Eu sempre fui MUITO mal acostumada quando o assunto é ter livros. Eu sempre tive todos os livros que quis - e muitos dos que nunca quis também, rs - e, na grande maioria das vezes, nunca paguei nenhum um centavo por eles. É um privilégio mesmo!
Desde pequenas, eu e minha irmã fomos acostumadas a caminhar pelos corredores da Bienal do Livro e escolhermos todos os livros que gostaríamos de ter. Eu mal sabia escrever, mas já fazia minha wishlist!! E entregávamos tudo por escrito ao meu pai, com os respectivos títulos, autores e editoras, é claro. No último dia de Bienal, ele passa nos stands escolhidos e trás nossos livros para casa, de presente!
Eu ADORO o último dia de Bienal!! Mesmo depois de grande, quando sei que vou ter o livro de uma maneira ou de outra, mais cedo ou mais tarde, eu aguardo ansiosamente meu pai chegar em casa depois do último dia de Bienal e nos encher de mimos, presentes e livros, MUITOS livros!!
E ontem não foi exceção à regra! Cheguei em casa e encontrei todos os livros que eu tinha pedido em cima da minha cama, ainda por cima com a eco bag linda da Penguin-Companhia das Letras, que eu tanto queria!! E hoje mesmo já comecei a praticar a leitura deliciosa das novas aquisições! E a lista é grande: Fallen, Sussurro, O menino do pijama listrado, O gaoroto no convés e O palácio de inverno!
É... Definitivamente, o último dia de Bienal é um dos meus dias preferidos! :)
Discussões, debates, polêmicas, novidades e dicas sobre o universo literário e o mundo editorial.
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23 de ago. de 2010
[Bienal do Livro] Adoro o último dia de Bienal!
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23 de jul. de 2010
Um sonho de criança
Quando penso na minha infância, uma das primeiras lembranças que me vem à mente, é do Depósito de livros da Companhia das Letras. Meu pai, Ivo Camargo, era o Gerente de Vendas da editora na época, mas, para mim, ele era o Rei do Universo dos Livros. Eu adorava ir com ele passear entre aquelas estantes e caixas de livros e mais livros. Eu era alucinada pelos lançamentos "Uma letra puxa a outra" e "Um número depois do outro". Bom, tão alucinada que não esqueci o título destes livros até hoje. Meu pai trabalhou anos e mais anos na Companhia das Letras e, quando saiu de lá, deixou uma coisa enorme em mim: o carinho especial que eu tenho por essa editora e pelos livros.
Todo mundo sabe que eu acabei me tornando uma profissional do livro. Mas o que poucos sabem, é que se hoje sou tão envolvida com o Mundo Editorial, é tudo culpa da Companhia das Letras e do mundo mágico que essa editora proporcionou na minha infância.Eu não tenho vergonha alguma de deixar claro que, para mim, ela é o modelo do mundo editorial ideal. Talvez porque eu não trabalhe lá, rs, mas a imagem da minha cabeça é nada menos do que a perfeição.
Me agrada muito e muito os títulos escolhidos e publicados, o cuidado com os textos e com as capas e acabamentos.
Muitas vezes, quando as pessoas falam para mim "Ah, seguiu os passos do pai, hein?!", eu sorrio e penso comigo mesma: "Não... Meu pai foi muito importante porque me apresentou o mundo de quem quero seguir os passos. E esse mundo chama-se Companhia das Letras."
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| Eu e meu pai, Ivo Camargo: uma inspiração profissional |
P.S: Este post tem a ver com o próximo!
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