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14 de jun. de 2011

[Dica de outras boas leituras] Iniciação à leitura

Em matéria publicada na Folha de S. Paulo, em 24/04/11, a psicóloga Rosely Saião publicou em sua coluna um artigo muito interessante chamado "Iniciação à leitura".



O texto trata da relação PAIS - LIVROS - FILHOS. E do papel dos pais no estímulo de leitura da criança. O artigo explica que não adianta forçar a criança a ler, mas sim tratar da leitura como algo que lhe traz amor e prazer.
É uma diferença sutil, que vale a leitura na íntegra abaixo!


Iniciação à leitura



'Criar o hábito da leitura' já perdeu o sentido. Queremos que as crianças leiam por prazer ou por costume?


CRIANÇA PODE adorar livros e histórias, desde que os adultos não atrapalhem. E como temos atrapalhado o que poderia ser uma verdadeira paixão pelos livros!
Ler é bom, precisamos formar leitores, a vida sem a literatura não teria graça, temos de incentivar o hábito da leitura nas crianças e nos jovens etc. Afirmações como essas brotam da boca de pais e de professores assim, sem mais nem menos.
Temos gosto em pegar frases e repeti-las muito, até que elas percam seu sentido, não é verdade? Assim aconteceu com essas e outras afirmações que tratam da importância da leitura na vida dos mais novos: tanto fizemos que conseguimos esvaziar o que elas dizem.
Primeiramente quero falar dessa expressão horrorosa: "Criar o hábito da leitura". Ah! Vamos aproveitar e lembrar outra semelhante: "Criar hábito de estudo".
Nós queremos que as crianças tenham prazer com livros e histórias ou queremos que adquiram um hábito?
Leitura, tanto quanto estudo, não deve ser tratada assim. Um hábito se instala e pouco -quase nada- acrescenta à vida de uma pessoa.
Já o amor, o prazer, o gosto verdadeiro pela leitura ou pelo estudo são capazes de mudar a nossa vida. Ler e estudar devem ser uma escolha, uma vontade, uma busca por algo que não se tem.
O bebê já pode ser introduzido ao mundo dos livros e da leitura. Pais e professores podem começar contando histórias e oferecendo livros para que ele manuseie, explore, se entretenha com esse objeto. E não precisa ser livro de plástico, que produza som ou coisa semelhante. Livro de verdade mesmo, de papel, com figuras bonitas e letras, encanta o bebê.
O escritor Ilan Brenman, apaixonado pela literatura, afirma que um requisito importante para iniciar as crianças no universo da leitura é a beleza do livro. Sim: uma capa bonita já chama a atenção da criança, tanto quanto as ilustrações. Aliás, muitos livros sem palavras são lidos pelas crianças com a maior atenção.
Ainda falando de bebês e crianças muito pequenas: o papel do livro, suas diferentes texturas, odores e cores também já são alvo da curiosidade delas e objeto de pesquisa concentrada.
E o que dizer de livros de histórias que crianças já conhecem e adoram -"Peter Pan" e "Alice no País das Maravilhas", por exemplo- com adaptação em "pop-up"? Imperdíveis, já que encantam crianças e adultos.
Não devemos menosprezar as crianças quando o assunto é história: elas não gostam apenas daquelas que foram escritas para as crianças. Toda a literatura, principalmente a clássica, pode ser oferecida, sem censura.
Tornar a leitura um ato obrigatório é uma dessas manias que nós adotamos com as crianças que prejudicam a descoberta que elas poderiam fazer do prazer da leitura. Tudo bem: isso pode ser feito como tarefa escolar, mas depois, bem depois de oferecer a elas a oportunidade de ler por gosto e não por obrigação, no fim do ensino fundamental, por exemplo.
Finalmente: a literatura não deve servir para moralizar a vida dos mais novos.
Nada de contar histórias que só servem para tentar "ensinar" a criança a ter bons modos, escovar os dentes etc. A educação moral e para a higiene, por exemplo, deve usar outros recursos.
Que tal um programa com seu filho? Visitar uma biblioteca ou uma livraria para procurar um livro bonito e gostoso de ler e de ouvir?
Certamente você e seus filhos irão aprender muito sobre a vida e sobre vocês mesmos nesse programa. E boa viagem!

ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)

22 de dez. de 2010

[Dica de outras boas leituras] O jeito ideal de ler para os bebês

Pesquisando coisas aleatórias na Internet, achei uma matéria bem bacana que saiu em 18/9/2010 no Portal IG, na sessão DELAS - FILHOS, sobre O JEITO IDEAL DE LER PARA OS BEBÊS.
Vale a pena dar uma lida e iniciar as crianças, desde pequeninas, ness euniverso maravilhoso da leitura!





A leitura de histórias é uma atividade que pode ser adotada a partir dos seis meses do seu filho – e traz muitos benefícios. Veja dicas para ler para o bebê


Estudos indicam que, ao entrar na escola, as crianças de três anos que já possuem o hábito de leitura em família apresentam um vocabulário 300% maior que aquelas que não cresceram entre as brochuras.


Especialistas recomendam ler para os bebês a partir de seis meses de idade. Além do estímulo cognitivo, o hábito da leitura de histórias também reforça um vínculo afetivo. Veja abaixo algumas dicas para ler para seus filhos.


Escolha o livro certo
“Visite uma boa livraria e solicite ajuda para escolher livros indicados para a faixa etária do seu filho”, sugere Regina Célia Tolentino, diretora e coordenadora pedagógica da Building Escola de Educação Infantil. Segundo a educadora, livros exclusivos para bebês, que podem ir para o banho, por exemplo, combinam interesse e encantamento. Os livros devem ser simples, com poucas palavras por páginas e muito coloridos e ilustrados. “Bebês amam fotos coloridas, rima, ritmo e repetição”, lembra Perri Klass, pediatra, jornalista e escritora. Priorize histórias que contenham esse tipo de artifício.


Interprete!
Os especialistas concordam que é preciso se divertir com a leitura para os bebês. “Use vozes diferentes, faça perguntas, invente joguinhos de esconder e mostrar”, exemplifica Perri. Não há regras sobre uma entonação ideal, mas é preciso cativar.


Inclua o pequeno
Quando for possível, faça o bebê escolher o livro. Com o tempo, ele vai saber reconhecer seus preferidos e apontará suas preferências. Faça-os interagir, por exemplo, mostrando as partes do corpo de um desenho e nomeando-as em voz alta: nariz, olhos, mãos, pés... Aos poucos, aponte para ele mesmo e logo ele tentará imitar o que você fala. “Dos seis meses aos 3 anos, a leitura é totalmente interativa, com conversas antes, durante e depois da leitura”, fala o psicólogo e educador João Batista Oliveira, presidente do IAB (Instituto Alfa e Beto).

Defina horários...

É importante inserir o hábito na rotina do bebê, fazendo com que ele sinta o estabelecimento de um ritual e transmitindo amor e segurança – seja antes de dormir, depois da refeição, da sesta ou de brincadeiras mais ativas, para acalmá-los.
... mas também respeite o tempo dele
Embora seja favorável adotar momentos definidos para a criação do hábito, Regina ressalta que o momento perfeito é quando a mãe ou o pai podem estar plenamente com o filho, sem interrupções ou distrações. “Vale também observar as necessidades do pequeno. Às vezes, ele pode estar cansado demais ou cheio de energia, então a leitura não deve se tornar uma batalha”, acrescenta Perri.

De olho na frequência
João afirma que quanto mais jovem é a criança, mais rápida é a leitura, pois ela não se mantém atenta durante muito tempo. Portanto, elas devem ser frequentes, várias vezes por dia.