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29 de abr. de 2013

C! House é o primeiro grupo transmídia do Brasil

C! House é o primeiro grupo transmídia do Brasil, que estreia no mercado com projetos audaciosos e agenciados de peso. De olho nos mercados de entretenimento e de literatura, a C! House trabalha o desdobramento de conteúdos criativos nas diversas plataformas de mídia.



Além disso, a C! House foi fundada por uma equipe de peso. Gabriela Nascimento (há mais de 10 anos no mercado editorial, com editoras como Gutenberg/Grupo Autêntica, Ediouro, Vida&Consciência e Panda Books em seu currículo), ao lado dos sócios Thiago Ururahy (economista com quase uma década de carreira no mercado financeiro como gestor e desenvolvedor de produtos, além de estudioso da área de storytelling há cinco anos) e MJ Macedo (escritor, roteirista e quadrinista com mais de 10 anos de experiência na consultoria e desenvolvimento de projetos nacionais e internacionais na indústria do entretenimento), encabeça um projeto ainda audacioso para o mercado brasileiro ao criar o que os três denominam de “Primeiro Grupo Transmídia” do Brasil. 

Com foco no entretenimento, a proposta do grupo é trabalhar de forma completa sobre os conteúdos criativos: do planejamento, produção e desenvolvimento à implementação, divulgação e mensuração de resultados. “Ainda identificamos e captamos os parceiros certos para publicação e distribuição desses conteúdos transformados em projetos” [em sua maioria transmídia, saiba mais sobre neste link], complementa a Diretora-Executiva do Grupo, Gabriela Nascimento. 

“O que fazemos é desenvolver e licenciar conteúdo”, explica. “De livros impressos e ebooks, passando por manifestações artísticas e conteúdo web, a toda e qualquer obra que possa viver em um mundo multimídia rico de consumidores ávidos por conteúdo editorial, de entretenimento e educacional criativo e de alta qualidade”, completa Gabriela. 

O trabalho da C! House divide-se entre produção, prestação de serviços e consultoria. “Nosso grande diferencial está em como nos estruturamos para oferecer um serviço e produto final altamente diferenciado e inovador”, atesta a Diretora.
Gabriela refere-se à organização do Grupo em duas frentes:

  1. Mídia e Entretenimento: foco em Criação, Desenvolvimento & Gestão de Conteúdo Multiplataforma; 
  2. Negócios: foco no Agenciamento & Licenciamento de Conteúdo e Marcas
“Durante anos no Brasil, sobrou talento, faltou organização, pensamento corporativo, gestão ativa da criação como um business mesmo. Onde havia um artista não havia um executivo ou um grupo de pessoas mais experientes pensando a arte como um produto multifacetado. É essa lacuna que queremos ocupar”, defende Thiago Ururahy, Diretor de Conteúdo da C! House.

Os três sócios unem suas expertises dos mercados editorial, de comunicação e de entretenimento (indústria de games e animações) para assessorar na elaboração e no desdobramento dos conteúdos de seus autores e clientes para que esse conteúdo possa amadurecer e dar origem a uma Propriedade Intelectual. 

“Ao concebermos e concretizarmos Propriedades Intelectuais oferecemos ao consumidor experiências únicas. Nosso objetivo é estar lado a lado de nossos autores e clientes ao longo de todo o processo de criação de sua obra como parceiros criativos e de negócios”, diz MJ Macedo, Diretor de Projetos da casa. 

“Em poucas palavras, o que oferecemos, tanto a criadores quanto publicadores que buscam projetos mais assertivos é: incubação de novas propriedades de entretenimento,
planejamento estratégico, produção de conteúdo e
implementação multiplataforma”, resume Gabriela. 

