28 de mar de 2012

"A gente só morre uma vez. Mas é para sempre." - RIP Millôr Fernandes


A ideia era dar as boas-vindas de volta ao blog com um post sobre minha viagem e as livrarias que visitei e tudo mais. Mas daí o Millôr Fernandes morreu e eu pensei: “Quem se importa com minhas férias, quando o Brasil perdeu mais um gênio?”


Então, achei que a volta ao blog merecia  um post em homenagem a este ser humano que não gostava de ser rotulado como nada, mas que era quase tudo.

Eu tenho grande admiração pela vida e carreira de Millôr. Não só por ele ter se consagrado um dos grandes nomes do cartoon e da literatura, mas pela história de vida de conquistas que ele teve, com uma biografia vasta de lutas e conquistas. Pra quem não sabe, Millôr era um dos mais importantes tradutores da obra de William Shakespeare no Brasil.


Millôr era o tipo do cara que não ficava sentado esperando A Banda passar. Não, não... Conformismo é uma palavra que não combina com ele.

Em sua biografia no Facebook, uma definição muito boa:

"Millôr Fernandes nasceu. Todo o seu aprendizado, desde a mais remota infância. Só aos 13 anos de idade, partindo de onde estava. E também mais tarde, já homem formado. No jornalismo e nas artes gráficas, especialmente. Sempre, porém, recusou-se, ou como se diz por aí. Contudo, no campo teatral, tanto então quanto agora. Sem a menor sombra de dúvida. Em todos seus livros publicados vê-se a mesma tendência. Nunca, porém diante de reprimidos. De 78 a 89, janeiro a fevereiro. De frente ou de perfil, como percebeu assim que terminou seu curso secundário. Quando o conheceu em Lisboa, o ditador Salazar, o que não significa absolutamente nada. Um dia, depois de um longo programa de televisão, foi exatamente o contrário. Amigos e mesmo pessoas remotamente interessadas - sem temor nenhum. Onde e como, mas talvez, talvez — Millôr, porém, nunca. Isso para não falar em termos públicos. Mas, ao ser premiado, disse logo bem alto - e realmente não falou em vão. Entre todos os tradutores brasileiros. Como ninguém ignora. De resto, sempre, até o Dia a Dia”.



Deixo vocês com algumas frases célebres, pra entenderem quem era Millôr:

A alma enruga antes da pele.

Acreditar que não acreditamos em nada é crer na crença do descrer.



As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades.

Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem.



Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim.

Jamais diga uma mentira que não possa provar.

Não devemos resisitir às tentações: elas podem não voltar.

O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde

Viver é desenhar sem borracha.

Viva o Brasil

Onde o ano inteiro 

É primeiro de abril

Certas coisas só são amargas se a gente as engole.

Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito.

A saudade diminuiu ou fomos nós que envelhecemos?

Há duas coisas que ninguém perdoa: nossas vitórias e nossos fracassos.

Cada ideologia tem a inquisição que merece.

‎Nos dias quotidianos
É que se passam 
Os anos.


Fonte: Facebook Millôr Fernandes

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