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5 de mar. de 2012

Vote na Melhor Capa de Livro 2011


Votem já!!!



25 de nov. de 2011

Concurso Melhor Capa de Livro 2011 - Inscrições abertas

No começo do ano, o No Mundo Editorial foi convidado para cobrir o Concurso de Melhor Capa de Livro 2010.

O evento, promovido pela agência de imagens Getty Images, é anual e as inscrições para a próxima edição já estão abertas.



Você pode inscrever sua capa até o dia 31/12/2011.

Clique AQUI e obtenha todas as informação necessárias.

Boa sorte e até o dia da premiação!

10 de mai. de 2011

Tornando visível o invisível

Em março, fui convidada para cobrir o concurso promovido pela Getty Images, sobre a Melhor Capa de Livro de 2010 e, conforme prometido na ocasião, finalmente montei um post sobre este elemento fundamental na produção de um livro: a CAPA.

Melhor Capa de Livro 2010 - Escolha do Júri Popular
Muitas pessoas compram produtos pela aparência e os livros não são exceção à regra. Mas, mais do que um objetivo comercial, a capa de um livro é uma obra de arte, que foi elaborada e pensada numa parceria entre editor e designer, com muito trabalho e muito envolvimento de ambos os profissionais. 

Para quem acha que fazer uma capa é como escolher uma roupa, está completamente enganado! Em primeiro lugar, o designer deve estar em sintonia com o editor, com a assistente, com a editora, com o autor e com o tema. Uma vez que essas relações estão seguramente firmadas, é hora de partir para criação, sempre baseada em uma boa pauta (que deve ser orientada pelo editor). E criação é trabalho do designer, cada um com seu estilo, com seu traço, com sua marca. Há quem procure um estilo mais moderno e arrojado, há os vanguardistas, há os que se identifiquem mais com o estilo vintage e retrô. Mas, no fim das contas, o que importa mesmo é o resultado aprovado pelo editor, pois significa que o designer conseguiu atingir seu objetivo: dar uma cara ao livro. 

A capa de um livro é o aperitivo essencial e que faz toda a diferença para a refeição completa. Afinal, eu sinto muito em afirmar isso, mas ninguém sai comprando livros feios por aí. Por isso mesmo, os cuidados nas etapas de criação são fundamentais para o sucesso de um livro no mercado.E o processo criativo não tem regras e nem sistemas. Cada profissional é dono de sua própria arte, desde que esteja trabalhando em parceria com todos os outros envolvidos no livro em questão. O desafio é grande: como explicar um livro inteiro em apenas 14 x 21 cm? Mas uma dica bacana é não se apaixonar pela primeira ideia: forcem-se a serem autocríticos e, acima de tudo, a respeitar as opiniões dos outros profissionais. Acreditem: eles entendem do negócio!

Uma dica bacana aos editores, autores e designers é em relação a NÃO colcoar os personagens nas capas. Inclusive, durante o evento de premiação citado acima, VICTOR BURTON, um dos jurados convidados e capista premiado, contou que essa dica ele aprendeu com o LUIZ SCHWARCZ, editor e proprietário da Companhia das Letras, uma das mais importantes editoras do país. Afinal, se você der uma cara aos protagonistas logo na capa, como é que a literatura vai ajudar o leitor a explorar sua imaginação. 

Um caso clássico desse erro, são os livros que ganharam adaptação para o cinema e, depois de fazerem sucesso nas telinhas, ganham novas versões nas capas, com os atores, principalmente quando são best-sellers ("Crepúsculo" é um exemplo clássico. E por mais que o Robert Pattison seja fofo, ele definitivamente não era o Edward dos meus sonhos). Na minha opinião, fazer isso é quebrar o encanto daquilo que há de mais mágico em ler: construir sua própria imagem da história, só para você, na sua cabeça...Explorar o imaginário é a parte mais encantadora de ler, então, não acho bacana acabar com isso na capa de um livro. (É claro que essa dica não vale para biografias, que já tem personagens definidos e que não precisam ser construídos). 

Capa original de "Crepúsculo", antes do filme.
Capa de "Crepúsculo" depois do lançamento do filme, com os atores.