NOVOS projetos, muitos talentos
C! House está em negociação com alguns autores já publicados no Brasil, tanto para representação no exterior, como para avaliação de potencial transmídia de suas obras. O agenciamento de ilustradores e designers já está a todo vapor, esses artistas contarão com apoio para o desenvolvimento de suas carreiras, prospecção de clientes no Brasil e exterior, bem como uma busca constante de oportunidades de licenciamento de seus projetos. Assim, é certo que a C! House apresentará e representará cada vez mais um casting de primeira. Confira, a seguir, as parcerias já confirmadas na C! House:

Clarissa Corrêa – Escritora Gaúcha, Clarissa é a cronista citada por Pedro Bial como quem “fala de amor com despudor, baixando as calcinhas dos homens e mostrando a cueca das mulheres”. A C! House trabalha Clarissa Corrêa para torná-la marca e emprestar seu nome e conteúdo ao licenciamento de uma gama variada de produtos. Junto com a C! House, desenvolve, ainda, uma Propriedade Intelectual transmídia que engloba uma coleção de livros (já há dois títulos em andamento), aplicativos para internet e celular, narrativas em redes sociais e uma série televisiva, cujo piloto está em andamento.

Clarissa tem a capacidade de fazer interlocução com um vasto grupo de mulheres. São adolescentes angustiadas, mulheres em busca de afirmação e senhoras experientes, todas com um ingrediente comum: a sensibilidade para entender e apreciar os textos de Clarissa. 

A página da autora no facebook tem hoje 60 mil seguidores:
Conheça mais sobre essa talentosa autora:  http://www.clarissacorrea.com

Flávia Gasi Jornalista especializada em Games e um dos ícones pop da nova geração, Flávia é destaque no portal Omelete com seu canal Make1up e, juntamente com a C! House, planeja o lançamento de uma linha de produtos voltados ao público nerd e geek. A C! House trabalha para que seu nome se torne marca, além de assessorá-la na criação de seus projetos editoriais. Flávia já tem seu primeiro projeto em andamento, um livro de referência, sem igual no mercado brasileiro e internacional, intitulado “Origens dos Games: Mitologia Grega e Nórdica”. Trata-se de um compêndio enciclopédico que aborda como as mitologias grega e nórdica foram utilizadas e simbolizadas nos games. O objetivo da autora é traçar um paralelo que reponde ao leitor “de onde eles tiraram esta ideia?”.

Hoje, Flávia Gasi tem mais de 259 mil seguidores no Googleplus e no twitter ela já contabiliza mais de 13 mil fãs. No facebook são 6 mil curtidas em sua página própria:  https://www.facebook.com/flaviatgasi e mais de 6.500 seguidores na página do Make1up: https://www.facebook.com/make1up
Ela mantém ainda um portal de games: http://www.ggbr.com.br 

Red Luna O projeto que já nasceu multiplataforma, apresenta uma mitologia singular com traços de mangá, é hoje um dos projetos mais abrangentes da C! House, indo de livros (um deles já publicado pela editora Gutenberg/Grupo Autêntica) a animações para a internet, passando por card games que conversam com jogos multiplayer para celular, licenciamento de produtos, HQs e RPGs.
Além de agenciar essa Propriedade Intelectual criada pelo grupo Spikez, a C! House atua como co-criadora de conteúdos, viabilizando o desdobramento do projeto em algumas plataformas.
Hoje, o projeto recém-lançado tem mais 14 mil seguidores no facebook:
Conheça mais em: http://www.redluna.com.br

FoodlandLinha de personagens infantis presente no canal UOL Crianças, Foodland, outra criação da equipe Spikez, é o país das comidas onde a rixa entre a Cidade dos Doces e a Cidade dos Salgados dá origem a hilárias histórias.
Ao lado da C! House, os criadores de Foodland planejam a expansão da marca, com uma série de livros na área de gastronomia infantil, a ligação de seus cômicos personagens a linhas de produtos alimentícios, e o licenciamento de bonecos, aplicativos, material de papelaria e afins.
Conheça mais em:

Wacky Personagem que estrela 4 games, em produção pela Pixel Snack (desenvolvedora de MJ Macedo, que assina a criação dos games) que saem ainda neste ano. Conta a história de um grupo de endiabradas marmotas que tentam resolver seus problemas cotidianos das maneiras mais inusitadas possíveis. "É uma história sobre comunidade e amizade, mas dotada de grande senso de humor", conta o criador. Além dos jogos para mobile e consoles portáteis, haverá um foco muito grande em animações e quadrinhos, projetos em desenvolvimento na C! House em parceria com a própria Pixel. Prevê licenciamento de produtos e representação internacional.

