, de acordo com a UNESCO, o que é surpreendente, já que durante seus 300 anos iniciais de história atlântica, Portugal proibiu e controlou a entrada de livros no Brasil.
Essa herança que Portugual nos deixou é, sem dúvida, um presente e uma das melhores coisas que essa colônica já recebeu! 
Cabe a nós aproveitar! Comemore o dia do livro você também! É um dia de todos nós!! 
Leia! Releia! Dê livros de presente! Faça promoções! Escreva! Passe a ideia de ler adiante! 

E o meu presente para vocês, é a minha frase preferida referente aos livros. É a frase da minha vida: 

"Os livros não mudam o mundo. 
Quem muda o mundo são as pessoas. 
Os livros só mudam as pessoas." 
(Mario Quintana)



FELIZ DIA NACIONAL DO LIVRO PARA TODOS NÓS, PORQUE TODOS MERECEMOS!!


14 de out de 2010

[Novidade no ar] LABEL 1 - A editora de e-books

Grande novidade anunciada no Publishnews de hoje: tem nova editora na área! 
Pois é!! A editora LABEL 1 é inovadora e chegou ao mercado de e-books com a bola toda, a começar pela programação Cocoa, própria para aparelhos da Apple e que é novidade no mercado brasileiro. 


O diferencial do formato é a resolução do conteúdo, seja texto ou imagem, e a interatividade, que permite que os leitores movam as figuras e escolham sons durante a leitura. Todos podem adquirir o produto mesmo sem um leitor digital ou smartphone. As livrarias digitais, onde os livros estarão disponíveis, possuem um programa que é baixado para o computador, salva as informações do usuário e permite que ele acesse o conteúdo a qualquer momento. 

O primeiro livro a ser lançado com essa tecnologia será o famoso O Rei Davi, que deve chegar às lojas ainda este ano, antes do Natal. A obra faz parte da linha Lord One, que narra acontecimentos bíblicos e histórias de monarquias. Este título será traduzido para mais de 13 idiomas incluindo hebraico.
O título Nanopublicidade, também da Label 1, já está às vendas pela Saraiva, Amazon e iTunes. O livro trata das novas maneiras de fazer publicidade na era da cauda longa, definida pelo autor Roberto Guarnieri como “a publicidade na era pós-digital” e integra antropologia e comportamento humano com tecnologia e publicidade. 

13 de out de 2010

Frankfurt Book Fair 2010

Sem dúvida alguma a Frankfurt Book Fair é a maior e principal feira do mercado literário do mundo. Ela acontece anualmente, sempre no mês de outubro, e reúne não só os agentes literários, mas também os editores, donos de editoras, autores e muitos curiosos de todo o mundo.



A edição deste ano da Feira do Livro de Frankfurt durou de 5 a 10 de outubro. A 62ª edição da Feira, teve como convidada de honra a Argentina, o  que significou ao país ter o privilégio de ocupar um pavilhão nobre, montado em formato de labiritinto, em homenagem a um de seus maiores nomes, Jorge Luis Borges. A abertura do evento contou, inclusive, com a presença de Cristina Kirchner, presidente da Argentina.






Neste ano, em especial, a Feira de Frankfurt
foi mais importante que o habitual para fechamento de negócios, já que o vulcão islandês Eyjafjallajokull atrapalhou a Feira de Londres, no primeiro semestre. E, por isso, a Feira de Frankfurt 2010 teve um saldo bastante positivo, com 279,3 mil visitantes e 7.539 expositores de 111 países, segundo informações divulgadas no PublishNews. Ainda na mesma reportagem, os números que mais chamam a atenção são os da participação e atuação do Brasil na Feira, pois os negócios giraram em torno dos US$ 170 mil. A estimativa é do projeto BrazilianPublishers, que ouviu 80% dos editores presentes à maior feira de livros do mundo – e que participaram do estande coletivo da Câmara Brasileira do Livro. Ainda segundo o levantamento, a expectativa é que os contatos feitos na Alemanha ainda rendam ao menos US$ 274 mil durante o próximo ano. 

