Uma breve homenagem ao meu pai, IVO CAMARGO JR., que dedicou sua vida ao mercado editorial brasileiro e que comemora 60 anos hoje, dia 17 de junho de 2014!
Parabéns, papi!!
Discussões, debates, polêmicas, novidades e dicas sobre o universo literário e o mundo editorial.
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17 de jun. de 2014
11 de set. de 2012
CoverCake e a análise de dados de mídias sociais do mercado editorial
No dia 29/08, o PublishNews divulgou o lançamento da CoverCake, uma ferramenta de mídias sociais que segue o modelo do Google Analytics. É uma startup que analisa dados de mídias sociais para o mercado editorial.
A CoverCake criou um software de análise de dados de mídias sociais específico para o mercado editorial.
Segundo a reportagem do portal, a ideia veio enquanto a empresa buscava a solução para a questão da “descobertabilidade” dos livros.
Eles notaram que leitores deixavam centenas de comentários em várias redes sociais e pensaram que beneficiaria as livrarias e editores se pudessem medir e comparar essa atividade em relação às campanhas de marketing, aparições de autores etc. Como já possuíam vasta coleção de dados de meções de livros na mídia, a coisa tomou forma e deu certo.
Eu ainda não testei. Mas quem o fizer, não esqueça de compartilhar a experiência!
A CoverCake criou um software de análise de dados de mídias sociais específico para o mercado editorial.
Segundo a reportagem do portal, a ideia veio enquanto a empresa buscava a solução para a questão da “descobertabilidade” dos livros.
Eles notaram que leitores deixavam centenas de comentários em várias redes sociais e pensaram que beneficiaria as livrarias e editores se pudessem medir e comparar essa atividade em relação às campanhas de marketing, aparições de autores etc. Como já possuíam vasta coleção de dados de meções de livros na mídia, a coisa tomou forma e deu certo.
Eu ainda não testei. Mas quem o fizer, não esqueça de compartilhar a experiência!
6 de set. de 2012
[Vídeo] Saiba como ser escritor e viver de literatura no Brasil
"Será que é possível ser escritor e viver bem no Brasil? Pagar as contas, ter sonho e projeto?" A provocação foi feita pela repórter Anne Dias, em reportagem do UOL Economia, no dia 14/08/12.
"É possível viver de literatura. Se você trabalhar, em toda a cadeia do livro, é possível viver. Vender livros, eventualmente palestras, cursos para formação de escritores, copydesk dos livros. Então, viver de mercado literário é bem possível", responde Thiago Ururahy, economista formado pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP); que abandonou o terno, a gravata e a carreira promissora no mercado financeiro, para encarar o sonho de ser escritor.
Atualmente, Ururahy é vice-presidente da República dos Escritores, que como já contamos aqui, é uma associação sem fins lucrativos que tem por
objetivo incentivar e promover a literatura nacional, fortalecer a classe dos
autores e divulgar suas obras com base no storytelling, conceito
disseminado nos Estados Unidos e que consiste em sete princípios – ouvir,
aprender, descobrir, explorar, criar, comunicar e encantar. É
utilizado na construção estratégica de uma narrativa capaz de prender a atenção
dos leitores e se destacar comercialmente em meio a milhares de manuscritos
amontoados nas editoras.
A entrevista abordou o ponto de vista do livro como negócio e analisou as possibilidades de se fazer dinheiro trabalhando com livros no Brasil, um país carente de leitores assíduos.
Segundo o vice-presidente da associação, a República dos Escritores fez diversos estudos para entender como criar um best-seller. "Você não cria um best-seller. Você cria o que a gente chama de 'big book', que é um livro muito bem escrito e que tem potencial de venda. Se tornar um best-seller é um acasO", afirma Ururahy ao explicar que há diversos fatores externo envolvidos nesse processo, como o mercado, o momento da economia, o interesso do público em determinado assunto etc.
Além disso, a entrevista aborda outros pontos importantes como o que um jovem escritor pode fazer para chamar a atenção do público. Para Ururahy, para ser escritor é preciso estudar muito: "se tornar um escritor é um trabalho como se tornar médico". Algumas sugestões dele para o preparo de estudo são: técnicas literárias, história da literatura e... LER. (Parece óbvio, mas muitos novos autores não querem saber de exercitar a tarefa básica da leitura). "Você não acorda de manhã e fala: 'hoje eu vou operar o cérebro de alguém'. Você não acorda de manhã e fala: 'hoje eu vou escrever um livro.'", conclui Ururahy.
