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24 de abr. de 2012

[Dica de outras boas leituras] Blogosfera Anti-Plágio

Há tempos que vejo e leio sobre plágios na blogosfera. E vale lembrar que plágio é crime.
Mas, para mim, acima de tudo, plágio é cara-de-pau. Ou incapacidade. Ou frustração.
E eu sempre me questiono por que alguém cria um blog, se não tem vontade escrever os próprios posts?
Uma coisa é indicar leituras, mencionar trechos com os devidos créditos e links de referência... Mas outra, BEM diferente, é se apropriar de um texto que não é seu.
E essa constante de plágio me preocupa num nível maior: se os blogueiros estão copiando textos, será que eles estão realmente lendo os livros?

Em meio a isso tudo, alguns blogs literários iniciaram uma campanha muito interessante e da qual vale a pena participar:





Para isso, criaram um BLOG, onde explicam o que é plágio, como manter o texto seguro, como detectar o plágio e, até mesmo, o que fazer em caso de ter plagiado e ter se arrependido.

No blog também há um espaço para os blogueiros a favor da campanha se cadastrarem, como uma espécie de assinatura digital contra o plágio.

Para participar da campanha é muito fácil: basta postar um texto em seu blog e, no dia 25/04, dê RT em qualquer uma das frases abaixo:


"Blogosfera Anti-Plágio bit.ly/antiplagio Faça parte desse protesto. #BlogosferaAntiPlagio"
"Dia da Blogosfera Literária Contra o Plágio: 25/04. Participe, divulgue! #BlogosferaAntiPlagio. bit.ly/antiplagio"

Usem a hashtag #BlogosferaAntiPlagio e ajudem a combater o plágio!




6 de dez. de 2010

[Dica de outras boas leituras] Guerra de Poderes

O mercado editorial é muito menos ingênuo do que parece e nada do que acontece por aqui são meras coincidências do acaso.

Na semana passada, uma discussão entre dois grandes grupos editoriais veio à tona: plágio de capas ou aproveitamento de oportunidade comercial?

Seja lá o que for, o Grupo Ediouro Pulicações não ficou nada contente com a nova publicação do Grupo Leya Brasil, "O Poder Invisível", de Ruediger Schache; pois afirmam ser plágio da capa de sua publicação "O Poder", Rhonda Byrne, mesmo autor de  "O Segredo", também publicado pela Ediouro e que foi um estouro de vendas em todo o país.

O mais curioso de toda essa história é que eu tive contato com essa publicação quando trabalhava no selo Lua de Papel, do Grupo Leya Brasil, e posso garantir que a versão original portuguesa, que leva o nome de  "O segredo do imã do coração" não tem absolutmanete nada a ver com o lançamento de Rhonda, como pode ser observado nas imagens abaixo. Vale notar aqui, também, que a capa de "O Poder", publicado pela Agir na versão brasileira, segue o mesmo padrão do mundo inteiro (título original: "The Power") como eu mesma testemunhei em recente viagem aos EUA e Canadá.

Leiam, a seguir, nota publicada no Estadão desse sábado a respeito do fato, bem como as declarações de ambas as partes.

Vale ficar atento no desfecho dessa situação, no mínimo, embaraçosa...


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Guerra dos Poderes, por Raquel Cozer

O Poder (foto à dir.), de Rhonda Byrne, está no centro de uma questão que deve acabar na Justiça. Rhonda, vale lembrar, virou best-seller com O Segredo, que só no Brasil vendeu 2 milhões de cópias. Há pouco, o novo título da autora (que, como o anterior, saiu pela Ediouro) chegou às lojas e encontrou um gêmeo: O Poder Invisível (foto ao centro), de Ruediger Schache, editado pela Leya. Ambos têm capa vermelha com foco de luz ao centro, nome do autor em tipologia manuscrita e a palavra “segredo” em destaque. A curiosidade: o título original de "O Poder Invisível" é algo como “o segredo do coração magnético”. A obra saiu como O Segredo do Amor (foto à esq.) pela Leya de Portugal – que, por lá, também lança o livro de Rhonda.

Luiz Fernando Pedroso, diretor-geral do grupo Ediouro, telefonou esta semana para o administrador da Leya portuguesa, Isaías Gomes Teixeira, pedindo explicação, que ainda não veio. Diz que tomará “as medidas judiciais cabíveis”. Consultado pela Babel, Pascoal Soto, diretor da Leya no Brasil, disse que as capas são só “parecidas”. Que o título original “não pareceu atraente para o mercado brasileiro” e que achar que o leitor fará confusão é “chamá-lo de burro”.