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24 de ago. de 2011

Brasileiro comprou mais livros em 2010


Na segunda-feira, 16/08/11, o SNEL (Sindicato Nacional de Editores e Livreiros) anunciou os números da mais nova pesquisa de Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, que aferiu os dados do mercado referentes ao ano de 2010.

Veja a matéria na íntegra abaixo e, para ver os números em gráficos, acesse AQUI
 
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Preço médio do livro recuou 4,42% entre 2009 e 2010, aponta pesquisa FIPE encomendada por entidades de classes do setor editorial



O brasileiro, em 2010, comprou mais livros do que em 2009. Isso favoreceu um crescimento de 8,12% no faturamento do setor editorial no ano passado, que ficou na casa dos R$ 4,5 bilhões, acompanhado por um crescimento de 13,12% no número de exemplares vendidos. Este ganho de escala permitiu a manutenção da tendência da queda do preço médio do livro vendido, observada desde 2004, com um recuo em 2010 de 4,42%.

Essas são algumas das informações contidas na pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, que aferiu os dados do mercado referentes ao ano de 2010. A pesquisa é realizada anualmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP) sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Câmara Brasileira do Livro (CBL).

O resultado, anunciado dia 16 de agosto de 2011, na sede do SNEL, no Rio de Janeiro, revelou que, se os números são dignos de comemoração pelo setor, não chegam, porém, a causar euforia. Isso porque o crescimento real, em faturamento, fica na ordem de 2,63% a mais, em relação a 2009, quando se considera a variação de 5,35% do IPCA Livro em 2010. Além disso, se desconsiderarmos as compras feitas pelo governo e entidades sociais, o crescimento apurado foi de 2,99%, ficando abaixo da variação do IPCA.


A pesquisa detectou que o número de exemplares vendidos cresceu de 387.149.234, em 2009, para 437.945.286, em 2010. No ano passado, foram publicados 54.754 títulos, que representam um aumento de 24,97% em relação a 2009, sendo 18.712 títulos novos. Ou seja, o editor tem apostado no aumento da diversidade da oferta. 


Dentre os canais de comercialização de livros, o que mais cresceu, proporcionalmente, foi a venda por porta a porta/catálogos: passou de 16,65% para 21,66% do mercado em número de exemplares.  Porém, em termos de faturamento, as livrarias continuam na liderança, com 62,70% do mercado.

"É gratificante observar que o preço do livro no Brasil vem mantendo uma tendência de queda. Isso estimula o crescimento do número de leitores e desenha um futuro com mais educação, cultura e efetivo desenvolvimento", avalia a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karine Pansa.

Este ano, a pesquisa apresenta como novidade na sua metodologia, a realização de um Censo do Livro. Isso porque, em todo processo de inferência estatística, é recomendado que, de tempos em tempos, seja atualizado o universo da própria pesquisa. O censo foi realizado entre novembro de 2010 e abril de 2011 e afere o ano de 2009.

A pesquisa detectou que o mercado do setor editorial, em 2009, era maior do que o imaginado: corresponde a R$ 4,2 bilhões e não R$ 3,3 bilhões como o aferido na última edição do trabalho.

O censo mostrou que das 498 editoras ativas, segundo o critério da Unesco, a maioria das editoras do país (231) é formada por empresas com faturamento de até R$ 1 milhão.

23 de dez. de 2010

[Dica de outras boas leituras] Escolas têm mais internet que biblioteca

Ontem li uma notícia no ESTADÃO que me deixou intrigada: enquanto 95% dos alunos do ensino médio estudam em unidades com acesso à rede, 57% têm laboratório e 73% dispõem de espaço para leitura. Então quer dizer que estamos inserindo nossas crianças e adolescentes no meio virtual (o que eu acho, além de fantástico, ESSENCIAL), mas estamos deixando o acesso deles ao mundo dos livros em TERCEIRO PLANO??? Poxa vida! Que triste que eu fiquei! Não porque sou uma apaixonada por livros, mas porque me questiono de que adianta o acesso à rede se vão deixar de lado a matéria prima que constrói o universo das letras?
E o quadro se agravou-se quando li que as escolas que atendem os anos iniciais do ensino fundamental, do 1.º ao 5.º ano, são as que apresentam mais problemas. Apenas 30,4% delas têm bibliotecas e 7,6%, laboratórios. Nas séries subsequentes a situação melhora um pouco. Nos anos finais do ensino fundamental (do 6.º ao 9.º ano), quase 60% das escolas têm bibliotecas e elas atendem cerca de 65% dos estudantes. No ensino médio, 73,2% dos estudantes têm bibliotecas nas suas escolas.