Outros destaques foram: 59% dos expositores ficaram satisfeitos com a qualidade dos contatos comerciais realizados e 77% dos expositores indicaram como ótimo o atendimento que receberam da CBL durante a feira. No total, foram realizadas mais de 730 reuniões. 

Agora é hora de começar a se preparar para 2013, quando o Brasil será o convidado de honra e terá, ali, uma excelente oportunidade de apresentar sua produção literária e com a obrigação de não repetir o constrangimento de 1995, quando o estande nacional foi ocupado por um show de mulatas. Um bom começo é o Programa de Apoio à Tradução de Autores Brasileiros. As inscrições vão até 23 de outubro.
 

21 de set de 2010

[Novidade no ar] Finalmente uma lista dos livros mais vendidos no Brasil!

A newsletter de hoje do PublishNews trouxe uma novidade e tanto para o mercado editorial: finalmente a Revista Veja não será mais a detentora da relação dos livros mais vendidos no país, pois eles também começaram a divulgar essa relação, só que muito mais completa e transparente. 




As novas listas divulgam o número total apurado de exemplares vendidos, sem - é claro - apontar os números de cada livraria, que são absolutamente sigilosos, mas apenas o total. Também é importante deixar claro que estes números representam apenas a soma de nossa amostra, e estão longe do número total vendido de cada obra no mercado como um todo. Ainda assim, a exposição destes números permite que se conheça a distância entre cada colocado, como em uma corrida de F1. Agora, por exemplo, é possível ter uma idéia de quanto o livro que está em primeiro lugar está vendendo mais que o segundo colocado. Vejamos a lista de ficção. O primeiro colocado é Querido John (Novo Conceito), de Nicholas Sparks, com 3485 exemplares apurados. Em segundo lugar, o veterano A Cabana (Sextante), aparece com 2709. Na lanterna, em 20º lugar, está Para sempre (Intrínseca), de Alyson Noel, com “parcos” 358 exemplares na semana.
 
A terceira novidade é o Ranking de Editoras. Muitas editoras costumam analisar a lista da VEJA toda semana, somando os títulos que publicam que aparecem no rol da revista mais lida do país. Agora não será mais necessário. Toda sexta-feira, a partir desta semana, será possível acessar o Ranking de Editoras, onde as mesmas, classificadas por grupo e selo, são ordenadas em função do número de obras que emplacaram na lista. 
 
Com certeza, as listas do PublishNews já são minhas mais novas fontes de consultas do mercado livreiro, pois são as mais completas e transparentes do país. Obrigada, PublishNews, por esse respeito conosco e parabéns pelo belíssimo trabalho!

Clique aqui para conhecer as listas completas!

26 de ago de 2010

[Dicas de outras boas leituras] Fim do impresso? Que nada...!

Matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, no caderno Ilustríssima, em 15 de agosto de 2010. Texto muito interessante, que vale mesmo a leitura, já que estamos no auge das discussões sobre o fim do livro impresso e, mesmo assim, nunca se publicou tanto.
Entre as consequências dessa profusão editorial estão uma crise de superprodução no mercado mundial, que passa a lidar com grandes encalhes, e um processo de banalização do livro, que alguns já veem como objeto descartável.



Sobre livros perdidos e encalhados


JOSÉLIA AGUIAR


O MODISMO CHAMADO "O Código Da Vinci", o romance histórico-policial de Dan Brown, estava no auge quando o Eurostar, serviço europeu de trens de alta velocidade, divulgou a notícia de que, ao cabo de um ano, quase mil exemplares do best-seller haviam sido deixados na linha Londres-Paris.

"O que pensar disso?", perguntou-se uma colunista, chocada. "Devemos achar que as pessoas jogam livros fora como se fossem lenços de papel?", perguntou outro articulista -ambos na França. "Sinal da má qualidade da trama", concluiu viperinamente um suplemento cultural. "Quantos exemplares não foram atirados pela janela ou descartados no vaso do toillette!?", debochou o colunista.

