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4 de nov de 2012

[Enquete] Você consulta resenhas literárias antes de comprar um livro?

No dia 29/08/2012, o PublishNews publicou a matéria Artigo do New York Times lança polêmica sobre “mercado” de resenhas de livros que me fez refletir sobre a questão das resenhas literárias e despertou uma curiosidade:

Você consulta resenhas literárias antes de comprar um livro?

Até que ponto as nossas opiniões críticas sobre os livros que lemos são influenciam na decisão alheia e são verdadeiras formadores de opiniões.

Vale ler na íntegra do artigo abaixo, mas deixo a enquete na fan page do blog lá no Facebook (para votar, clique AQUI!).



Aguardo as respostas de vocês!!


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Artigo do New York Times lança polêmica sobre “mercado” de resenhas de livros

PublishNews - 29/08/2012
Autodenominado “guru” do self-publishing está na berlinda, mas planeja volta
Todd Jason Rutheford trabalhava numa empresa de self-publishing, distribuindo incansavelmentereleases sobre seus autores,  sem nunca obter resultado. Um dia decidiu lucrar com a escassez de resenhistas no mercado e passou a vender críticas de livros – daquelas que se coloca estrelinha e tudo - como se fosse um leitor. Em 2010 ele fundou o GettingBookReviews.com (que não existe mais) e começou a cobrar US$ 99 pela crítica de um livro, US$ 499 por vinte e US$ 999 por cinquenta resenhas. Todas espetaculares, claro. Apesar das reclamações, os negócios alavancaram.

O artigo do New York Times publicado no último final de semana destrincha o “mercado” de resenhas de livros de Rutheford, mostrando que jornalistas recebiam US$ 15 por resenha, que muitos a faziam apenas a partir de informações tiradas da internet e que, mesmo se os resenhistas não eram obrigados a dar nota máxima aos livros, a grande maioria das críticas eram positivas.

Segundo uma pesquisa citada pelo jornal, 80% das resenhas da Amazon dão 5 ou 4 estrelas aos produtos. Dado que as pessoas tendem a escrever mais para reclamar do que para elogiar, o resultado é, no mínimo, paradoxal. Para alguns, o artigo abre os olhos do comprador de livros online e mostra a famosa review como ferramenta de marketing, para outros ele apenas explicita um hábito que todos já conhecem. O fato é que o mercado reagiu, e muito.

Salon foi pragmática, publicou uma nota indagando se o self-publishing poderia comprar respeito: “O serviço em si não é tão chocante. Não é como se você conseguisse comprar críticas de canais legítimos como Publishers Weekly, ForeWord e Kirkus, mesmo se eles possuem serviços de compras de resenhas.”

E foi justamente o Publishers Weekly o mais categórico em sua revolta. O blog de notícias PWxyz se mostrou indignado ao receber na última segunda-feira um press release de Todd Rutheford elogiando seu próprio trabalho, ressaltando sua aparição no NYT e falando sobre sua volta ao mercado editorial. “O email de Rutherford é um claro sinal de que ele pensa que não há nada de errado em manipular o sistema se este lhe permitir ser manipulado. O único problema é que ele não percebeu que ele foi pego.” Incrédulo, Rutheford responde, nos comentários: “Por que as pessoas são tão rápidas em jogar a primeira pedra? Cometi erros? Sim! Por que as pessoas pensam que é errado eu contar a minha história, continuar meu caminho e tentar fazer coisas certas?”

O impacto do artigo deve diluir nos próximos dias, mas será que as estrelinhas das resenhas perderam de vez o seu efeito?  

2 de ago de 2012

[Bienal] A Bienal de sempre com preços abusivos

A uma semana do início do maior evento literário da América Latina, Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou hoje oficialmente a 22ª edição da Bienal do Livro de São Paulo, que acontece de 9 a 19 de agosto, no Anhembi. Segundo matéria publicada hoje no Publishnews, o evento espera cerca de 800 mil visitantes, um aumento de 8% em relação à última edição.  



Ainda segundo a mesma reportagem o tamanho do evento aumentou. Este ano serão 480 expositores no pavilhão de exposições do Anhembi, um aumento de 37% em relação à última edição, que contou com apenas 350. Eles estarão distribuídos em 34,4 mil metros quadrados, 18% a mais que em 2010. No total, o investimento ficou em torno de R$ 32 milhões.

O número de expositores brasileiros chegou a 346 - 22% a mais em comparação a 2010 e o número de expositores internacionais (Alemanha, Suíça, França, Espanha, Bélgica, China, Coreia, Japão, Colômbia, Peru e Canadá) chegou a 134, o dobro da última edição; informação que nada surpreende, dado que o Brasil é a bola da vez no cenário internacional.

A Bienal do Livro 2012 traz curadoria de diversas pessoas, como Antonio Carlos de Moraes Sartini, diretor-executivo do Museu da Língua Portuguesa; e Zeca Camargo, jornalista e especialista em cultura pop. (Alertas de preocupação nessa mistura!)

De acordo com a reportagem do Publishnews, a CBL disponibilizou 50 ônibus para fazer o transporte para a Bienal, a partir de duas estações de metrô - Barra Funda e Tietê - que irão circular continuamente, conforme os ônibus forem enchendo. (Vamos acompanhar!)

E, como bem alertou a mesma reportagem, ainda não foi dessa vez que a Bienal vai ser de graça. Mesmo com todos os investimentos governamentais (o evento recebeu autorização para captar R$ 7,9 milhões via Rouanet) e dos patrocinadores (Correios e a Volkswagen, por exemplo), o preço cobrado das editoras pelo metro quadrado dos estandes teve o maior aumento das últimas três edições. Segundo reportagem do Painel das Letras, da Folha de S. Paulo, subiu de R$ 393 em 2010 para R$ 470 em 2012, um aumento de 19,59%, enquanto a inflação no período, medida pelo IPCA, foi de 12,78%. Fora isso, o ingresso desta edição é o mais caro da história: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia). Imprensa e profissionais do livro, bem como professores, têm entrada gratuita, mas é preciso solicitar credenciais no site oficial do evento: http://www.bienaldolivrosp.com.br/.

