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23 de fev. de 2015

De volta ao mercado editorial

Eu gosto de livros desde que nasci pelo simples fato de que nasci no meio dos livros. Meu pai, Ivo Camargo Jr., atua na área comercial do mercado editorial há quase 40 anos e, por isso, editoras, livrarias, distribuidoras, depósitos etc.,  são praticamente o meu habitat natural. 

Com isso, acabei indo estudar Jornalismo (PUC-SP) e Produção Editorial (Universidade Anhembi Morumbi) e, na primeira oportunidade, fui trabalhar no mercado, como assistente editorial da Lua de Papel, um selo do grupo Leya Brasil. De lá, fiz breve passagem pela editora Salesiana e fui parar na Universo dos Livros. 

Ao longo dessa breve experiência, conheci muita gente: editores, assistentes, vendedores, diagramadores, capistas, divulgadores, proprietários, blogueiros... eu fiz muitos contatos e curti muito. 

Mas a vida me levou, naturalmente, par ao lado profissional da comunicação. Por isso, deixei o mercado editorial por quase três anos, quando descobri a minha verdadeira habilidade para relações públicas e comunicação corporativa. Fiz até uma pós-graduação neste tema (Faculdade Cásper Líbero). 

Mas no meio de 2014 eu estava esgotada emocional e fisicamente. Eu precisava de uma injeção de gás e um novo rumo para minha vida pessoal e profissional. Não que eu não fosse apaixonada pelo meu trabalho. Mas acho que justamente por isso, se é que me entendem. rs! Foi então que eu fui demitida. E ao invés de chorar e me desesperar, eu arrumei as malas e... fui realizar o meu grande sonho de morar em Roma para estudar italiano. 

Foram 90 dias incríveis, mas principalmente, foram três meses de crescimento pessoal e amadurecimento profissional. 

Voltei e finalmente aceitei a proposta de me juntar à empresa da Família Camargo (a minha, no caso) e trabalhar ao lado do meu pai e da minha irmã, Carol Camargo. 

Meu pai abriu uma empresa que leva o nome dele: Ivo Camargo Jr. - Consultoria e Representação Comercial, que, em poucas palavras, foi pioneira em criar oportunidade para as pequenas e médias editoras que ainda não têm espaço no mercado de livrarias e distribuidoras. 

A nossa empresa é o elo que gera visibilidade para esses pequenos participantes deste mercado de gigantes. Vale a pena acessar o nosso site e curtir a nossa fanpage para entender melhor desse modelo de trabalho que tem dado cada vez mais certo. 



E foi assim que eu voltei para o mercado editorial. Não como 'fazedora de livros', e vou usar muito da minha expertise em comunicação, o que me faz ter a certeza de que não pretendo sair tão cedo. 

O desafio é imenso e temos muito trabalho a ser feito, mas eu e minha família acreditamos no potencial do mercado editorial brasileiro e, por isso, vamos unir esforços para que as pequenas sejam vistas como grandes! 

Então, deixo para vocês o meu novo contato para grandes parcerias: talita@ivocamargojr.com.br 


26 de set. de 2011

[Dica de outras boas leituras] Venda de livros porta a porta deslancha

Em plena era digital, fui surpreendida com uma matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo de ontem, de autoria de Felipe Vanini Bruning: Venda de livros porta a porta deslancha

COMO, em plena era de compras online e livros digitais e blablabla, uma atividade como a venda de livros porta a porta pode crescer?


Pois vale a pena ler a matéria na íntegra logo abaixo e entender este fenômeno, bem como abrir espaço para possibilidades sólidas de negócios no mercado livreiro, já que, de acordo com os números apresentados na matéria, parece que fazer dinheiro vendendo livros porta a porta é garantia na certa!


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Venda de livros porta a porta deslancha
 
Antes considerada moribunda, a venda de livros porta a porta ganhou um novo sopro de vida recentemente.
De 2007 a 2010, a participação do segmento no mercado editorial do país aumentou de 9% para 21,66%. Atualmente, somente as livrarias e as distribuidoras estão na frente do porta a porta como canal de venda.
Nessa retomada, o livro ganhou parcerias. Com a sua compra, as editoras oferecem brindes como DVDs, CDs, cursos a distância, livros digitais, entre outros produtos.
"O Brasil tem mais de 5.000 municípios e menos de 2.000 livrarias. A venda porta a porta tem uma enorme capilaridade e supre essa lacuna", afirma Diego Drumond e Lima, presidente da ABDL (Associação Brasileira de Difusão de Livros) e diretor-geral da Editora Escala.

