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14 de jan. de 2013

[Guest Post] Rio de Janeiro do carnaval em anos de transição

Com a proximidade do Carnaval 2013, recebi um belo texto do leitor do blog Rafael, sobre a história dessa festa tão adorada por tantos brasileiros, inclusive pelos amantes dos livros e por... mim! rs! 
Adoro Carnaval! Não é questão e gosto musical, mas sim de gente alegre, curtição a todo vapor, de Brasil nas veias! Gosto tanto que o texto dele virou um Guest Post por aqui! Espero que vocês também gostem!!




Rio de Janeiro do carnaval em anos de transição





Por Rafael Alex Figueiredo Monteiro

Quando chega fevereiro, o Rio de Janeiro parece ganhar ainda mais inspiração e notoriedade. O carnaval carioca há anos é do mundo, mas nem sempre foi assim. Das sociedades carnavalescas relatadas em jornais do século XIX e vivenciadas pela alta-sociedade da cidade ao samba, o processo transitivo para as ruas que transformaram em algo popular, foram anos de muito preconceito ao samba e as raízes africanas de tudo que hoje vendemos ao mundo.

Foi Pedro Ernesto, em 1930 quem transformou a festa nos moldes como se encontra hoje. A imprensa passa a investir em concursos populares. O jornalismo abraça a causa e engrandece o processo. Foi a imprensa quem passou a classificar as brincadeiras do povo em tipo como: blocos, ranchos, cordões, Zé pereiras, corso e sociedades. Em homenagem ao movimento, surge a publicação do primeiro marco literário do carnaval carioca: “História do carnaval carioca”, da pesquisadora Eneida de Moraes.

A primeira escola de samba surge em 1927
Unidos de São Carlos
Em meio a esse fervor de festa e novidades à época, surgia, em 1927, a primeira escola de samba. A Unidos de São Carlos, que atualmente é a Grêmio Recreativo Escola de Samba Estácio de Sá, foi a precursora a reunir adeptos do samba para propagarem a cultura em meio ao preconceito estabelecido. Apesar da época, e de muitas dúvidas, foram as sociedades carnavalescas quem introduziram os carros em seus desfiles, que ficaram conhecidos como carros alegóricos. 

Os primeiros desfiles das escolas de samba foram na antiga Praça Onze e ali foram até 1942, quando o local foi arrasado pelas obras de ampliação da Avenida Presidente Vargas. Em 1945 ocorreram no Estádio de São Januário, do Vasco da Gama. A partir de 1947 foram definitivamente para a Avenida Presidente Vargas, já com seu traçado atual. Ali permaneceu até começarem às obras do Metrô-Rio, na década de 70, passando em 1974 à Avenida Presidente Antonio Carlos. 

Sambódromo da Marquês de Sapucaí
Mas a grande mudança viria em 1978, quando os desfiles já extremamente populares chegam à Avenida Marquês de Sapucaí. Em 1983 iniciaram-se as obras e em 1984 o primeiro templo definitivamente dedicado ao samba foi inaugurado no dia 2 de março do mesmo ano. Era a consagração definitiva do ritmo.

O carnaval 2013 marca 30 anos de idealização e execução do processo e ano que vêm, em meio aos movimentos de Copa do Mundo, haverá comemoração pelos 30 anos de Avenida.

O resgate do carnaval de Rua

Blocos de rua do Carnaval carioca
Evidenciando o mais carioca dos lugares de pular o carnaval, as ruas da cidade, na última década, voltaram a reinar com força. Foi nos anos 2000 que algumas tradições prejudicadas por política foram resgatadas. No livro “Blocos de Rua do carnaval do Rio de Janeiro”, de Aydano André Motta a história dos principais provedores de alegria popular é detalhadamente contada, em um excelente trabalho de pesquisa. O carnaval carioca é, de fato, uma boa história pra contar.  

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Rafael Alex Figueiredo Monteiro, 26 anos, é formando em jornalismo pela Universidade Veiga Almeida (UVA) e apaixonado por história do Rio de Janeiro. 

