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3 de jul. de 2014

[Cursos] Escola do Livro está com inscrições abertas para o workshop “Preparação de originais e revisão de textos”

A Escola do Livro, programa da Câmara Brasileira do Livro (CBL), está com inscrições abertas para o  workshop: “Preparação de originais e revisão de textos”, que será ministrado por Fal Vitiello de Azevedo e Andréa Kogan, no dia 23/07, segunda-feira, das 09h30 às 16h30.


Como o próprio nome diz, o workshop irá abordar a preparação de originais e revisão de textos, apontando diretrizes para o desenvolvimento do trabalho. Além disso, irá apresentar os manuais mais comumente usados, as regras da língua portuguesa, como realizar uma leitura crítica e os limites do preparador/revisor.

Os interessados em fazer o curso, e que forem associados da CBL, farão um investimento de R$ 160,00; para os associados de entidades congêneres, professores e estudantes o valor é de R$ 250,00; não associados pagam R$ 320,00.

O workshop  será  realizado na sede da Câmara Brasileira do Livro, localizada à Rua Cristiano Viana, 91 - Pinheiros - São Paulo/SP. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone (11) 3069-1300.



Sobre as palestrantes

  • Fal Vitiello é escritora, tradutora e preparadora de originais. Atua na área há mais de 20 anos e tem quatro livros publicados.
  • Andréa Kogan é formada em língua e literatura inglesa pela PUC-SP, é professora, e tradutora há mais de 20 anos. Tem experiência como coordenadora de cursos universitários e, atualmente,  é diretora da BK Idiomas, especializada em revisões, traduções, transcrições e aulas sob medida.                         

9 de jun. de 2014

Câmara Brasileira do Livro recebe inscrições para o Prêmio Jabuti 2014 até 30 de junho

Melhor Livro de Arquitetura e Urbanismo é uma das 27 categorias integrantes do Jabuti, que este ano está em sua 56a edição.

 

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) está com inscrições abertas para o Prêmio Jabuti 2014 – a maior condecoração literária do país – até o próximo dia 30/06. Este ano, 27 categorias integram o Jabuti, entre elas, o Melhor Livro de Arquitetura e Urbanismo.
        
Serão aceitas obras inéditas, editadas no Brasil, entre 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2013, inscritas no ISBN e que apresentam ficha catalográfica. Até mesmo as antologias deverão ser compostas por textos integralmente inéditos para concorrer. Os interessados em se inscrever devem acessar www.premiojabuti.com.br. O site também disponibiliza o regulamento completo da premiação.

Em 2013, o vencedor de Melhor Livro de Arquitetura e Urbanismo foi Esplendor do Barroco Luso-brasileiro, de Benedito Lima de Toledo (Ateliê Editorial);
o segundo lugar ficou para Arquitetura: uma experiência na área da saúde, de João Filgueiras Lima, Lelé (Romano Guerra Editora); e a terceira colocação ficou para  Design Sem Fronteiras: A Relação entre o Nomadismo e a Sustentabilidade, de  Lara Leite Barbosa (Editora da Universidade de São Paulo /Fapesp).


A premiação

Os laureados em todas as categorias que compõem o prêmio receberão o troféu Jabuti e o valor de R$ 3,5 mil. Os vencedores do Livro do Ano – Ficção e Livro do Ano – não Ficção serão comtemplados, individualmente, com o prêmio de R$ 35 mil, além da estatueta dourada. 

Um júri composto por especialistas, indicado pelo Conselho Curador do Prêmio, escolherá os vencedores. Este  conselho ficará responsável pelo acompanhamento e pelo julgamento de todas as etapas do prêmio, bem como pelo julgamento dos casos não contemplados pelo Regulamento.


Novidades

O Prêmio Jabuti 2014 está repleto de novidades. A escritora e professora Marisa Lajolo é a nova curadora do prêmio. Além disso, após oito anos sendo realizada na Sala São Paulo, a cerimônia de entrega do Jabuti ocorrerá no Auditório Ibirapuera, em 18 de novembro de 2014.

        
CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO – CBL www.cbl.org.br
Ricardo Viveiros & Associados - Oficina de Comunicação
Jornalista responsável: Marisa Ramazotti – marisa.ramazotti@viveiros.com.br
Assistente de Jornalismo: Aline Felix – aline.felix@viveiros.com.br
Twitter: @RVComunicacao
Tel./Fax: (11) 3675-5444                                              Maio/2014

14 de jul. de 2012

[Dica de outras boas leituras] Brasil consumiu quase 470 milhões de livros em 2011

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) publicaram, na última quarta-feira, 11/07/2012, a Pesquisa de Produção e Venda do Setor Editorial Brasileiro, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP). 


