Publicada no PublishNews, a matéria "LIVRARIA É LIVRARIA, BIBLIOTECA É OUTRA COISA" traz à tona a discussão entre livrarias, editoras e o projeto de Lei nº 7913/2010, que “dispõe sobre a livre circulação e produções intelectuais”.
Basicamente, o que ele espera é que todos os livros lançados no Brasil sejam vendidos em todas as livrarias do país. A loja perderia, assim, o direito de escolher os produtos que quer vender e teria de abrigar a cada ano alguns milhares de novos títulos. Só em 2009, segundo a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial feita pela Fipe, foram mais de 22 mil lançamentos e 30 mil reedições.
Para ele, há um jogo econômico nas escolhas, o que impede que novos autores ou autores independentes e pequenas editoras consigam fazer suas ideias e suas obras circularem. Agora, se 35% das livrarias brasileiras faturam até R$ 350 mil e outros 24% ficam na faixa dos R$ 600 mil a R$ 1,2 mi, conforme mostrou o Diagnóstico do Setor Livreiro da Associação Nacional das Livrarias (ANL) apresentado em 2009, a conclusão é clara: nossas livrarias são pequenas. Caberá tanto livro?
Gostaria de deixar bem clara aqui minha opinião: acho isso uma palhaçada!! Cadê o direito à democracia? A loja é minha e vendo o que bem entender aqui dentro. Né?
Projeto de Lei inútil, que só vai servir para causar polêmica e dor de cabeça para quem trabalha e vive disso, que não é o caso do Senhor Bonifáco de Andrada (PSDB-MG), o Deputado que propôs esse Projeto de Lei, né? Muito pelo contrário, ele é autor de diversos livros e, portanto, visa o interesse próprio, como já é de praxe na política brasileira.
Vale dar uma passadinha no blog A BIBLIOTECA DE RAQUEL para entender melhor sobre isso.
Leia AQUI a matéria na íntegra e fique por dentro dessa briga, pois, com certeza, ela determinará o futuro do mercado editorial brasileito.
Discussões, debates, polêmicas, novidades e dicas sobre o universo literário e o mundo editorial.
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14 de jan. de 2011
[Dica de outras boas leituras] Livraria é livraria, e biblioteca é outra coisa
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27 de out. de 2010
[Dicas de outras boas leituras] Artigo: “Livrarias, inovar sim”
O jornal Hoje em Dia, de Minas, publicou na terça-feira (19/10) o artigo “Livrarias, inovar sim”, de Vitor Tavares, presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL).
No texto, ele comenta sobre as duas últimas pesquisas do setor do livro no país, que apontam que o número de livrarias cresceu 11,12% no Brasil, que elas continuam sendo o mais importante canal de venda de livros, com mais de 40% do setor, entre outros dados.
Vale a pena a leitura na íntegra, logo abaixo!
As duas últimas importantes pesquisas do setor do livro no país apontam que o número de livrarias no Brasil cresceu 11,12% e continuamos sendo o mais importante canal de venda de livros, com mais de 40% do setor. Embora, numa leitura superficial destes números alguns poderiam supor que os livreiros choram por pouco, já os mais atentos observam que as livrarias estão cada vez mais concentradas nos grandes centros, que mais 70% das livrarias espalhadas pelo país, são de livrarias independentes com até duas lojas (63% delas com apenas uma), mas representam apenas 30% do faturamento total do setor de livrarias, que hoje atinge a marca dos R$ 2 bilhões/ano.
Faturamento este que agrega 2.980 livrarias, espalhadas por este imenso país, o que nos apresenta uma livraria para cada 64.255 habitantes. Se fizermos um comparativo com outros países da América Latina, não estamos muito confortáveis neste ranking, lembrando aqui que por sugestão da Unesco o ideal é uma livraria para cada 10 mil habitantes.
Mas, como antes de tudo todo o livreiro independente é, por natureza, um D. Quixote sempre disposto a ver o lado positivo das coisas. Temos consciência de que a nossa sobrevivência ainda é muito temerosa, mas vamos descobrindo caminhos alternativos com as novidades que nos são apresentadas.