Os promotores do filme baseado no livro não demoraram a usar a notícia a seu favor. O mistério dos livros perdidos se converteu em jogada de marketing. O fenômeno seria um sinal do envolvimento dos tantos leitores que, no embalo de Dan Brown, pegavam o trem para visitar o Museu do Louvre para ver de perto a tela do pintor renascentista.


SUPEROFERTA O descarte de tantos "Código Da Vinci", por um motivo ou outro, trazia de volta, porém, o antigo debate -que data do século 18- sobre a superoferta de títulos. O mal-estar com o excesso de informação só se intensificou no começo do 21, como lembra à Folha o historiador Robert Darnton, autor de "A Questão dos Livros - Passado, Presente e Futuro" (trad. Daniel Pellizzari, Companhia das Letras). No início do mês, ele foi uma das atrações da Flip.

Quando tantos anunciam o fim do livro, nunca se publicou tanto: a cada ano, são cerca de 1 milhão de títulos, com milhares de exemplares por tiragem, acrescenta Darnton. Ele adora repetir esses números quando lhe perguntam sobre o "fim" do livro.

Não é outra a reflexão de Michel Melot, historiador francês, autor de "Livre", ainda sem tradução no país. Desde 1880, lembra ele, anuncia-se o fim do livro. "Mas a única crise, hoje, parece ser a de superprodução", afirmou, por e-mail, de Paris. Como conta Melot, de 1980 a 2000, o número de títulos lançados dobrou na França. O fenômeno também pode ser observado no mercado anglo-saxão ou latino-americano. "O livro não desaparece: está se tornando comum. Pode ser encontrado em qualquer momento da vida cotidiana e em cada mão."

LIVROS DEMAIS Até o último domingo, o Google contabilizava, em todo o mundo, 129.864.880 de títulos, numa consulta a cerca de 150 fontes (bibliotecas, livrarias, catálogos e fornecedores). Na mesma semana, às vésperas da abertura da 21ª Bienal do Livro de São Paulo, a Câmara Brasileira do Livro, o sindicato dos editores e a Fipe divulgaram que, em 2009, foram publicados no país 52.509 títulos (2,7% a mais do que em 2008), com um total de 386.367.136 exemplares (aumento de 13, 5%). As vendas em 2009 atingiram 228.704.288 exemplares.

Não que as 157.662.848 cópias não absorvidas sejam encalhe. Mas, se não forem compradas, poderão vagar entre depósitos de editoras e livrarias, sem jamais serem abertas, até serem liquidadas em saldões ou virar aparas e confetes literários. Destruir livros é mais barato do que mantê-los no estoque.

Editoras são reticentes quando o tema é encalhe, fenômeno que ocorre mesmo em países com público leitor ainda em expansão, como o Brasil. Sob críticas, o grupo Ediouro, o maior do país, viu-se recentemente obrigado a voltar atrás na orientação que passou a livrarias sobre o que fazer com os livros não vendidos. Um e-mail orientava livreiros a não mais enviá-los de volta, como de costume: bastava devolver "a capa, quarta capa e ficha catalográfica [...]. O miolo deverá ser descartado".

"Sim, há uma superprodução", confirma por e-mail Luiz Schwarcz, editor da Companhia das Letras, a única a se pronunciar sobre o assunto. A editora registra um crescimento de 25% em títulos lançados de 2005 a 2009 -fazer o mercado absorver esse acréscimo torna-se um desafio de divulgação e vendas. "No Brasil, a situação se encaixa com alguns dos mesmos problemas que acontecem em todos os âmbitos - livros que vendem menos, vendem muito menos", analisa Schwarcz. "Mas, se o editor souber aproveitar nichos que estão em expansão, pode conseguir um equilíbrio."

Os números corroboram a tese do ensaísta mexicano Gabriel Zaid em "Livros demais!", de 1972 (trad. Felipe Lindoso, Summus, 2004): a leitura de livros cresce aritmeticamente, enquanto a escrita de livros cresce exponencialmente.
ACHADOS E PERDIDOS Nunca houve contagem por títulos, mas logo se vê que "O Código Da Vinci" não é o campeão de perdas numa visita ao setor de achados e perdidos do Metrô de São Paulo. Apenas um exemplar da obra se encontrava entre os 110 livros que aguardavam seus donos distraídos na manhã de 10 de junho -ao final de três meses, os que não são buscados seguem para doação.

