É CARNAVAL, OBA!!
Discussões, debates, polêmicas, novidades e dicas sobre o universo literário e o mundo editorial.
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14 de fev. de 2015
17 de fev. de 2014
A delícia de ser lembrada pelos livros
Se tem uma coisa que esse Mundo Editorial me trouxe, foram pessoas legais. De todos os tipos! E eu gosto muito, muito mesmo, de ser lembrada por essa minha relação com os livros. Sempre que alguém se arrisca a me dar um livro de presente (acho que algumas pessoas têm medo, sei lá porque, já que leio de tudo), ou que me emprestam um livro porque se lembraram de mim, eu abro um sorriso!
E é nessas e outras que, além de ler um montão de coisa que muito provavelmente eu não leria por conta própria, acabo relacionando essas pessoas a determinados livros ou gêneros literários. E, para mim, essa é uma demonstração de afeto infinita!
Há alguns anos, um amigo, que gostava tanto de mim quanto dos clássicos da literatura e do cinema, apareceu no meu trabalho com um belíssimo exemplar da obra completa de Shakespeare, em inglês. Guardo no meu quarto até hoje, em lugar de destaque. É um presente tão bonito que tornou-se parte da decoração.
Recentemente, uma amiga voltou da Alemanha e me presenteou com uma versão de 'Harry Potter e a Pedra Filosofal' em alemão. Sorri de uma maneira quase incontrolável neste dia. Não, eu não sei falar alemão. Mas eu me senti lembrada, querida e amada por alguém que nem gosta de ler. Não é incrível causar esse efeito nas pessoas?
O mesmo aconteceu quando uma outra amiga que conheci no meu primeiro emprego me emprestou 'O clube do livro do fim da vida'. Disse que lembrou muito de mim e que achava que eu ia gostar.
Foi essa mesma amiga que, ao ver meu sofrimento por largar o então emprego que eu adorava para ir trabalhar com livros pela primeira vez, me disse: 'Não se preocupe, as pessoas - as que importam - ficam'. Ela ficou. E compartilhou comigo há pouco tempo a beleza deste livro, baseado em fatos reais, que conta como os livros amenizaram o sofrimento de uma doença terminal. É lindo!
Assim como é lindo quando os amigos me marcam em posts referentes aos livros, à leitura ou ao universo literário. Como eu gosto quando enviam links para serem compartilhados na fanpage do blog, ou quando simplesmente me pedem indicações ou querem saber minha opinião sobre determinado livro!
Já fui lembrada pelos quadrinhos (sou louca pela Mafalda, Calvin e Haroldo, e Snoopy), por romances (dos mais toscos aos clássicos), pelos dramas policiais (adoro!!), pela literatura clássica...
Sem contar as amigas que me conhecem com a palma da mão e sempre brigam comigo quando demoro muito para ler um best-seller: "Eu sei que você vai adorar. Leia logo para podermos falar sobre isso!", insistem elas, que sempre acertam (foi assim com Harry Potter - também me refiro aqui a quem visita o parque e me traz sapos de chocolate de presente :) -, Crepúsculo, Millenium, Jogos Vorazes, por exemplo).
O mais curioso é que não sou nenhuma especialista em literatura. Apenas gosto de ler. Existe uma lista infinita de clássicos e outros livros que nunca li e, sinceramente, nem sei se um dia vou ler. Mas eu AMO livros. E saber que transmito isso às pessoas... Ahhh! Me faz um bem enorme!
De uma maneira ou de outra, sinto que essa é minha contribuição para o Mundo Editorial. E para vocês também. Porque os livros me fazem feliz. E a felicidade só é real quando compartilhada.
E é nessas e outras que, além de ler um montão de coisa que muito provavelmente eu não leria por conta própria, acabo relacionando essas pessoas a determinados livros ou gêneros literários. E, para mim, essa é uma demonstração de afeto infinita!
Há alguns anos, um amigo, que gostava tanto de mim quanto dos clássicos da literatura e do cinema, apareceu no meu trabalho com um belíssimo exemplar da obra completa de Shakespeare, em inglês. Guardo no meu quarto até hoje, em lugar de destaque. É um presente tão bonito que tornou-se parte da decoração.
O mesmo aconteceu quando uma outra amiga que conheci no meu primeiro emprego me emprestou 'O clube do livro do fim da vida'. Disse que lembrou muito de mim e que achava que eu ia gostar.