A pergunta que não quer calar é quando teremos um evento desse porte – o maior do mercado da América Latina – com acesso gratuito? Sem falar nos preços abusivos dos serviços prestados dentro dos pavilhões (alimentação, por exemplo). Mas isso é outra história, que vai ficar para o post pós-Bienal. Rs!

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A CBL divulgou, de forma exclusiva para o PublishNews, nessa terça-feira (02/08), a seguinte nota oficial:
 
“O aumento de 19,59% no preço cobrado pelo metro quadrado dos estandes para a 22ª edição daBienal do Livro de São Paulo não impactou o tamanho do evento. Ao contrário, a presença de expositores cresceu 37% em relação à exposição de 2010 e sua representação internacional dobrou: passou de 67, em 2010, para 134 expositores este ano. Para Mansur Bassit, diretor executivo da CBL, o aumento significou praticamente um empate. ‘Da Bienal de 2006 para a de 2008, tivemos um aumento de 10,87% no metro quadrado do estande. De 2008 para 2010, o valor caiu 3,68%, e para esta edição de 2012 teve reajuste de 19, 59%, mas a inflação do período, medida pelo IPCA, foi 12, 78%, resultando em aumento real de 6,81%. Houve, na verdade, apenas recuperação no índice de 2010.”

Serviço

22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
De 09 a 19 de agosto de 2012
Funcionamento das 10h às 22h
Visitação escolar de 13 a 17 de agosto de 2012
Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209 – São Paulo – SP)
Para mais informações: http://www.bienaldolivrosp.com.br/

28 de abr de 2012

[Dica de outras boas leituras] Livro usado dá desconto em livro novo na Fnac



 
Quer comprar um livro novo? 
Doe um usado e ganhe 10% de desconto na compra. 
Essa foi a ideia que a Fnac de Ribeirão Preto, no interior paulista, começou a colocar em prática dentro de um projeto piloto para estimular a doação de livros. 
Segundo a rede, a iniciativa é inspirada em ações semelhantes desenvolvidas na Espanha e em Portugal, e os resultados dos primeiros dias foram considerados animadores, com centenas de doações. 
As obras são encaminhadas para a ONG Casa das Mangueiras, que cuida de 100 crianças e adolescentes.


Fonte: Publishnews

2 de fev de 2012

[Dica de outras boas leituras] Enquete mostra como os franceses usam e-readers



 
O jornalista Hubert Guillaud do jornal Le Monde fez em seu blog uma enquete para mostrar como os franceses utilizam os leitores eletrônicos. A pesquisa revelou que 60% das 518 pessoas que responderam as perguntas são usuárias assíduas de e-readers, ao declarar que têm um dispositivo de leitura há pelo menos seis meses e há até dois anos, e que o acessam muitas vezes ao dia ou todos os dias.
 
Quanto aos aparelhos preferidos dos franceses: 30,4 % disseram utilizar os leitores eletrônicos da Sony, 28,1% da Amazon e 16,3 % da Bookeen. Apenas 5% indicaram que possuem mais de um aparelho e 2% se enganaram na enquete, pois possuem um tablet, e não um e-reader. Eles responderam que a mobilidade, o conforto e a capacidade de memória são os elementos principais na escolha dos aparelhos.
 
Outro dado interessante mostra que 73% dos participantes disseram que possuem conteúdos em outras línguas que não o francês. Enquanto 70% dos usuários indicaram que não empregam os e-readers para navegar na internet, a grande maioria, 93%, informou usar essa função nunca ou raramente.
 
De acordo com as respostas, a maioria dos usuários franceses de e-readers baixa conteúdo gratuitamente na internet. Somente 5% responderam que compraram de 90 a 100% dos conteúdos presentes em seus leitores eletrônicos.
 
Segundo Guillaud, o sentimento geral presente na enquete mostra que os usuários de e-readers também leem livros físicos e que não percebem diferenças notáveis entre os dois tipos de leitura. Entretanto, a fluidez de leitura dos aparelhos não é satisfatória, sendo este o ponto negativo apontado pelos internautas.






Fonte: Publishnews

30 de jan de 2012

Afinal, quantos livros estão sendo vendidos?



Há dias estou adiando comentar o assunto da matéria publicada na Folha de S. Paulo, sobre a análise financeira do setor livreiro, que não é clara.

A matéria aponta as várias falhas do nosso mercado na hora de apurar os reais números de vendas de livros no país.

Vale a pena comentar que já estava mais que na hora de alguém, com o mínimo de bom senso, tomar as rédeas da situação. E se ninguém do mercado interno era capaz de fazer isso, então, as empresas estrangeiras são muito bem-vindas!

Para quem não sabe, até o presente momento, os números divulgados nas listas de mais vendidos, incluindo as principais, como Veja e Publishnews, são baseadas apenas na palavra das livrarias: essa semana vendemos tanto disso, tanto daquilo e um tantinho daquele outro.

E assim vem sendo há anos: o mercado editorial inteiro se constrói a partir dessas listas e em busca de ultrapassar os números nelas divulgados, sem a menor responsabilidade de se averiguar se determinadas informações são válidas ou não. Não há nenhuma instituição de mereça credibilidade no setor de pesquisas por trás destes números divulgados: eles falam e nós acreditamos.

O Brasil é a bola da vez. E não dá mais para levar o negócio do livro, que atingiu dimensões gigantescas, de maneira amadora.

Me espantou a demora para que as empresas estrangeiras despertassem interesse em averiguar os números reais do nosso mercado. E assim surgiu o interesse da Nielsen e GfK, duas das maiores empresas de pesquisas do mercado do mundo, que planejam começar a medir as vendas de livros no Brasil ainda neste ano.

Por isso, vamos acompanhar a nova análise do setor, desejando ter resultados de fontes de pesquisas mais sérias e profissionais.

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Mais vendidos?

