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9 de jan de 2012

[Guest post] Autor e Gerúndio: parceria ou conflito?

Após longas conversas a respeito do tema abordado, resolvi convidar a queridíssima JANDA MONTENEGRO a escrever aqui, e dividir essa aflição com vcs!

Vale para deixar claro que, na minha humilde opinião, todo excesso deve ficar de fora (da vida)! 
E vocês, o que acham??

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Autor e Gerúndio: parceria ou conflito?

             Escrevi um conto para uma coletânea e, como tenho lido muitos livros da editora que a publicará, banquei a malandra e escrevi o texto “nos moldes” dos livros produzidos por ela. Qual foi minha surpresa quando a Editora devolveu-me o texto e alegando que, entre outras coisas, eu estava escrevendo com muito gerúndio!
            =O
            Não pude acreditar! Eu havia escrito conscientemente desta maneira por achar que era isso que ela e o público queriam!
            Como sou inquieta e não desisto nunca, peguei livros de três editoras diferentes, voltados para o mesmo público-alvo, e encontrei o mesmo ponto pertinente: romances traduzidos nos quais era possível detectar mais de cinco verbos no gerúndio por parágrafo!
            Então, o que está acontecendo? Quero dizer, traduzir e publicar livros assim está tudo bem, mas o autor nacional não deve escrever assim? Por outro lado, se o público alvo está lendo livros assim e, aos poucos, está se acostumando com essa característica na narrativa, como o autor nacional – que se recomenda não escrever desta forma – irá cativar este público, se não poderá oferecer a ele as mesmas características?
            Vejam este exemplo, criado por mim:
           
            Sabendo que os perseguidores vinham atrás dela, Fulana arremessou o casaco para a direita, correndo na direção oposta, imaginando que desviaria a atenção deles. Atravessando a floresta escura, percebeu, adiante, a entrada de uma gruta e nela se escondeu, torcendo para estar a salvo ali.

            Percebem o que quero dizer? 
            A partir do momento em que o tradutor/copidesque/revisor é orientado a fazer seu trabalho de maneira estritamente próxima do original, sem adaptar o texto, o uso excessivo de gerúndio se torna um erro ou apenas tendência de mercado? E, se for este último caso, então por que impedir o autor nacional de escrever nos mesmos moldes?
            E quanto a nós, leitores, blogueiros e críticos? Cabe a nós dizer às editoras que queremos os livros traduzidos sim, mas queremos que o texto seja adaptado para as regras da nossa língua, e não que a nossa língua de adapte ao texto da maneira mais conveniente. Pode parecer exagero, mas este é o tipo de atitude que, em longo prazo, poderá causar sérios danos à nossa língua! Imagine a garotada atual, comedora de livros, daqui a dez anos, escrevendo igual aos livros que leem hoje...
            Vejam bem: este não é um post reclamando do trabalho dos revisores e cia, até porque eu mesma sou revisora e sei que em geral o prazo é apertado e o pagamento não é lá essas coisas. O que eu pretendi fazer foi uma análise sob diversos primas: do escritor, do leitor, da editora – esta última, claro, preferirá sempre receber um texto bem escrito, independentemente da língua original.
O gerúndio é um verbo que faz parte de nossa gramática e deve (e pode!) ser usado. Porém, como qualquer outro, seu uso em excesso torna a leitura cansativa e, por vezes, falsa – afinal, nós, leitores, sabemos que em português nós não falamos daquela maneira.
            Fica a dica.


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Janda Montenegro
author / autora

 
 

18 de out de 2011

AGBOOK – uma boa opção de selfpublishing


Eu não sei dizer aqui quantos e-mails recebo mensalmente (seja no contato do blog ou no mail da editora), sobre novos autores que gostariam de ser publicados e não têm espaço no mercado editorial. Infelizmente, minha resposta é sempre a mesma e quase desanimadora: o mercado é fechado e ingressar nele, com uma obra nova, deve ser feito com editoras pequenas. As grandes, infelizmente, não têm interesse e nem espaço na grade para esses tipos de publicações.