É... Acho que estamos deixando o básico de lado mesmo, né? Como formar leitores (e consumidores d elivros, é claro!) se não há incentivo de leitura nem mesmo dentro das próprias escolas públicas, que optam por formar alunos conectados, mas não leitores?

Enquanto o investimento feito pelo governo federal em informática possibilita que quase 95% dos alunos de ensino médio já estejam em escolas com computadores com acesso à internet, a oferta de laboratórios de ciências e bibliotecas para esses mesmos estudantes é bem menor: 57% e 73,2%, respectivamente. Os dados constam do Censo Escolar 2010, divulgado anteontem pelo Ministério da Educação.


O sistema de internet nas escolas cresceu rapidamente por causa de uma obrigação contratual das operadoras de telefonia que, para renovar a concessão, tiveram de se comprometer a instalar a banda larga em todas as escolas do País. Segundo o ministério, no primeiro semestre de 2011 todas as 62 mil escolas públicas terão acesso à internet. Entretanto, os laboratórios de ciências e as bibliotecas - que são bem mais simples e baratos, mas dependem exclusivamente de recursos do MEC - andam a passos bem mais lentos.

Como existem muitas escolas rurais pequenas, a situação é um pouco melhor quando se leva em conta o número de alunos atendidos. Ainda assim, apenas 50% das crianças que estão aprendendo a ler e a gostar de livros são atendidas com bibliotecas. E 13,4% têm acesso a um laboratório de ciências.

Os laboratórios de ciência são um problema mais sério. Mesmo no ensino médio, em que podem ser considerados essenciais, cerca de 57% dos alunos têm acesso a um laboratório. Nos anos finais do fundamental são apenas 32,6%.

As escolas brasileiras também têm dificuldades para oferecer instalações adequadas a crianças com deficiência. Apesar do censo ter mostrado um crescimento nas matrículas em escolas regulares, chegando a 85% das crianças com deficiência, apenas 12,2 % delas, nos anos iniciais do ensino fundamental, têm instalações e vias adequadas para receber esses alunos. Nos anos finais e no ensino médio, a situação melhora um pouco. Mesmo assim, apenas 30% das escolas estão adaptadas.


Está na hora de nossos governantes repensarem os valores e conceitos de educação, não é mesmo? O equilíbrio entre a leitura e a interatividade da internet deve existir, não um se sobrepondo ao outro, mas um caminhando de mãos dadas com o outro: são complementares e essenciais para a boa formação!

Ano novo está batendo à nossa porta... espero que estatísticas mais otimistas o acompanhem!


27 de ago. de 2010

[Bienal do Livro] Os números impressionam!

Matéria publicada no PublishNews desta sexta-feira, 27 de agosto, revela que a média de gastos do público da Bienal foi de R$ 66,00 por pessoa e que 80% dos visitantes ainda compram livros, gerando uma venda total de quase 50 milhões de reais. Veja matéria na íntegra abaixo. 



A 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo movimentou cerca de R$ 49,3 milhões com vendas de livros, conforme levantamento do Datafolha. A pesquisa mostrou que 80% das pessoas que foram à feira compraram livros. Se dividido o faturamento pelo número de visitantes, fechado em 743 mil, daria uma média simples de R$ 66,35 por pessoa. Desse total, 288 mil eram crianças, o que elevaria a média adulta. Tanto que o instituto de pesquisa aponta um valor médio de R$ 90 quando considerado apenas o público maior de 14 anos que efetivamente comprou livros. O número de visitantes superou em 6,1% a estimativa inicial da organização do evento, que era de 700 mil visitantes.
 