Lalo de Almeida/Folhapress
João Ferreira de Lima apresenta livros à família de Sebastião Carlos (de azul) em Embu das Artes
O vendedor João Ferreira de Lima apresenta livros à família
de Sebastião Carlos (de azul) em Embu das Artes
 

PÚBLICO VARIADO
De acordo com dados da ABDL, o faturamento do setor alcançou R$ 1,2 bilhão em 2010. Em 2008, foram R$ 681 milhões. A média de preço das coleções é de R$ 122,74.
A Editora Escala começou no porta a porta há sete anos. "Atualmente, vendemos 350 mil livros por mês nesse segmento", diz Lima. Para agradar a um público variado, os títulos incluem livros pedagógicos, religiosos, infantis e best-sellers.
Não por acaso, a Hermes, tradicional empresa de vendas diretas do Rio de Janeiro, começou a fazer testes com a venda de livros há quatro anos. "Vimos que esse nicho podia ser mais bem explorado" afirma Silvio Zveibil, diretor de vendas da Hermes.
"Mas foi realmente em 2010 que o negócio deslanchou, com vendas de 10,5 milhões de unidades."
Segundo Zveibil, a venda de livros gerou receita de R$ 140 milhões no ano passado.
A Avon, especializada em cosméticos, descobriu esse segmento há 18 anos. Com seu exército de 1,1 milhão de revendedoras, é a líder de mercado.
Segundo Adriana Picazio, gerente da Avon no Brasil, a negociação de grandes volumes da empresa com as editoras reduz significativamente o preço das unidades.
Conforme a Folha apurou, a Avon fatura aproximadamente R$ 400 milhões com a venda de livros.

 



 
ENCICLOPÉDIAS
Os negócios com enciclopédias, que deram origem ao segmento, também não vão mal. A líder de mercado, Barsa, controlada pela Editora Planeta, espera vender 70 mil coleções de enciclopédias em 2011, 7% mais que em 2010. As coleções custam de R$ 2.400 a R$ 2.900.
Segundo Sandra Cabral, diretora da Barsa, equipes especializadas em nichos profissionais têm ganhado destaque. "Temos vendedores que atendem somente delegados de polícia ou médicos."

6 de jan. de 2011

Escola do Escritor abre inscrições para os cursos de verão

Atenção pessoal que está afim de aprender mais sobre o mercado editorial!! A ESCOLA DO ESCRITOR abriu as incrições para os 13 cursos de verão, que ocorrem entre janeiro e fevereiro de 2011.


Desde 2008, a Escola do Escritor realiza o seu “PACOTE DE VERÃO”. Serão 13 cursos sobre a arte de escrever, direito autoral, mercado editorial, gestão de estoque, venda e consignação, NF eletrônica, WEB e mídias sociais, livro digital, preparação e revisão de textos, livros de família e oficinas literárias. Os cursos são independentes, mas quem fizer dois ou mais ganha descontos especiais.

As aulas acontecem na Rua Mourato Coelho, 393 cj. 1 – Pinheiros - São Paulo/SP.
Clique aqui para informações sobre as inscrições.
Para outras informações, ligue para 11 3034-2981 ou mande um e-mail.

 
Cursos e oficinas

 
  • 17/01/2011 - O Vendedor de Livros - O mercado, as dificuldades e as oportunidades
Horário: das 16h às 20h
Flávio Galvão
  • 18/01/2011 – A NFe e os novos desafios na comercialização de livros
Horário: das 16h às 20h
Jaime Mendes
  • 19/01/2011 - O Livro na era Digital
Horário: das 16h às 20h
Ednei Procópio
  • 21/01/2011 - Gestão de Estoques e Controle de Consignações de Livros
Horário: 16h às 20h
Gerson Ramos
  • 27/01/2011 - Biblioteca: Montagem, Organização e Conservação de Acervos
Horário 16h às 20h
Maria Esther Mendes Perfetti
  • 29/01/2011 - Como Montar e Administrar com Sucesso uma Editora
Horário: das 9h às 16h (1 hora de intervalo)
João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti
  • 03/02/2011 - Conhecendo e Escrevendo Literatura Infantil
Horário: 15h às 20h
Ricardo Ramos Filho
  • 05/02/2011 - A Arte de Escrever, Publicar e Comercializar o Produto Livro - Questões Práticas do Direito Autoral
Horário: das 9h às 14h
João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti
  • 07/02/2011 - Marketing Editorial - Divulgando o seu Livro e sua Imagem na Mídia
Horário das 16h às 20h

João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti
  • 08/02/2011 - Preparação e Revisão de Textos na Edição de Livros e Publicações Periódicas
Horário: das 16h às 20h

 Ana Cristina Mendes Perfetti
  • 10/02/2011 - A WEB e as Redes Sociais - As oportunidades de negócios por meio de novas tecnologias
Horário 16h às 20h
Luiz Semine
  • 11/02/2011 - Livro de Família - Resgatando o Presente e o Passado
Horário 16h às 20h

Docente: Armando Alexandre dos Santos

  • 12/02/2011 - Segredos para Despertar a sua Criatividade - Descubra o Escritor que existe dentro de Você!
Horário: das 9h às 16h (1 hora de intervalo)

Armando Alexandre dos Santos

27 de ago. de 2010

[Bienal do Livro] Os números impressionam!