Gigantes globais em pesquisa de mercado querem medir vendas de livros no Brasil em 2012; dados imprecisos prejudicam expansão do setor
PATRÍCIA CAMPOS MELLO

RAQUEL COZER
DE SÃO PAULO
A Nielsen e a GfK, duas das maiores empresas de pesquisas de mercado do mundo, planejam começar a medir as vendas de livros no Brasil ainda neste ano.
Hoje, o mercado brasileiro não é aferido de forma confiável por nenhum instituto do gênero e depende de dados de editoras e livrarias, que nem sempre informam os números verdadeiros.
Num momento em que o mercado editorial brasileiro chama a atenção internacionalmente-a exemplo da aquisição de 45% da Companhia das Letras pelo grupo britânico Penguin-, a falta de dados concretos prejudica decisões editoriais e interfere em seu crescimento.
"Hoje, o processo é impreciso e lento. Só sabemos números de vendas pelas livrarias de forma aproximada", diz Roberto Feith, vice-presidente do Snel (sindicato dos editores) e diretor presidente da editora Objetiva.
"Com a Nielsen, teremos em tempo real a venda por título, o que ajudará a evitar a falta de livros nas lojas e o desperdício de tiragens", diz.
REFERÊNCIA
A empresa americana trabalha para trazer ao Brasil o BookScan, sistema que é referência nos Estados Unidos e no qual se baseiam listas de best-sellers conceituadas como a do "New York Times".
Há três anos, segundo Feith, o Snel pediu à Nielsen um serviço similar ao prestado a editoras e livrarias espanholas. Na época, a empresa informou que não poderia oferecer o serviço aqui.
No fim do ano passado, a empresa americana procurou o sindicato com um esboço de projeto, que deve ser apresentado com detalhes até o final deste mês.
"Já temos o interesse das editoras. Agora analisamos os custos internos. O projeto deve ir para a frente neste ano", disse à Folha uma fonte da Nielsen. A empresa ainda não contatou livrarias -justo o braço do mercado que pode fornecer os principais dados para as análises.
Já a alemã GfK, presente em mais de cem países, afirma estar em "fase bastante avançada" nesse ponto. "Já temos parceria com vários varejistas. Em 2012, começaremos a aferir o mercado de livros no Brasil", disse à Folha José Guedes, presidente da GfK no Brasil.
Uma das lojas parceiras é a Livraria Cultura, que já trabalha com a GfK nas áreas de games e música. A Nielsen também já atua em outros segmentos no país.


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Análise financeira do setor não é clara

Regime de consignação mantido entre editoras e livrarias dificulta aferição de dados sobre vendas de livros no país


Pesquisa de produção e vendas do mercado editorial, realizada pela Fipe, tem participação de 141 de 498 editoras
DE SÃO PAULO


Um dos fatores que dificultam a aferição de números do mercado editorial brasileiro é o regime de consignação com o qual a maior parte das livrarias do país trabalha.
As lojas recebem livros das editoras sem pagar por eles. Só pagam pelas cópias que forem comercializadas ao cliente; a sobra volta, meses depois, para a editora.
Segundo Fábio Sá Earp, economista da UFRJ que há anos acompanha a evolução do mercado editorial, muitas livrarias demoram a notificar as editoras das vendas, de forma a adiar o pagamento e manter mais capital de giro.
O resultado é que, com frequência, a própria editora não sabe o quanto vendeu.
Como não há no Brasil uma aferição de vendas no ato da compra, como a que a Nielsen e a GfK planejam trazer, são as editoras, nem sempre bem informadas, que fornecem dados da pesquisa anual do setor.
Divulgada sempre no meio do ano, a Pesquisa de Produção e Vendas do Setor Editorial, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), também depende da boa vontade dos pesquisados.
A Fipe envia questionários eletrônicos às editoras, que fornecem as informações. É difícil garantir a exatidão dos dados. Nenhuma editora tem capital aberto no país, ou seja, elas não têm obrigação de divulgar esses números.
E grande parte delas não responde aos questionários. De 498 editoras do país que atendem aos critérios da Unesco (edição de pelo menos cinco títulos por ano e produção de ao menos 5.000 cópias), só 141 responderam o questionário de 2010.
Os números que saem daí são, portanto, imprecisos, apesar dos cuidados da Fipe.
Segundo a estimativa, as editoras faturaram R$ 4,505 bilhões em 2010, um crescimento de 2,63% em relação a 2009. No total, foram publicados 55 mil títulos novos ou reeditados -uma média de 150 títulos por dia.
"O levantamento da Fipe tem uma restrição fundamental: as editoras têm medo de que os concorrentes tenham acesso aos dados que passam, e acabam omitindo muita coisa", diz Sá Earp. "Ainda não temos uma análise financeira clara do setor."
Nos EUA, era a mesma coisa até a Nielsen lançar o BookScan, em 2001. Antes, a lista de best-sellers do "New York Times", por exemplo, era feita sem os números totais de vendas de cada título. O jornal fazia uma pesquisa por amostragem, em centenas de livrarias, e publicava o ranking sem números totais -tal como é hoje no Brasil.
Hoje, a Nielsen consegue aferir nos EUA números correspondentes a 75% das vendas em livrarias. As listas publicadas no Brasil, como a do site especializado Publishnews, incluem dados de lojas cujas vendas correspondem a 35% da comercialização em livrarias no país.

28 de out de 2011

[Cursos] Publique seu livro

Nos dias 29 de outubro e 5 de novembro a Livraria da Vila da Fradique (Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena. São Paulo/SP) promove o curso Publique seu livro.

A atividade será ministrada pelo escritor Norman Lance, que ensinará os caminhos para publicação de um livro independente.

Na primeira aula o autor abordará a Pré-produção, onde os participantes conversarão sobre como definir objetivos, as questões autorais legais, modelos de formatação de livros e estratégias para se conseguir o capital inicial.

Já no segundo encontro, a temática será Produção e Pós-produção, que abordará a montagem de um plano para o livro, as principais formas de distribuição e divulgação.