Segundo o que o PublishNews pode apurar, as editoras não tiveram muito do que reclamar este ano. Comparando com 2008, a Cosac Naify aumentou em 100% sua participação. Seu livro mais vendido foi Grandes maravilhas do mundo, que teve preço promocional para atender principalmente os alunos da rede municipal de ensino. A participação de Benjamin Moser no Salão de Ideias também ajudou na venda de Clarice.
 
Para a Melhoramentos, o resultado deste ano foi o melhor de todas as bienais e feiras de que já participou e superou em 40% o resultado conquistado na última Bienal de São Paulo e em 100% o da Bienal do Rio de Janeiro do ano passado. Ziraldo, um dos campeões de público, vendeu 2 mil exemplares. A editora também aproveitou para fechar alguns negócios e, somando isso às vendas, faturou R$ 2 milhões. Para esta edição, levou 40 lançamentos.
 
No estande da Senac Editoras, o aumento das vendas foi de 55%. O faturamento ficou em R$ 230 mil, maior do que a expectativa inicial de 10% de crescimento, e também ultrapassou as vendas da Bienal do Rio de 2009. Houve ainda aumento de 50% na quantidade de exemplares vendidos, em comparação com 2008 e 2009. Mas o que chama a atenção, mais do que aumento do faturamento, foram os negócios feitos nos 10 dias da feira que é tradicionalmente conhecida como um evento voltado ao público, e não ao mercado. O resultado da intensa presença de livreiros e outros parceiros é comprovado pelo valor de R$ 400 mil em negócios fechados.
 
Já a Imprensa Oficial registrou um aumento de 60% no faturamento. No estande do Grupo Record, livros de Isabel Allende foram os mais vendidos entre os títulos da Bertrand (150 exemplares). Na Flip, os resultados foram ainda melhores. Entre todos os escritores que estiveram em Paraty, ela foi disparada a que mais vendeu – foram 700 exemplares. Mas o campeão do estande foi A batalha do Apocalipse, de Eduardo Spoh, que saiu pela Verus e vendeu mais de 900 exemplares na feira. Na Intrínseca, último Olimpiano, lançado dois dias antes do início da feira, foi o mais vendido.
 
Programação cultural
A pesquisa da Datafolha também apontou que 22% dos entrevistados participaram das programações culturais. Segundo a empresa, os espaços mais lembrados foram: o Fábulas com a Turma da Mônica (6%), o Espaço Digital Submarino (6%), o Espaço Digital Imprensa Oficial (6%) e a Exposição Monteiro Lobato (6%), Salão de Ideias (5%), O livro é uma viagem (4%); Arena Sesc (3%), Cozinhando com palavras (2%), Palco Literário (2%), Espaço do Professor (2%), Exploração Discovery Kids (2%), Biblioteca do Bebê (1%), Espaço da Lusofonia (1%), Estande da Fundação Volkswagen (1%) e Território Livre (1%).
 
Com base nesses dados, a Câmara Brasileira do Livro e a Reed Exhibitions Alcantara Machado concluíram que investir R$ 1,5 milhão nas atrações culturais foi um dos fatores que garantiram o sucesso de resultados. No total, mais de 260 mil pessoas participaram dos debates e palestras da programação oficial.
 
Organização
De acordo com o levantamento do Datafolha, 95% dos entrevistados disseram pretender voltar à Bienal do Livro em suas próximas edições (apenas 2% dos pesquisados responderam não ter a intenção de voltar à feira). De modo geral, a feira foi considerada ótima ou boa por 93% dos entrevistados, com 5% a avaliando como regular, e apenas 1% a classificando como ruim ou péssima (1% não respondeu).
 
Sobre a organização, 76% a apontaram como ótima ou boa; 21% a indicaram como regular; e 3% a qualificaram como ruim ou péssima. Já em relação à avaliação do trabalho dos expositores, 95% consideraram ótima e com boa a variedade de livros disponíveis.
 