Foi essa mesma amiga que, ao ver meu sofrimento por largar o então emprego que eu adorava para ir trabalhar com livros pela primeira vez, me disse: 'Não se preocupe, as pessoas - as que importam - ficam'. Ela ficou. E compartilhou comigo há pouco tempo a beleza deste livro, baseado em fatos reais, que conta como os livros amenizaram o sofrimento de uma doença terminal. É lindo!
Assim como é lindo quando os amigos me marcam em posts referentes aos livros, à leitura ou ao universo literário. Como eu gosto quando enviam links para serem compartilhados na fanpage do blog, ou quando simplesmente me pedem indicações ou querem saber minha opinião sobre determinado livro!
Já fui lembrada pelos quadrinhos (sou louca pela Mafalda, Calvin e Haroldo, e Snoopy), por romances (dos mais toscos aos clássicos), pelos dramas policiais (adoro!!), pela literatura clássica...
Sem contar as amigas que me conhecem com a palma da mão e sempre brigam comigo quando demoro muito para ler um best-seller: "Eu sei que você vai adorar. Leia logo para podermos falar sobre isso!", insistem elas, que sempre acertam (foi assim com Harry Potter - também me refiro aqui a quem visita o parque e me traz sapos de chocolate de presente :) -, Crepúsculo, Millenium, Jogos Vorazes, por exemplo).
O mais curioso é que não sou nenhuma especialista em literatura. Apenas gosto de ler. Existe uma lista infinita de clássicos e outros livros que nunca li e, sinceramente, nem sei se um dia vou ler. Mas eu AMO livros. E saber que transmito isso às pessoas... Ahhh! Me faz um bem enorme!
De uma maneira ou de outra, sinto que essa é minha contribuição para o Mundo Editorial. E para vocês também. Porque os livros me fazem feliz. E a felicidade só é real quando compartilhada.
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11 de jun. de 2012
Lendo no metrô
Sempre
achei que esse meu cuidado e minha atenção com os livros estivessem
relacionados com o fato de eu trabalhar com isso. Associava isso a um
compromisso profissional.
Mas
eu deixei de trabalhar com a produção de livros. Quer dizer, ainda atuo como freelancer,
mas meu dia a dia se tornou muito mais jornalístico do que literário.
Porém,
andando de metrô na região da Avenida Paulista quase que diariamente, eis que
me pego encantada com o fato de que não sou a única a devorar livros ao me
deslocar, mesmo que em trechos curtos.
Acredito
que minha São Paulo – e portanto, meu Brasil – devam ser muito menores que a
realidade. Mas essa pequena parcela de rua que vivo diariamente é o suficiente
para não me fazer perder as esperanças de que o Brasil pode sim tornar-se um
país leitor.
Outro
dia eu contei: éramos em 37 pessoas num vagão da Linha Verde do metrô. Do
total, cinco estavam conectados nos celulares, 3 estavam de fone de ouvidos e
oito – OITO – estavam lendo. O restante estava sem fazer nada aparente. Logo, a
maioria das pessoas estava lendo.
Tudo
bem, esse dado pode não ser nenhuma estatística relevante e, certamente, não
comprova nada. Mas eu estou cada dia mais nas ruas e essa minha relação com os
livros é mais forte do que eu. Portanto, eu estou ligada o tempo todo em tudo o
que acontece.
E acreditem:
as pessoas estão lendo! E isso me faz feliz!! :)
Só para completar, desde que voltei a andar de metrô, meu tempo de leitura diário aumentou muito. Já devorei dois livros em duas semanas. E não para, não para, não para não!!
P.S.: Aproveitem o assunto "transporte público" e dêem uma passadinha no Cenas de Busão!!
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Livro
1 de mai. de 2012
No feriadão, just KEEP CALM AND...
PS: Hoje, 1o. de maio, é comemorado o DIA DA LITERATURA BRASILEIRA. Então, nada melhor do que lendo um bom livro, né?
Fonte: Sobre Livros
15 de fev. de 2012
[Guest post] Existe amor
Criolo que me desculpe, mas esse papo de “Não existe amor em SP” ficou para trás depois que Felipe Brandão, atual assistente de marketing da Editora Planeta, me taggeou num post chamado Existe amor: fiquei surpresa e encantada!
Então, resolvi convidá-lo para explicar para vocês
essa iniciativa linda.
Apaixonem-se, participem e... espalhem o amor aos livros
por todo o Brasil!!
EXISTE AMOR
Existe amor é uma seção
recém-criada do blog Encontros Literários. A ideia partiu de um
movimento chamado BookCrossing que
surgiu nos EUA e logo espalhou-se pelo mundo todo.
