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18 de abr. de 2013

Feliz Dia Nacional do Livro Infantil




“Um país se faz com homens e com livros.” 
(Monteiro Lobato)



Dia 18 de abril foi instituído como o Dia Nacional da Literatura Infantil, em homenagem a Monteiro Lobato.

18 de abr. de 2011

"Um país se faz com homens e com livros." (Monteiro Lobato)

Hoje é dia de comemorações, afinal, em 18 de abril, comemora-se o DIA NACIONAL DO LIVRO INFANTIL, DIA DO AUTOR e DIA DO EDITOR
Uau! quanta coisa, né?

Poucas pessoas devem saber que essas comemorações todas devem-se á uma única pessoa: MONTEIRO LOBATO, um dos maiores autores da literatura infantojuvenil, brasileira. 

Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Como viveu um período de sua vida em fazendas, seus maiores sucessos fizeram referências à vida num sítio, assim criou o Jeca Tatu, um caipira muito preguiçoso. Depois criou a história “A Menina do Nariz Arrebitado”, que fez grande sucesso. Dando sequência a esses sucessos, montou a maior obra da literatura infantojuvenil: O Sítio do Picapau Amarelo. E o resto, todos nós conhecemos bem: Tia Nastácia, Pedrinho, Emília, Cuca, Saci-Pererê, Dona Benta e muito mais.

Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, no ano de 2002 foi criada uma Lei (10.402/02) que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infantojuvenil.



Mas dia 18 de abril também é dia de lembrar de outros dois personagens que, literalmente, fazem a história acontecer: o AUTOR e o EDITOR.

Muita gente me pergunta o tempo todo: O que exatamente faz um EDITOR DE LIVROS?
Bom, a lista d etarefas é extensa, acreditem! Mas, basicamente, o editor é o responsável pela adequação do texto ao público alvo, organização didática, verificação de imagens, textos, gradação de assuntos e de todo o acompanhamento na produção editorial. Além disso, o editor deve ler as centanas de originais recebidos, e pesquisar constantemente as listas internacionais, a fim de buscar novos títulos o tempo todo para o nosso mercado. O editor é um cara meio relações-públicas, que fica em contato com os autores, as agências literárias, a equipe de produção, o pessoal do marketing, o time do comercial e o público leitor.

E me parece impossível falar da figura do editor sem comentar aqui do papel do AUTOR, que é nada menos, nada mais, do que a razão da existência do Mundo Editorial. Esse profissional que se dedica a sentar e escrever sem parar, tendo como único objeitvo a exploração do imaginário de milhões de pessoas. É por meio dos livros que os autores se conectam com seus leitores e, mesmo sem nunca poderem se sonhecer - ou até mesmo com séculos de distância - essas pessoas tornam-se amigas, cúmplices e confidentes.

O autor e o editor têm um trabalho árduo em conjunto. É um exercício de respeito e paciência, em que um deve compreender a opinião do outro e aprender a ouvir conselhos de quem entende do que se está sendo falado. É uma atividade de companherismo, de parceria, a qual todos querem o mesmo resultado em conjunto: o sucesso. Essa dupla tem como função construir os livros. Desde as palavras escritas, passando pela escolha da capa, do papel, do texto de quarta capa e orelhas, da foto do autor, de quem vai traduzir, revisar e diagramar... É um processo de semanas, que cria uma relação íntima e muito forte entre autor, editor e o livro em si. 



Ser editora é um prazer! Lidar com autores todos os dias e poder fazer parte desse processo que proporciona a vocês os tão esperados livros, é daquelas coisas da vida que não têm preço. 

Por isso, digo de coração: PARABÉNS A TODOS NÓS! 
Parabéns pelo dia de hoje e parabéns pelo trabalho de todos os dias! 



4 de nov. de 2010

[Dica de outras boas leituras] MEC quer rever restrição a livro de Lobato

Ontem postei no aqui no blog o texto "E agora, Lobato?", em que critiquei a tentativa de restrição da leitura da obra "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, pela CNE, que alegou termos racistas como "preto" ao invés de "negro", por exemplo. 
 
Hoje, em matéria publicada na Folha de S. Paulo, o MEC decidiu rever tal restrição. Leia abaixo na íntegra!