Mas o que fazer, então? Bom... Já faz algum tempo (e lá no curso de Yale falou-se muito a respeito também), que há uma nova onda no mercado: a de autopublicação. Exatamente. Por isso, resolvi apresentar a vocês um dos projetos de selfpublishing mais completos que vi por aí.

Conheçam o AGBOOK, um projeto para novos autores que desejam ser publicados e que foi desenvolvido pela gráfica a AlphaGraphics, em parceria com o Clube de Autores

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Desde dezembro de 2009, a AlphaGraphics, líder mundial em soluções de impressão digital, lançou o AGBOOK, que chegou para derrubar a barreira econômica e cultural que existe no país para a publicação de novos livros. 

Com o AGBOOK, desenvolvido com a tecnologia da AlphaGraphics e em parceria com o Clube de Autores, milhares de autores sairão do anonimato para assumir o controle de suas obras com total independência, além da oportunidade de relançamento de grande obras que já saíram de circulação.  

Customizada, modular e gratuita, a ferramenta online permite não só com que os escritores editem e publiquem seus livros (ao preço sugerido pelos próprios) como também utilizem diversos outros processos imprescindíveis para a publicação de uma obra literária. Sob essa perspectiva, a AlphaGraphics também põe à disposição todas as suas 22 unidades espalhadas pelo País (contando com as inaugurações previstas para 2011) para impressão dos livros, qualquer que seja a tiragem. Futuramente, os livros também poderão ser impressos em todas as lojas da AlphaGraphics no mundo (Estados Unidos, Brasil, China, Hong Kong, México, Arábia Saudita e Grã-Bretanha). 

A compra eletrônica cobre os custos de impressão e os direitos autorais definidos pelo próprio autor, que os recebe após acumular um mínimo de R$ 100,00. Os livros são produzidos com a tecnologia dos equipamentos digitais, a qualidade dos serviços da AlphaGraphics e a expertise no marketing 1:1. Quando o livro é comprado, o pedido vai diretamente para a gráfica, que imprime um a um, dá o acabamento final e despacha para o comprador ou disponibiliza a retirada em uma das Unidades AlphaGraphics homologadas. Dessa forma, os autores terão à disposição uma plataforma inédita neste mercado, que integra o mundo virtual ao físico, ou seja, o que for mais conveniente para o cliente. 

Além disso, o AGBOOK, projeto piloto de toda a rede mundial da AlphaGraphics, incentiva a auto publicação no Brasil, através do “Curso para Autores”, que disponibilizará informações sobre marketing para autores, cursos online, indicação de revisores e dicas sobre ISBN (International Standard Book Number). 

Com isso, o objetivo é oferecer todas as técnicas para que o autor não somente publique o seu livro como também o promova de maneira eficiente e, quem sabe, o transforme em best-seller. É a democratização da cultura, revelando novos talentos em mundo globalizado e digital.

Para mais informações, basta clicar aqui. E curta a página do Facebook para ficar por dentro das novidades do AGBOOK. 

Boa sorte!!

18 de abr de 2011

"Um país se faz com homens e com livros." (Monteiro Lobato)

Hoje é dia de comemorações, afinal, em 18 de abril, comemora-se o DIA NACIONAL DO LIVRO INFANTIL, DIA DO AUTOR e DIA DO EDITOR
Uau! quanta coisa, né?

Poucas pessoas devem saber que essas comemorações todas devem-se á uma única pessoa: MONTEIRO LOBATO, um dos maiores autores da literatura infantojuvenil, brasileira. 

Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Como viveu um período de sua vida em fazendas, seus maiores sucessos fizeram referências à vida num sítio, assim criou o Jeca Tatu, um caipira muito preguiçoso. Depois criou a história “A Menina do Nariz Arrebitado”, que fez grande sucesso. Dando sequência a esses sucessos, montou a maior obra da literatura infantojuvenil: O Sítio do Picapau Amarelo. E o resto, todos nós conhecemos bem: Tia Nastácia, Pedrinho, Emília, Cuca, Saci-Pererê, Dona Benta e muito mais.

Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, no ano de 2002 foi criada uma Lei (10.402/02) que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infantojuvenil.



Mas dia 18 de abril também é dia de lembrar de outros dois personagens que, literalmente, fazem a história acontecer: o AUTOR e o EDITOR.

Muita gente me pergunta o tempo todo: O que exatamente faz um EDITOR DE LIVROS?
Bom, a lista d etarefas é extensa, acreditem! Mas, basicamente, o editor é o responsável pela adequação do texto ao público alvo, organização didática, verificação de imagens, textos, gradação de assuntos e de todo o acompanhamento na produção editorial. Além disso, o editor deve ler as centanas de originais recebidos, e pesquisar constantemente as listas internacionais, a fim de buscar novos títulos o tempo todo para o nosso mercado. O editor é um cara meio relações-públicas, que fica em contato com os autores, as agências literárias, a equipe de produção, o pessoal do marketing, o time do comercial e o público leitor.

E me parece impossível falar da figura do editor sem comentar aqui do papel do AUTOR, que é nada menos, nada mais, do que a razão da existência do Mundo Editorial. Esse profissional que se dedica a sentar e escrever sem parar, tendo como único objeitvo a exploração do imaginário de milhões de pessoas. É por meio dos livros que os autores se conectam com seus leitores e, mesmo sem nunca poderem se sonhecer - ou até mesmo com séculos de distância - essas pessoas tornam-se amigas, cúmplices e confidentes.

O autor e o editor têm um trabalho árduo em conjunto. É um exercício de respeito e paciência, em que um deve compreender a opinião do outro e aprender a ouvir conselhos de quem entende do que se está sendo falado. É uma atividade de companherismo, de parceria, a qual todos querem o mesmo resultado em conjunto: o sucesso. Essa dupla tem como função construir os livros. Desde as palavras escritas, passando pela escolha da capa, do papel, do texto de quarta capa e orelhas, da foto do autor, de quem vai traduzir, revisar e diagramar... É um processo de semanas, que cria uma relação íntima e muito forte entre autor, editor e o livro em si. 



Ser editora é um prazer! Lidar com autores todos os dias e poder fazer parte desse processo que proporciona a vocês os tão esperados livros, é daquelas coisas da vida que não têm preço. 

Por isso, digo de coração: PARABÉNS A TODOS NÓS! 
Parabéns pelo dia de hoje e parabéns pelo trabalho de todos os dias! 



28 de fev de 2011

Adeus, Moacyr!

O dia de ontem era inevitável: todos nós sabíamos que Moacyr Scliar nos deixaria em pouco tempo. Mas nem por isso, fora menos dolorido. 

O médico sanitarista, começou a escrever em 1970 e acabou trocando a medicina pela literatura. Scliar também recebeu, pelo romance "A Majestade do Xingu", em 1998, o Prêmio José Lins do Rego, da Academia Brasileira de Letras, onde era titular da cadeira nº 31. Teve mais de 70 livros publicados, dezenas de traduções da mais alta qualidade, ganhador de três prêmios Jabuti (2009, 1993 e 1988) e do prêmio Casa de Las Américas em 1989. 


Ele era um daqueles escritores com habilidade nata para escrever. A imaginação lhe fluía nas mãos... e pronto! Surgiam obras maravilhosas, que nos encantam e nos permitem correr todo esse universo incrível criado por ele, sem ao menos precisar sair do lugar!



Moacyr era, sem dúvida, um dos principais nomes da Literatura Brasileira. E vai continuar sendo. Porque se há algo eterno e imortal nesse mundo, é a literatura. E isso, ele sabia fazer como poucos.



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  • Moacyr Scliar faleceu à uma da madrugada de 27 de fevereiro, foi velado na Assembléia Legislativa de Porto Alegre, RS, ontem, durante todo o dia; e o sepultamento foi realizado nesta segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011, às 11h, em cerimônia reservada a familiares e amigos no Cemitério do Centro Israelita da capital gaúcha.