O investimento é de R$ 50 para um dos dias e R$ 80 para os dois dias. As aulas ocorrerão das 10h30 às 12h30.

Mais informações pelo site da Vila.

Fonte: PublishNews

22 de jun de 2011

[Dica de outras boas leituras] Os 30 melhores livros infantis

Em 22 de junho, o Publishnews trouxe uma matéria com a relação divulgada na Revista Crescer dos 30 melhores livros infantis.

Confiram a relação na íntegra abaixo ou clicando AQUI.

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Crescer anuncia os 30 melhores livros infantis

PublishNews - 01/06/2011 - Maria Fernanda Rodrigues
Quase a metade dos livros selecionados foi escrita por autores estrangeiros


A Revista Crescer perguntou a educadores, psicólogos, críticos, pesquisadores, livreiros, bibliotecários e a outros profissionais quais foram os 30 melhores livros editados no Brasil em 2010. Somou aqui e ali e chegou à lista anunciada na noite desta terça-feira, dia 31, em São Paulo. Dos 30, 14 são de autores estrangeiros. Destaque para os brasileiros Eva Furnari e Ilan Brenman, que emplacaram mais de um livro, e para Monica Stahel, a tradutora com mais obras na lista.
 
Editoras como a Brinque-Book, Abacatte, Projeto, Moderna, Salamandra, Companhia das Letrinhas, Global, Rocco, Peirópolis e Manati também merecem destaque porque foram elas que publicaram os livros dos escritores e ilustradores brasileiros indicados pelos jurados.
 
A revista pediu que os leitores do site também escolhessem o melhor livro e quem ganhou o voto popular foi Por que Elvis não latiu?, escrito por Robertson Frizero, ilustrado por Tayla Nicoletti e publicado pela gaúcha 8Inverso. Veja a relação completa no “Leia Mais” ou na edição da revista que já está nas bancas.
 
 
Os 30 melhores livros segundo a revista Crescer
 
O que tem dentro da sua fralda?, de Guido Van Genechten (Brinque-Book – Trad. Vânia Maria Lange)
O livro redondo, de Caulos (Rocco)
Um amor de botão, de Pauline Carlioz (Salamandra – Trad. Luciano Vieira Machado)
Uma lagarta muito comilona, de Eric Carle (Kalandraka – Trad. Miriam Gabbai)
Yumi, Annelore Parot (Companhia das Letrinhas – Trad. Eduardo Brandão)
A vida secreta das árvores, de Gita Wolf e Sirish Rao (texto) e Bhajju Shyam, Durga Bai e Ram Singh Urveti (ilustrações) (WMF Martins Fontes – Trad. Monica Stahel)
Bruxinha Zuzu, de Eva Furnari (Moderna)
O artesão, de Walter Lara (Abacatte)
Selvagem, de Roger Mello (Global)
Sombra, de Suzy Lee (Cosac Naify)
Telefone sem fio, de Ilan Brenman e Renato Moriconi (Companhia das Letrinhas)
A história do leão que não sabia escrever, de Martin Blaltscheit (WMF Martins Fontes – Trad. Monica Stahel)
A lua dentro do coco, de Sérgio Capparelli (texto) e Guazzelli (ilustrações) (Projeto)
É um livro, de Lane Smith (Companhia das Letrinhas – Trad. Júlia Moritz Schwarcz)
Margarida, de André Neves (Abacatte)
Pato! Coelho!, de Amy Krouse Rosenthal (texto) e Tom Lichtenheld (ilustrações) (Cosac Naify – Trad. Cassiano Elek Machado)
As lavadeiras fuzarqueiras, de John Yeoman (texto) e Quentin Blake (ilustrações) (Companhia das Letrinhas – Trad. Eduardo Brandão)
Gildo, de Silvana Rando (Brinque-Book)
Mamãe é um lobo, de Ilan Brenman (texto) e Gilles Eduar (ilustrações) (Brinque-Book)
Trudi e Kiki, Eva Furnari (Moderna)
Ah, se a gente não precisasse dormir!, Gertd Fehrie (texto), Desiree La Valett e David Stark (concepção) e Keith Haring (ilustrações) (Cosac Naify – Trad. Claudio Marcondes)
Dez patinhos, de Graça Lima (Companhia das Letrinhas)
Que João é esse? Que Maria é essa?, de Lalau (texto) e Laurabeatriz (ilustrações) (Companhia das Letrinhas)
Avô, conta outra vez, de José Jorge Letria (texto) e André Letria (ilustrações) (Peirópolis)
Controle remoto, Tino Freitas (texto) e Mariana Massarani (ilustrações) (Manati)
Obax, de André Neves (Brinque-Book)
Ode a uma estrela, de Pablo Neruda (texto) e Elena Odriozola (ilustrações) (Cosac Naify – Trad. Carlito Azevedo)
O que é uma criança?, Beatrice Alemagna (WMF Martins Fontes – Trad. Monica Stahel)
Sábado na livraria, Sylvie Neeman (texto) e Olivier Tallec (Cosac Naify – Trad. Cássia Silveira)
 
Escolha do leitor: Por que o Elvis não latiu?, Robertson Frizero (texto) e Tayla Nicoletti (ilustrações) (8Inverso)

29 de mai de 2011

Ranking Geral das Editoras 2011

Em primeiro lugar, peço desculpas a vocês, leitores, pela demora de posts como este. A vida corrida realmente tem me impedido de me dedicar ao Blog, não só como deveria, mas como gostaria. De qualquer maneira, cedo ou tarde, eu sempre atualizo vocês da melhor maneira possível!

Mas chega de blablablas e vamos ao que interessa, rs!

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No dia 19/05/2011, o PublishNews divulgou, em seu blog, o Ranking Geral das Editoras de 2011, no período entre 7/1/2011 a 13/5/2011.

Segue abaixo um print screen com as 15 primeiras editoras (Parabéns a todas!) , mas recomendo (MUITO!) que leiam a matéria na íntegra clicando AQUI, para entender o processo classificatório, os motivos que levaram o PublishNews a fazerem este ranking e, é claro, para ver a lista completa. 



