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16 de mar. de 2011

Vendedor de livro: um personagem essencial

Dia 14 de março é o dia do Vendedor de Livros.
Acabei não tendo tempo de postar no dia correto, mas não deixaria essa data passar em branco. Eu devo toda minha carreira a um vendedor de livros: meu pai!

Já postei aqui uma vez sobre isso em Um sonho de criança. Vale dar uma lida pra entender minha relação com o mundo editorial e como vim parar aqui. Mas, em resumo, meu pai, Ivo Camargo, trabalha no mercado de vendas de livros há mais de 35 anos. E foi assim, convivendo nesse dia dia editorial, que acabei querendo ser editora.

Mas fora minha relação pessoal com os vendedores de livros, vale prestar minha homenagem aqui a este profissional que faz todo o nosso trabalho valer a pena! É ele quem leva cada um dos livros que produzimos com tanto carinho às pratileiras das livrarias e às páginas dos sites.

O trabalho de um vendedor de livros é algo interessante. Para quem acha que as livrarias simplesmente ligam para as editoras e fazem seus pedidos, errou! O vendedor de livros é um personagem essesncial, que faz essa ponte e cria relações de amizade e harmonia entre os editores e os livreiros. O vendedor de livros é aquela figura que circula, que apresenta o material e que convence o comprador intermediário que vale a pena investir naquele livro que vocês, leitores, vão adorar ler.
É a habilidade e a lábia de um bom vendedor de livros, que faz o nome da editora aparecer nas listas de mais vendidos ou que ganha destaque no público e nas livrarias.

O processo de venda por consignação, notas fiscais, devolução de mercadoria... A verdade é que se não fossem os vendedores de livros, não haveria comercialização deste bem que nos é tão precioso.

O mercado editorial e livreiro deve muito, muito mesmo aos vendedores de livros, que da maneira mais primária da profissão (batendo de porta em porta), faz com que as livrarias vendam muito e que o trabalho das editoras (e editores) seja devidamente reconhecido e prestigiado!



Portanto, deixo aqui, do fundo do meu coração, o meu MUITO OBRIGADA aos vendedores de livros, que têm todo meu respeito e admiração!

14 de jan. de 2011

[Dica de outras boas leituras] Livraria é livraria, e biblioteca é outra coisa

Publicada no PublishNews, a matéria "LIVRARIA É LIVRARIA, BIBLIOTECA É OUTRA COISA" traz à tona a discussão entre livrarias, editoras e o projeto de Lei nº 7913/2010, que “dispõe sobre a livre circulação e produções intelectuais”.

Basicamente, o que ele espera é que todos os livros lançados no Brasil sejam vendidos em todas as livrarias do país. A loja perderia, assim, o direito de escolher os produtos que quer vender e teria de abrigar a cada ano alguns milhares de novos títulos. Só em 2009, segundo a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial feita pela Fipe, foram mais de 22 mil lançamentos e 30 mil reedições.


Para ele, há um jogo econômico nas escolhas, o que impede que novos autores ou autores independentes e pequenas editoras consigam fazer suas ideias e suas obras circularem. Agora, se 35% das livrarias brasileiras faturam até R$ 350 mil e outros 24% ficam na faixa dos R$ 600 mil a R$ 1,2 mi, conforme mostrou o Diagnóstico do Setor Livreiro da Associação Nacional das Livrarias (ANL) apresentado em 2009, a conclusão é clara: nossas livrarias são pequenas. Caberá tanto livro?

Gostaria de deixar bem clara aqui minha opinião: acho isso uma palhaçada!! Cadê o direito à democracia? A loja é minha e vendo o que bem entender aqui dentro. Né?
Projeto de Lei inútil, que só vai servir para causar polêmica e dor de cabeça para quem trabalha e vive disso, que não é o caso do Senhor Bonifáco de Andrada (PSDB-MG), o Deputado que propôs esse Projeto de Lei, né? Muito pelo contrário, ele é autor de diversos livros e, portanto, visa o interesse próprio, como já é de praxe na política brasileira.

Vale dar uma passadinha no blog A BIBLIOTECA DE RAQUEL para entender melhor sobre isso.

Leia AQUI a matéria na íntegra e fique por dentro dessa briga, pois, com certeza, ela determinará o futuro do mercado editorial brasileito.

13 de ago. de 2010

[Bienal do Livro] Minhas primeiras impressões... do outro lado do jogo!