Sucesso de um lado, reclamação de outros
A alta frequência de visitantes justifica o principal descontentamento deles. Em resposta à pergunta "O que menos gostou nesta Bienal do Livro?", 30% dos ouvidos se queixaram da lotação e das filas; 21% reclamaram da falta de estrutura/organização; e 19% consideraram altos os preços dos produtos disponíveis na feira, entre outros pontos.
 
Em relação à praça de alimentação, 32% a avaliaram como ótima ou boa; 26%, como regular; e 18%, como ruim ou péssima (24% não opinaram). A organização do evento disse que reconhece a necessidade de melhorar os acessos ao evento, os espaços para circulação do público, dinamizar o sistema de transporte gratuito entre o metrô e o Anhembi e ampliar a área da praça de alimentação.
 
Quem respondeu
A pesquisa do Datafolha contratada pelos organizadores ouviu 744 visitantes com mais de 14 anos. A maioria do público era formada por mulheres (58%) com predominância de um público jovem (33% com até 25 anos; 33% de 26 a 40 anos; 25% de 41 a 55 anos; e 8% de pessoas com 56 ou mais anos). A renda variava de 3 a 5 salários mínimos (20%), 5 a 10 (27%), 10 a 20 (23%). Quanto à escolaridade, 74% possuíam ensino superior; 23%, ensino médio; e 3%, ensino fundamental.
 
O grupo profissional mais presente ao evento era formado por professores/educadores (20%), seguido por comerciantes, funcionários públicos e advogados (3% cada um). Mais da metade dos visitantes era da cidade de São Paulo (58%) e 5% vieram de outros Estados para visitar a feira.
 
Entre os entrevistados, 38% realizavam sua primeira visita a uma Bienal do Livro de São Paulo. E, para a maior parte das pessoas ouvidas (43%), a busca por conhecimento, cultura e o gosto pela leitura fazem da Bienal um evento importante. Já 39% valorizaram a oportunidade de atualizar-se com novidades e lançamentos do mercado e 27% consideravam importante a facilidade de encontrar livros.
A cobertura da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo pelo PublishNews tem o apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

24 de ago. de 2010

[Bienal do Livro] Conheça o perfil dos visitantes da Bienal

Matéria divulgada no PublishNews, de 23 de agosto de 2010, mostra o perfil dos visitantes da 21ª Bienal Internacional do Livro. Vale a pena dar uma olhada e conhecer um pouco mais deste público!


Das mais de 700 mil pessoas que visitaram a Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2010, 59% eram mulheres (esse nado não se aplica à palestra de Mia Couto e José Eduardo Agualusa, quando elas representaram 77% do auditório! Estatística nossa...). Do público total, 75% têm nível superior de ensino e 93% consideraram a feira ótima ou boa (para 5%, ela foi regular).

Quanto à organização, 83% disseram que ela foi ótima ou boa e 16% a consideraram regular. A praça de alimentação, que melhorou bastante em relação a 2008 mas que ainda precisa de melhorias, recebeu as piores avaliações - 37% a consideraram ótima ou boa, mas para 25% dos que responderam, ela foi regular. Ruim ou péssima foi a resposta de 16% dos visitantes.

Os dados foram apurados pelo Instituto Datafolha, contratado pela organização da feira para mapear o perfil de seus visitantes, e o levantamento considerou apenas aqueles maiores de 14 anos. Dados relativos ao faturamento dos expositores ainda estão sendo fechados.

Sobre a variedade de livros expostos nos estandes, o público elogiou a diversidade: 94% apontaram as opções oferecidas na feira como ótimas ou boas. Em relação à idade dos visitantes com mais de 14 anos, 34% tinham até 25 anos; 32%, de 26 a 40 anos; 25%, de 41 a 55 anos; e 9%, mais de 56 anos.

12 de ago. de 2010

[Dicas de outras boas leituras] Preço do livro cai e faturamento das editoras estaciona


Matéria divulgada em 11/08/2010, no PublishNews. Vale a leitura para compreender um pouco mais sobre as entrelinhas do mercado editorial! 