O objetivo é deixar um livro num local público, para
que outros o encontrem, leiam e voltem a libertá-lo, num ciclo infinito. Os
membros do BookCrossing querem transformar o mundo inteiro numa grande
biblioteca.
| Sobre a brevidade da vida |
O primeiro livro Sobre a brevidade da vida,
de Sêneca, é um dos textos mais conhecidos de toda a antiguidade latina.
Escritas há quase dois mil anos, estas cartas compõem uma leitura inspiradora
para todos os homens, a quem ajudam a avaliar o que é uma vida plenamente
vivida.
![]() |
| Ensaio sobre a cegueira |
O livro foi “esquecido” na última terça-feira, dia
07/02, numa janela cercada de plantas próxima a estação Marechal, região
central de São Paulo.
A ideia é simples: esqueça
um livro para alguém e compartilhe amor por SP. E não deixe de relatar a
experiência no blog http://encontrosliterarios.blogspot.com/.
Estão todos
convidados: esqueçam um livro e compartilhem o amor!
22 de jan. de 2012
Ler deixa marcas, literalmente
Eu tenho uma mania insuportável de sempre carregar um livro na bolsa. E poucas coisas me irritam tanto, quanto perceber que esqueci o livro da vez em casa (sim, porque geralmente é quando tenho um tempinho para ler - na sala de espera do médico ou no metrô) que percebo o tal esquecimento.
Mas acho que essa minha mania tem muito a ver com o fato de que eu não leio muito na minha própria casa. Não sei explicar o motivo... Talvez seja porque, em casa, eu sempre tenha alguma coisa para resolver.
Por isso eu adoro os meus momentos: aqueles em que estou sozinha, mesmo rodeada de gente: manicure, salas de espera, metrôs e... uma boa piscina e uma deliciosa praia. Eu sou capaz de ficar horas e mais horas (quando não leio o livro inteiro!), lendo sem parar nesses locais. Claro que não estou me referindo a um churrasco com cerveja e ozamigo na beira da piscina, né? Mas quando o clima é daqueles sossegados, minha tranquilidade está em ler.
Mas reparei que minha imersão nos livros é tão grande que eu me perco da realidade. Nem vou contar as estações de metrô perdidas... Porque isso é fichinha perto do último ocorrido nessas férias de verão, no conforto da beira da piscina, quando fiquei com a marca de sol do livro apoiado em minha barriga. Simplesmente RIDÍCULO!
E foi assim que, no auge dos meus 26 anos, descobri que ler, deixa marcas... literalmente.
22 de nov. de 2011
Só a leitura salva
Vale a pena assistir!
Afinal... Só a leitura salva!
Manifesto - Só a leitura salva from Marcos Felipe on Vimeo.
Fonte: Manifesto - Só a leitura salva
P.S: Dica do querido amigo Cesar Barbosa! Obrigada!!
Afinal... Só a leitura salva!
Manifesto - Só a leitura salva from Marcos Felipe on Vimeo.
Fonte: Manifesto - Só a leitura salva
P.S: Dica do querido amigo Cesar Barbosa! Obrigada!!
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Só a leitura salva
26 de ago. de 2011
Vá embora! Estou lendo.
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30 de jan. de 2011
O prazer de tirar férias... E colocar a leitura em dia!
Não tem nada melhor do que ficar, literalmente, de pernas para o ar sem fazer nada, não é mesmo? Tudo bem que ninguém pode viver assim para sempre, mas é justamente por isso que uma palavrinha mágica foi adoravelmente inventada: FÉRIAS!
Segundo definição do HOUAISS, Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa, FÉRIAS é um substantivo feminino plural, que significa "período de descanso a que têm direito empregados, servidores públicos, estudantes etc., depois de passado um ano ou um semestre de trabalho ou de atividades."
Eu raramente, desde que me formei, tenho a oportunidade de tirar 30 dias de férias consecutivos. Assim, com uma semaninha ali e 15 dias aqui, eu aproveito as férias viajando o máximo que posso e conhecendo tudo quanto é canto desse mundo. Mas, independentemente da onde eu for, tem uma coisa que não falta de jeito nenhum na bagagem: LIVROS, é claro!
Se tem uma coisa que eu faço com muito gosto nas minhas férias, é colocar aquelas leituras pendentes em dia! E só nos últimos 10 dias foram três livros completamente devorados!