Stuplendo Outra criação do Diretor de Projetos da C! House, fala sobre um grupo bem peculiar de amigos, liderados pelo esperto Bico Fino, um tucano malandro e preguiçoso e seu contraponto, Parcamasso, uma arara estressada e certinha, sem o menor jogo de cintura. "Enquanto Wacky é pensado para um público infantil, com doses de humor que podem agradar aos mais velhos, Stuplendo tem o caminho inverso: nas entrelinhas temos um universo e humor que se comunica diretamente com um público mais adulto, embora a estética e dinâmica irão, com certeza, conquistar muitas crianças", explica MJ. Stuplendo também tem um jogo programado para ser lançado no final deste ano e seguirá o mesmo caminho, com animações e HQs, já em fase de desenvolvimento. Assim como Wacky, este também prevê licenciamento de produtos e representação internacional, além de conteúdo editorial.

A espetacular vida da MorteO romance de MJ Macedo, publicado pela editora Gutenberg em 2012 (com coordenação editorial de Gabriela) é outro projeto que crescerá pelas mãos da empresa. "Meu primeiro contato com a Gabriela, na época editora da Gutenberg, foi justamente por causa do meu livro A Espetacular Vida da Morte. A partir dali começamos a ter conversas não só sobre o potencial Transmídia dele, mas também de outros projetos. Podemos dizer que muito do que a C! House se tornou, foi por conta da nossa aproximação para lançar o livro da Morte".
Para um primeiro momento, planejamos, além de duas sequências diretas do livro, uma animação baseada nas Fadas Paramilitares que aparecem na história. A produção do piloto deve começar em breve. A Morte e outros personagens devem aparecer, mas serão coadjuvantes. Há também a ideia de um projeto envolvendo atores reais. "Ainda estamos pensando no formato ideal. Mas devemos seguir algo similar ao da série da Clarissa", diz MJ. "Obviamente teremos um jogo baseado no livro. Será um dos nossos maiores lançamentos do final de 2013, com uma animação bem refinada e repleto de humor. O jogador será a própria Morte, e com a ajuda do seu gnomo estagiário terá que realizar missões bem incomuns. A maioria envolve (tentar) matar alguém. Haverá fortes ligações com os livros e a animação das Fadas. Com uma empresa de games a nossa disposição, seria até ilógico não explorar esse campo ao máximo", complementa MJ.

O autor também faz parte do casting de agenciados da C! House, como ilustrador, gamer e escritor.

Consultoria A Editoras e agências
Além da representação de agenciados e desenvolvimento de marcas, a C! House também presta serviços de consultoria voltados ao mercado do entretenimento e publicidade. “Conhecimento é a commoditie mais importante que existe, nós não poderíamos simplesmente ignorar nossa capacidade de alavancar os catálogos das Editoras e as campanhas das Agências de Propaganda”, diz Thiago Ururahy. “Nosso trabalho com as Editoras é mapear o catálogo e encontrar possibilidades transmídia e de criação de Propriedades Intelectuais”, afirma Gabriela. “E para as Agências de Propaganda, a palavra de ordem é storytelling, ou seja, como contar histórias de uma forma que emocione e ligue o consumidor aos valores de uma marca, seja através de uma abordagem emocional ou atrelando um personagem a uma linha de produtos”, finaliza a executiva.