Para saber mais dicas de como viver de mercado literário no Brasil, do ponto de vista financeiro, vale a pena assistir a entrevista na íntegra, disponível abaixo:
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UOL Economia
15 de jan. de 2012
Empório Vértice compra Cia. dos Livros
A Empório Vértice anunciou,
esta manhã, a aquisição da Cia. dos Livros. A compra
inaugura no Brasil um novo modelo de negócios para o setor
livreiro, onde o foco é prover soluções integradas para toda
a cadeia que compõe este mercado. A partir da negociação,
Empório Vértice e Cia. dos Livros passam a operar de forma
integrada, e criam uma nova e mais fortalecida empresa: a
Book Partners.
O conceito é trazer maior
escala e produtividade ao mercado editorial do país. A nova
empresa, Book Partners, nasce com o objetivo de oferecer uma
rede de serviços especializados, diferenciados e
estruturados em uma nova plataforma integrada, que eleve o
nível de qualidade, eficiência e os resultados para as
empresas parceiras e que, esse novo padrão, também reflita
em um atendimento premium para os clientes e fornecedores,
até chegar ao consumidor final. A cadeia do setor envolve
desde os autores, as pequenas e médias editoras até grandes
geradores de conteúdo, além das empresas de distribuição e
de gestão logística.
Com o fortalecimento da
economia brasileira e um cenário cada vez mais próspero e
promissor, o Brasil está definitivamente no radar dos
grandes players investidores e a confiança do empresariado
local na expansão dos seus negócios está de volta. Com um
maior poder de compra da população, investimentos em
educação e economia aquecida, o setor livreiro também tem
respondido à nova demanda. Em 2011, as empresas do setor
cresceram, em média, entre 10 e 21%, e planejam
investimentos mais ousados para 2012.
Minha avaliação também é de
um futuro otimista e a Book Partners é conseqüência natural
de uma análise aprofundada das necessidades do nosso
mercado. Após vinte anos de atuação no mercado como editor
pela RTP e, operando com logística própria, vi o quanto era
importante criar uma estrutura que provesse o suporte
adequado a toda cadeia . Para ampliar a performance e
adquirir a musculatura necessária para suportar a rede de
serviços que planejamos ofertar, entendo que é
imprescindível investir no fortalecimento da operação,
observa Carlos Henrique de Carvalho Filho, CEO da Book
Partners.
Em março de 2011, a Vértice
Books adquiriu a Empório do Livro, transformando-se em
Empório Vértice, e fechando o ano com um incremento de 100%
nos negócios da nova aliança. Desde então, o grupo já
destinou aproximadamente R$ 24 milhões no desenvolvimento e
expansão do negócio. Em 2012, o projeto segue seu rumo, com
novos investimentos e consolidações, reforça Marta Elaine
Blanco, sócia diretora da Book Partners.
Um novo passo
A compra de toda a operação
da Cia. dos Livros cumpre mais uma etapa da estratégia
desenhada para a Book Partners. Forte no segmento B2C, a
Cia. dos Livros há dez anos responde pela venda de livros
on-line, estando entre os três portais de maior
sucesso.Ainda que o e-commerce tenha como concorrente as vendas realizadas no comercio
tradicional, a era digital, por outro lado, tem sido uma
forte aliada na disseminação do hábito de leitura.
A incorporação de uma
empresa que domina a inteligência desse tipo de comércio nos
abre novas oportunidades de crescimento e o acesso a novas
plataformas de atuação no mercado. Acredito que, mais que
simplesmente adquirir empresas, nossos investimentos
futuros, assim como os anteriores, serão direcionados para
aqueles que realmente compreendam o conceito que iremos
implantar na cadeia de operações do setor. Vamos cobrir
todas as frentes de atuação do setor livreiro e
permitir que os parceiros se foquem no "core business".
Assim se dará o conceito de produtividade e eficiência em
toda a cadeia, define Carlos Henrique.