A leitura preferida, ao menos dos que perdem livros, é a Bíblia. Havia 14 delas, completas ou apenas o Novo Testamento. Duas autoras aparecem duas vezes, com títulos diferentes: a médium brasileira Zibia Gasparetto, campeã de vendas com suas histórias psicografadas, e a britânica J.K. Rowling, da série Harry Potter.

Oito dezenas dividem-se entre os gêneros de autoajuda, romance best-seller e técnico-didático. Estavam lá, por exemplo, "O Segredo", de Rhonda Byrne, "A Cabana", de William P. Young, e "O Vendedor de Sonhos", de Augusto Cury -líderes das listas de mais vendidos nos últimos anos-, mas também "Polyanna", de Eleanor H. Porter, sucesso juvenil por diversas gerações.

Entre os técnico-didáticos, há obras de administração, direito, contabilidade, manual de corte e costura e um guia astrológico sobre comportamento sexual conforme o signo. No amontoado, apenas três clássicos: "Suave é a Noite", de F. Scott Fitzgerald, "Madame Bovary", de Gustave Flaubert, ambos em edições antigas, da década de 1980, e "Crime e Castigo", de Dostoiévski, em novíssima versão de banca. Nenhum de poesia. Nenhum de ficção brasileira ou estrangeira contemporânea. Nenhum de crítica literária. Nenhum filósofo, nem mesmo morto.

Cada vez mais coisas são perdidas no Metrô de São Paulo, diz Maria Beatriz Barbosa, 44, funcionária há 22 anos, hoje gerente de relacionamento com a comunidade. Em 2005, 18.700 objetos e documentos foram cadastrados. Em 2009, o número saltou para 33.800. "Há mais gente no metrô e há também mais pressa", diz, sobre esse crescimento de mais de 80%.

Livros perdidos podem ter crescido na mesma proporção, mas não se pode dizer ao certo, pois entram numa categoria que inclui também material escolar e de escritório. Os campeões de perdas são documentos (7.964), seguidos de cartões (5.863). Na categoria onde estão os livros, foram 2.936 registros, também até maio, terceiro lugar em perdas.

Há uma coincidência entre os livros mais esquecidos pelos passageiros do Metrô de São Paulo e aqueles indicados nos estudos sobre o comportamento de leitor dos brasileiros, avalia Galeno Amorim, coordenador da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", a mais abrangente sobre o tema, cuja segunda edição saiu em 2008.
O MAIS PERDIDO Em Londres, onde o consumo de livros chega, por ano, a 18 por habitante, 36,8 mil exemplares foram perdidos (ou descartados?) no sistema de transportes (metrô, trens e ônibus). (A Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, acaba de reabrir com apenas 42 mil exemplares na seção circulante). O livro é o campeão entre os objetos reunidos no cafarnaum londrino, superando roupas, bolsas e bizarrices como implantes de seios, cortador de grama e até cinzas humanas, informa Ronnie Mirza, assessora de imprensa do departamento de transporte.

Podemos dizer que seremos um país de leitores quando mais livros forem perdidos no metrô? Ou tantos livros perdidos em grandes cidades desenvolvidas são o sintoma de algo ruim?

"A pergunta é muito interessante e eu não sei como respondê-la, mas posso tentar", diz Darnton. Há a resposta otimista e a pessimista, afirma. A otimista - a que ele prefere, pois, segundo explica, "americanos são otimistas"- é que mais gente lê e carrega livros por aí. E a resposta pessimista? Tantos novos títulos estariam banalizando a relação dos leitores com o objeto.

"Nunca joguei um livro fora, isso seria contra minha sensibilidade", conta Darnton. "Quando quero descartar livros, ponho em sacolas para doar." Michel Melot diz que não se lembra de ter jogado livros no lixo. Mas confessa que "esqueceu" voluntariamente um pacote de livros num vagão de trem. O presente foi dado a ele, como para outros convidados, por organizadores de um evento numa cidade cujo nome, por motivos óbvios, prefere omitir.