E o mais importante: quem saiu ganhando nessa briga, fomos nós, leitores, que pagamos menos pelo nosso produto LIVRO tão querido!

Boa leitura!



Preço do livro cai e faturamento das editoras estaciona



CBL e Snel apresentaram ontem, em SP, o resultado da pesquisa de produção e venda relativa ao período de 2009 (Maria Fernanda Rodrigues)




No ano de 2009 o mercado editorial brasileiro aumentou suas tiragens, barateou o preço dos livros e não faturou muito mais do que em 2008. Neste período, foram colocados no mercado 386,3 milhões de exemplares, 13,55% a mais em relação ao ano anterior. Em número de títulos lançados, o aumento foi pequeno, de 2,7%. No total, saíram das editoras 52.509 títulos (30 mil reedições). O faturamento do setor ficou em R$ 3,376 milhões. No ano anterior, foram R$ 3,305 milhões, demonstrando uma melhora tímida de 2,13%.
Mas quem ganhou mesmo foi o consumidor, que pagou menos pelo livro. O preço médio foi calculado em R$ 11,11. Aliás, esse valor está em queda desde 2004, quando o livro custava em média R$ 12,68. Para Sônia Jardim, presidente do Snel, o livro se beneficia da economia em escala. O aumento das tiragens médias e a desoneração deixam o livro mais em conta.
Essas informações são da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro em 2009, realizada pela Fipe com 693 editoras por encomenda da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), e apresentada nesta terça-feira (10), em São Paulo. Veja a apresentação.
Ela mostrou ainda que as áreas de Didáticos e CTP tiveram o mesmo crescimento em títulos editados, de 9,07%. Em pior situação estão Obras Gerais, em queda de 7,34%, e religiosos, que lançou 7,14% a menos de livros em 2009. Quando o assunto é exemplar produzido, todos estão em alta e o segmento CTP volta para a lanterna.
Ao longo do ano passado, o mercado vendeu efetivamente 370,9 milhões de exemplares para livrarias, distribuidores, venda porta a porta etc., um aumento de 11,3% ante 2008 (333,3 milhões). Caiu a participação das livrarias (45% em 2008 e 42% em 2009) e das distribuidoras (25% em 2008 e 23% em 2009) na venda de livros, mas em compensação, vendas porta-a-porta, em supermercados e em igrejas e templos aumentaram. O porta-a-porta já é responsável por 16,64% das vendas, o que mostra, também, a entrada da classe C no mercado literário.
A pesquisa apontou que o número de obras traduzidas caiu de 6.626 em 2008 para 5.807 em 2009 (-12,36%). Livros em espanhol tiveram o pior desempenho (-42%). Em compensação, houve um aumento de 4,94% na edição de obras de autores brasileiros. Em 2008 foram editados 44.503 títulos e no ano passado, 46.703.
Livros para a educação básica são lançados em maior quantidade (47%). Na sequência vem literatura geral (infantil, juvenil e adulta), com 20%, seguida de religiosos (11,05%) e autoajuda (3,32%). Livros de informática, arquitetura e agropecuária estão em baixa. Cada um dos temas representa 0,01% do que é produzido.
O governo comprou menos em 2009, mas isso tem a ver com a forma com a que se programa para comprar os livros para as diversas séries. No ano passado, priorizou obras para o ensino fundamental, que são mais baratas. Em termos de faturamento, 2008 fechou com R$ 3,305 bi (desses, R$ 2,4 bi vieram do mercado e R$ 869 mi do governo). Neste ano, foram R$ 3,376 bi (R$ 2,5 bi do mercado e R$ 834 mi do governo). Em relação a exemplares vendidos, o governo comprou mais em 2009 (foram 142 mi contra 121 mi em 2008).
Para Rosely Boschini, presidente da CBL, o crescimento do setor reflete o bom momento da economia e o esforço das editoras. Ela comentou que o setor infantil cresce todos os anos, mas disse estar feliz em ver que o CTP se destacou em 2009. “Isso mostra que jovens e crianças estão lendo mais”. O único problema, disse, é que o governo não compra livros desse segmento, o que pode favorecer a pirataria entre os universitários. Mas o crescimento, acredita, se deve ao boom dos cursos universitários no país.
Ainda segundo a presidente da CBL, políticas públicas constantes na área de leitura são fundamentais para manter o crescimento do número de leitores. Eventos voltados para tal e o acesso maior aos livros são os caminhos para uma sociedade mais letrada, disse.
Sônia Jardim também comentou sobre o mercado infantil. “Estamos com 15% do mercado infanto-juvenil e isso mostra futuros leitores, mas desde que o hábito tenha continuidade”. O futuro do livro, comentou, depende de você ter desenvolvido o hábito da leitura.
Leda Maria Paulani, coordenadora da pesquisa, prevê a volta do crescimento do mercado. “Tenho o impressão de que agora, passada a crise, o mercado vai recuperar o passo e deve voltar à taxa de 6% de crescimento”.