9 de abr. de 2012

[Guest post] Atendimento ao consumidor #fail



O guest post de hoje é de autoria de Rafaela Caetano, uma das leitoras mais compulsivas que já conheci. Apaixonada por este universo literário como tantos de nós, Rafaela enfrentou - não pela primeira vez - problemas ao comprar livros da loja virtual da Livraria Travessa
Essa história é tão triste, que seria um cômico causo para o Manual prático de bons modos em livrarias. Só que para os livreiros. 
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Livrarias podem torná-lo mais culto, crítico, feliz e... idiota. Explico: há quase um mês, precisamente em 12 de março, comprei pelo site da Travessa o livro ‘A Lebre com Olhos de Âmbar’. A faculdade pede, nós corremos atrás. Vocês conhecem a dinâmica; leituras, análises e resenhas requerem tempo, e como requisitei a entrega pelo Sedex, imaginei que receberia o exemplar em três ou quatro dias. Há-há-há. Após uma semana, resolvi rastrear o produto pelo site dos Correios para descobrir o que aconteceu. 
Foi então que li as seguintes palavras “CEE Itaquera – São Paulo - Por favor, entre em contato conosco clicando aqui”. É mais fácil entrar em contato com Deus. Não pensei duas vezes em enviar um e-mail para a Travessa e explicar a situação. Este problema já havia ocorrido comigo antes, e a solução da loja foi enviar outro produto. Afinal, eles sabiam que quando isso ocorre com o produto nos Correios, não há solução. Alguns dias depois, recebi a resposta:
Prezada, Rafaela.

Estamos verificando com os Correios o motivo do atraso em sua encomenda.

E que demora para verificar! Fiquei dias e dias sem retorno. Então resolvi mandar outro e-mail perguntando se os Correios haviam dado algum parecer. Mais dias de espera sem respostas. Após cerca de uma semana, recebi a seguinte mensagem da Travessa:
Prezada Rafaela, 
O prazo para resposta dos Correios é hoje. Sendo assim, estamos no aguardo de um posicionamento do mesmo. Assim que tivermos a resposta, vamos encaminhar à senhora.

Pois a senhora aqui não recebeu uma resposta tão cedo. Sim, sim, eu sei que a culpa é dos Correios, e foi justamente isso que aleguei no e-mail seguinte:

Olá,Vou fazer uma sugestão: Por que vocês não enviam outro exemplar do livro para mim e avisam os Correios para devolver a encomenda para a loja? Eu sei que é difícil depender da boa vontade dos Correios, mas a única prejudicada nesta história toda sou eu.

Mais dias sem resposta da Travessa. Ora, estou pedindo um favor? Para que tanta demora? Fazer pouco caso é uma das piores atitudes que uma loja pode ter. Sinto que estou sendo feita de boba. Há poucos dias, recebi outro e-mail com os dizeres: 

Prezada, Rafaela.

Levamos o caso para os Setores Responsável e a decisão tomada será a postagem de uma segunda remessa.

Acontece que ainda não recebi o danado. Até quando?  E não me refiro apenas ao livro; até quando as lojas agirão desta forma? 

Compartilho minha experiência com a Travessa não só para mostrar minha indignação, mas para incitá-los a reclamarem do que está errado. Não temos que aguentar este tipo de tratamento indiferente. Simplesmente não temos.

Rafaela Caetano


9 de jan. de 2012

[Guest post] Autor e Gerúndio: parceria ou conflito?

Após longas conversas a respeito do tema abordado, resolvi convidar a queridíssima JANDA MONTENEGRO a escrever aqui, e dividir essa aflição com vcs!

Vale para deixar claro que, na minha humilde opinião, todo excesso deve ficar de fora (da vida)! 
E vocês, o que acham??

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Autor e Gerúndio: parceria ou conflito?

             Escrevi um conto para uma coletânea e, como tenho lido muitos livros da editora que a publicará, banquei a malandra e escrevi o texto “nos moldes” dos livros produzidos por ela. Qual foi minha surpresa quando a Editora devolveu-me o texto e alegando que, entre outras coisas, eu estava escrevendo com muito gerúndio!
            =O
            Não pude acreditar! Eu havia escrito conscientemente desta maneira por achar que era isso que ela e o público queriam!
            Como sou inquieta e não desisto nunca, peguei livros de três editoras diferentes, voltados para o mesmo público-alvo, e encontrei o mesmo ponto pertinente: romances traduzidos nos quais era possível detectar mais de cinco verbos no gerúndio por parágrafo!
            Então, o que está acontecendo? Quero dizer, traduzir e publicar livros assim está tudo bem, mas o autor nacional não deve escrever assim? Por outro lado, se o público alvo está lendo livros assim e, aos poucos, está se acostumando com essa característica na narrativa, como o autor nacional – que se recomenda não escrever desta forma – irá cativar este público, se não poderá oferecer a ele as mesmas características?
            Vejam este exemplo, criado por mim:
           
            Sabendo que os perseguidores vinham atrás dela, Fulana arremessou o casaco para a direita, correndo na direção oposta, imaginando que desviaria a atenção deles. Atravessando a floresta escura, percebeu, adiante, a entrada de uma gruta e nela se escondeu, torcendo para estar a salvo ali.