Minha irmã acha que eu sou uma nerdizinha que fica lendo na praia. Meus padrinhos acham que eu pareço uma intelectual fazendo isso. Minha mãe acha minha cara. Mas querem saber o que EU acho dessa minha atitude? Pois eu acho que férias existem para que cada um curta da maneira que melhor quiser. E, para quem acompanha esse blog e me conhece um pouquinho, não resta dúvida que LER é um dos meus maiores prazeres nessa vida, né? Então, acho que consigo acabar um quarto livro antes de volta à ativa, rs!!
24 de dez. de 2010
FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!!!
Queridos,
Este foi um ano de muitas conquistas profissionais e disso eu não posso me queixar!
Vocês, meus leitores queridos e atenciosos, foram que me deram forças para levar esse blog a sério e virar uma apaixonada por essa brincadeira, que acabou por me abrir tantos caminhos!
A cada um de vocês, meu MUITO OBRIGADA!
Ano que vem estaremos mais juntos ainda!!
E para comemorar nossa parceria do dia a dia NO MUNDO EDITORIAL, nada melhor que belíssimas palavras de FERNANDO PESSOA, sobre LER!
Este foi um ano de muitas conquistas profissionais e disso eu não posso me queixar!
Vocês, meus leitores queridos e atenciosos, foram que me deram forças para levar esse blog a sério e virar uma apaixonada por essa brincadeira, que acabou por me abrir tantos caminhos!
A cada um de vocês, meu MUITO OBRIGADA!
Ano que vem estaremos mais juntos ainda!!
E para comemorar nossa parceria do dia a dia NO MUNDO EDITORIAL, nada melhor que belíssimas palavras de FERNANDO PESSOA, sobre LER!
FELIZ NATAL E FELIZ 2011 !!!!
OBS.: A ilustração é de autoria de Fernando Antonio Pires, que carinhosamente me enviou por e-mail.
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8 de nov. de 2010
BALADA LITERÁRIA, OBA!!!
Neste ano, a BALADA LITERÁRIA, um dos mais importantes e descontraídos eventos literários do país, comemora 5 anos de sucesso absoluto!! E como não poderia deixar de ser, traz uma agenda repleta de atrações imperdíveis, que vão rechear o final de semana dos paulistanos de muita coisa boa! Com quase 100 artistas nacionais e internacionais, o evento conta com atividades para todos os gostos: mesas de debate, mesas de bar, shows em palcos, trocas de ideias, festas de lançamentos e muito mais!
A homenageada desta edição é a escritora paulistana LYGIA FAGUNDES TELLES, que tem toda a sua obra relançada pela Companhia das Letras.
Desde sua primeira edição, em 2006, a BALADA LITERÁRIA já reuniu grandes nomes, como Adélia Prado, Angeli, Chico César, Cristovão Tezza, David Toscana, Efraim Medina Reyes, Francisco Alvim, João Gilberto Noll, João Ubaldo Ribeiro, José Luandino Vieira, José Luís Peixoto, Luis Fernando Verissimo, Laerte, Márcio Souza, Mario Bellatin, Mário Prata, Paulo Lins, Tony Belotto e muitos outros.
Desta vez, de 18 a 21 de novembro, estarão na Vila Madalena Alberto Manguel, Antonio Nóbrega, Alice Ruiz, Augusto de Campos, Beth Goulart, Botika, Cid Campos, Emicida, Eunice Arruda, Jorge Furtado, José Castello, Luiz Antonio de Assis Brasil (que também coordenará uma oficina de criação), Marcelo Rubens Paiva, Siba e Vitor Ramil, etc.
Confiram a programação completa no site oficial do evento, escolham seus programas e curtam a melhor balada cultural do país!
OBS.: Vejam post sobre edição anterior AQUI.
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28 de out. de 2010
[Dica de outras boas leituras] Ler antes de morrer ou morrer antes de ler??
Esses dias recebi um link muito divertido de um site chamado MORRI E NÃO LI. É uma sátira ao livro "1001 livros para se ler antes de morrer", da Ed. Sextante e mostra justamente os "1001 livros para morrer antes de ler"!!
Vale a pena dar uma conferida, pois é bastante divertido!!
E tirem suas próprias conclusões: melhor ler antes de morrer ou morrer antes de ler??
13 de out. de 2010
" A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede." Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
11 de ago. de 2010
[Dicas de outras boas leituras] Índice de leitura no Brasil cresce mais de 150% em dez anos
Complementando o post publicado em 31/07/2010 - SIM, nós também lemos! -, pesquisa mostra que o brasileiro está lendo cada vez mais! Veja matéria, publicada no Último Segundo, na íntegra:
A presidente fez a declaração durante a divulgação da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP), a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Snel, que constatou aumento de 13,5% de obras publicadas no ano passado em relação a 2008.