Uma boa capa de de livro não precisa necessariamente ter um apelo imagético, mas deve sempre ter um bom trabalho tipográfico. Um estudo de cores é também outra dica válida. E atenção: letras grandes não significam maior venda de exemplares. Em muitos casos, os leitores se sentem agredidos inconscientemente. O estudo das capas deve ser bem elaborado e pensado em todos os detalhes. Reforço, mais uma vez, a importância da integração do designer com o editor. Afinal, a literatura é um conjunto de todas essas expressçoes artísticas e não paenas do texto.

Sabemos que o objetivo de uma capa de livro é atrair o leitor para a compra e ajudar o trabalho do livreiro e do editor e, por isso, as capas podem concorrer com os conteúdos dos livros. Mas uma boa capa pode ir além e trazer ao leitor (aquele que ainda não teve contato com o texto interno do livro) o sentimento real do que é o livro, mas sem estragar o prazer da leitura em si.

"CAPA É TORNAR VISÍVEL O INVISÍVEL" 
(Victor Burton)




PS: Se você gosta de capas de livros, uma boa dica de programa é visitar a exposição do estúdio Retina 78, que está rolando na Caza (Rua do Rezende, 52 – Lapa. Rio de Janeiro/RJ). A exposição Embalando Palavras, uma retrospectiva dos últimos 10 anos do escritório de design Retina 78. A mostra reunirá mais de 50 capas de livros idealizadas pelo escritório, levando à público trabalhos de nomes como Rubem Fonseca, Nabokov, Ruy Castro, Chico Buarque, Haruki Murakami, Aldir Blanc, João Ubaldo Ribeiro e grande parte dos novos escritores brasileiros, como João Paulo Cuenca, Daniel Galera, Joca Terron, Cecilia Giannetti, Ana Paula Maia, entre tantos outros. A mostra poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 14h às 20h com entrada franca.

24 de mar. de 2011

E a melhor capa de livro de 2010 vai para...

Num clima amistoso de início de outono, amigos, jurados, jornalistas e profissionais da área se reuniram para assistir à cerimônia de premiação da segunda edição do prêmio de “Melhor Capa de Livro 2010”, promovido pela Getty Images Brasil, que aconteceu nessa 3ª. feira, 22 de março, no Território da Foto, em São Paulo. 

Para quem não conhece, a Getty Images Brasil é uma agência de conteúdo visual e multimídia, de onde os designers extraem grande parte das imagens utilizadas nas capas e miolos dos livros. 

Este concurso compreende as criações produzidas a partir do banco de imagem da Getty Images e tem por objetivo premiar designers autores de capas de livros, pois esses profissionais são essenciais no sucesso do mesmo. A segunda edição do evento contou com 33 inscrições, 80 a mais do que no ano passado. Além disso, o evento tem se consagrado no mercado de criação editorial com a participação de trabalhos de 35 editoras. Entre as finalistas, estiveram presentes capas de livros de algumas das mais importantes editoras do país como Companhia das Letras, Record, Rocco, Leya, Larousse do Brasil e Objetiva/Alfaguara. (Para conhecer mais do concurso, acesse o Blog.). 

Segundo Paula Costa, da Getty, o concurso foi dividido em duas etapas, sendo que na primeira, as capas não estavam associadas aos nomes de seus designers e nem editoras. Já na segunda fase, essas informações foram inseridas para que os jurados pudessem fazer suas escolhas finais. 

A mesa de júri foi composta por grandes nomes do meio editorial, como Victor Burton, designer gráfico colaborador das editoras Companhia das Letras, Record, Objetiva e Grupo Ediouro; Felipe Machado, editor de Multimídia de O Estado de S. Paulo; Sergio Miguez, jurado do prêmio APCA de Literatura e editor-chefe da Revista Cultura; além da participação especial da jornalista Rosângela Peta. Os convidados, além de elegeram os vencedores, fizeram uma deliciosa mesa de debate sobre a importância da capa no processo editorial (a discussão foi tão boa que renderá um próximo post por aqui!).

Os jurados comentaram que os principais critérios na hora da decisão foram:  a subjetividade: a capa causa algum tipo de emoção? Qual?; e a técnica de tipologia e harmonia da imagem escolhida.

Os grandes vencedores foram:

1o. Colocado
Studio warrakloureiro
Designers: Claudia Warrac e Raul Loureiro
Livro: Uma Certa Paz


2o.Colocado
Designer: Rodrigo Rodrigues
Livro: Sudd

3o. Colocado
Designer: Rodrigo Rodrigues
Livro: Retratos Imorais

Melhor Capa Juri Popular 
Eleita pelos presentes no evento de premiação

Estudio Retina 78
Designer Christiano Menezes
Livro: A menina que não sabia ler


Parabéns a todos os participantes!
E parabéns à Getty pela iniciativa! Não podemos nunca deixar de prestar atenção em todos os profissionais que fazem parte da produção de um livro. Homenageá-los, presenteá-los e reconhecê-los faz parte do nosso trabalho em equipe!