Sobre os sócios e fundadores da C! House: 

DIRETORA EXECUTIVA 

Gabriela Nascimento é jornalista por formação, editora de livros por ocasião, transmídia por convicção, inovadora-empreendedora por opção e blogueira por experimentação. Uma nerd-geek que ama o mundo da fantasia, mas no nosso mundo prefere FAZER ACONTECER. Inspirada pelo poder da comunicação, tem em sua carreira passagens por vários veículos: jornal, revista e televisão – e atuações em assessoria de imprensa e consultoria empresarial na área da “Qualidade na Comunicação Escrita e no Relacionamento”. 
Nos últimos 11 anos, esteve dedicada ao mundo dos livros, trabalhou como Gerente Editorial da Gutenberg (Grupo Autêntica), foi Editora na Ediouro, Vida & Consciência e Panda Books. Mas é o mundo das palavras que sempre lhe trouxe um prazer maior – das palavras ditas, escritas, desenhadas, imaginadas! Das palavras criativas, que impactam vidas – seja por onde for: pelos livros, pelos filmes, pelas conversas, pela internet, pelos celulares… E foi por isso que resolveu fundar a C! House e explorar todos os C’s em que acredita: criatividade, conteúdo, comunicação, cultura, convergência, cibercultura, comunidade, criação, co-criação, conhecimento, contribuição, compromisso, cooperação, celebração.
Contatos: gabriela@c-housegroup.com

DIRETOR DE CONTEÚDO
Thiago Ururahy é economista. Atuou no mercado financeiro nas áreas de Desenvolvimento de Produtos Financeiros e Gestão de Fortunas por oito anos. Há cinco anos dedica-se inteiramente ao mercado do Entretenimento, seja na cadeia produtiva do Mercado Literário ou no Desenvolvimento e Consultoria para peças voltadas ao cinema e TV.
Como Diretor de Conteúdo da C! House, Thiago explora suas habilidades e certificações nas áreas de Estruturação de Romances, Desenvolvimento de Personagens, Jornada do Herói, Uso de Arquétipos, Beats de Diálogos, Narratologia, Storytelling Corporativo e Literário, Desenvolvimento de Roteiros Literários e Argumentos para Cinema e TV; além de palestrar sobre Premissas, Colocação no Mercado Literário, Pitching e Coach para Novos Escritores.

Contatos: thiago@c-housegroup.com

DIRETOR DE PROJETOS
MJ Macedo trabalha com entretenimento há mais de 10 anos, e é grande estudioso do tema. Já atuou como designer gráfico, redator publicitário, roteirista, social media, analista de marketing e jornalista.
Atualmente, dedica-se a concept art pra games, filmes e histórias em quadrinhos. Participou de grandes projetos no exterior e no Brasil, incluindo a adaptação do filme Cidade de Deus para as HQs, a convite do diretor Fernando Meirelles. Em 2012, publicou seu primeiro romance autoral, “A espetacular vida da Morte”. MJ tem um vasto know-how multiplataforma e já acumula em seu currículo atuações em games, animações e até mesmo peças teatrais.
Contatos: mj@c-housegroup.com

6 de set. de 2012

[Vídeo] Saiba como ser escritor e viver de literatura no Brasil

"Será que é possível ser escritor e viver bem no Brasil? Pagar as contas, ter sonho e projeto?" A provocação foi feita pela repórter Anne Dias, em reportagem do UOL Economia, no dia 14/08/12.  

"É possível viver de literatura. Se você trabalhar, em toda a cadeia do livro, é possível viver. Vender livros, eventualmente palestras, cursos para formação de escritores, copydesk dos livros. Então, viver de mercado literário é bem possível", responde Thiago Ururahy, economista formado pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP); que abandonou o terno, a gravata e a carreira promissora no mercado financeiro, para encarar o sonho de ser escritor. 

Atualmente, Ururahy é vice-presidente da República dos Escritores, que como já contamos aqui, é uma associação sem fins lucrativos que tem por objetivo incentivar e promover a literatura nacional, fortalecer a classe dos autores e divulgar suas obras com base no storytelling, conceito disseminado nos Estados Unidos e que consiste em sete princípios – ouvir, aprender, descobrir, explorar, criar, comunicar e encantar. É utilizado na construção estratégica de uma narrativa capaz de prender a atenção dos leitores e se destacar comercialmente em meio a milhares de manuscritos amontoados nas editoras.