Entendemos que a
consolidação das marcas nos permitirá crescer com mais
segurança e atingir mais rapidamente o padrão desejado para
a empresa, que passa a compartilhar conhecimento e
tecnologia com uma empresa que entende profundamente o
negócio e tem sinergia com os nossos propósitos. Se até hoje
já atendemos mais de um milhão de consumidores, imaginem
agora, que ganhamos muito mais músculo e foco" considera
Carlos Eduardo Botino, que deixa o cargo de presidente da
Cia. Dos Livros para seguir como sócio-diretor da Book Partners.
"Em 2011, se fossem
consolidadas as três operações Empório do Livro, Vértice e
Cia dos Livros - teríamos comercializado um livro a cada 15
segundos" afirma Eduardo Cunha,
outro dos sócios da nova operação.
A nova Book
Partners passa a reunir em sua estrutura mais de 160
colaboradores diretos, dois centros de distribuição e
prevê faturar em 2012, com a nova gama de serviços, algo
perto dos R$ 100 milhões. O grupo de empresas que forma a
nova organização fechou 2011 com crescimento superior a
40% em relação a 2010, somando mais de R$ 74 milhões de faturamento.
Novo espaço
Determinada a ser uma grande
provedora de soluções inteligentes para o setor livreiro, a
Book Partners inaugura este ano uma nova sede, quando todas
as empresas do grupo passarão a atuar em um mesmo endereço,
em Jandira, a 32 km de São Paulo. A nova sede terá mais de
8400 metros quadrados de área total e capacidade para
abrigar outros braços importantes ao business, como uma
operadora logística, por exemplo. A Book Partners manterá
ainda um centro de distribuição na cidade de São Paulo,
apoiando as operações.
Book Partners em números
* Crescimento de 32% para
2012.
* 2 centros de distribuição
- SP e Jandira.
* 2 Selos próprios.
* 162 colaboradores.
* 711.323 Livros
cadastrados.
* 429.423 exemplares em
estoque.
* 1.439 faculdades privadas
atendidas.
* 2093 Livrarias atendidas.
* 1589 Bibliotecas públicas
atendidas.
* Mais de 1 milhão de
clientes atendidos no e-commerce
* Através do SAB Serviço
de Apoio ao Bibliotecário realizou mais de 50 projetos para abertura e renovação de cursos
superiores em diversas IES.
14 de jan. de 2012
Diversão
Trabalhar com o mercado editorial é quase um desafio diário. Porque se a vida é uma caixinha de surpresas, o mundo editorial é um baú delas.
E sem querer desmerecer todas as outras áreas editoriais, trabalhar na divulgação é um espetáculo a parte. Porque gente... se vocês soubessem como é divertido lidar diretamente com o público!! Leitores, novos autores, novos colaboradores...
Eu pensei em fazer uma seleção de algumas mensagens que recebemos, mas talvez alguém pudesse se ofender. Então, achei melhor deixar isso por conta da imaginação de vocês. Exceto pela mensagem abaixo (que foi propositalmente editada por mim, em respeito ao anonimato do autor), que - atualmente - lidera o movimento.
Divirtam-se imaginando nosso dia a dia de trabalho! :)
P.S.: Não tenho (e nem este blog) nada contra nenhuma religião e isso não é uma crítica preconceituosa. É, apenas, uma demonstração de um dia a dia divertido no trabalho! :)
--
"Possuo um livro especial para ser divulgado, uma ferramenta enviada por Deus que requer sua atenção emergencial.
O Pai celestial me orientou a entrar em contato com 22 editoras indicadas por Ele, pois uma dessas é a escolhida para propagar essa ferramenta e vocês estão nessa lista ... não sei se a Editora escolhida é essa, porém estou fazendo a minha parte.
Obrigado pela sua atenção e peço perdão pela forma de abordagem, mas tenho certeza que vocês entenderão a situação."
E sem querer desmerecer todas as outras áreas editoriais, trabalhar na divulgação é um espetáculo a parte. Porque gente... se vocês soubessem como é divertido lidar diretamente com o público!! Leitores, novos autores, novos colaboradores...
Eu pensei em fazer uma seleção de algumas mensagens que recebemos, mas talvez alguém pudesse se ofender. Então, achei melhor deixar isso por conta da imaginação de vocês. Exceto pela mensagem abaixo (que foi propositalmente editada por mim, em respeito ao anonimato do autor), que - atualmente - lidera o movimento.