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Agradecimento especial à Approach Assessoria, que me chamou para o evento como jornalista/blogueira convidada.

6 de dez. de 2010

[Dica de outras boas leituras] Guerra de Poderes

O mercado editorial é muito menos ingênuo do que parece e nada do que acontece por aqui são meras coincidências do acaso.

Na semana passada, uma discussão entre dois grandes grupos editoriais veio à tona: plágio de capas ou aproveitamento de oportunidade comercial?

Seja lá o que for, o Grupo Ediouro Pulicações não ficou nada contente com a nova publicação do Grupo Leya Brasil, "O Poder Invisível", de Ruediger Schache; pois afirmam ser plágio da capa de sua publicação "O Poder", Rhonda Byrne, mesmo autor de  "O Segredo", também publicado pela Ediouro e que foi um estouro de vendas em todo o país.

O mais curioso de toda essa história é que eu tive contato com essa publicação quando trabalhava no selo Lua de Papel, do Grupo Leya Brasil, e posso garantir que a versão original portuguesa, que leva o nome de  "O segredo do imã do coração" não tem absolutmanete nada a ver com o lançamento de Rhonda, como pode ser observado nas imagens abaixo. Vale notar aqui, também, que a capa de "O Poder", publicado pela Agir na versão brasileira, segue o mesmo padrão do mundo inteiro (título original: "The Power") como eu mesma testemunhei em recente viagem aos EUA e Canadá.

Leiam, a seguir, nota publicada no Estadão desse sábado a respeito do fato, bem como as declarações de ambas as partes.

Vale ficar atento no desfecho dessa situação, no mínimo, embaraçosa...


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Guerra dos Poderes, por Raquel Cozer

O Poder (foto à dir.), de Rhonda Byrne, está no centro de uma questão que deve acabar na Justiça. Rhonda, vale lembrar, virou best-seller com O Segredo, que só no Brasil vendeu 2 milhões de cópias. Há pouco, o novo título da autora (que, como o anterior, saiu pela Ediouro) chegou às lojas e encontrou um gêmeo: O Poder Invisível (foto ao centro), de Ruediger Schache, editado pela Leya. Ambos têm capa vermelha com foco de luz ao centro, nome do autor em tipologia manuscrita e a palavra “segredo” em destaque. A curiosidade: o título original de "O Poder Invisível" é algo como “o segredo do coração magnético”. A obra saiu como O Segredo do Amor (foto à esq.) pela Leya de Portugal – que, por lá, também lança o livro de Rhonda.

Luiz Fernando Pedroso, diretor-geral do grupo Ediouro, telefonou esta semana para o administrador da Leya portuguesa, Isaías Gomes Teixeira, pedindo explicação, que ainda não veio. Diz que tomará “as medidas judiciais cabíveis”. Consultado pela Babel, Pascoal Soto, diretor da Leya no Brasil, disse que as capas são só “parecidas”. Que o título original “não pareceu atraente para o mercado brasileiro” e que achar que o leitor fará confusão é “chamá-lo de burro”.

27 de ago. de 2010

[Dicas de outras boas leituras] As aparências enganam

Quantas vezes nós não compramos livros pela capa e nos decepcionamos com o conteúdo? Ou quantas vezes não deixamos de comprar um livro porque não tem uma capa atraente, e perdemos uma excelente história? Deixando o que seria certo ou errado de lado, porque não estou aqui para julgar ninguém, julgar pelas aparências fz parte SIM do nosso  dia a dia editorial.

Vale a pena darem uma olhada neste blog Judge a Book by its Cover, de uma bibliotecária norteamericana. E cá entre nós, ninguém melhor que uma BIBLIOTECÁRIA para falar de todos os tipos de livros que existem por aí, não é mesmo?

Com caráter descontraído e texto objetivo, além de muito divertido (totalmente em inglês), o Blog trás comentários interesantes sobre o que a simples primeira impressão de um livro pode causar em nossas cabeças!





Dêem uma olhada e divirtam-se (assim como eu...rs)!