"Pareciam tão vazios quanto pesados", conta Melot, "e decidi me livrar deles antes de continuar a jornada, esperando que outros passageiros se interessassem."

24 de ago de 2010

[Bienal do Livro] Conheça o perfil dos visitantes da Bienal

Matéria divulgada no PublishNews, de 23 de agosto de 2010, mostra o perfil dos visitantes da 21ª Bienal Internacional do Livro. Vale a pena dar uma olhada e conhecer um pouco mais deste público!


Das mais de 700 mil pessoas que visitaram a Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2010, 59% eram mulheres (esse nado não se aplica à palestra de Mia Couto e José Eduardo Agualusa, quando elas representaram 77% do auditório! Estatística nossa...). Do público total, 75% têm nível superior de ensino e 93% consideraram a feira ótima ou boa (para 5%, ela foi regular).

Quanto à organização, 83% disseram que ela foi ótima ou boa e 16% a consideraram regular. A praça de alimentação, que melhorou bastante em relação a 2008 mas que ainda precisa de melhorias, recebeu as piores avaliações - 37% a consideraram ótima ou boa, mas para 25% dos que responderam, ela foi regular. Ruim ou péssima foi a resposta de 16% dos visitantes.

Os dados foram apurados pelo Instituto Datafolha, contratado pela organização da feira para mapear o perfil de seus visitantes, e o levantamento considerou apenas aqueles maiores de 14 anos. Dados relativos ao faturamento dos expositores ainda estão sendo fechados.

Sobre a variedade de livros expostos nos estandes, o público elogiou a diversidade: 94% apontaram as opções oferecidas na feira como ótimas ou boas. Em relação à idade dos visitantes com mais de 14 anos, 34% tinham até 25 anos; 32%, de 26 a 40 anos; 25%, de 41 a 55 anos; e 9%, mais de 56 anos.

23 de ago de 2010

[Bienal do Livro] Adoro o último dia de Bienal!

Eu sempre fui MUITO mal acostumada quando o assunto é ter livros. Eu sempre tive todos os livros que quis - e muitos dos que nunca quis também, rs - e, na grande maioria das vezes, nunca paguei nenhum um centavo por eles. É um privilégio mesmo!

Desde pequenas, eu e minha irmã fomos acostumadas a caminhar pelos corredores da Bienal do Livro e escolhermos todos os livros que gostaríamos de ter. Eu mal sabia escrever, mas já fazia minha wishlist!! E entregávamos tudo por escrito ao meu pai, com os respectivos títulos, autores e editoras, é claro. No último dia de Bienal, ele passa nos stands escolhidos e trás nossos livros para casa, de presente!

Eu ADORO o último dia de Bienal!! Mesmo depois de grande, quando sei que vou ter o livro de uma maneira ou de outra, mais cedo ou mais tarde, eu aguardo ansiosamente meu pai chegar em casa depois do último dia de Bienal e nos encher de mimos, presentes e livros, MUITOS livros!!

 E ontem não foi exceção à regra! Cheguei em casa e encontrei todos os livros que eu tinha pedido em cima da minha cama, ainda por cima com a eco bag linda da Penguin-Companhia das Letras, que eu tanto queria!! E hoje mesmo já comecei a praticar a leitura deliciosa das novas aquisições! E a lista é grande: Fallen, Sussurro, O menino do pijama listrado, O gaoroto no convés e O palácio de inverno! 



É... Definitivamente, o último dia de Bienal é um dos meus dias preferidos! :)

13 de ago de 2010

[Bienal do Livro] Minhas primeiras impressões... do outro lado do jogo!

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010. Sol gostoso de inverno em São Paulo. E logo às 10hs, foi realizada a cerimônia oficial de abertura da 21ª Bienal do Livro, no Parque de Exposições do Anhembi, que nesta edição homenageia dois grandes ícones da literatura brasileira: Monteiro Lobato e Clarice Lispector.