Sabemos quanto o livro eletrônico é provocador, mas acredito ser muito difícil substituir 100% os livros físicos. Vejamos, se quem inventou o livro eletrônico buscava portabilidade, acessibilidade, agilidade e conteúdo para todos, não pode esquecer que tudo isso, também é possível de se encontrar no livro impresso. Está sim uma invenção quase perfeita, pois contempla tudo isso. Claro que o livro eletrônico — em suas diversas apresentações e plataformas de leitura (Book, iPad, Kindle) — tem suas vantagens e será uma excelente ferramenta de trabalho para o professor, o jornalista, o jurista e leitores habituais, que consomem um número de livro acima da média. Para esses leitores, por exemplo, o livro eletrônico será de grande utilidade, mas o que seria do leitor de um ou dois exemplares/ano, considerada a média nacional. Que interesse ele teria em uma prancheta que armazena mais de 1.500 títulos?
Se os livros publicados por ano no país e mais boa parte da nossa bibliodiversidade forem substituídos por e-books, estaríamos contribuindo para a formação da “elite” do livro eletrônico e excluindo milhões de brasileiros que não têm acesso e nem condições financeiras às novas tecnologias, que só o livro pode preencher essa lacuna e, ainda, propicia a difusão da leitura, do conhecimento e do saber para todos.
Em resumo: temos sim que acompanhar e adotar as novas tecnologias, esse é o caminho. O livro físico não desaparecerá , mas o eletrônico, rapidamente, ocupa seu espaço na vida dos leitores e caminhará paralelamente ao livro físico.
Mas seja qual for o formato do livro, somos um povo que sempre, quando há oportunidade, buscamos a leitura, seja através das livrarias, dos sebos, da venda on line, das bibliotecas e dos eventos literários. Se assim não fosse, a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, não teria arrebatado mais de 700 mil visitantes em dez dias. Esta demanda está por aí, no dia a dia, e cabe a nós, o principal canal de vendas de livros no país, inovar e sobreviver, trazemos este público leitor até nós.
Vitor Tavares - Presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL) e diretor das Livrarias Loyola
No texto, ele comenta sobre as duas últimas pesquisas do setor do livro no país, que apontam que o número de livrarias cresceu 11,12% no Brasil, que elas continuam sendo o mais importante canal de venda de livros, com mais de 40% do setor, entre outros dados.
Vale a pena a leitura na íntegra, logo abaixo!
As duas últimas importantes pesquisas do setor do livro no país apontam que o número de livrarias no Brasil cresceu 11,12% e continuamos sendo o mais importante canal de venda de livros, com mais de 40% do setor. Embora, numa leitura superficial destes números alguns poderiam supor que os livreiros choram por pouco, já os mais atentos observam que as livrarias estão cada vez mais concentradas nos grandes centros, que mais 70% das livrarias espalhadas pelo país, são de livrarias independentes com até duas lojas (63% delas com apenas uma), mas representam apenas 30% do faturamento total do setor de livrarias, que hoje atinge a marca dos R$ 2 bilhões/ano.
Faturamento este que agrega 2.980 livrarias, espalhadas por este imenso país, o que nos apresenta uma livraria para cada 64.255 habitantes. Se fizermos um comparativo com outros países da América Latina, não estamos muito confortáveis neste ranking, lembrando aqui que por sugestão da Unesco o ideal é uma livraria para cada 10 mil habitantes.
Mas, como antes de tudo todo o livreiro independente é, por natureza, um D. Quixote sempre disposto a ver o lado positivo das coisas. Temos consciência de que a nossa sobrevivência ainda é muito temerosa, mas vamos descobrindo caminhos alternativos com as novidades que nos são apresentadas.
Sabemos quanto o livro eletrônico é provocador, mas acredito ser muito difícil substituir 100% os livros físicos. Vejamos, se quem inventou o livro eletrônico buscava portabilidade, acessibilidade, agilidade e conteúdo para todos, não pode esquecer que tudo isso, também é possível de se encontrar no livro impresso. Está sim uma invenção quase perfeita, pois contempla tudo isso. Claro que o livro eletrônico — em suas diversas apresentações e plataformas de leitura (Book, iPad, Kindle) — tem suas vantagens e será uma excelente ferramenta de trabalho para o professor, o jornalista, o jurista e leitores habituais, que consomem um número de livro acima da média. Para esses leitores, por exemplo, o livro eletrônico será de grande utilidade, mas o que seria do leitor de um ou dois exemplares/ano, considerada a média nacional. Que interesse ele teria em uma prancheta que armazena mais de 1.500 títulos?