Antes de irmos aos números divulgados à imprensa pela CBL, uma crítica: alô entidades responsáveis: 2012 e vocês ainda restringem o acesso à pesquisa apenas aos associados? Sério mesmo? Isso é bem ultrapassado. Todo mundo publica e compartilha seus números, apresentações, relatórios e tudo mais. Por exemplo, eu trabalho na Fiesp, onde houve a delicadeza e preocupação de se criar uma área no novo portal só para disponibilizar os índices, pesquisas e publicações para o público interessado. Definitivamente não é essa atitude antiquada que vai angariar associados. Vocês estão no caminho errado. #ficaadica


Abaixo, a publicação da nota enviada pela CBL com um resumo dos dados. 


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Brasil consumiu quase 470 milhões de livros em 2011


Pesquisa FIPE divulgada hoje (11/7), na sede da CBL recebeu grande repercussão da mídia. A pesquisa é realizada anualmente pela  sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Câmara Brasileira do Livro (CBL), mostra um crescimento de 7,2% no total de exemplares vendidos pelas editoras brasileiras.  Acompanhe alguns destaques da mídia:






As editoras brasileiras comercializaram aproximadamente 469,5 milhões de livros em 2011, estabelecendo um novo recorde de vendas para o setor. O número é 7,2% superior ao registrado em 2010, quando cerca de 438 milhões de exemplares foram comercializados. Do ponto de vista do faturamento, o resultado também foi positivo, e atingiu a casa dos R$ 4,837 bilhões – um crescimento de 7,36% sobre o ano anterior, o que, se descontada a inflação de 6,5% pelo IPCA no período, corresponde a um aumento real de 0,81%. 

No ano passado, foram publicados 58.192 títulos, que representaram um aumento de 6,28% em relação a 2010. Do total de títulos editados em 2011, 20.405 foram de lançamentos, um crescimento de 9% em relação ao anterior. Os números mostram que o editor continua apostando no aumento da diversidade da oferta.  

Mais baratos, os livros voltados à formação e ao aperfeiçoamento profissional foram os que mais cresceram em produção, faturamento e vendas no ano de 2011.

Em 2011, o subsetor de livros Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP)  vendeu 35,8 milhões de exemplares, que se traduziram em um faturamento de R$ 910 milhões – o aumento de, respectivamente, 38% e 23% em relação a 2010 foi superior à variação de todos os outros segmentos. 
A maior facilidade de acesso a cursos de nível superior e técnico e a demanda do mercado por profissionais bem formados vêm alavancando a performance desse segmento. O Censo da Educação Superior, divulgado pelo MEC em 2011, por exemplo, mostra que, em dez anos, houve um aumento de 110% no número de estudantes em cursos de graduação – de 3 milhões para 6,5 milhões de brasileiros ingressaram nessa faixa de ensino no período. 

O valor do preço médio do livro vendido recua desde 2004, acumulando declínio real médio de 44,7% até 2011 


O novo levantamento “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, com dados de 2011, revela que o preço médio do livro, computados todos os gêneros, recuou 6,11% nas vendas das editoras ao mercado, numa queda acumulada de 21,8% desde 2004. Descontada a inflação, significa decréscimo real no preço médio do livro de 44,9% no período 2004-2011.  
Em 2010, o preço médio do livro nas vendas ao mercado era R$ 12,94 e, no ano passado, caiu para R$ 12,15. A desoneração do PIS e da Cofins para os livros, medida que vigora desde 2004, somada a economia de escala alcançada com o aumento do número de livros produzidos e a política cambial, bem como a concorrência acirrada do mercado, permitiram a permanência da tendência de redução no preço médio do livro.

E-books

Incluídos pela primeira vez na pesquisa do setor editorial, os títulos digitais ainda não têm influência significativa nos números do setor. Mais de 5.200 títulos em formato digital foram lançados em 2011. O número equivale a aproximadamente 9% dos mais de 58 mil títulos lançados em 2011, entre primeiras edições e reimpressões. Em relação às vendas, o total correspondente a um faturamento próximo de R$ 870 mil. 

Divulgação da pesquisa 2011
A apresentação da pesquisa Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro 2011 - FIPE, CBL e SNEL estará disponível aos associaodos no site da CBL a partir de sexta-feira, 13/7.



5 de fev. de 2012

[Cursos] CBL oferece aula de planejamento estratégico




José Antônio Rosa, editor, consultor de empresas e professor de planejamento e gestão estratégica, entre outros temas, vai ministrar um curso organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) para apresentar os fundamentos da gestão estratégica dentro do contexto de grandes transformações no mercado editorial. Também serão apresentadas metodologias para que profissionais da área implementem o planejamento. 

A aula acontece no dia 15 de fevereiro, das 9h30 às 17h30, na sede da entidade (Rua Cristiano Viana, 91 - Pinheiros - São Paulo/SP. Tel.: 11 3069 1300). 