Confesso que nunca antes havia sentido um frio na barriga para entrar em uma Bienal do Livro. Afinal, faço isso desde a primeira edição, com exceção aos anos que não fui ao Rio de Janeiro. Mas, aqui em São Paulo, nunca perdi uma, sequer. Mas este ano era diferente! Este ano eu estava do outro lado do tabuleiro: crachá de convidada e tudo!

Credencial para a 21ª Bienal do Livro - São Paulo

E o frio na barriga passou muito antes do que eu pudesse sentí-lo novamente. Foi só entrar e pronto: eu estava em casa! Passear por aqueles corredores, que cheiram pipoca e tem gosto de sorvete, e encontrar todas aquelas pessoas que me conhecem praticamente desde que eu nasci, fez com que eu me sentisse tão à vontade como se estivesse passando um final de semana em família no sítio. Uma verdadeira delícia!

Mas, como disse, esse ano a Bienal tem um gosto espcial para mim! E por isso, rever todas essas pessoas e conhecer um monte de outras, foi também um networking importante para mim! Trocas de informações sobre o mercado,debates sobre os livros, discussões sobre as tendências...

No fim das contas, a rivalidade do dia a dia, comum por conta da concorrência entre as editoras e livrarias, fica fora desse grande evento especial chamado Bienal do Livro. Lá, todo mundo é amigo, quer se ajudar, conversar e colocar o papo em dia. Isso é fundamental, dada essa vida louca que nós levamos diariamente, sem tempo quase de encontrar essas pessoas, que fazem parte - direta ou indiretamente - do nosso mercado de trabalho. A Bienal oferece essa oportunidade, de os livreiros e editores passearem pelos stands e, mais do que ver o que a concorrência anda aprontando, encontrar os bons e velhos amigos deste mundo tão pequeno. Eu acho que é isso que faz da Bienal do Livro um evento tão especial!



Especial e cansativo! Haja pernas e disposição física para passar o dia inteiro dentro do Anhembi, fazendo reuniões, tomando apertivos, caminhando pelos corredores extensos... Eu só cheguei lá à tarde e garanto a vocês: estou moída! rs! Ai minhas pernas, ai meu joelho esquero, aos meus pés e as bolhas que nele se formaram... Ai tudo em mim!! Mas sabem de uma coisa? É um cansaço recompensador...

Eu pareço uma criança feliz lá dentro. Corro para as atrações, tiro fotos, como algodão doce, brinco, participo... É, acho que essa sou eu, rs! A primeira comparação que fiz à minha mãe quando voltei para casa foi: "Estou me sentindo como se tivesse passado um dia inteiro num parque da Disney". Ela sorriu e me entendeu.

Eu e meu par ideal na Bienal: usa smoking, é interesseiro e tem olhos azuis.
Preciso de mais? I LOVE HUGH LAURIE!


É... Meu lado nerd (rs!) assume que a Bienal, é assim... uma espécie de Disney para mim!

12 de ago de 2010

[Dicas de outras boas leituras] Preço do livro cai e faturamento das editoras estaciona


Matéria divulgada em 11/08/2010, no PublishNews. Vale a leitura para compreender um pouco mais sobre as entrelinhas do mercado editorial! 

E o mais importante: quem saiu ganhando nessa briga, fomos nós, leitores, que pagamos menos pelo nosso produto LIVRO tão querido!

Boa leitura!



Preço do livro cai e faturamento das editoras estaciona



CBL e Snel apresentaram ontem, em SP, o resultado da pesquisa de produção e venda relativa ao período de 2009 (Maria Fernanda Rodrigues)




