Mostrando postagens com marcador brasileiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador brasileiros. Mostrar todas as postagens

29 de jul. de 2011

[Yale] O Brasil está na moda


Não sei se já comentei, mas o Yale Publishing Course 2011 tem 64 alunos de diversos países, sendo 7 do Brasil, o que representa mais de 10% do total. Nós, brasileiros, só perdemos em quantidade para Nova York, que fica a apenas duas horas de distância daqui e concentra os escritórios das maiores e mais importantes editoras dos Estados Unidos.

Se você está pensando “UAU”, seja bem-vindo ao clube! A reação é exatamente essa: surpresa! O mercado editorial brasileiro não está mais aquecido: está FERVENDO! E todo mundo está interessado em fazer negócios com a gente.

Os não-brasileiros aqui presentes já distribuíram cartões, pegaram nosso contato, e garantiram uma visita muito em breve. E antes que as piadinhas sobre gringos interessados no Brasil comecem, essas visitas têm fins exclusivamente comerciais. Pois é: o Brasil está na moda!

Prova disso é que ontem, durante a palestra PUBLISHING IN THE AGE OF GLOBALIZATION (Editando na era da globalização), ministrada por ED NAWOTKA (que tinha acabado de chegar de São Paulo, diretamente do 2o. Congresso do Livro Digital), falou-se do mercado editorial no mundo inteiro e, para surpresa brasileira, aparecemos no telão como exemplo de cases de sucesso editorial, comercial e de marketing. Isso mesmo!

Primeiro, Ed Falou sobre o sucesso mundial dos livros do Paulo Coelho e, em seguida, o livro Ágape, best-seller do Padre Marcelo Rossi (Editora Globo), que lidera há meses as listas de mais vendidos, estava no telão.







Não parou por aí: Deixe os homens aos seus pés, de Marie Forleo (Universo dos Livros) foi altamente elogiado pela campanha de marketing vinculada à vencedora do BBB11, Maria Melilo.







Por fim, A batalha do Apocalipse, Eduardo Spohr (Verus), apareceu como sucesso de literatura fantástica nacional.






Além disso, Nawotka mostrou em sua apresentação dados bastante significativos da indústria literária brasileira: 


Não posso negar que senti muito orgulho em ser brasileira, não só porque o livro Deixe os homens aos seus pés, citado acima, é sucesso coletivo da editora em que trabalho, e que dediquei grande esforço na divulgação e marketing; mas, principalmente, porque finalmente estamos sendo reconhecidos mundialmente no mercado editorial. E isso não é pouca coisa!

E apesar de ainda sermos considerados atrasados (estamos 5 anos atrás dos EUA, por exemplo), estamos correndo atrás do prejuízo e da liderança (prova disso é que a pessoa mais nova do curso sou eu, uma brasileira!) de um mercado que conhecemos muito bem.

Essa a nossa hora de fazer o mercado editorial brasileiro acontecer.  Por isso, mãos à obra!

31 de jul. de 2010

SIM, nós também lemos!

Essa semana foi de boas notícias, não só para nós do ramo editorial e apaixonados por livros, mas para todos nós cidadãos brasileiros; já que foi estaticamente comprovado que estamos lendo mais!

Uma pesquisa divulgada pela Associação Nacional de Livrarias, a ANL, sobre o Diagnóstico do Setor Livreiro em 2009, reveleu o aumento do número de lojas espalhadas pelo país. Segundo a pesquisa, atualmente, existem 2.980 livrarias em todo o Brasil, número proporcionalmente 11% maior do que em 2006.




Mas ainda temos muito o que crescer. Isso porque a desigualdade social do país fica escancarada em nossas caras no momento em que se analiza a divisão assustaduramente desleal desse númetro de livrarias espalhadas pelo Brasil: mais de 50% desss lojas concentram-se na região Sudeste, sendo liderada por São Paulo, com mais que o dobro do número de livrarias que o segundo colocado, Rio de Janeiro. Claro que fatores como alto nível de escolaridade e concentração de renda são os grandes influenciadores dessas estatíscas, que apesar de animadoras, são preocupantes! 




Sim, nós também lemos... Mas agora queremos ler por inteiro! É claro que para mudar o quadro da divisão da leitura do país é necessário pensar no quadro da divisão de renda do país. Mas fica aqui a fica para que os livreiros e editores passem a olhar com novos olhos para a atual situação do país e acreditem no potencial de mercdo que existe fora do eixo Rio-SP. A mesma pesquisa mostra, por exemplo, que o estado de Roraima, na região norte, possui apenas 25 livrarias, mas é um número proporcionalmente admirável, já que colocando na ponta do lápis, e o estado com a maior média nacional! A Bahia é outro estado que merece atenção do ramo, pois é líder da região nordeste. 


Fora esse tipo de amaurecimento no mercado, o Brasil está apenas engatinhando quando o assunto é aumento do índice de leitura no país, já que, segundo Vitor Tavares, Presidente da ANL, a nossa média é de 1.9 livros lidos por habitante ao ano, o que é muito abaixo de outros países, inclusive lationamericanos, como a Argentina e Chile, por exemplo, com 5 e 3 livros lidos por habitante ao ano; respectivamente. 

Outra dado que vale nossa atenção é que o gênero infantojuvenil é o mais vendido. E que 56% das livrarias do país não fazem vendas online, ou seja: nossos cidadãos gostam de ir às livrarias e levarem suas crianças! Isso, para os editores e livreiros é sinônimo de sucesso garantido, pois como disse Samuel Seibel, dono da rede Livraria da Vila, o "público infantil é 100% leitor!"

E se é estatiscamente comprovado que nossas crianças lêem, significa que meu sonho não é tão distante assim e que, muito em breve, nosso país será um Brasil de devoradores de livros!



---
DICAS:

- O jornal BOM DIA BRASIL, da Rede Globo, fez uma boa matéria sobre o assunto, que também me serviu como fonte. Recomendo que assistam:




- A quem interessar, no site da ANL é possível fazer o dowload do PDF com a pesquisa na íntegra. Vale a pena, para quem quiser se inteirar mais dos números.