Vale observar como o mercado editorial brasileiro é injusto e curioso em diversos aspectos. A primeira colocada, a Editora Globo, teve apenas 5 títulos na lista, mas vendeu tantos (tipo... tantos MESMO) livros do Padre Marcelo, que lidera sem medo de ser ultrapassada. Já a segunda colocada, a Editora Sextante, teve 38 títulos na lista. Interessante, não? Se analisarmos o restante da lista com atenção, poderemos perceber que este comportamento padrão se repete ao longo de todas as posições. 

Assim, podemos concluir facilmente que, as editoras mais bem colocadas não são, necessariamente, as mais apreciadas pelo público em geral; apenas tiveram a sacada de um bom título best-seller. Como o próprio post do PublishNews é entitulado, há exemplares que fazem toda a diferença.

O mercado editorial brasileiro é cheio de pegadinhas como essa. Não nos deixemos enganar pelas apaências e sejamos críticos na hora de tirarmos conclusões sobre a qualidade das publicações. 

Boa leitura!

27 de mai de 2011

[Dica de outras boas leituras] Vá ao parque e ganhe um livro


Olhem só que ideia GENIAL:  PARQUE + ÁRVORES  + LIVROS!!

Leiam a matéria abaixo, publicada no PublishNews de hoje, e não deixem de dar uma passadinha no Parque Villa-Lobos em São Paulo, neste domingo, e ler um bom livro entre as árvores! (Aliás, vc poderá levá-lo pra casa, se realmente gostar!)

Vejam só:


PublishNews - 27/05/2011 - Maria Fernanda Rodrigues
Vá então ao Parque Villa-Lobos neste domingo



Quer ganhar um livro?





Fotógrafo(a): Divulgação/Secretaria Meio Ambiente
 

Se você for ao Parque Villa-Lobos, em São Paulo, neste domingo e encontrar um livro perdido não se desespere e nem saia correndo atrás do dono esquecido. É que a administração do parque criou o projeto Livro de Rua no mês passado e a repercussão foi tanta que decidiram torná-lo permanente. 
Idealizado por Marcelo Guedes, o projeto acontece todo último domingo do mês e funciona como todos os outros de troca de livros: achou, gostou, levou
Agora, se sua pilha de livros por ler está grande e a estante abarrotada, a sugestão é levar alguns exemplares para lá. Assim, os organizadores da ação terão mais opções para deixar pelas espreguiçadeiras e mesas e debaixo das árvores. 
A combinação parque, árvores e livros parece dar certo (quando não chove!). Recentemente, foi inaugurada no Parque da Cidade, em Jacareí, uma caixa-livro. E em Berlim, são os troncos de árvores mortas que abrigam os livros do Book Crossing.

21 de fev de 2011

[Dica de outras boas leituras] Autores independentes podem editar livros sem custos

 Essa dica é pensando em todos aqueles montes de originais que recebemos diariamente e que, na maioria das vezes, não podemos fazer na da a respeito. É minha maneira de ajudar esses novos autores!

Boa sorte, pessoal!

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Pensando em atender aos escritores que desejam publicar um livro, nasce o PerSe, portal de publicação para autores independentes. Através dele, é possível editar um livro totalmente sem custos, disponibilizá-lo para comercialização na livraria eletrônica do PerSe em e-book ou com impressão dos exemplares sob demanda. O processo é simples. O autor define as características físicas do livro, como formato, acabamento, papel de miolo e cores. Depois sobe o arquivo para o sistema do PerSe e cria a capa. Em seguida, define o preço de venda e estabelece quanto quer ganhar de royalties.
 
Os blogueiros também poderão diagramar e publicar livros. Denominada Blog2Book, essa ferramenta permite a diagramação dos conteúdos das plataformas Blogger/Blogspot e Wordpress direto no sistema. Um dos primeiros livros já editados pelo PerSe é o da jornalista Lucia Faria, proprietária da Lucia Faria Inteligência em Comunicação. Com o título Meias verdades – Uma visão particular sobre a Comunicação Corporativa, o livro reúne 50 artigos sobre sua área de atuação.
 
Embora todo o processo seja gratuito, o portal oferece serviços especializados de Publicação e Marketing, caso o autor tenha interesse em adquirir. Entre eles, diagramação, revisão, fotos, divulgação, noite de autógrafos, entre outros. 


Fonte: PublishNews

19 de jan de 2011

[Dica de outras boas leituras] Quem disse que o povo não gosta de ler?

O PublishNews da segunda-feira, 10/01/2011 trouxe uma notícia daquelas de nos fazer acreditar que o Brasil vai sim ser um país melhor!!

Pouco mais de dois meses após a inauguração, a biblioteca Leitura no Ponto, do Terminal Sacomã, contabiliza 1.100 sócios, sendo cerca de 170 do Grande ABC.


A matéria, publicada no Diário do Grande ABC, explica que o espaço atende cerca de 200 pessoas por dia entre empréstimos e devoluções; em média, um livro é levado a cada três minutos. E a expectativa é de que até o fim de fevereiro haja mais de 2.000 sócios.

O posto com maior número de sócios é também o mais antigo, o do metrô Paraíso, inaugurado há 6 anos: são 20 mil pessoas que emprestam cerca de 100 livros por dia.

Apesar de ter mais de dez vezes o número de associados da biblioteca do Sacomã, o número de empréstimos é praticamente o mesmo. "A movimentação no Sacomã tem sido bem maior que o esperado. É a primeira biblioteca que instalamos num terminal", explicou o coordenador das bibliotecas do Instituto Brasil Leitor (IBL), Gustavo Gouveia. A organização é responsável pela criação e gestão da Leitura no Ponto.



O sucesso pode ser atribuído ao fato do acesso ao posto ser livre, pois, para chegar às outras bibliotecas é necessário comprar bilhete e passar a catraca, porque geralmente ficam dentro das estações. No Sacomã, o acesso é gratuito. Ainda nesse mês, o projeto Leitura no Ponto atingirá a marca de um milhão de empréstimos no país.