Ministério pede que conselho reveja parecer contrário à distribuição de "Caçadas de Pedrinho" nas escolas públicas

Ministro Haddad diz não ver racismo na obra, mas não descarta hipótese de inclusão de uma nota explicativa

O Ministério da Educação vai pedir que o CNE (Conselho Nacional de Educação) reveja o parecer que recomendou restrições à distribuição do livro "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, a escolas públicas.
Como revelou a Folha, o conselho sugeriu em um parecer que a obra não seja distribuída pelo governo ou, caso isso seja feito, que contenha uma "nota explicativa" sobre o contexto em que ela foi escrita, devido a um suposto teor racista.
Para vigorar, o parecer teria que ser homologado pelo ministro Fernando Haddad, que ontem disse não concordar com o conselho.
De acordo com ele, chegou ao ministério um número "incomum" de reclamações de educadores e especialistas a respeito do tema. "Foram muitas manifestações para que o MEC afaste qualquer hipótese de censura a qualquer obra", afirmou.
Ele disse que não vê racismo em "Caçadas de Pedrinho", mas não descartou a possibilidade de o conselho recomendar que as editoras publiquem as notas explicativas sobre determinada obra quando isso for considerado necessário. Essa posição foi defendida também pelo ministro da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo.
Haddad afirmou ainda que, qualquer que seja a decisão do conselho, ela deve valer para todos os livros distribuídos pelo MEC e não apenas para um.
Publicado em 1933, "Caçadas de Pedrinho" conta a história de uma aventura da turma do Sítio do Picapau Amarelo na busca de uma onça-pintada.
De acordo com o CNE, o racismo estaria presente, entre outras passagens, na abordagem da personagem Tia Nastácia e de animais como o macaco e o urubu. Uma delas diz: "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão".
Em relação aos animais, um exemplo mencionado na denúncia da qual o CNE partiu para fazer o parecer é: "Não é à toa que os macacos se parecem tanto com os homens. Só dizem bobagens".

3 de nov. de 2010

E agora, Lobato?

Monteiro Lobato (1882-1948) é um dos maiores autores de literatura infantil. E ninguém pode discutir isso. Nem mesmo o CNE (Conselho Nacional de Educação). 

 

Acreditem vocês, ou não, mas um parecer do colegiado publicado no "Diário Oficial da União" sugere que o livro "Caçadas de Pedrinho" não seja distribuído a escolas públicas, ou que isso seja feito com um alerta, sob a alegação de que é racista. 



Monteiro Lobato é de uma geração em que o nosso atual linguajar chamado politicamente correto simplesmente não existia. Logo,os termos considerados atualmente como preconceituosos, como por exemplo "preto" ao invés de "negro"; não tinham essa conotação na época em que as obras foram publicadas. 

A figura do negro na obra de Lobato é como de integração social. Tudo bem que a Tia Nastácia seja a empregada e descrita como "negra beiçuda". Ela é a fiel companheira de Dona Benta, que cuida com muito carinho das crianças e que deu vida à Boneca Emília. Ou seja: quem sem importa com a raça dos personagens, se cada um tem sua importância? Atenção, pessoal... a Emília é uma boneca de pano e uma das principais personagens de Lobato!



Quando colocado da maneira que o CNE apresenta, fica claro para mim que, assim, o que estão fazendo é ensinar o preconceito às crianças. Se ninguém disser à elas que "preto" ofende, mas que "negro" significa ter consciência social, elas podem muito bem continuar achando que é tudo igual, sem ofensas, sem maldade.

Monteiro Lobato deveria ser leitura obrigatória à todas as crianças e adolescentes. Só eu sei o quanto aprendi de português antes da hora me divertindo com a Gramática da Emília. Ou quanto o fato de já ter lido a história mudou minha percepção na hora de interpretar Narizinho no Reino das Águas Claras na apresnetação de ballet clássico. Eu lembro como se fosse hoje quando minha escola nos levou para conhecer o verdadeiro Sítio do Pica Pau Amarelo, em Taubaté! Nossa! Como marcou minha infância!

Privar nossas crianças de todo contato possível com a obra de monteiro Lobato é um abusrdo e uma perda lamentável à educação de nosso país.