            Percebem o que quero dizer? 
            A partir do momento em que o tradutor/copidesque/revisor é orientado a fazer seu trabalho de maneira estritamente próxima do original, sem adaptar o texto, o uso excessivo de gerúndio se torna um erro ou apenas tendência de mercado? E, se for este último caso, então por que impedir o autor nacional de escrever nos mesmos moldes?
            E quanto a nós, leitores, blogueiros e críticos? Cabe a nós dizer às editoras que queremos os livros traduzidos sim, mas queremos que o texto seja adaptado para as regras da nossa língua, e não que a nossa língua de adapte ao texto da maneira mais conveniente. Pode parecer exagero, mas este é o tipo de atitude que, em longo prazo, poderá causar sérios danos à nossa língua! Imagine a garotada atual, comedora de livros, daqui a dez anos, escrevendo igual aos livros que leem hoje...
            Vejam bem: este não é um post reclamando do trabalho dos revisores e cia, até porque eu mesma sou revisora e sei que em geral o prazo é apertado e o pagamento não é lá essas coisas. O que eu pretendi fazer foi uma análise sob diversos primas: do escritor, do leitor, da editora – esta última, claro, preferirá sempre receber um texto bem escrito, independentemente da língua original.
O gerúndio é um verbo que faz parte de nossa gramática e deve (e pode!) ser usado. Porém, como qualquer outro, seu uso em excesso torna a leitura cansativa e, por vezes, falsa – afinal, nós, leitores, sabemos que em português nós não falamos daquela maneira.
            Fica a dica.


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Janda Montenegro
author / autora

 
 

22 de ago. de 2011

[Guest Post] A República dos Escritores



É com imensa honra que lhe apresento a REPÚBLICA DOS ESCRITORES. E ninguém melhor do que Thiago Ururahy, um dos fundadores deste projeto, para explicar o que é essa novidade para vocês.

No dia 14 de agosto a República dos Escritores mostrou a que veio. No Fantasticon, o simpósio de literatura fantástica realizado em São Paulo e organizado por Silvio Alexandre, o grupo formado por Chico Anes, Felipe Colbert, Fernando Heinrich, Leandro Schulai, Ricardo Ragazzo e Thiago Ururahy explicaram o que é a República e como ela surgiu.

O querido Thiago enviou o texto abaixo da assessoria e posso garantir que ele está MUITO empenhado em fazer isso dar certo. Fiquem ligados na novidades!



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Lançada a República dos Escritores no Fantasticon

Por Milena Cherubim


Grupo formado por alunos de James McSill


A República dos Escritores é composta por mais de 20 autores, sendo os 6 fundadores e atualmente 17 cidadãos republicanos. Os principais ideais do grupo são o fortalecimento da classe dos autores e divulgação de suas obras.  Thiago Ururahy conta que “a ideia veio do próprio James McSill, como uma sugestão para todos os autores dele compartilharem suas plataformas e fortalecerem a divulgação dos seus trabalhos”. Como plataforma Thiago explica: “é a área de atuação do autor, os grupos onde ele é conhecido e o tamanho deles.”
James McSill é consultor literário, agente de autores e “cirurgião de textos”, seu trabalho é ensinar os autores às técnicas de construção de textos comercialmente viáveis e estruturação de romances.
Os pilares da organização do grupo são a profissionalização, a socialização e a divulgação das obras literárias. Fernando Heinrich explica que “a República dos Escritores tem, como um de seus objetivos, conquistar maior espaço no mercado literário brasileiro e estrangeiro, possibilitando que os livros dos autores republicanos tenham qualidade técnica para competir com os livros internacionais perante as editoras”.
Alguns autores republicanos já estão comemorando. Os títulos “72 horas para morrer” de Ricardo Ragazzo, “Ponto Cego” de Felipe Colbert e “O Veneno de Eva” de Chico Anes serão publicados em Portugal. Um ganho para a literatura brasileira que, de importadora, começa a caminhar para exportar literatura.