Matéria publicada no PublishNews desta sexta-feira, 27 de agosto, revela que a média de gastos do público da Bienal foi de R$ 66,00 por pessoa e que 80% dos visitantes ainda compram livros, gerando uma venda total de quase 50 milhões de reais. Veja matéria na íntegra abaixo. 



A 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo movimentou cerca de R$ 49,3 milhões com vendas de livros, conforme levantamento do Datafolha. A pesquisa mostrou que 80% das pessoas que foram à feira compraram livros. Se dividido o faturamento pelo número de visitantes, fechado em 743 mil, daria uma média simples de R$ 66,35 por pessoa. Desse total, 288 mil eram crianças, o que elevaria a média adulta. Tanto que o instituto de pesquisa aponta um valor médio de R$ 90 quando considerado apenas o público maior de 14 anos que efetivamente comprou livros. O número de visitantes superou em 6,1% a estimativa inicial da organização do evento, que era de 700 mil visitantes.
 
Segundo o que o PublishNews pode apurar, as editoras não tiveram muito do que reclamar este ano. Comparando com 2008, a Cosac Naify aumentou em 100% sua participação. Seu livro mais vendido foi Grandes maravilhas do mundo, que teve preço promocional para atender principalmente os alunos da rede municipal de ensino. A participação de Benjamin Moser no Salão de Ideias também ajudou na venda de Clarice.
 
Para a Melhoramentos, o resultado deste ano foi o melhor de todas as bienais e feiras de que já participou e superou em 40% o resultado conquistado na última Bienal de São Paulo e em 100% o da Bienal do Rio de Janeiro do ano passado. Ziraldo, um dos campeões de público, vendeu 2 mil exemplares. A editora também aproveitou para fechar alguns negócios e, somando isso às vendas, faturou R$ 2 milhões. Para esta edição, levou 40 lançamentos.
 
No estande da Senac Editoras, o aumento das vendas foi de 55%. O faturamento ficou em R$ 230 mil, maior do que a expectativa inicial de 10% de crescimento, e também ultrapassou as vendas da Bienal do Rio de 2009. Houve ainda aumento de 50% na quantidade de exemplares vendidos, em comparação com 2008 e 2009. Mas o que chama a atenção, mais do que aumento do faturamento, foram os negócios feitos nos 10 dias da feira que é tradicionalmente conhecida como um evento voltado ao público, e não ao mercado. O resultado da intensa presença de livreiros e outros parceiros é comprovado pelo valor de R$ 400 mil em negócios fechados.
 
Já a Imprensa Oficial registrou um aumento de 60% no faturamento. No estande do Grupo Record, livros de Isabel Allende foram os mais vendidos entre os títulos da Bertrand (150 exemplares). Na Flip, os resultados foram ainda melhores. Entre todos os escritores que estiveram em Paraty, ela foi disparada a que mais vendeu – foram 700 exemplares. Mas o campeão do estande foi A batalha do Apocalipse, de Eduardo Spoh, que saiu pela Verus e vendeu mais de 900 exemplares na feira. Na Intrínseca, último Olimpiano, lançado dois dias antes do início da feira, foi o mais vendido.
 
Programação cultural
A pesquisa da Datafolha também apontou que 22% dos entrevistados participaram das programações culturais. Segundo a empresa, os espaços mais lembrados foram: o Fábulas com a Turma da Mônica (6%), o Espaço Digital Submarino (6%), o Espaço Digital Imprensa Oficial (6%) e a Exposição Monteiro Lobato (6%), Salão de Ideias (5%), O livro é uma viagem (4%); Arena Sesc (3%), Cozinhando com palavras (2%), Palco Literário (2%), Espaço do Professor (2%), Exploração Discovery Kids (2%), Biblioteca do Bebê (1%), Espaço da Lusofonia (1%), Estande da Fundação Volkswagen (1%) e Território Livre (1%).
 
Com base nesses dados, a Câmara Brasileira do Livro e a Reed Exhibitions Alcantara Machado concluíram que investir R$ 1,5 milhão nas atrações culturais foi um dos fatores que garantiram o sucesso de resultados. No total, mais de 260 mil pessoas participaram dos debates e palestras da programação oficial.
 
