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3 de set. de 2012

[Dica de outras boas leituras] 50 filmes que são melhores que os livros

Se eu não fosse a autora deste post já estaria xingando quem escreveu um absurdo destes: onde é que já se viu os filmes que são melhores que livros? 

A resposta é simples: no site Complex Pop Culture. Eu sou a primeira a defender que são raras as adaptações de livros para o cinema que ficam boas. Na maioria das vezes, os filmes deixam muito a desejar. Até porque, aquela história tem que ser contada em, no máximo, três horas.

Aliás, vocês já repararam como os roteiristas fazem questão de eliminar justo aqueles detalhes que nós, leitores, consideramos essenciais?? Sério! são exatamente aquelas pequenas partes, mini-diálogos, passagens breves que fazem toda a diferença no livro e que quem só assiste o filme fica sem saber e, principalmente, sem sentir. 

MAS, dentre as raras exceções, existem alguns filmes que brilham na adaptação para as telonas. E, apesar de eu não concordar 100%, o site Complex Pop Culture fez uma belíssima seleção de 50 filmes que são melhores que os livros. 


Afinal, quem vai dizer que Laranja Mecânica, dirigido por Stanley Kubrick, não deixa no chão o excelente livro de Anthony Burgees?? (Tudo bem apelou, perdeu. Eu sei que chutei o balde. Afinal, não é por menos que esse clássico do cinema e da literatura internacional ocupa a primeiríssima posição na lista, né? rs!)

Além de Laranja Mecânica, outros filmes inesquecíveis completam a lista com honra: O Iluminado, O Bebê de Rosemary, Los Angeles: Cidade Proibida, Bonequinha de Luxo, O Paciente Inglês, O Último dos Moicanos, Lendas da Paixão, Forrest Gump, O Jardineiro Fiel, entre muitos outros.

Vale a pena clicar aqui e dar uma olhadinha na relação completa.



A melhor parte disso é que poucas pessoas conhecem a origem literária do roteiros de todos esses filmes!

E depois me digam: vocês concordam com a lista? Acham que faltou filmes? Acham que tem filme ali que tá longe de ser melhor que o livro? 

2 de mar. de 2011

Jornalista é jornalista. Escritor é escritor. Blogueiro é blogueiro. E a ética é de todos nós!

“Um escritor, como um pugilista, precisa ficar sozinho. Ter suas palavras publicadas é como entrar num ringue: coloca seu talento em evidência e não há onde se esconder.”

É assim que o filme “O resgate de um campeão” começa e termina. Seguindo um conselho (muito bem dado, diga-se de passagem) assisti ao filme e, como previsto, cá estou escrevendo sobre a relação dele com minhas profissões (assim no plural mesmo). 

Para quem não sabe, sou formada em Jornalismo, pela PUC-SP E  em Produção Editorial, pela Universidade Anhembi Morumbi. Costumo dizer que fiz a escolha do casamento perfeito, porque os cursos me foram extremamente complementares. Então, decidi incluir aqui minha “terceira profissão”: blogueira; e assim, abrir uma discussão e convidar a todos vocês para participarem: ÉTICA





Há algumas semanas, no postParceria, uma via de mão dupla”, muitos comentários falaram da seriedade do trabalho de um blogueiro como jornalista. Eu discordo desse ponto de vista. Acho que blogs não necessariamente precisam ser de propriedade de um jornalista, isso não faz o menor sentido, já que a  Internet é de todos. E, acima de tudo, acho que os blogs não precisam fazer o mesmo  trabalho que o de um jornalista.

Jornalista é o profissional que gasta a sola do sapato (como me ensinou meu melhor professor da PUC) para correr atrás da verdade factual. E toda verdade tem dois lados. Cabe aos jornalistas autenticar a coerência das versões, apresentando-as ao leitor, de maneira objetiva e fiel à realidade. É o caminho da busca da verdade é o que move (ou pelo menos deveria) um profissional do jornalismo.

É exatamente isso que o repórter esportivo Erik, personagem de Josh Hartnett faz no filme citado acima. Perdido em sua profissão, ele salva um sem-teto e acredita que ele seja Bob Satterfield, uma lenda do boxe, que todos acreditavam estar morto. Assim, surge a oportunidade de uma grande matéria, resgatando a história de um campeão. Envolvido com a ganância de mostrar-se competente para seu chefe, sua ex-mulher, seu filho e para si mesmo, ele esquece os princípios básicos do jornalismo e publica uma matéria falsa, já que o verdadeiro Bob Satterfield realmente estava morto há anos. Erik não se comprometeu com a verdade factual e não checou nenhum fato que lhe foi apresentado. Ele não foi jornalista, mas, sem querer, foi um belíssimo escritor.

A matéria, que lhe rendeu sucesso momentâneo e grandiosidade profissional de poucos dias, seria um excelente livro de romance-reportagem, gênero inaugurado por Truman Capote, com o livro A Sangue Frio¹, num caso clássico em que a literatura respira a ficção, mesmo que baseada em fatos reais.

Acredito que não há mais jornalismo que prenda a real atenção dos leitores. Eles não querem mais saber e não têm mais tempo para ficar lendo textos e mais textos sobre a tal verdade factual. O que todo mundo quer e gosta mesmo é de uma boa história para contar, ouvir e poder debater sobre. E uma história sempre pode virar uma outra história, basta você permitir e sua imaginação deixar. Uma boa história deve ser escrita com paixão e transmitir o sentimento.