Profissionalização

Mas para isso acontecer é necessária a profissionalização. Algumas pessoas nascem com o talento, no entanto, em algum momento é necessário aprender as técnicas. Ururahy falou que “o autor que tenha intenção de aproveitar a capacidade de criar histórias e escrever textos tecnicamente viáveis, ou seja, comerciais, precisa em algum momento aprender as técnicas literárias que são usadas e aceitas internacionalmente”.
            Para ilustrar sobre a socialização, Chico Anes cita ‘Epiteto’, um filosofo grego: ‘A Educação Liberta’. "Para um cara que passou metade da vida como escravo, ele certamente conhecia o valor e o significado da liberdade. E dizer que a educação liberta é uma frase sábia e fundamentada”! E com essa introdução, iniciou a explicação dos programas sociais que a República dos Escritores se propôs a implementar. “Bilhete único”, “Meu livro, minha vida” e “Bolsa Livro” são os três programas sociais criados para ajudar tanto leitores quanto os escritores.

Bilhete único: Booktour, dividindo o país em 4 grandes regiões para que os livros possam percorre-las

Bolsa Livro: um programa que possibilita a criação de uma arca de livros dos cidadãos republicanos, para ser doada a instituições públicas, escolar, comunidades, bibliotecas

Meu Livro, Minha Vida (Tutor republicano): com o objetivo de desenvolver a escrita de um novo autor, reunindo contos produzidos por eles, escritos com base técnica, para serem publicados posteriormente em uma antologia de contos da República dos Escritores.

Programas sociais


Mas como funciona o “Bilhete Único”? Aqui em São Paulo bilhete único simboliza um cartão com o qual os usuários têm, por até 4 horas, a possibilidade de utilizar quatro conduções pagando apenas uma passagem. Para a República dos Escritores o “Bilhete Único nada mais é que um booktour. A ideia é parecida com o programa do governo. Em um período de 6 semanas um mesmo livro navegará por dois blogs diferentes e ao final um dos dois será premiado com a aquisição do livro em definitivo”, diz Leandro Schulai.
Esse programa atenderá o Brasil todo. Será escolhido em cada região 8 blogs literários e serão enviados 4 livros com um prazo de três semanas para a leitura. Para ser um parceiro “a República escolherá não pelo número de seguidores ou comentários, mas sim pela qualidade da resenha, periodicidade de atualização e investimento que o blogueiro faz no seu trabalho”, afirma Schulai.

James McSill do seu estúdio em Yorkshire
Após a “Proclamação da República”, o consultor James McSill apareceu online do seu estúdio que fica em Yorkshire, na Inglaterra. A conexão foi via Skype e em projeção 3D. Com a tecnologia propiciada pelo próprio McSill, ele se apresentou por uma hora. Essa foi a primeira vez no mundo que a tecnologia em terceira dimensão foi utilizada em uma consultoria literária. James conseguiu mostrar aos presentes um pouco do seu trabalho como consultor e falou um pouco sobre alguns “pecados do autor”. 

Com os óculos 3D os presentes acompanharam a consultoria
 Perguntas com o tema “poesia” e contou que “hoje em dia a poesia precisa também de um valor agregado”, “sobre nomes”, James fala que “devemos tomar cuidado na criação de nomes e pseudônimos, pois pode soar bem aqui, no Brasil, mas pode ter uma assimilação negativa no exterior” e também falou sobre literatura espiritual.
Para os interessados, McSill deixou disponível seu e-mail profissional aberto por 48 horas para que os presentes encaminhassem seus manuscritos a fim de receberem uma consultoria gratuita. E quem sabe algum escritor será selecionado para ter aulas com ele? Mas para quem não pode disponibilizar uma verba para estudos, a República dos Escritores pode ajudar. Ururahy assegura que “um dos projetos da República dos Escritores é disseminar esse conhecimento sem custo para escritores iniciantes que não consigam acesso a profissionais como James McSill. Se não supre totalmente a carga horária de estudos, ao menos apresenta ao autor brasileiro como funciona e mercado e desmistifica a ideia de que basta talento e um sonho”, conclui.



Para saber mais sobre as obras sociais da República dos Escritores basta entrar em contato pelo e-mail: contato@republicadosescritores.com.br