Moacyr Scliar, minha segunda mãe e O final da história


21 de fev de 2011

[Dica de outras boas leituras] Autores independentes podem editar livros sem custos

 Essa dica é pensando em todos aqueles montes de originais que recebemos diariamente e que, na maioria das vezes, não podemos fazer na da a respeito. É minha maneira de ajudar esses novos autores!

Boa sorte, pessoal!

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Pensando em atender aos escritores que desejam publicar um livro, nasce o PerSe, portal de publicação para autores independentes. Através dele, é possível editar um livro totalmente sem custos, disponibilizá-lo para comercialização na livraria eletrônica do PerSe em e-book ou com impressão dos exemplares sob demanda. O processo é simples. O autor define as características físicas do livro, como formato, acabamento, papel de miolo e cores. Depois sobe o arquivo para o sistema do PerSe e cria a capa. Em seguida, define o preço de venda e estabelece quanto quer ganhar de royalties.
 
Os blogueiros também poderão diagramar e publicar livros. Denominada Blog2Book, essa ferramenta permite a diagramação dos conteúdos das plataformas Blogger/Blogspot e Wordpress direto no sistema. Um dos primeiros livros já editados pelo PerSe é o da jornalista Lucia Faria, proprietária da Lucia Faria Inteligência em Comunicação. Com o título Meias verdades – Uma visão particular sobre a Comunicação Corporativa, o livro reúne 50 artigos sobre sua área de atuação.
 
Embora todo o processo seja gratuito, o portal oferece serviços especializados de Publicação e Marketing, caso o autor tenha interesse em adquirir. Entre eles, diagramação, revisão, fotos, divulgação, noite de autógrafos, entre outros. 


Fonte: PublishNews

27 de dez de 2010

[Dicas de outras boas leituras] A literatura é capaz de transformar o seu mundo?

Eu adoro quando as pessoas me mandam sugestões de pautas, do tipo "Tá, li essa matéria e lembrei do Blog!". Acho o máximo mexer assim com a cabecinha de vcs!!
Obrigada, viu pessoal? Isso é mesmo motivador! 
E falo isso porque a sugestão do post de hoje veio de uma querida amiga, a Innike

Publicada na REVISTA ÉPOCA, em 27/12/2010, a matéria "A literatura é capaz de transformar o seu mundo?" faz, para mim, uma pergunta retórica. 
É claro que a literatura é capaz de mudar o meu mundo. Não tem melhor maneira de me teletransportar para onde eu quiser, do Céu ao Inferno; ou me apaixonar por quantos príncipes encantados fores; ou ainda, ser mãe, filha, irmã e amante... tudo ao mesmo tempo! 



Mas mais do que essa opinião pessoal, trago para vcs hoje as opiniões de diversos grandes nomes do nosso meio lietrário, que a colunista Eliane Brum reuniu em matéria para Época. 
Vale a pena dar uma olhada AQUI e fazer as promessas para 2011 baseadas na literatura! 

BOA LEITURA!!!

20 de dez de 2010

[Novidade no ar] Nova escola para escritores

A Curtis Brown Creative está lançando a primeira escola de escrita criativa. O curso será executado em escritórios da própiria agência durante três meses, de 5 maio a 21 de julho de 2011. Apenas 15 alunos serão selecionados março com base em um resumo e 3.000 palavras de um romance em andamento.
 
Anna Davis, cinco vezes o escritor e diretor do curso, afirmou que "Nós realmente queremos tomar uma abordagem bastante prática (...) Queremos dar aos alunos uma visão privilegiada das coisas. A questão não será sobre as qualificações, mas  sobre a experiência."

Os candidatos aprovados pagarão uma taxa de 1.600 libras, e terão uma aula noturna semanal e um número de sessões extras que serão conduzidas por "principais escritores e profissionais de outras editoras", segundo Davis. Cada um dos estudantes também vai receber uma crítica de um agente literário da Curtis Brown após a conclusão do curso, com opotunidade terem oferta para serem representados.
Jonny Geller, MD do departamento de Curtis Brown livro, disse:. "Com o mercado um desafio para a ficção de estreia mais forte do que nunca, nós decidimos ter um papel mais direto em busca de grandes escritores da nova geração. Queremos orientar os romancistas nas primeiras fases para ajudar a produzir o talentos de amanhã.