O custo para associados é de R$ 165; para estudantes, professores e associados de entidades congêneres é de R$ 260; e, para não associados, R$ 330.

Fonte: Publishnews

7 de jan. de 2012

3º Congresso Internacional CBL do Livro Digital

A CBL já divulgou a data do 3º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, que terá como tema "A nova cadeia produtiva de conteúdo – do autor ao leitor".



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Será realizado nos dias 10 e 11 de maio de 2012, no Centro Fecomercio de Eventos em São Paulo/SP.

 
Assim, para falar sobre os novos rumos desse efervescente mercado, o congresso, organizado pela Câmara Brasileira do Livro, trará importantes temas para discussão:

•  perspectiva para o livro: hoje e amanhã
•  o autor: peça chave para um mundo de leitores
•  o Direito Autoral aplicado ao livro digital
•  proteção de conteúdo e a questão dos metadados
•  o livro digital na sala de aula
•  biblioteca digital: o case da Bibliothèque Interuniversitaire de Santé Paris


Anotem na agenda!!!!

4 de jan. de 2012

[Cursos] Entenda o Livro Digital e seu Mercado

CBL oferece curso sobre livro digital e suas tecnologias Entenda o Livro Digital e seu Mercado


O curso Entenda o Livro Digital e seu Mercado, oferecido pela Escola do Livro, da Câmara Brasileira do Livro (CBL), acontece no dia 9 de fevereiro, das 9h30 às 17h30. 
O curso abordará o livro digital e suas tecnologias, como o mercado funciona, quais seus números no mundo e no Brasil e quais estratégias são adotadas pelas principais empresas do mercado. Como se produz um e-book, quais os modelos de negócio aplicados para livros digitais em diferentes escalas. 
O objetivo é apontar as principais discussões relacionadas ao livro digital, os problemas e oportunidades como precificar um e-book, que postura adotar diante da pirataria, como encarar o livro digital como uma grande oportunidade. 
O curso será ministrado por  Eduardo Melo, fundador e diretor da Simplíssimo, e Stella Dauer, designer da Simplíssimo. Eduardo trabalha com livros digitais desde 2007, inicialmente com a pioneira Editora Plus e desde 2010 atuando na Simplíssimo, empresa que produz livros digitais para editoras e oferece treinamentos na área. Stella trabalha com design e publicidade além de fazer diagramação de livros em formato impresso e e-books.  
 
Mais informações do curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone (11) 3069-1300.

10 de dez. de 2011

Jantar de confraternização de editores e livreiros da CBL 2011


Na última quarta-feira, 07 de dezembro, aconteceu, em São Paulo, a confraternização de editores e livreiros organizada pela CâmaraBrasileira do Livro (CBL). O evento aconteceu na Cinemateca, zona sul da capital paulista, e teve uma cara nova, mas ainda assim, longe de ser considerado um evento divertido. 

Isso porque, neste ano, a CBL investiu num estilo moderno, sem mais o tradicional jantar à francesa, em grandes mesas que dividiam o grande público do mercado editorial.
Dessa vez, apostou-se num novo formato de lounge, com pufs, sofás, mesa de drinks e jantar em pé. 
Acho válido ressaltar que a iniciativa da CBL em mudar o formato foi extremamente válida, já que os tradicionais jantares descritos acima são frequentamente criticados por serem chatos e cansativos. Na nova maneira de reunir o mercado editorial, a CBL proporcionou maior circulação e interação entre seus convidados (que não são exatamente convidados, já que cada convite custou R$ 200,00).

Mas, infelizmente, o novo formato ainda não pareceu adequado. Mais uma vez a CBL se usou do evento para passar quase que a noite inteira apresentando números, pesquisas, valores, blábláblá... uma chatice pra quem vai ao evento afim de bom papo, reencontro com colegas da área, bons drinks e descontração. E sejamos realistas: NINGUÉM presta a menor atenção em nenhuma informação dada durante este evento. E fim. Então, a crítica construtiva vai em forma de pergunta: POR QUE insistir nisso, CBL? Não seria melhor presentear os “convidados” com um relatório anual que concentra todos esses dados? Dessa maneira, a confraternização honraria o nome e seria um evento muito mais descontraído e divertido para todos. 

Cada ano que passa, menos nomes importantes do mercado se fazem presentes neste evento. Acho que isso é um alerta de que estão errando em algum momento. 


José Pígola, Talita Camargo e José Henrique Grossi

A festa foi muito agradável e as melhorias deste ano foram muito válidas. Mas espero que a próxima edição seja ainda melhor. E melhor e melhor e melhor... Porque se o mundo mudou, se o mercado mudou... Por que então esse evento também não pode mudar? #Ficaadica CBL! :)

7 de dez. de 2011

Mercado editorial: um grito de alerta


Já faz algum tempo que tento postar sobre a saturação de produção de livros no mercado editorial brasileiro. Sim, porque se ainda não considerados um país de leitores (e não preciso listar os nossos incontáveis problemas de desigualdades sócio-econômicas), somos com toda certeza um país produtor de livros. 