"Nosso grande desafio é a formação de leitores, mas o que a pesquisa demonstra é que podemos ter uma esperança já que 15% do mercado corresponde aos livros infanto-juvenis", declarou Sônia, que disse estar preocupada pelo fato de as compras governamentais de livros técnico-científicos – mais voltadas à formação profissional e ao público universitário – não acompanhar o aumento do interesse pelo setor.
Dos 28,7 milhões de exemplares de livros técnico-científicos vendidos em 2009 (18,3% a mais que em 2008), os governos adquiriram apenas 182,8 mil. O que, apesar de pouco, significou um aumento de 142% em relação às compras de 2008, quando foram adquiridos apenas 75,4 mil exemplares.
"A compra governamental nesta área é baixíssima e se dá, principalmente, através do próprio aluno universitário e das universidades, o que demonstra a necessidade do brasileiro se qualificar e que, hoje, somente o ensino médio não basta para garantir o ingresso no mercado de trabalho", concluiu Sônia.
Perguntada sobre o fato de o livro ainda ser um artigo pouco acessível para grande parte da população, Sônia defendeu que, com a produção em maior escala e as várias alternativas adotadas pelas editoras vem ajudando a popularizar o produto. "Até 2004 não havia os livros de bolso, por exemplo. Há as edições especiais, mais baratas, as vendas porta-à-porta. Há um novo mercado já que a classe C está ingressando no mercado e há preços para todo tamanho de bolso".
Índice de leitura no Brasil cresce mais de 150% em dez anos
Número, no entanto, ainda é considerado baixo por editores: 4,7 livros por ano, em média
Agência Brasil | 10/08/2010 17:24
A presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Sônia Machado Jardim, disse que o índice de leitura anual no Brasil é pequeno, mesmo com o número de livros consumidos anualmente por cada brasileiro tendo passado da média de 1,8, em 2000, para os atuais 4,7. “É baixo não só por estar muito aquém dos de países desenvolvidos ou até mesmo de alguns países em desenvolvimento, mas também porque inclui os livros didáticos, de leitura obrigatória.A presidente fez a declaração durante a divulgação da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP), a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Snel, que constatou aumento de 13,5% de obras publicadas no ano passado em relação a 2008.
"Nosso grande desafio é a formação de leitores, mas o que a pesquisa demonstra é que podemos ter uma esperança já que 15% do mercado corresponde aos livros infanto-juvenis", declarou Sônia, que disse estar preocupada pelo fato de as compras governamentais de livros técnico-científicos – mais voltadas à formação profissional e ao público universitário – não acompanhar o aumento do interesse pelo setor.
Dos 28,7 milhões de exemplares de livros técnico-científicos vendidos em 2009 (18,3% a mais que em 2008), os governos adquiriram apenas 182,8 mil. O que, apesar de pouco, significou um aumento de 142% em relação às compras de 2008, quando foram adquiridos apenas 75,4 mil exemplares.
"A compra governamental nesta área é baixíssima e se dá, principalmente, através do próprio aluno universitário e das universidades, o que demonstra a necessidade do brasileiro se qualificar e que, hoje, somente o ensino médio não basta para garantir o ingresso no mercado de trabalho", concluiu Sônia.
Perguntada sobre o fato de o livro ainda ser um artigo pouco acessível para grande parte da população, Sônia defendeu que, com a produção em maior escala e as várias alternativas adotadas pelas editoras vem ajudando a popularizar o produto. "Até 2004 não havia os livros de bolso, por exemplo. Há as edições especiais, mais baratas, as vendas porta-à-porta. Há um novo mercado já que a classe C está ingressando no mercado e há preços para todo tamanho de bolso".
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7 de ago. de 2010
O porquê da FLIP
Lembro que ainda estava no colégio quando aconteceu a primeira edição da Feira Literária Internacional de Paraty, a FLIP, em 2003. E foi nesta mesma edição que afirmei, confiante, que um dia eu ainda estaria lá. Foi apenas na edição de 2007, quatro anos depois, que consegui realizar este sonho.
Estava no último ano da faculdade de jornalismo da PUC-SP e meu TCC era sobre Nelson Rodrigues (qualquer dia farei um post sobre isso aqui), o homenageado de FLIP naquele mesmo ano. Conspirando a meu favor, meu pai trabalhava no Grupo Ediouro, que estava publicando as novas edições dos livros de Nelson. Prato cheio, né? Lá fui eu para Paraty!