Divirtam-se imaginando nosso dia a dia de trabalho! :)
P.S.: Não tenho (e nem este blog) nada contra nenhuma religião e isso não é uma crítica preconceituosa. É, apenas, uma demonstração de um dia a dia divertido no trabalho! :)
--
"Possuo um livro especial para ser divulgado, uma ferramenta enviada por Deus que requer sua atenção emergencial.
O Pai celestial me orientou a entrar em contato com 22 editoras indicadas por Ele, pois uma dessas é a escolhida para propagar essa ferramenta e vocês estão nessa lista ... não sei se a Editora escolhida é essa, porém estou fazendo a minha parte.
Obrigado pela sua atenção e peço perdão pela forma de abordagem, mas tenho certeza que vocês entenderão a situação."
7 de dez. de 2011
Mercado editorial: um grito de alerta
Já faz
algum tempo que tento postar sobre a saturação de produção de livros no mercado
editorial brasileiro. Sim, porque se ainda não considerados um país de leitores
(e não preciso listar os nossos incontáveis problemas de desigualdades
sócio-econômicas), somos com toda certeza um país produtor de livros.
Segundo
dados divulgados em agosto deste ano, durante a coletiva de imprensa do Sindicato Nacional dos
Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL) sobre a pesquisa
do comportamento do mercado editorial em 2010, há hoje no Brasil cerca de 750
editoras ativas. Destas, 498 enquadram-se no critério UNESCO
de editora: edição de pelo menos 5 títulos/ano e produção de pelo menos 5.000
exemplares/ano. A maioria das editoras do país (231) é formada por empresas com
faturamento de até
R$ 1 milhão.
O número
de exemplares vendidos cresceu 8,3%, se considerado só o mercado, e 13,12%,
somando a essa conta as compras de governo e entidades sociais.
O meio de venda de livros que mais cresce no país é o porta a porta, com
21,66% do total do mercado em números de exemplares, mas as livrarias continuam
na frente em faturamento, com 62,70% do mercado.
Os
segmentos que mais crescem, em número de exemplares produzidos, são, na ordem:
religiosos (39,23%), obras gerais (21,99%), CTP (técnicos, jurídicos etc;
21,84%) e didáticos (18,14%).
As vendas
para o PNLD (Plano Nacional do Livro Didático) cresceram
27%, mas as do PNBE
(Plano Nacional das Bibliotecas Escolares) caíram 10,22%. Na média,
considerando outros tipos de compra, as compras pelo governo cresceram 13,59%.
A Companhia
das Letras, por exemplo, produz 280 títulos por ano. A Recordcoloca no mercado 80 títulos por mês. Se fizermos essa média para as de 750
editoras ativas citadas acima, fica fácil de perceber que o mercado editorial
brasileiro está saturado. E isso me preocupa.
Aparentemente, este é um cenário otimista. Mas, como poucas vezes, eu serei contra essa visão aparente. Estamos publicando um EXCESSO desnecessário de livros no Brasil.
O artigo
“O leitor, onde está o leitor?”, de Affonso
Romano de Sant’anna, publicado na Gazeta do Povo, afirma que “o Brasil não
produz livros ‘demais’, o Brasil produz leitores de menos.” E, embora eu
acredite que seus argumentos sejam muito válidos e sua análise seja impecável para
defender seu ponto de vista (sugiro que leiam o artigo na íntegra), eu discordo
de Affonso. Não porque ache que o nosso “modelo de leitor” seja o ideal. Longe
disso (e recomendo novamente que leiam o artigo na íntegra para entender como
poderíamos chegar mais perto desse ideal), mas sim porque independentemente do
tipo de leitor, o mercado editorial brasileiro está abusando: temos livros
demais, editoras demais, livrarias demais, distribuidoras demais, editores
demais e... Sim, leitores de menos. E mesmo que chegássemos perto do tipo de
leitor que Affonso sugere em seu artigo, ainda assim seríamos leitores de
menos.