Segundo dados divulgados em agosto deste ano, durante a coletiva de imprensa do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL) sobre a pesquisa do comportamento do mercado editorial em 2010, há hoje no Brasil cerca de 750 editoras ativas. Destas, 498 enquadram-se no critério UNESCO de editora: edição de pelo menos 5 títulos/ano e produção de pelo menos 5.000 exemplares/ano. A maioria das editoras do país (231) é formada por empresas com faturamento de até 
R$ 1 milhão. 

O número de exemplares vendidos cresceu 8,3%, se considerado só o mercado, e 13,12%, somando a essa conta as compras de governo e entidades sociais. 

O meio de venda de livros que mais cresce no país é o porta a porta, com 21,66% do total do mercado em números de exemplares, mas as livrarias continuam na frente em faturamento, com 62,70% do mercado.
Os segmentos que mais crescem, em número de exemplares produzidos, são, na ordem: religiosos (39,23%), obras gerais (21,99%), CTP (técnicos, jurídicos etc; 21,84%) e didáticos (18,14%). 

As vendas para o PNLD (Plano Nacional do Livro Didático) cresceram 27%, mas as do PNBE (Plano Nacional das Bibliotecas Escolares) caíram 10,22%. Na média, considerando outros tipos de compra, as compras pelo governo cresceram 13,59%.

A Companhia das Letras, por exemplo, produz 280 títulos por ano. A Recordcoloca no mercado 80 títulos por mês. Se fizermos essa média para as de 750 editoras ativas citadas acima, fica fácil de perceber que o mercado editorial brasileiro está saturado. E isso me preocupa. 

Aparentemente, este é um cenário otimista. Mas, como poucas vezes, eu serei contra essa visão aparente. Estamos publicando um EXCESSO desnecessário de livros no Brasil. 

O artigo “O leitor, onde está o leitor?”, de Affonso Romano de Sant’anna, publicado na Gazeta do Povo, afirma que “o Brasil não produz livros ‘demais’, o Brasil produz leitores de menos.” E, embora eu acredite que seus argumentos sejam muito válidos e sua análise seja impecável para defender seu ponto de vista (sugiro que leiam o artigo na íntegra), eu discordo de Affonso. Não porque ache que o nosso “modelo de leitor” seja o ideal. Longe disso (e recomendo novamente que leiam o artigo na íntegra para entender como poderíamos chegar mais perto desse ideal), mas sim porque independentemente do tipo de leitor, o mercado editorial brasileiro está abusando: temos livros demais, editoras demais, livrarias demais, distribuidoras demais, editores demais e... Sim, leitores de menos. E mesmo que chegássemos perto do tipo de leitor que Affonso sugere em seu artigo, ainda assim seríamos leitores de menos. 

Pior ainda se analisarmos as principais listas de livros mais vendidos: a da Revista Veja e a do Publishnews, que determinam as diretrizes do mercado de best-sellers, lugar aonde todo mundo que chegar. Eu digo pior porque a rotatividade de títulos presentes nessas listas é mínima e, semana após semana, elas apresentam os mesmos títulos, os mesmos autores e as mesmas grandes editoras. E vale lembrar que elas fazem a contagem de vendas com base na relação das mesmas livrarias. Ou seja: chovemos no molhado. 

Quais são as reais tiragens de livros que não vão para as listas de mais vendidos? Para mim, tiragens de 3 a 5 mil exemplares (ou até mais!) de livros os quais os próprios editores sabem que não são apostas já é um exagero. Além do mais, estocar livro custa caro, tanto para a editora quanto para a livraria. 

Vejam bem, eu não estou triste com os crescimentos e nem desejando o fim da produção de livros no Brasil. Aliás, muito pelo contrário. Mas eu temo por uma crise que me parece inevitável! Então, eu me pergunto: cadê o bom senso das editoras na hora de pensar na sua produção? Alguém já avaliou alternativas como impressão sob demanda ou diminuição da produção mensal dos títulos? Que tal investir em menos, mas em melhores títulos? Isso melhoria gradativamente a qualidade da produção dos mesmos e permitira que os profissionais pudessem se envolver de maneira mais adequada no processo de produção. Entre diversos outros pontos. 

Ao contrário da visão otimista que os órgãos do setor livreiro têm desses números, eu vejo um alerta gritante: estamos dentro de uma bolha que, muito em breve, irá estourar. 


E eu aconselho todo mundo a se preparar, porque quando o mercado de livros digitais se consolidar farei questão de levantar a plaquinha: “Eu avisei!”.

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