Se os livros publicados por ano no país e mais boa parte da nossa bibliodiversidade forem substituídos por e-books, estaríamos contribuindo para a formação da “elite” do livro eletrônico e excluindo milhões de brasileiros que não têm acesso e nem condições financeiras às novas tecnologias, que só o livro pode preencher essa lacuna e, ainda, propicia a difusão da leitura, do conhecimento e do saber para todos.
Em resumo: temos sim que acompanhar e adotar as novas tecnologias, esse é o caminho. O livro físico não desaparecerá , mas o eletrônico, rapidamente, ocupa seu espaço na vida dos leitores e caminhará paralelamente ao livro físico.
Mas seja qual for o formato do livro, somos um povo que sempre, quando há oportunidade, buscamos a leitura, seja através das livrarias, dos sebos, da venda on line, das bibliotecas e dos eventos literários. Se assim não fosse, a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, não teria arrebatado mais de 700 mil visitantes em dez dias. Esta demanda está por aí, no dia a dia, e cabe a nós, o principal canal de vendas de livros no país, inovar e sobreviver, trazemos este público leitor até nós.
Vitor Tavares - Presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL) e diretor das Livrarias Loyola
31 de jul. de 2010
SIM, nós também lemos!
Essa semana foi de boas notícias, não só para nós do ramo editorial e apaixonados por livros, mas para todos nós cidadãos brasileiros; já que foi estaticamente comprovado que estamos lendo mais!
Uma pesquisa divulgada pela Associação Nacional de Livrarias, a ANL, sobre o Diagnóstico do Setor Livreiro em 2009, reveleu o aumento do número de lojas espalhadas pelo país. Segundo a pesquisa, atualmente, existem 2.980 livrarias em todo o Brasil, número proporcionalmente 11% maior do que em 2006.
Mas ainda temos muito o que crescer. Isso porque a desigualdade social do país fica escancarada em nossas caras no momento em que se analiza a divisão assustaduramente desleal desse númetro de livrarias espalhadas pelo Brasil: mais de 50% desss lojas concentram-se na região Sudeste, sendo liderada por São Paulo, com mais que o dobro do número de livrarias que o segundo colocado, Rio de Janeiro. Claro que fatores como alto nível de escolaridade e concentração de renda são os grandes influenciadores dessas estatíscas, que apesar de animadoras, são preocupantes!
Sim, nós também lemos... Mas agora queremos ler por inteiro! É claro que para mudar o quadro da divisão da leitura do país é necessário pensar no quadro da divisão de renda do país. Mas fica aqui a fica para que os livreiros e editores passem a olhar com novos olhos para a atual situação do país e acreditem no potencial de mercdo que existe fora do eixo Rio-SP. A mesma pesquisa mostra, por exemplo, que o estado de Roraima, na região norte, possui apenas 25 livrarias, mas é um número proporcionalmente admirável, já que colocando na ponta do lápis, e o estado com a maior média nacional! A Bahia é outro estado que merece atenção do ramo, pois é líder da região nordeste.
Fora esse tipo de amaurecimento no mercado, o Brasil está apenas engatinhando quando o assunto é aumento do índice de leitura no país, já que, segundo Vitor Tavares, Presidente da ANL, a nossa média é de 1.9 livros lidos por habitante ao ano, o que é muito abaixo de outros países, inclusive lationamericanos, como a Argentina e Chile, por exemplo, com 5 e 3 livros lidos por habitante ao ano; respectivamente.
Outra dado que vale nossa atenção é que o gênero infantojuvenil é o mais vendido. E que 56% das livrarias do país não fazem vendas online, ou seja: nossos cidadãos gostam de ir às livrarias e levarem suas crianças! Isso, para os editores e livreiros é sinônimo de sucesso garantido, pois como disse Samuel Seibel, dono da rede Livraria da Vila, o "público infantil é 100% leitor!"
E se é estatiscamente comprovado que nossas crianças lêem, significa que meu sonho não é tão distante assim e que, muito em breve, nosso país será um Brasil de devoradores de livros!
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DICAS:
- O jornal BOM DIA BRASIL, da Rede Globo, fez uma boa matéria sobre o assunto, que também me serviu como fonte. Recomendo que assistam:
- A quem interessar, no site da ANL é possível fazer o dowload do PDF com a pesquisa na íntegra. Vale a pena, para quem quiser se inteirar mais dos números.
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