Pior
ainda se analisarmos as principais listas de livros mais vendidos: a da Revista
Veja e a do Publishnews, que determinam as diretrizes do
mercado de best-sellers, lugar aonde
todo mundo que chegar. Eu digo pior porque a rotatividade de títulos presentes
nessas listas é mínima e, semana após semana, elas apresentam os mesmos
títulos, os mesmos autores e as mesmas grandes editoras. E vale lembrar que
elas fazem a contagem de vendas com base na relação das mesmas livrarias. Ou
seja: chovemos no molhado.
Quais são
as reais tiragens de livros que não vão para as listas de mais vendidos? Para
mim, tiragens de 3 a 5 mil exemplares (ou até mais!) de livros os quais os
próprios editores sabem que não são apostas já é um exagero. Além do mais,
estocar livro custa caro, tanto para a editora quanto para a livraria.
Vejam bem, eu não estou triste com os crescimentos e nem desejando o fim da produção de livros no Brasil. Aliás, muito pelo contrário. Mas eu temo por uma crise que me parece inevitável! Então, eu
me pergunto: cadê o bom senso das editoras na hora de pensar na sua produção?
Alguém já avaliou alternativas como impressão sob demanda ou diminuição da
produção mensal dos títulos? Que tal investir em menos, mas em melhores
títulos? Isso melhoria gradativamente a qualidade da produção dos mesmos e
permitira que os profissionais pudessem se envolver de maneira mais adequada no
processo de produção. Entre diversos outros pontos.
Ao
contrário da visão otimista que os órgãos do setor livreiro têm desses números,
eu vejo um alerta gritante: estamos dentro de uma bolha que, muito em breve,
irá estourar.
E eu
aconselho todo mundo a se preparar, porque quando o mercado de livros digitais
se consolidar farei questão de levantar a plaquinha: “Eu avisei!”.
---
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29 de jul. de 2011
[Yale] O Brasil está na moda
Não sei se já comentei, mas o Yale Publishing Course 2011 tem 64 alunos de diversos países, sendo 7 do Brasil, o que representa mais de 10% do total. Nós, brasileiros, só perdemos em quantidade para Nova York, que fica a apenas duas horas de distância daqui e concentra os escritórios das maiores e mais importantes editoras dos Estados Unidos.
Se você está pensando “UAU”, seja bem-vindo ao clube! A reação é exatamente essa: surpresa! O mercado editorial brasileiro não está mais aquecido: está FERVENDO! E todo mundo está interessado em fazer negócios com a gente.
Os não-brasileiros aqui presentes já distribuíram cartões, pegaram nosso contato, e garantiram uma visita muito em breve. E antes que as piadinhas sobre gringos interessados no Brasil comecem, essas visitas têm fins exclusivamente comerciais. Pois é: o Brasil está na moda!
Prova disso é que ontem, durante a palestra PUBLISHING IN THE AGE OF GLOBALIZATION (Editando na era da globalização), ministrada por ED NAWOTKA (que tinha acabado de chegar de São Paulo, diretamente do 2o. Congresso do Livro Digital), falou-se do mercado editorial no mundo inteiro e, para surpresa brasileira, aparecemos no telão como exemplo de cases de sucesso editorial, comercial e de marketing. Isso mesmo!
Primeiro, Ed Falou sobre o sucesso mundial dos livros do Paulo Coelho e, em seguida, o livro Ágape, best-seller do Padre Marcelo Rossi (Editora Globo), que lidera há meses as listas de mais vendidos, estava no telão.

Não parou por aí: Deixe os homens aos seus pés, de Marie Forleo (Universo dos Livros) foi altamente elogiado pela campanha de marketing vinculada à vencedora do BBB11, Maria Melilo.

Por fim, A batalha do Apocalipse, Eduardo Spohr (Verus), apareceu como sucesso de literatura fantástica nacional.

Não parou por aí: Deixe os homens aos seus pés, de Marie Forleo (Universo dos Livros) foi altamente elogiado pela campanha de marketing vinculada à vencedora do BBB11, Maria Melilo.

Por fim, A batalha do Apocalipse, Eduardo Spohr (Verus), apareceu como sucesso de literatura fantástica nacional.
Além disso, Nawotka mostrou em sua apresentação dados bastante significativos da indústria literária brasileira:
Não posso negar que senti muito orgulho em ser brasileira, não só porque o livro Deixe os homens aos seus pés, citado acima, é sucesso coletivo da editora em que trabalho, e que dediquei grande esforço na divulgação e marketing; mas, principalmente, porque finalmente estamos sendo reconhecidos mundialmente no mercado editorial. E isso não é pouca coisa!