A entrevista abordou o ponto de vista do livro como negócio e analisou as possibilidades de se fazer dinheiro trabalhando com livros no Brasil, um país carente de leitores assíduos. 

Segundo o vice-presidente da associação, a República dos Escritores fez diversos estudos para entender como criar um best-seller. "Você não cria um best-seller. Você cria o que a gente chama de 'big book', que é um livro muito bem escrito e que tem potencial de venda. Se tornar um best-seller é um acasO", afirma Ururahy ao explicar que há diversos fatores externo envolvidos nesse processo, como o mercado, o momento da economia, o interesso do público em determinado assunto etc. 

Além disso, a entrevista aborda outros pontos importantes como o que um jovem escritor pode fazer para chamar a atenção do público. Para Ururahy, para ser escritor é preciso estudar muito: "se tornar um escritor é um trabalho como se tornar médico". Algumas sugestões dele para o preparo de estudo são: técnicas literárias, história da literatura e... LER. (Parece óbvio, mas muitos novos autores não querem saber de exercitar a tarefa básica da leitura). "Você não acorda de manhã e fala: 'hoje eu vou operar o cérebro de alguém'. Você não acorda de manhã e fala: 'hoje eu vou escrever um livro.'", conclui Ururahy. 

Para saber mais dicas de como viver de mercado literário no Brasil, do ponto de vista financeiro, vale a pena assistir a entrevista na íntegra, disponível abaixo:  

22 de ago. de 2011

[Guest Post] A República dos Escritores



É com imensa honra que lhe apresento a REPÚBLICA DOS ESCRITORES. E ninguém melhor do que Thiago Ururahy, um dos fundadores deste projeto, para explicar o que é essa novidade para vocês.

No dia 14 de agosto a República dos Escritores mostrou a que veio. No Fantasticon, o simpósio de literatura fantástica realizado em São Paulo e organizado por Silvio Alexandre, o grupo formado por Chico Anes, Felipe Colbert, Fernando Heinrich, Leandro Schulai, Ricardo Ragazzo e Thiago Ururahy explicaram o que é a República e como ela surgiu.

O querido Thiago enviou o texto abaixo da assessoria e posso garantir que ele está MUITO empenhado em fazer isso dar certo. Fiquem ligados na novidades!



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Lançada a República dos Escritores no Fantasticon

Por Milena Cherubim


Grupo formado por alunos de James McSill


A República dos Escritores é composta por mais de 20 autores, sendo os 6 fundadores e atualmente 17 cidadãos republicanos. Os principais ideais do grupo são o fortalecimento da classe dos autores e divulgação de suas obras.  Thiago Ururahy conta que “a ideia veio do próprio James McSill, como uma sugestão para todos os autores dele compartilharem suas plataformas e fortalecerem a divulgação dos seus trabalhos”. Como plataforma Thiago explica: “é a área de atuação do autor, os grupos onde ele é conhecido e o tamanho deles.”
James McSill é consultor literário, agente de autores e “cirurgião de textos”, seu trabalho é ensinar os autores às técnicas de construção de textos comercialmente viáveis e estruturação de romances.
Os pilares da organização do grupo são a profissionalização, a socialização e a divulgação das obras literárias. Fernando Heinrich explica que “a República dos Escritores tem, como um de seus objetivos, conquistar maior espaço no mercado literário brasileiro e estrangeiro, possibilitando que os livros dos autores republicanos tenham qualidade técnica para competir com os livros internacionais perante as editoras”.
Alguns autores republicanos já estão comemorando. Os títulos “72 horas para morrer” de Ricardo Ragazzo, “Ponto Cego” de Felipe Colbert e “O Veneno de Eva” de Chico Anes serão publicados em Portugal. Um ganho para a literatura brasileira que, de importadora, começa a caminhar para exportar literatura.

