13 de jul de 2011

[flip] Enfim, a FLIP - Parte 2

UAU! Eu nunca achei que escrever sobre a Flip seria tão difícil. Mas não pelo evento em si, pq o que não faltam são pautas. Mas pq essa semana tá beeem corrida (quem acompanha minha novela online by Twitter sabe que mudamos de escritório no trabalho e isso mudou um pouco nossa rotina essa semana). Mas chega de blablabla e vamos ao que interessa!





Eu não sei exatamente o que era mais legal: andar pelas ruas históricas de Paraty, ver livros pendurados em árevores, ou conseguir assistir palestras de autores incríveis, ouvindo o barulho do mar!





É... a Flip é mesmo uma FESTA, no mais amplo sentido da palavra! Quebra aquele ar de programa cultural que tinha tudo para ser chato. Rompe barreiras e encanta todos os visitantes, de qualquer lugar e de qualquer idade. O que eu acho mais bacana na Flip é justamente esse clima amistoso, amigável, que envolve todo mundo em alguma atividade cultural. Não precisa estar dentro do auditório, com seu ingresso comprado, para ouvir determinado convidado falar disso ou daquilo. Não. A Flip envolve os convidados em atividades o tempo todo, seja pelas estruturas das editoras, seja pelas programções de rua, seja pela beleza de Paraty! Você pode ser uma criança grande ou um adulto infantil! Tudo pode, tudo vale!



A Festa Literária Internacional de Paraty é, sem dúvidas, o principal evento literário do país e um dos mais importantes do mundo. Isso porque o objetivo comercial é totalmente secundário. A grande sacada da Flip foi transformar os grandes nomes da literatura mundial em pessoas comuns, que dividem as ruas com editores, livreiros e, acima de tudo, com os leitores. Lá, somos todos iguais, sem drama. E aproximar o escritor do público leitor é mostrar que qualquer um de nós é apto a ler todo e qualquer tipo de literatura de qualquer país do mundo. Simples assim.

A 9ª edição da Flip veio recheada de pessoas bacanas e, como já disse no post anterior, a estrutura do evento foi uma surpresa mais do que agradável. O Brasil está crescendo para o mundo e para si mesmo. E um evento como a Flip é prova de que somos reconhecidos internacionalmente como produtores de cultura e, principalmente, ganhando respeito no mercado e âmbito literário.


E pra encerrar, todo mundo nu
Fonte: Revista Veja
Bom, se alguém tinha alguma dúvida de que o encerramento da 9a. edição da Flip seria ao melhor estilo Antropofágico, com certeza o diretor de teatro Zé Celso deixou BEM claro estavam errados. A encenação de Macumba Antropófaga, misto de rito e musical, que durou 3 horas, mostrou os atores Marcelo Drummond e Letícia Coura - ou Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral - bebendo absinto, comendo  carne crua, despindo-se e se amando nas areias da praia de Paraty, acompanhados pelos olhares dos outros participantes do grupo, do Teatro Oficina Uzyna Uzona, vestidos como índio e sob os olhares do diretor, que  circulava pela plateira de branco coberto por um manto de plástico com a palavra Paraty impressa em vermelho.O espetáculo trouxe à cena Macunaíma, Mario de Andrade, Pagu, além de Cristo, Montaigne, Buñuel, Maiakowsky, Cristo.E no melhor estilo Antropofágico, os atores convidaram alguns membros da plateia a participarem da macumba, deixando-os pelados junto ao grupo. Um encerramento memorável e digno de Oswald de Andrade: "Tupi or not Tupi"





Bola Fora
Mas nem tudo são rosas e o novo curador da Festa, Manuel da Costa Pinto, pode ter colocado sua cabeça a prêmio logo em sua primeira edição no cargo, já que no Balanço da Flip foi infeliz em seu comentáriosobre a participação do documentarista e intelectual francês Claude Lanzmann, um dos convidados do encontro.Segundo matéria publicada na Folha de S. Paulo, Costa Pinto --que antes da Flip classificou Lanzmann como o convidado mais significativo para ele-- criticou a rispidez com que Lanzmann tratou o mediador de sua conferência, o professor e crítico Márcio Seligmann-Silva, equiparando a atitude a práticas nazistas. Na visão do curador, o destempero de Lanzmann (que é judeu) refletiria um preconceito contra acadêmicos. Ainda de acordo com matéria da Folha, a Associação Casa Azul, organizadora da Flip, divulgou nota no início da noite do domingo afirmando que "gostaria de esclarecer que a opinião expressa por Manuel da Costa Pinto representa uma posição pessoal. A Associação lamenta o uso de uma palavra inadequada em relação a um convidado cuja presença engrandeceu a Flip em 2011. A organização da Flip destaca seu habitual respeito aos escritores convidados, que representam o sucesso deste evento de celebração da literatura".

A Casa da Companhia e a Cada do IMS

Esses dois lugares merecem destaque! Não só pela iniciativa das respectivas instituições em montarem um espaço bacana para os visitantes, mas por toda infraestrtura que disponibilizaram, sem cobrar nem um centavo! Cadeiras, banheiros, livros, água, café, livros, televisão, computadores, internet, wi-fi. Todos tinham direito a fazer uso de tudo isso, sem custos!  
#Ficaadica aí para quem quer ganhar destaque nesses eventos!


Fotos
Ontem baixei as fotos e prometo que vou disponibilizá-las num álbum o quanto antes. Mas se quiserem, matem o gostinho nas selecionadas que foram pro Flickr. E prometo que ainda essa semana disponibilizo um link com todas!

2 comentários :

  1. 1ª vez que estou vendo alguem que eu conheço de blog que foi na FLIP uhu nossa deve ser sidooo taao bom.. vc conhece o Amir Klink, sou fã dele... eu adoro ele se vc tiver alguma coisa autografada me grita no blog viu @rafa__rafa


    Beijões

    Leituras Vivas

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  2. Oi Rafa! conheço o Amir sim. Aliás, no caso dele, conheço pessoalmente, ele mora perto de casa até, rsrs! O que tenho autogradado dele são coisas minhas, rsrs! Mas de aparecer algo novo, lembrarei de vc, pode deixar!
    Ah!! e vá na próxima FLIP! :)

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