Quando penso na minha infância, uma das primeiras lembranças que me vem à mente, é do Depósito de livros da Companhia das Letras. Meu pai, Ivo Camargo, era o Gerente de Vendas da editora na época, mas, para mim, ele era o Rei do Universo dos Livros. Eu adorava ir com ele passear entre aquelas estantes e caixas de livros e mais livros. Eu era alucinada pelos lançamentos "Uma letra puxa a outra" e "Um número depois do outro". Bom, tão alucinada que não esqueci o título destes livros até hoje. Meu pai trabalhou anos e mais anos na Companhia das Letras e, quando saiu de lá, deixou uma coisa enorme em mim: o carinho especial que eu tenho por essa editora e pelos livros.
Todo mundo sabe que eu acabei me tornando uma profissional do livro. Mas o que poucos sabem, é que se hoje sou tão envolvida com o Mundo Editorial, é tudo culpa da Companhia das Letras e do mundo mágico que essa editora proporcionou na minha infância.Eu não tenho vergonha alguma de deixar claro que, para mim, ela é o modelo do mundo editorial ideal. Talvez porque eu não trabalhe lá, rs, mas a imagem da minha cabeça é nada menos do que a perfeição.
Me agrada muito e muito os títulos escolhidos e publicados, o cuidado com os textos e com as capas e acabamentos.
Muitas vezes, quando as pessoas falam para mim "Ah, seguiu os passos do pai, hein?!", eu sorrio e penso comigo mesma: "Não... Meu pai foi muito importante porque me apresentou o mundo de quem quero seguir os passos. E esse mundo chama-se Companhia das Letras."
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| Eu e meu pai, Ivo Camargo: uma inspiração profissional |
P.S: Este post tem a ver com o próximo!