31 de jul. de 2010

SIM, nós também lemos!

Essa semana foi de boas notícias, não só para nós do ramo editorial e apaixonados por livros, mas para todos nós cidadãos brasileiros; já que foi estaticamente comprovado que estamos lendo mais!

Uma pesquisa divulgada pela Associação Nacional de Livrarias, a ANL, sobre o Diagnóstico do Setor Livreiro em 2009, reveleu o aumento do número de lojas espalhadas pelo país. Segundo a pesquisa, atualmente, existem 2.980 livrarias em todo o Brasil, número proporcionalmente 11% maior do que em 2006.




Mas ainda temos muito o que crescer. Isso porque a desigualdade social do país fica escancarada em nossas caras no momento em que se analiza a divisão assustaduramente desleal desse númetro de livrarias espalhadas pelo Brasil: mais de 50% desss lojas concentram-se na região Sudeste, sendo liderada por São Paulo, com mais que o dobro do número de livrarias que o segundo colocado, Rio de Janeiro. Claro que fatores como alto nível de escolaridade e concentração de renda são os grandes influenciadores dessas estatíscas, que apesar de animadoras, são preocupantes! 




Sim, nós também lemos... Mas agora queremos ler por inteiro! É claro que para mudar o quadro da divisão da leitura do país é necessário pensar no quadro da divisão de renda do país. Mas fica aqui a fica para que os livreiros e editores passem a olhar com novos olhos para a atual situação do país e acreditem no potencial de mercdo que existe fora do eixo Rio-SP. A mesma pesquisa mostra, por exemplo, que o estado de Roraima, na região norte, possui apenas 25 livrarias, mas é um número proporcionalmente admirável, já que colocando na ponta do lápis, e o estado com a maior média nacional! A Bahia é outro estado que merece atenção do ramo, pois é líder da região nordeste. 


Fora esse tipo de amaurecimento no mercado, o Brasil está apenas engatinhando quando o assunto é aumento do índice de leitura no país, já que, segundo Vitor Tavares, Presidente da ANL, a nossa média é de 1.9 livros lidos por habitante ao ano, o que é muito abaixo de outros países, inclusive lationamericanos, como a Argentina e Chile, por exemplo, com 5 e 3 livros lidos por habitante ao ano; respectivamente. 

Outra dado que vale nossa atenção é que o gênero infantojuvenil é o mais vendido. E que 56% das livrarias do país não fazem vendas online, ou seja: nossos cidadãos gostam de ir às livrarias e levarem suas crianças! Isso, para os editores e livreiros é sinônimo de sucesso garantido, pois como disse Samuel Seibel, dono da rede Livraria da Vila, o "público infantil é 100% leitor!"

E se é estatiscamente comprovado que nossas crianças lêem, significa que meu sonho não é tão distante assim e que, muito em breve, nosso país será um Brasil de devoradores de livros!



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DICAS:

- O jornal BOM DIA BRASIL, da Rede Globo, fez uma boa matéria sobre o assunto, que também me serviu como fonte. Recomendo que assistam:




- A quem interessar, no site da ANL é possível fazer o dowload do PDF com a pesquisa na íntegra. Vale a pena, para quem quiser se inteirar mais dos números.