E apesar de ainda sermos considerados atrasados (estamos 5 anos atrás dos EUA, por exemplo), estamos correndo atrás do prejuízo e da liderança (prova disso é que a pessoa mais nova do curso sou eu, uma brasileira!) de um mercado que conhecemos muito bem.
Essa a nossa hora de fazer o mercado editorial brasileiro acontecer. Por isso, mãos à obra!
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6 de jan. de 2011
Escola do Escritor abre inscrições para os cursos de verão
Atenção pessoal que está afim de aprender mais sobre o mercado editorial!! A ESCOLA DO ESCRITOR abriu as incrições para os 13 cursos de verão, que ocorrem entre janeiro e fevereiro de 2011.
Desde 2008, a Escola do Escritor realiza o seu “PACOTE DE VERÃO”. Serão 13 cursos sobre a arte de escrever, direito autoral, mercado editorial, gestão de estoque, venda e consignação, NF eletrônica, WEB e mídias sociais, livro digital, preparação e revisão de textos, livros de família e oficinas literárias. Os cursos são independentes, mas quem fizer dois ou mais ganha descontos especiais.
As aulas acontecem na Rua Mourato Coelho, 393 cj. 1 – Pinheiros - São Paulo/SP.
Clique aqui para informações sobre as inscrições.
Para outras informações, ligue para 11 3034-2981 ou mande um e-mail.
Cursos e oficinas
Flávio Galvão
Jaime Mendes
Ednei Procópio
Gerson Ramos
Maria Esther Mendes Perfetti
João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti
Ricardo Ramos Filho
João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti
Luiz Semine
Desde 2008, a Escola do Escritor realiza o seu “PACOTE DE VERÃO”. Serão 13 cursos sobre a arte de escrever, direito autoral, mercado editorial, gestão de estoque, venda e consignação, NF eletrônica, WEB e mídias sociais, livro digital, preparação e revisão de textos, livros de família e oficinas literárias. Os cursos são independentes, mas quem fizer dois ou mais ganha descontos especiais.
As aulas acontecem na Rua Mourato Coelho, 393 cj. 1 – Pinheiros - São Paulo/SP.
Clique aqui para informações sobre as inscrições.
Para outras informações, ligue para 11 3034-2981 ou mande um e-mail.
- 17/01/2011 - O Vendedor de Livros - O mercado, as dificuldades e as oportunidades
Flávio Galvão
- 18/01/2011 – A NFe e os novos desafios na comercialização de livros
Jaime Mendes
- 19/01/2011 - O Livro na era Digital
Ednei Procópio
- 21/01/2011 - Gestão de Estoques e Controle de Consignações de Livros
Gerson Ramos
- 27/01/2011 - Biblioteca: Montagem, Organização e Conservação de Acervos
Maria Esther Mendes Perfetti
- 29/01/2011 - Como Montar e Administrar com Sucesso uma Editora
João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti
- 03/02/2011 - Conhecendo e Escrevendo Literatura Infantil
Ricardo Ramos Filho
- 05/02/2011 - A Arte de Escrever, Publicar e Comercializar o Produto Livro - Questões Práticas do Direito Autoral
João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti
- 07/02/2011 - Marketing Editorial - Divulgando o seu Livro e sua Imagem na Mídia
João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti
- 08/02/2011 - Preparação e Revisão de Textos na Edição de Livros e Publicações Periódicas
Ana Cristina Mendes Perfetti
- 10/02/2011 - A WEB e as Redes Sociais - As oportunidades de negócios por meio de novas tecnologias
Luiz Semine
- 11/02/2011 - Livro de Família - Resgatando o Presente e o Passado
Docente: Armando Alexandre dos Santos
- 12/02/2011 - Segredos para Despertar a sua Criatividade - Descubra o Escritor que existe dentro de Você!
Armando Alexandre dos Santos
3 de ago. de 2010
Dica de outras boas leituras
Recomendo a leitura!!
Recebi a indicação do querido Danilo, do Blog Literatura de Cabeça, que achou que tinha tudo a ver com o meu Blog.
E quer saber?? Ele estava certíssimo, rs!