Para se associar é só apresentar foto 3X4, RG, CPF e comprovante de residência do mês corrente - original e cópia de todos. O usuário pode ficar com o título por dez dias úteis e o empréstimo pode ser renovado. É bom lembrar que ter carteirinha de um posto não é o suficiente para retirar livros em outra estação. Para isso, é necessário novo cadastro.

A biblioteca do Terminal Sacomã funciona de segunda a sexta-feira, das 11h às 20h.


14 de jan de 2011

[Dica de outras boas leituras] Livraria é livraria, e biblioteca é outra coisa

Publicada no PublishNews, a matéria "LIVRARIA É LIVRARIA, BIBLIOTECA É OUTRA COISA" traz à tona a discussão entre livrarias, editoras e o projeto de Lei nº 7913/2010, que “dispõe sobre a livre circulação e produções intelectuais”.

Basicamente, o que ele espera é que todos os livros lançados no Brasil sejam vendidos em todas as livrarias do país. A loja perderia, assim, o direito de escolher os produtos que quer vender e teria de abrigar a cada ano alguns milhares de novos títulos. Só em 2009, segundo a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial feita pela Fipe, foram mais de 22 mil lançamentos e 30 mil reedições.


Para ele, há um jogo econômico nas escolhas, o que impede que novos autores ou autores independentes e pequenas editoras consigam fazer suas ideias e suas obras circularem. Agora, se 35% das livrarias brasileiras faturam até R$ 350 mil e outros 24% ficam na faixa dos R$ 600 mil a R$ 1,2 mi, conforme mostrou o Diagnóstico do Setor Livreiro da Associação Nacional das Livrarias (ANL) apresentado em 2009, a conclusão é clara: nossas livrarias são pequenas. Caberá tanto livro?

Gostaria de deixar bem clara aqui minha opinião: acho isso uma palhaçada!! Cadê o direito à democracia? A loja é minha e vendo o que bem entender aqui dentro. Né?
Projeto de Lei inútil, que só vai servir para causar polêmica e dor de cabeça para quem trabalha e vive disso, que não é o caso do Senhor Bonifáco de Andrada (PSDB-MG), o Deputado que propôs esse Projeto de Lei, né? Muito pelo contrário, ele é autor de diversos livros e, portanto, visa o interesse próprio, como já é de praxe na política brasileira.

Vale dar uma passadinha no blog A BIBLIOTECA DE RAQUEL para entender melhor sobre isso.

Leia AQUI a matéria na íntegra e fique por dentro dessa briga, pois, com certeza, ela determinará o futuro do mercado editorial brasileito.

13 de jan de 2011

[Dica de outras boas leituras] Para amantes de leitores digitais, o iFlow é uma ótima escolha!

Mais uma vez, fui passear por um dos meus blogs favoritos da atualiadade, o TIPOS DIGITAIS, do queridíssimo editor-chefe do PublishNews, o Carlo Carrenho. Muito se fala e se discute sobre o universo dos e-books e e-readers, mas pouco se explica e se aplica no dia a dia. O Tipos Digitais vai além disso e traz as novidades que estão ao nosso alcance!


Mas estava eu lá, passeando pelo blog, quando me deparei com uma novidade MUITO bacana! Bom, eu digo isso porque sou uma MAC LOVER total e, portanto, fã do iPad e dos aplicativos que ele, o iPhone e o iTouch oferecem. A novidade é justamente aí: um app que eu não conhecia, o iFlow, que permite ler e-books  das e-bookstores da Google, Sony, Borders e Kobo (sem quebrar o DRM).

A outra grande novidade do iFlow é que ele trata os e-books como um conteúdo que flui, ignorando a paginação – daí o nome iFlow. Ou seja, você lê passando as páginas verticalmente, como a leitura que já estamos habituados a fazer em tela. Quem quiser "virar as páginas" também pode por meio de dois botões virtuais. Pode-se também optar pelo fluxo automático das páginas e regular a velocidade. Opção é que não falta!


Visitem o TIPOS DIGITAIS e leiam a matéria na íntegra! Vale a pena entender um poquinho mais desse mundo digital, para o qual seremos todos, inevitavelmente, arremessados!

22 de dez de 2010

[Novidade no ar] Deu a louca na Livraria da Vila!!


O PublishNews de hoje trouxe uma novidade e tanto!! A LIVRARIA DA VILA realizará a 13ª Liquidação de Fim de Ano





A liquidação acontecerá entre os dias 26 e 30 de dezembro, quando livros, CDs e DVDs custarão 20% mais baratos. A promoção só não é válida para livros didáticos e vai rolar nas cinco lojas da rede - Fradique, Itaim, Lorena, Moema e Shopping Cidade Jardim -, e exclui os didáticos. Confira os endereços.

20 de dez de 2010

[Dica de outras boas leituras] Cuidado! Os livros estão caindo pelo céu de São Paulo!!

Língua e Literatura


Livros pelo céu de São Paulo

PublishNews - 20/12/2010 - Redação



CaSa de IdEiAs soltou 10 balões com “vale-livro”


Dessas ideia simplesmente GENIAIS!!!
Li no PublishNews de hoje que, por volta das 10h desta segunda-feira, a CASA DE IDEIAS soltou 10 bexigas pelo céu de São Paulo numa iniciativa de incentivo a leitura.


O plano funciona – ainda não dá para saber aonde os balões foram parar e se todos já foram resgatados do ar – da seguinte maneira: Foram amarradas nessas bexigas caixinhas de presente. Dentro de cada caixinha há um cartão com um "vale-livro" e uma lista de títulos disponíveis.

Quem encontrar a caixinha entrará em contato com a empresa, passará o código impresso no cartão e receberá o livro em casa.

O início será na Zona Oeste, mas o destino é surpresa.

Fiquem ligados!!

14 de dez de 2010

[Dica de outras boas leituras] O começo da minha aposentadoria?

Pois hoje ao ler o PublishNews eu percebi que talvez a função do editor não seja eterna.