Detalhes do curso e sobre como fazer a inscrição podem ser encontrados no SITE OFICIAL, que em janeiro, irá publicar informações mais detalhadas.


20 de set de 2010

[Novidade no ar] Clássicos Fantásticos

Eu ainda vou escrever um post sobre porque ler os clássicos e porque ler os não-clássicos. Mas enquanto não paro e redijo esse texto, convido a todos a participarem da leitura incrível da Coleção Clássicos Fantásticos, lançamento da editora Lua de Papel, do Grupo LeYa Brasil.

O lançamento será nesta 4a. feira, 22/09/2010, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (mapa), a partir das 18:30hs.

Eu estarei lá com certeza! Não só porque participei de pertinho dessa produção, mas porque me diverti horrores lendo essas obras que vão ficar para a história!

E vocês, também vão??






“Coleção Clássicos Fantásticos” recria obras consagradas da literatura brasileira
lua de papel lança tramas de Machado de assis, bernardo guimarães e josé de alencar revisitadas por autores contemporâneos
            
Como seriam alguns de nossos clássicos se tivessem sido escritos hoje? Para responder a esta pergunta, a Lua de Papel – editora do grupo LeYa Brasil - publica a coleção “Clássicos Fantásticos”. Chegam às livrarias os quatro primeiros títulos, baseados em “Dom Casmurro” e “O Alienista”, de Machado de Assis; “A escrava Isaura e o vampiro”, de Bernardo Guimarães; e “Senhora”, de José de Alencar – todos recriados com ingredientes de ficção moderna. 

Quatro autores com grande experiência em humor e em roteiros para TV se debruçaram sobre consagradas histórias e criaram novas versões que, mesmo incluindo elementos fantásticos e inusitados, preservam o significado original das obras. Escravagistas surgem como vampiros, ETs transitam em “Dom Casmurro”; mutantes circulam em “O Alienista” e bruxaria e encantamentos estão presentes no romance “Senhora”.  Para o editor da Lua de Papel, Pedro Almeida, os autores acentuam o humor, introduzem personagens fantásticos e mantém o enredo original como fio condutor: “A idéia foi de fazer uma versão destes livros como se fossem escritos hoje, numa tendência que têm sido feita no exterior.  O diferencial desta série é que estamos lançando ao mesmo tempo quatro clássicos nacionais”.  

A coleção deve agradar os jovens que estão começando a formar o hábito de leitura, muitos dos quais têm contato com estas obras como leitura obrigatória e que podem agora retornar a elas, comparando estilos e enredos.

Em Dom Casmurro e os discos voadores, escrita por Lúcio Manfredi, a trama romântica sofre a interferência de seres alienígenas e andróides, disfarçados sob os personagens originais de Machado. Cabe ao leitor identificar quem é quem. Como no livro original, o ciúme de Bentinho continua presente. Só que agora existe mais um motivo para sua desconfiança: a ligação entre a amada Capitu e seu melhor amigo Escobar não é mesmo deste mundo.

O Alienista Caçador de Mutantes, escrita por Natalia Klein, é uma versão revisitada de um dos contos mais famosos de Machado de Assis, que soma a irreverência e o nonsense ao humor ácido e politicamente incorreto do escritor carioca do século XIX. Agora, a vila de Itaguaí é alarmada pela queda de uma nave espacial e por uma névoa que causa mutações alienígenas. Quem cuidará do caso é o médico Simão Bacamarte, que recebeu do povo a alcunha de alienista, uma combinação de alien com especialista. 