No ano de 2009 o mercado editorial brasileiro aumentou suas tiragens, barateou o preço dos livros e não faturou muito mais do que em 2008. Neste período, foram colocados no mercado 386,3 milhões de exemplares, 13,55% a mais em relação ao ano anterior. Em número de títulos lançados, o aumento foi pequeno, de 2,7%. No total, saíram das editoras 52.509 títulos (30 mil reedições). O faturamento do setor ficou em R$ 3,376 milhões. No ano anterior, foram R$ 3,305 milhões, demonstrando uma melhora tímida de 2,13%.
Mas quem ganhou mesmo foi o consumidor, que pagou menos pelo livro. O preço médio foi calculado em R$ 11,11. Aliás, esse valor está em queda desde 2004, quando o livro custava em média R$ 12,68. Para Sônia Jardim, presidente do Snel, o livro se beneficia da economia em escala. O aumento das tiragens médias e a desoneração deixam o livro mais em conta.
Essas informações são da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro em 2009, realizada pela Fipe com 693 editoras por encomenda da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), e apresentada nesta terça-feira (10), em São Paulo. Veja a apresentação.
Ela mostrou ainda que as áreas de Didáticos e CTP tiveram o mesmo crescimento em títulos editados, de 9,07%. Em pior situação estão Obras Gerais, em queda de 7,34%, e religiosos, que lançou 7,14% a menos de livros em 2009. Quando o assunto é exemplar produzido, todos estão em alta e o segmento CTP volta para a lanterna.
Ao longo do ano passado, o mercado vendeu efetivamente 370,9 milhões de exemplares para livrarias, distribuidores, venda porta a porta etc., um aumento de 11,3% ante 2008 (333,3 milhões). Caiu a participação das livrarias (45% em 2008 e 42% em 2009) e das distribuidoras (25% em 2008 e 23% em 2009) na venda de livros, mas em compensação, vendas porta-a-porta, em supermercados e em igrejas e templos aumentaram. O porta-a-porta já é responsável por 16,64% das vendas, o que mostra, também, a entrada da classe C no mercado literário.
A pesquisa apontou que o número de obras traduzidas caiu de 6.626 em 2008 para 5.807 em 2009 (-12,36%). Livros em espanhol tiveram o pior desempenho (-42%). Em compensação, houve um aumento de 4,94% na edição de obras de autores brasileiros. Em 2008 foram editados 44.503 títulos e no ano passado, 46.703.
Livros para a educação básica são lançados em maior quantidade (47%). Na sequência vem literatura geral (infantil, juvenil e adulta), com 20%, seguida de religiosos (11,05%) e autoajuda (3,32%). Livros de informática, arquitetura e agropecuária estão em baixa. Cada um dos temas representa 0,01% do que é produzido.
O governo comprou menos em 2009, mas isso tem a ver com a forma com a que se programa para comprar os livros para as diversas séries. No ano passado, priorizou obras para o ensino fundamental, que são mais baratas. Em termos de faturamento, 2008 fechou com R$ 3,305 bi (desses, R$ 2,4 bi vieram do mercado e R$ 869 mi do governo). Neste ano, foram R$ 3,376 bi (R$ 2,5 bi do mercado e R$ 834 mi do governo). Em relação a exemplares vendidos, o governo comprou mais em 2009 (foram 142 mi contra 121 mi em 2008).
Para Rosely Boschini, presidente da CBL, o crescimento do setor reflete o bom momento da economia e o esforço das editoras. Ela comentou que o setor infantil cresce todos os anos, mas disse estar feliz em ver que o CTP se destacou em 2009. “Isso mostra que jovens e crianças estão lendo mais”. O único problema, disse, é que o governo não compra livros desse segmento, o que pode favorecer a pirataria entre os universitários. Mas o crescimento, acredita, se deve ao boom dos cursos universitários no país.
Ainda segundo a presidente da CBL, políticas públicas constantes na área de leitura são fundamentais para manter o crescimento do número de leitores. Eventos voltados para tal e o acesso maior aos livros são os caminhos para uma sociedade mais letrada, disse.
Sônia Jardim também comentou sobre o mercado infantil. “Estamos com 15% do mercado infanto-juvenil e isso mostra futuros leitores, mas desde que o hábito tenha continuidade”. O futuro do livro, comentou, depende de você ter desenvolvido o hábito da leitura.
Leda Maria Paulani, coordenadora da pesquisa, prevê a volta do crescimento do mercado. “Tenho o impressão de que agora, passada a crise, o mercado vai recuperar o passo e deve voltar à taxa de 6% de crescimento”.