A experiência de mais de uma década de Leandro Müller em diversas áreas do mercado editorial resultou na produção de um ensaio que traz orientações para novos autores que desejam publicar por conta prórpia seus livros ou enviá-los a uma editora comercial. Como editar seu próprio livro: Um manual básico para quem quer se publicar ou ser publicado (Ilustração, 72 pp., R$ 20) foi dividido em quatro capítulos. 



No primeiro deles, o autor traz um panorama do mercado editorial, do processo produtivo e da estrutura geral de uma obra. Em seguida, ensina a produzir um livro, traz dicas sobre como enviar um original para uma editora e ainda destaca depoimentos de editores como Luciano Vilas-Boas, da Record, Cassiano Elek Machado, da Cosac Naify, Marcos Pereira, da Sextante, entre outros. Este livro é uma produção independente e foi impresso na gráfica da Singular.

Eu, particularmente, acho que uma publicação dessas pode ser uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que pode orientar um autor iniciante a seguir os primeiros passos, pode prejudicar a figura do editor quanto profissional essencial nessa etapa de produção de livros. E não falo que é essencial só porque essa é minha profissão, mas justamente porque sei o dia a dia do meu trabalho (e que trabalho!, diga-se de passagem), temo pelos resultados catastróficos que poderão surgir. 

Espero que os novos autores usem essa excelente obra (vale ressaltar!) de maneira consciente e que o mercado editorial não siga o caminho do amadorismo.

23 de nov de 2010

[Dica de outras boas leituras] E quem disse que os tablets não são os livros da nova geração?

O PublishNews da semana passada trouxe um artigo bastante interessante, escrito por Mike Shatzkin, que tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial, é fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e diariamente acompanha e analisa os desafios e as oportunidades dessa nova era digital.

O post trata da relação livros infantis + e-readers. Eu pude comprovar que isso essa união dá samba pessoalmente quando, há poucos meses, vivi uma experiência die 15 dias com minha afilhada, de 2 anos e meio, e seu irmãozinho, de apenas 1 ano; que sabiam mexer melhor no iPad da mãe deles do que eu!
Essa mistura dá uma ótima receita. Que tal experimentá-la?



Livros infantis impressos X tablets

Esse post vai discutir uma ideia que eu já tinha mesmo antes da notícia dessa manhã (1/11) sobre as novidades no cenário de e-products. Sempre fui meio cético em relação aos enhanced e-books, baseados no meu  palpite de que não funcionariam há 15 anos quando apareceram os CD-Roms. Mas é cada vez mais óbvio que produtos estilo CD-Rom podem funcionar muito bem com livros infantis. Na verdade, estou começando a pensar que enhanced e-books ou produtos estilo aplicativos poderiam superar os livros como suporte preferido em pouquíssimo tempo. Menos de dez anos.
Os motivos por ser cético em relação aos enhanced e-books (ou enriched, um termo recente que ouvi e que pode ser melhor) é porque livros adultos são escritos como experiências de leitura de narrativas sem a intenção de serem interrompidas para serem lidos por pessoas que valorizam a experiência imersiva (Nem todos. Mas a maioria dos livros que pensamos ser best-sellers ou literatura). Meu palpite é que será difícil mudar muitas das horas de consumo agora devotadas à leitura imersiva por outra coisa bem diferente. E vejo isso como um desafio qualitativamente diferente do que a mudança da própria leitura imersiva de um mecanismo de distribuição (papel) para outro (telas).