Profissionalização

Mas para isso acontecer é necessária a profissionalização. Algumas pessoas nascem com o talento, no entanto, em algum momento é necessário aprender as técnicas. Ururahy falou que “o autor que tenha intenção de aproveitar a capacidade de criar histórias e escrever textos tecnicamente viáveis, ou seja, comerciais, precisa em algum momento aprender as técnicas literárias que são usadas e aceitas internacionalmente”.
            Para ilustrar sobre a socialização, Chico Anes cita ‘Epiteto’, um filosofo grego: ‘A Educação Liberta’. "Para um cara que passou metade da vida como escravo, ele certamente conhecia o valor e o significado da liberdade. E dizer que a educação liberta é uma frase sábia e fundamentada”! E com essa introdução, iniciou a explicação dos programas sociais que a República dos Escritores se propôs a implementar. “Bilhete único”, “Meu livro, minha vida” e “Bolsa Livro” são os três programas sociais criados para ajudar tanto leitores quanto os escritores.

Bilhete único: Booktour, dividindo o país em 4 grandes regiões para que os livros possam percorre-las

Bolsa Livro: um programa que possibilita a criação de uma arca de livros dos cidadãos republicanos, para ser doada a instituições públicas, escolar, comunidades, bibliotecas

Meu Livro, Minha Vida (Tutor republicano): com o objetivo de desenvolver a escrita de um novo autor, reunindo contos produzidos por eles, escritos com base técnica, para serem publicados posteriormente em uma antologia de contos da República dos Escritores.

Programas sociais


Mas como funciona o “Bilhete Único”? Aqui em São Paulo bilhete único simboliza um cartão com o qual os usuários têm, por até 4 horas, a possibilidade de utilizar quatro conduções pagando apenas uma passagem. Para a República dos Escritores o “Bilhete Único nada mais é que um booktour. A ideia é parecida com o programa do governo. Em um período de 6 semanas um mesmo livro navegará por dois blogs diferentes e ao final um dos dois será premiado com a aquisição do livro em definitivo”, diz Leandro Schulai.
Esse programa atenderá o Brasil todo. Será escolhido em cada região 8 blogs literários e serão enviados 4 livros com um prazo de três semanas para a leitura. Para ser um parceiro “a República escolherá não pelo número de seguidores ou comentários, mas sim pela qualidade da resenha, periodicidade de atualização e investimento que o blogueiro faz no seu trabalho”, afirma Schulai.

James McSill do seu estúdio em Yorkshire
Após a “Proclamação da República”, o consultor James McSill apareceu online do seu estúdio que fica em Yorkshire, na Inglaterra. A conexão foi via Skype e em projeção 3D. Com a tecnologia propiciada pelo próprio McSill, ele se apresentou por uma hora. Essa foi a primeira vez no mundo que a tecnologia em terceira dimensão foi utilizada em uma consultoria literária. James conseguiu mostrar aos presentes um pouco do seu trabalho como consultor e falou um pouco sobre alguns “pecados do autor”. 

Com os óculos 3D os presentes acompanharam a consultoria
 Perguntas com o tema “poesia” e contou que “hoje em dia a poesia precisa também de um valor agregado”, “sobre nomes”, James fala que “devemos tomar cuidado na criação de nomes e pseudônimos, pois pode soar bem aqui, no Brasil, mas pode ter uma assimilação negativa no exterior” e também falou sobre literatura espiritual.
Para os interessados, McSill deixou disponível seu e-mail profissional aberto por 48 horas para que os presentes encaminhassem seus manuscritos a fim de receberem uma consultoria gratuita. E quem sabe algum escritor será selecionado para ter aulas com ele? Mas para quem não pode disponibilizar uma verba para estudos, a República dos Escritores pode ajudar. Ururahy assegura que “um dos projetos da República dos Escritores é disseminar esse conhecimento sem custo para escritores iniciantes que não consigam acesso a profissionais como James McSill. Se não supre totalmente a carga horária de estudos, ao menos apresenta ao autor brasileiro como funciona e mercado e desmistifica a ideia de que basta talento e um sonho”, conclui.



Para saber mais sobre as obras sociais da República dos Escritores basta entrar em contato pelo e-mail: contato@republicadosescritores.com.br