E no meio de tudo isso, há os blogs. Uma ferramenta de fácil acesso e simples manuseio, que invadiu nossas vidas e que tem todos os componentes para atrair diversos tipos de leitores, com brilhantes textos reais ou ficcionais. Os blogs têm um poder que não imaginam, mas também podem serem perigosos, quando passam a corromper o significado de ética.

Um bom blog deve sair do senso comum. Sair desse mais do mesmo de sempre e adentrar no campo do imaginário do leitor, garantindo fidelidade de visitação e visibilidade na blogosfera. Porém, da mesma maneira que Erik, o protagonista do filme, foi irresponsável em sua publicação -e assim como vemos casos semelhantes diariamente no cenário do jornalismo brasileiro e mundial-; a blogosfera parece estar recheada de coisas do gênero.

Ao assistir “A Rede Social”, percebi mais do que nunca que TUDO o que se escreve online é instantâneo e eterno. Com a mesma facilidade que a moda na Internet pega rápido, aquilo fica para sempre. Um exemplo bem próximo de nós, blogs literários, foi o caso citado no post “Parceria, uma vida de mão dupla”. Não importa que você tire o blog do ar, que você apague o texto, que remova a postagem no Facebook ou que delete do Twitter: alguém sempre já deu um print screen, já deu RT, já encaminhou por e-mail... Você nunca é rápido o suficiente para corrigir um erro online.

A Internet é rápida, eficiente, poderosa e pode ser extremamente impiedosa. Ou você se consagra em instantes, ou se destrói em minutos.

Talvez eu pareça um pouco vintage (talvez eu seja mesmo), mas acredito que essas esferas estão intrinsecamente ligadas. Não dá para desvincular jornalismo, literatura e blogs. Aqui, a parceria é de mão tripla: uma coisa depende da outra, direta ou indiretamente. Mas vale ressaltar que uma coisa NÃO é a outra.

Jornalista é jornalista. Escritor é escritor. Blogueiro é blogueiro. Mas todos eles têm um ingrediente comum: a busca pela ética. Seja lá qual for sua área de atuação, a ética deve sempre estar presente. E, infelizmente, temos visto falhas grandes e lamentáveis nesse quesito.

Finalizando, deixo as questões: 

Vocês acham que ÉTICA é mesmo essencial na relação jornalismo - literatura - blogs? 

Sim? Não? Por quê? Como é possível manter a ética em esferas tão próximas e de tão fácil edição como essas?

Aguardo o retorno de vocês!! :)

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¹ Se você não leu A Sangue Frio, CORRA! Além de ser uma história excelente e escrita de maneira muito envolvente (um dos meus favoritos, aliás), este livro é um marco na história do jornalismo e da literatura mundial, sobretudo dos Estados Unidos, dada a reflexão sutil sobre as ambiguidades do sistema judicial do país, que desvenda o lado obscuro do tão desejado American Dream).

3 de set. de 2010

[Novidade no ar] CINE LIVRARIA CULTURA

E quem foi que disse que so de livros se faz uma livraria?? A Livraria Cultura do Conjunto Nacional e a prova concreta de que um ambiente agradavel para livros pode ser feito de muito mais coisas, como um bom cafe e... um CINEMA!!
O antigo Cine Bombril agora e CINE LIVRARIA CULTURA, e comeca a funcionar hoje, segundo materia publicada no PublishNews.
A ideia eh simplesmente maravilhosa porque alem de ler um bom livro, agora podemos otimizar tempo e assistir um bom filme!
E convenhamos que para quem vive em Sao Paulo, otimizar tempo eh realmente algo precioso!! Parabens a Livraria Cultura pela iniciativa!




Ele fica no Conjunto Nacional, onde funcionava o Cine Bombril


Tem cinema novo no pedaço. Após breve reforma, o antigo Cine Bombril reabre hoje (3) com o nome Cine Livraria Cultura. A programação de reabertura inclui a estreia do brasileiro “Nosso lar” e do italiano “Napoli, Napoli, Napoli”. A programação continuará integrando o Circuito Cinearte de exibição, com curadoria Adhemar Oliveira e Leon Cakoff. Também estão previstos eventos como pré-estreias, lançamentos e programação para crianças - com a exibição de filmes de animação. A Livraria Cultura é responsável pelo espaço desde o começo de agosto e o cinema fica no Conjunto Nacional (Av. Paulista, 1.073 – Bela Vista – São Paulo/SP).

29 de jun. de 2010

Caiu uma lagriminha... (Ainda sobre Saramago)

Dica da minha querida amiga e grande editora Marília Chaves, porque sabe da minha adoração por Saramago, compartilho e recomendo a todos vocês:


http://cadeorevisor.wordpress.com/2008/05/24/cegueira-2/

Acho que esse vídeo deixa bastante claro o que disse no post anterior, sobre a transparência de Saramago.

E recomendo que assistam o filme ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, de Fernando Meirelles. Pouquíssimas adaptações literárias para o cinema me provocam a mesma reação de ler o livro. Esta é uma delas.