A razão pela qual o material infantil não sobreviveu no período CD-Rom há 15 anos foi a complexidade do mecanismo de distribuição. Era preciso estar no computador, o que normalmente significava um desktop. Era preciso carregar o CD-Rom, que na maioria dos computadores (porque poucos eram Macs na época) exigiam navegação adicional antes da reprodução. Esses produtos não eram realmente acessíveis a crianças, mesmo se a programação contida neles fosse dirigida a esse público.
Mas esses problemas não continuam nos "livros" para crianças (se for assim que você quiser chamá-los) que estão migrando para iPad, smartphone ou, agora, o NOOKcolor (que, eu acho, é como seus donos gostariam de chamá-lo).
O grau de imersão que você consegue num livro é diretamente proporcional à fluência com a qual ele é lido. Isso significa quanto mais jovem você for, mais provável que aceite uma experiência de leitura interrompida.
E como os aparelhos ficam mais baratos e mais ubíquos, pais e filhos vão aprender rapidamente como as experiências interativas podem ser divertidas, instrutivas e acessíveis.
Comecei a escrever esse post no fim de semana porque ficamos sabendo de várias iniciativas empreendedoras que estavam focadas no desenvolvimento de materiais infantis dessa forma.  Depois, o Publishers Lunch dessa manhã (1/11) nos contou a história do que está acontecendo na Callaway, o que só fortaleceu a certeza de que há muito dinheiro sendo colocado nessa ideia.
Resumindo, cheguei ao ponto de vista de que o mercado de livros juvenis vai migrar para produtos digitais "enhanced" de forma muito mais rápida do que a narrativa adulta e que, como resultado, a criação e publicação para os vários mercados de livros infantis estará cada vez mais a cargo de novas empresas e cada vez menos a cargo das editoras de livros.
A reportagem sobre a Callaway Digital Arts que saiu no Publishers Lunch hoje (1/11) é incrível.  Eles não só garantiram 6 milhões de dólares de financiamento do iFund liderado pela Kleiner Perkins Caufield & Byers, mas também ganharam 30 milhões do programa "Pronto para Aprender" do Departamento de Educação. Com esse empurrão, a Callaway diz que planeja produzir 150 aplicativos anuais, daqui a dois anos. Estão sendo vistos pela Apple como "parceiro estratégico" para ajudar o iPad a "transformar a educação".
Apesar de ser a mais famosa, a Callaway não está sozinha no foco sobre o mercado de conteúdo para crianças construído a partir de livros.
A Oceanhouse Media está construindo o que parece ser um negócio comparável de uma forma completamente diferente.  Em vez de procurar investidores para seu capital, a Oceanhouse conseguiu se autocapitalizar construindo uma rede de desenvolvedores dispostos a trabalhar por uma participação nos projetos que estão desenvolvendo. Eles conseguiram fazer acordos com a Hay House (que não é dirigido a crianças, em princípios), seus vizinhos em San Diego. E conseguiram os direitos do Dr. Seuss e Berenstain Bears. Numa conversa com eles, me pareceu que conseguiriam entregar novos produtos no mesmo nível que a Callaway, mas muito antes do que esse prazo de dois anos.
A Trilogy Studios possui sócios que dirigem estúdios de games na Electronic Arts, Fox Interactive e Vivendi Universal Games, tendo lançado recentemente o produto infantil de maior sucesso até o momento, um MMO (que significa um jogo "Massive Multiplayer Online") baseado num filme de animação bastante famoso. Eles expandiram o portfólio para incluir livros interativos de histórias e jogos sociais, além de contratarem o editor veterano Marc Jaffe (até recentemente da Rodale) para garantir os direitos de algumas das marcas mais reconhecidas de entretenimento e do mercado editorial para futuros desenvolvimentos digitais.
Rick Richter, até recentemente o chefe de publicações para crianças da Simon & Schuster, criou uma concorrente no setor chamada Ruckus Media Group. Eles estão fazendo aplicativos para Apple e Android, compraram os direitos do Rabbit Ears Library (clássicos infantis lidos por celebridades) e estão contratando autores com conteúdo original.
Smashing Ideas é um site, estúdio de games e aplicativos que já está no mercado há 14 anos. Eles trabalham com marcas voltadas para a juventude como Hasbro, Nickelodeon e Disney há vários anos. Agora fizeram um acordo para desenvolver projetos com a Random House e também desenvolvem projetos em cima de livros em domínio público com aplicativos, entre eles a Guerra dos Mundos, O Livro da Selva e o Mágico de Oz. Isso não é nenhuma surpresa porque Ben Roberts, que agora lidera a divisão de e-book, ajudou a criar Alice para o iPad.
Todo esse investimento e todo esse desenvolvimento deve ter a mesma visão que eu. As crianças serão o grande mercado para esse tipo de produto. A narrativa linear pode ser imersiva somente até o ponto em que o ato de leitura em si for fácil e sem esforços. Não é possível se perder na história se você precisa ficar procurando palavras ou relendo com frequência sentenças para entender o significado.
Isso significa que é muito mais difícil para um jovem imergir na história só com palavras no papel. É por isso que os livros infantis oferecem muito mais do que isso: imagens, claro, mas também pop-ups e vários outros elementos tridimensionais, até onde podem ser distribuídos em algo que é fundamentalmente papel amarrado.
É possível dizer que as crianças sempre possuíram "enhanced books"!
Os novos aparelhos têm muito mais capacidade do que os CD-Roms para se relacionar com mais do que palavras - formas que a maioria dos que amam a leitura imersiva poderiam achar distrativas ou chatas, mas que as crianças adoram. A navegação intuitiva com touchscreen, um desenvolvimento relativamente recente, facilita a participação e a interação com uma mente ativa que ainda não aprendeu suficiente linguagem para trabalhar confortavelmente com dicas escritas.
Não vivo numa atmosfera centrada nas crianças, mas estou consciente de que nos dois últimos anos os pais que pensaram que seus filhos eram jovens demais para os gastos de conectividade de um iPhone concordariam em comprar um iPod Touch, que faz o mesmo exceto as ligações (e, portanto, não tem nenhuma conta mensal). Um amigo meu que continua defensor da "mídia antiga" recentemente me perguntou o que eu achava de um Touch para seu filho de 7 anos, que não queria ficar atrás dos seus amigos que já tinham um. Essas crianças não estão usando o Google para fazer a lição de casa; estão jogando games que são a vanguarda tecnológica do novo mercado de livros infantis.
O iPad levou essas novas empresas a entrarem no mercado explícito de fazer enhanced e-books baseados nos livros infantis. O NOOKcolor somente coloca lenha na fogueira.
E como o NOOKcolor é metade do preço ou até menos que um iPad, os pais ficarão mais relaxados com a possibilidade de seus filhos brincarem com ele.
Há testemunhos de que crianças podem ficar mais interessadas num livro de papel depois de terem contato com os personagens e a história através de um enhanced e-book ou aplicativo. Estamos descobrindo isso porque os enhanced e-books feitos hoje estão tendo como base livros que já existem. Isso é uma forma bastante inteligente de entrar no mercado. Por que aumentar o desafio criativo começando do zero quando existe uma enorme quantidade de marcas estabelecidas e personagens para licenciar? E como o primeiro grande sucesso nesse gênero infantil, Alice para o iPad, demonstrou e a Smashing Ideas percebeu, mesmo a exigência de licenciamento pode ser evitada com o uso de textos em domínio público como base.
Meu palpite é que editores - ou quem tiver os direitos - terão um belo negócio, durante um tempo, licenciando livros e personagens para desenvolvedores de enhanced e-books chamados "estúdios digitais" que os transformarão em produtos bem-sucedidos. Com o tempo - e não vai demorar muito - esses estúdios se transformarão nos criadores de novos personagens e franquias, e o livro se tornará o "direito subsidiário". Em quanto tempo? Não muito. Entre três e cinco anos?
Qualquer editor que quiser entrar no mercado infantil no meio dessa década, é melhor comprar um desses estúdios, ou fundar um.
Essa ideia surgiu na minha cabeça há um mês; precisou vencer meu preconceito contra interrupções chatas que é como eu vejo a maioria dos enhanced e-books dirigidos a adultos. Então, claro, começamos imediatamente a montar um painel sobre o assunto para a Digital Book World. Isso me levou a conversar com muitas dessas empresas. Ainda não decidimos quem vai discutir o que estão fazendo nos dias 25-26 de janeiro, mas certamente será uma conversa sobre o futuro próximo do mercado editorial juvenil.