Quinta-feira, 12 de agosto de 2010. Sol gostoso de inverno em São Paulo. E logo às 10hs, foi realizada a cerimônia oficial de abertura da 21ª Bienal do Livro, no Parque de Exposições do Anhembi, que nesta edição homenageia dois grandes ícones da literatura brasileira: Monteiro Lobato e Clarice Lispector.

Confesso que nunca antes havia sentido um frio na barriga para entrar em uma Bienal do Livro. Afinal, faço isso desde a primeira edição, com exceção aos anos que não fui ao Rio de Janeiro. Mas, aqui em São Paulo, nunca perdi uma, sequer. Mas este ano era diferente! Este ano eu estava do outro lado do tabuleiro: crachá de convidada e tudo!

Credencial para a 21ª Bienal do Livro - São Paulo

E o frio na barriga passou muito antes do que eu pudesse sentí-lo novamente. Foi só entrar e pronto: eu estava em casa! Passear por aqueles corredores, que cheiram pipoca e tem gosto de sorvete, e encontrar todas aquelas pessoas que me conhecem praticamente desde que eu nasci, fez com que eu me sentisse tão à vontade como se estivesse passando um final de semana em família no sítio. Uma verdadeira delícia!

Mas, como disse, esse ano a Bienal tem um gosto espcial para mim! E por isso, rever todas essas pessoas e conhecer um monte de outras, foi também um networking importante para mim! Trocas de informações sobre o mercado,debates sobre os livros, discussões sobre as tendências...

No fim das contas, a rivalidade do dia a dia, comum por conta da concorrência entre as editoras e livrarias, fica fora desse grande evento especial chamado Bienal do Livro. Lá, todo mundo é amigo, quer se ajudar, conversar e colocar o papo em dia. Isso é fundamental, dada essa vida louca que nós levamos diariamente, sem tempo quase de encontrar essas pessoas, que fazem parte - direta ou indiretamente - do nosso mercado de trabalho. A Bienal oferece essa oportunidade, de os livreiros e editores passearem pelos stands e, mais do que ver o que a concorrência anda aprontando, encontrar os bons e velhos amigos deste mundo tão pequeno. Eu acho que é isso que faz da Bienal do Livro um evento tão especial!



Especial e cansativo! Haja pernas e disposição física para passar o dia inteiro dentro do Anhembi, fazendo reuniões, tomando apertivos, caminhando pelos corredores extensos... Eu só cheguei lá à tarde e garanto a vocês: estou moída! rs! Ai minhas pernas, ai meu joelho esquero, aos meus pés e as bolhas que nele se formaram... Ai tudo em mim!! Mas sabem de uma coisa? É um cansaço recompensador...

Eu pareço uma criança feliz lá dentro. Corro para as atrações, tiro fotos, como algodão doce, brinco, participo... É, acho que essa sou eu, rs! A primeira comparação que fiz à minha mãe quando voltei para casa foi: "Estou me sentindo como se tivesse passado um dia inteiro num parque da Disney". Ela sorriu e me entendeu.

Eu e meu par ideal na Bienal: usa smoking, é interesseiro e tem olhos azuis.
Preciso de mais? I LOVE HUGH LAURIE!


É... Meu lado nerd (rs!) assume que a Bienal, é assim... uma espécie de Disney para mim!

12 de ago. de 2010

[Dicas de outras boas leituras] Pensando no livreiro

Nota da PublishNews, divulgada em 11/08/2010 e, também, no site oficial da SuperPedido Tecmedd.
Afinal, o mercado editorial precisa MUITO dos livreiros!


Com 256 páginas, livro traz informação, opinião e entretenimento para o livreiro




Ao completar cinco anos, a Revista Superpedido Tecmedd ganha sua primeira coletânea em livro: o Almanaque do livreiro. Com 256 páginas e dividido em três partes – Reportagens, por Alicia Klein, O negócio do livro, por Aldo Bocchini Neto, e Ficções livrescas, com textos de autores como Miltom Hatoun, José Roberto Torero e Ivan Sant’Anna, o almanaque toma emprestada a espinha dorsal da revista para reproduzir, em novo formato, a própria proposta da publicação: informação, opinião e entretenimento para o livreiro. 
Quem estiver pela Bienal do Livro, em São Paulo, vai poder retirar gratuitamente o livro no estande da Superpedido Tecmedd (rua G2/H1), onde funcionará o Espaço do Livreiro, com diversos serviços e comodidades para esses profissionais. 
Quem não for, é só ligar para a Central de Atendimento da Superpedido Tecmedd no (+55 11) 3472-1888.