Na versão de Angélica Lopes, Aurélia - a vingativa Senhora de José de Alencar - agora é retratada como Senhora A bruxa, e está envolvida no plano maligno das irmãs Blair, feiticeiras celtas em busca de vida eterna. Para realizar a poção mágica que as fará viver para sempre, as bruxas precisam conseguir: 4 lágrimas de amor, 2 juras de ódio e 1 gota de sangue (obtida em ferimento feito pelo ser amado, com objeto de prata e na intenção de matar). Parecem ingredientes fáceis de achar, mas as bruxas sabem que as histórias de amor estão sujeitas às mudanças de rumo e, por isso, precisam cercar Aurélia e Fernando por todos os lados.

Já a Escrava Isaura e o vampiro, criada por Jovane Nunes, encontra sua melhor descrição nas palavras do próprio autor: “Esta obra horripilante é baseada em fatos mentirosos e qualquer semelhança com a realidade é mera criação do autor. Digo isso para fugir de qualquer tipo de reclamação na justiça. Meus advogados e a própria editora me aconselharam a tomar esse cuidado. É possível que algum vampiro se sinta prejudicado em sua imagem e queira me processar. Quanto a isso, deixo claro que não tenho nada contra os vampiros. Particularmente, não gosto de beber sangue, mas não tenho nada contra quem faz isso socialmente”.

Ficha Técnica
Título: Dom Casmurro e os discos voadores
Autor: Lucio Manfredi
Formato: 14 x 21
Brochura
Nº de páginas: 264
Preço: R$ 26,90

Sobre o autor
Lúcio Manfredi é escritor e roteirista de televisão. Em literatura, já fez incursões pelo gênero da ficção científica, tendo contos publicados em diversas coletâneas, entre elas, “Como era Gostosa Minha Alienígena”, “Dez Contos de Terror”, “Galeria do Sobrenatural”. Na TV, atuou como colaborador das minisséries “A Casa das Sete Mulheres”, “Um Só Coração” e nas novelas “Como Uma Onda” e “Ciranda de Pedra”, na TV Globo.

Título: O alienista caçador de mutantes
Autor: Natalia Klein
Formato: 14x21
Brochura
Nº de páginas: 128
Preço: R$ 19,90

Sobre a autora
Natalia Klein é uma jovem escritora carioca, fã incondicional de Monty Python, Seinfeld e Larry David. É redatora de humor da TV Globo e autora do blog “Adorável Psicose”, no qual fala sobre as insanidades do universo feminino.

Título: Senhora A bruxa
Autor: Angélica Lopes
Formato: 14 x 21
Brochura
Nº de páginas: 224
Preço: R$ 24,90

Sobre a autora
Angélica Lopes acredita no poder das palavras e na imortalidade das boas histórias. Na única vez em que consultou uma cartomante, ficou tão ansiosa pela chegada do futuro que deixou de aproveitar o presente. Desde então, aproveita a vida na ignorância do amanhã. Em comum com o mestre José de Alencar está a paixão pelo novelão e pelas reviravoltas no final de cada capítulo. A autora também escreve para TV, teatro e tem oito livros publicados, a maioria voltada para o público juvenil.

Título: A escrava Isaura e o vampiro
Autor: Jovanne Nunes
Formato: 14 x 21
Brochura
Nº de páginas: 167
Preço: R$ 19,90

Sobre o autor
Jovane Nunes é um dos representantes do novo humor brasileiro. O ator, que faz parte da Cia de Comédia Os Melhores do Mundo, escreve para programas de humor da TV Globo e ainda encarna personagens no Zorra total.

30 de ago de 2010

[Dicas de outras boas leituras] Nem so de samba vive o Brasil

Mais uma materia muito interessante publicada no PublishNews do dia 25 de agosto. Eu fico muito orgulhosa de saber que tantos autores brasileiros estao sendo traduzidos para outras linguas. Isso so mostra a importancia da lingua portuguesa no mundo, bem como o crescimento e reconhecimento do Brasil como um pais de notabilidade na area da cultura e educacao.
Leiam abaixo!