É uma excelente dica para vcs, escritores iniciantes, e também para vcs, escritores que estão na luta para crescer no Mercado Editorial.
Agradeço a oportunidade de ter conhecido grandes editores pessoalmente. Foi uma inspiração pessoal para mim e tenho certeza que será para vocês também!
Dêem um pulinho lá no Blog E-books Grátis e leiam o texto:
Recebi a indicação do querido Danilo, do Blog Literatura de Cabeça, que achou que tinha tudo a ver com o meu Blog.
E quer saber?? Ele estava certíssimo, rs!
É uma excelente dica para vcs, escritores iniciantes, e também para vcs, escritores que estão na luta para crescer no Mercado Editorial.
Agradeço a oportunidade de ter conhecido grandes editores pessoalmente. Foi uma inspiração pessoal para mim e tenho certeza que será para vocês também!
Dêem um pulinho lá no Blog E-books Grátis e leiam o texto:
[Papo Cabeça] Mercado Editorial – O incerto caminho dos novos escritores até a publicação
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Paulo Roberto Pires
31 de jul. de 2010
SIM, nós também lemos!
Essa semana foi de boas notícias, não só para nós do ramo editorial e apaixonados por livros, mas para todos nós cidadãos brasileiros; já que foi estaticamente comprovado que estamos lendo mais!
Uma pesquisa divulgada pela Associação Nacional de Livrarias, a ANL, sobre o Diagnóstico do Setor Livreiro em 2009, reveleu o aumento do número de lojas espalhadas pelo país. Segundo a pesquisa, atualmente, existem 2.980 livrarias em todo o Brasil, número proporcionalmente 11% maior do que em 2006.
Mas ainda temos muito o que crescer. Isso porque a desigualdade social do país fica escancarada em nossas caras no momento em que se analiza a divisão assustaduramente desleal desse númetro de livrarias espalhadas pelo Brasil: mais de 50% desss lojas concentram-se na região Sudeste, sendo liderada por São Paulo, com mais que o dobro do número de livrarias que o segundo colocado, Rio de Janeiro. Claro que fatores como alto nível de escolaridade e concentração de renda são os grandes influenciadores dessas estatíscas, que apesar de animadoras, são preocupantes!
Sim, nós também lemos... Mas agora queremos ler por inteiro! É claro que para mudar o quadro da divisão da leitura do país é necessário pensar no quadro da divisão de renda do país. Mas fica aqui a fica para que os livreiros e editores passem a olhar com novos olhos para a atual situação do país e acreditem no potencial de mercdo que existe fora do eixo Rio-SP. A mesma pesquisa mostra, por exemplo, que o estado de Roraima, na região norte, possui apenas 25 livrarias, mas é um número proporcionalmente admirável, já que colocando na ponta do lápis, e o estado com a maior média nacional! A Bahia é outro estado que merece atenção do ramo, pois é líder da região nordeste.
Fora esse tipo de amaurecimento no mercado, o Brasil está apenas engatinhando quando o assunto é aumento do índice de leitura no país, já que, segundo Vitor Tavares, Presidente da ANL, a nossa média é de 1.9 livros lidos por habitante ao ano, o que é muito abaixo de outros países, inclusive lationamericanos, como a Argentina e Chile, por exemplo, com 5 e 3 livros lidos por habitante ao ano; respectivamente.
Outra dado que vale nossa atenção é que o gênero infantojuvenil é o mais vendido. E que 56% das livrarias do país não fazem vendas online, ou seja: nossos cidadãos gostam de ir às livrarias e levarem suas crianças! Isso, para os editores e livreiros é sinônimo de sucesso garantido, pois como disse Samuel Seibel, dono da rede Livraria da Vila, o "público infantil é 100% leitor!"
E se é estatiscamente comprovado que nossas crianças lêem, significa que meu sonho não é tão distante assim e que, muito em breve, nosso país será um Brasil de devoradores de livros!
---
DICAS:
- O jornal BOM DIA BRASIL, da Rede Globo, fez uma boa matéria sobre o assunto, que também me serviu como fonte. Recomendo que assistam:
- A quem interessar, no site da ANL é possível fazer o dowload do PDF com a pesquisa na íntegra. Vale a pena, para quem quiser se inteirar mais dos números.
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