Organização
De acordo com o levantamento do Datafolha, 95% dos entrevistados disseram pretender voltar à Bienal do Livro em suas próximas edições (apenas 2% dos pesquisados responderam não ter a intenção de voltar à feira). De modo geral, a feira foi considerada ótima ou boa por 93% dos entrevistados, com 5% a avaliando como regular, e apenas 1% a classificando como ruim ou péssima (1% não respondeu).
 
Sobre a organização, 76% a apontaram como ótima ou boa; 21% a indicaram como regular; e 3% a qualificaram como ruim ou péssima. Já em relação à avaliação do trabalho dos expositores, 95% consideraram ótima e com boa a variedade de livros disponíveis.
 
Sucesso de um lado, reclamação de outros
A alta frequência de visitantes justifica o principal descontentamento deles. Em resposta à pergunta "O que menos gostou nesta Bienal do Livro?", 30% dos ouvidos se queixaram da lotação e das filas; 21% reclamaram da falta de estrutura/organização; e 19% consideraram altos os preços dos produtos disponíveis na feira, entre outros pontos.
 
Em relação à praça de alimentação, 32% a avaliaram como ótima ou boa; 26%, como regular; e 18%, como ruim ou péssima (24% não opinaram). A organização do evento disse que reconhece a necessidade de melhorar os acessos ao evento, os espaços para circulação do público, dinamizar o sistema de transporte gratuito entre o metrô e o Anhembi e ampliar a área da praça de alimentação.
 
Quem respondeu
A pesquisa do Datafolha contratada pelos organizadores ouviu 744 visitantes com mais de 14 anos. A maioria do público era formada por mulheres (58%) com predominância de um público jovem (33% com até 25 anos; 33% de 26 a 40 anos; 25% de 41 a 55 anos; e 8% de pessoas com 56 ou mais anos). A renda variava de 3 a 5 salários mínimos (20%), 5 a 10 (27%), 10 a 20 (23%). Quanto à escolaridade, 74% possuíam ensino superior; 23%, ensino médio; e 3%, ensino fundamental.
 
O grupo profissional mais presente ao evento era formado por professores/educadores (20%), seguido por comerciantes, funcionários públicos e advogados (3% cada um). Mais da metade dos visitantes era da cidade de São Paulo (58%) e 5% vieram de outros Estados para visitar a feira.
 
Entre os entrevistados, 38% realizavam sua primeira visita a uma Bienal do Livro de São Paulo. E, para a maior parte das pessoas ouvidas (43%), a busca por conhecimento, cultura e o gosto pela leitura fazem da Bienal um evento importante. Já 39% valorizaram a oportunidade de atualizar-se com novidades e lançamentos do mercado e 27% consideravam importante a facilidade de encontrar livros.
A cobertura da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo pelo PublishNews tem o apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

23 de jul. de 2010

Um sonho de criança

Quando penso na minha infância, uma das primeiras lembranças que me vem à mente, é do Depósito de livros da Companhia das Letras. Meu pai, Ivo Camargo, era o Gerente de Vendas da editora na época, mas, para mim, ele era o Rei do Universo dos Livros. Eu adorava ir com ele passear entre aquelas estantes e caixas de livros e mais livros. Eu era alucinada pelos lançamentos "Uma letra puxa a outra" e "Um número depois do outro". Bom, tão alucinada que não esqueci o título destes livros até hoje. 

Meu pai trabalhou anos e mais anos na Companhia das Letras e, quando saiu de lá, deixou uma coisa enorme em mim: o carinho especial que eu tenho por essa editora e pelos livros.

Todo mundo sabe que eu acabei me tornando uma profissional do livro. Mas o que poucos sabem, é que se hoje sou tão envolvida com o Mundo Editorial, é tudo culpa da Companhia das Letras e do mundo mágico que essa editora proporcionou na minha infância.

Eu não tenho vergonha alguma de deixar claro que, para mim, ela é o modelo do mundo editorial ideal. Talvez porque eu não trabalhe lá, rs, mas a imagem da minha cabeça é nada menos do que a perfeição.
Me agrada muito e muito os títulos escolhidos e publicados, o cuidado com os textos e com as capas e acabamentos.


Muitas vezes, quando as pessoas falam para mim "Ah, seguiu os passos do pai, hein?!", eu sorrio e penso comigo mesma: "Não... Meu pai foi muito importante porque me apresentou o mundo de quem quero seguir os passos. E esse mundo chama-se Companhia das Letras."


Eu e meu pai, Ivo Camargo: uma inspiração profissional

P.S: Este post tem a ver com o próximo!