22 obras brasileiras estão sendo traduzidas neste momento

Editoras espanholas, croatas, italianas e de outros países foram beneficiadas pelo programa de tradução do governo brasileiro

Gilberto Freyre, Ferreira Gullar, Chico Buarque, Nádia Battella Gotlib, Moacyr Scliar, Bernardo Carvalho, Luiz Ruffato e Adriana Lisboa são alguns dos escritores brasileiros que chegarão ao mercado internacional com a ajuda do programa de bolsa de tradução da Fundação Biblioteca Nacional. Chico Buarque, por exemplo, vai ser traduzido no Reino Unido e na Croácia. Toda poesia, de Ferreira Gullar, vai mais longe. Será editado na Suécia. A Espanha é o país que mais bolsas ganhou. Elas variam de US$ 1 mil a US$ 4 mil.
 
Editoras estrangeiras selecionadas
 
 
Bolsas no valor de US$ 4 mil
 
1- Editora: Marcial Pons Ediciones de Historia
País: Espanha
Livro: Casa Grande & Senzala
Autor: Gilberto Freyre
 
2 - Editora: Paralelo Sur Ediciones
País: Espanha
Livro: Antologia da poesia brasileira atual
Autor: diversos autores
 
3- Editora: Editorial Jus
País: México
Livro: Clarice fotobiografia
Autor: Nádia Battella Gotlib
 
4- Editora: Edition Diadorim
País: Suécia
Livro: Toda poesia (seleção)
Autor: Ferreira Gullar
 
Bolsas no valor de US$ 3 mil
 
1- Editora: Atlantic Books
País: Reino Unido
Livro: Leite derramado
Autor: Chico Buarque
 
2- Editora: Dar Al-Farabi
País: Líbano
Livro: Nur na escuridão
Autor: Salim Miguel
 
3- Editora: Texas Tech University Press
País: Estados Unidos
Livro: Os leopardos de Kafka
Autor: Moacyr Scliar
 
4- Editora: Adriana Hidalgo Editora
País: Argentina
Livro: Malagueta, perus e bacanaço
Autor: João Antônio
 
Bolsas no valor de US$ 2 mil
 
1- Editora: Sociedade Filológica Croata
País: Croácia
Livro: Budapeste
Autor: Chico Buarque
 
2- Editora: Edizioni Diabasis
País: Itália
Livro: Clara dos Anjos
Autor: Lima Barreto
 
3- Editora: Drosd.com
País: Ucrânia
Livro: O filho da mãe
Autor: Bernardo Carvalho
 
4- Editora: Felice Editore
País: Itália
Livro: Antologia de contos de Machado de Assis
Autor: Machado de Assis
 
5- Editora: Caja Negra Editora
País: Argentina
Livro: Coleção Glauberiana: Revolução do cinema novo/O século do cinema (seleção)
Autor: Glauber Rocha
 
6- Editora: Adriana Hidalgo Editora
País: Argentina
Livro: Galiléia
Autor: Ronaldo Correia Britto
 
Bolsas no valor de US$ 1 mil
 
1- Editora: Texas Tech University Press
País: Estados Unidos
Livro: Rakushisha
Autor: Adriana Lisboa
 
2- Editora: La Nuova Frontiera
País: Itália
Livro: Estive em Lisboa e lembrei de você
Autor: Luiz Ruffato
 
3- Editora: Beatriz Viterbo Editora
País: Argentina
Livro: Monstro: três histórias de amor
Autor: Sérgio Sant'Anna
 
4- Editora: Éditions Folies d'encre
País: França
Livro: A guerra no bom fim
Autor: Moacyr Scliar
 
5- Editora: Tajamar Editores
País: Chile
Livro: O seminarista
Autor: Rubem Fonseca
 
6- Editora: Borrador Ediciones
País: Peru
Livro: Ódio sustenido
Autor: Nelson de Oliveira
 
7- Editora: Baile de Sol
País: Espanha
Livro: O volume do silêncio
Autor: João Anzanello Carrascoza
 
8 - Editora: Baile de Sol
País: Espanha
Livro: Os lados do círculo
Autor: Amilcar Bettega Barbosa