2012 foi um ano de grandes viagens para mim, mas por algum motivo não tive vontade de escrever sobre isso antes.
Mas essas férias de verão me fizeram refletir sobre o assunto e cheguei à conclusão de que não quis escrever simplesmente porque não tinha nada para ser escrito. Bom, nada de novo, pelo menos. Relato aqui duas grandes experiências que resumem bem o que quero dizer.
Em março/abril, andei pela Espanha (Barcelona, Madri e toda região sul, chamada de Andaluzia), Itália (passei por Veneza, Pádua, Florença e Roma) e, finalmente, Paris. Em todas as cidades - TODAS - busquei as livrarias locais, desde as grandes redes, até - e principalmente - as pequenas livrarias de bairro.
Já no mês de novembro, realizei uma viagem para estado do Tennessee, EUA. Nunca tinha estado por ali e, como boa blogueira, resolvi dar aquela espiada nas livrarias. A cidade onde estava era pequena e as opções não eram muitas, mas ainda assim, deu para dar uma xeretada.
O fato é que, em ambas as viagens, com destinos completamente diferentes, o resultado foi igual: a mesmice infinita das mesmas publicações que já chegaram ao Brasil.
Se por um lado essa instantaneidade é boa e admirável, por outro, o mercado editorial está tão repetitivo que até cansa. 50 tons de tudo o que vocês podem imaginar, acompanhado de Nicholas Sparks e afins, e até Paulo Coelho está por ali, em toda parte.
Longe de mim querer voltar no tempo quando se tinha que esperar as grandes feiras literárias para poder negociar esses títulos para publicação no Brasil. Mas o que realmente me incomoda é a falta de novidade. Qual é a graça de entrar numa livraria ao redor do mundo, se posso fazer isso aqui na Av. Paulista e ter exatamente o mesmo resultado?
Onde estão as novidades? Me contem em que país elas se escondem, que é pra lá que eu vou!