Foi uma experiência única e, infelizmente, nunca mais a repeti, ainda.
É uma época em que se respira cultura, inala-se literatura... Cruzamos as ruas com autores famosos, vamos às festas e baladas com jornalistas, agentes e editores. É um luxo para o mercado. É um sonho aos aspirantes!
Deixando de lado toda importância do evento à cidade de Paraty, pois creio que isso seja bastante claro a todos nós, falemos aqui da importância de um evento como esse para o Brasil.
A FLIP recebe, todos os anos, autores mundialmente respeitados. E, por conta disso, o Brasil passou a fazer parte do cricuito dos festivais internacionais de literatura, sendo considerada um dos principais eventos do ramo; não só pelos autores convidados, mas também por todos os shows, debates, exposições, exibições, apresentações, oficinas e atividades que proporciona, aos adultos e às crianças.
Concordo que a elite cultural do país é quem povoa as ruas da bela cidade do Rio de Janeiro nestes breves quatro dias de eventos. E que é um quadro que, dificilmente, mudará. Porém, incluir o Brasil neste circuito elitista de luxo cultural, é SIM um avanço para nosso país. É um convite ao exterior a conhecerem o nosso lado cultural, os nossos leitores, as nossas editoras, os nossos publishers.
Por isso, eu sou muito a favor da FLIP. E aconselho, a todos vocês, passarem ao menos um dia por essa festa incrível, em alguma das próximas edições! E então, contem se eu estava certa, ou não...
----
DICAS:
- O BLOG DA FLIP disponibilizou todos os vídeos das palestras desta edição que se encerra amanhã, 08/08/2010. Vale a pena dar aquela espiadinha...
- O BLOG DA COMPANHIA DAS LETRAS fez uma cobertura deliciosa de se ler sobre esta edição da FLIP, incluindo trechos de leituras feitas pelos próprios autores. Recomendo que facam uma boa leitura por lá.
Estava no último ano da faculdade de jornalismo da PUC-SP e meu TCC era sobre Nelson Rodrigues (qualquer dia farei um post sobre isso aqui), o homenageado de FLIP naquele mesmo ano. Conspirando a meu favor, meu pai trabalhava no Grupo Ediouro, que estava publicando as novas edições dos livros de Nelson. Prato cheio, né? Lá fui eu para Paraty!
Foi uma experiência única e, infelizmente, nunca mais a repeti, ainda.
É uma época em que se respira cultura, inala-se literatura... Cruzamos as ruas com autores famosos, vamos às festas e baladas com jornalistas, agentes e editores. É um luxo para o mercado. É um sonho aos aspirantes!
Deixando de lado toda importância do evento à cidade de Paraty, pois creio que isso seja bastante claro a todos nós, falemos aqui da importância de um evento como esse para o Brasil.
A FLIP recebe, todos os anos, autores mundialmente respeitados. E, por conta disso, o Brasil passou a fazer parte do cricuito dos festivais internacionais de literatura, sendo considerada um dos principais eventos do ramo; não só pelos autores convidados, mas também por todos os shows, debates, exposições, exibições, apresentações, oficinas e atividades que proporciona, aos adultos e às crianças.
Concordo que a elite cultural do país é quem povoa as ruas da bela cidade do Rio de Janeiro nestes breves quatro dias de eventos. E que é um quadro que, dificilmente, mudará. Porém, incluir o Brasil neste circuito elitista de luxo cultural, é SIM um avanço para nosso país. É um convite ao exterior a conhecerem o nosso lado cultural, os nossos leitores, as nossas editoras, os nossos publishers.
Por isso, eu sou muito a favor da FLIP. E aconselho, a todos vocês, passarem ao menos um dia por essa festa incrível, em alguma das próximas edições! E então, contem se eu estava certa, ou não...
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DICAS:
- O BLOG DA FLIP disponibilizou todos os vídeos das palestras desta edição que se encerra amanhã, 08/08/2010. Vale a pena dar aquela espiadinha...
- O BLOG DA COMPANHIA DAS LETRAS fez uma cobertura deliciosa de se ler sobre esta edição da FLIP, incluindo trechos de leituras feitas pelos próprios autores. Recomendo que facam uma boa leitura por lá.
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26 de jun. de 2010
Porque, para mim, Saramago é para sempre!
"Das habilidades que o mundo sabe, essa ainda é a que faz melhor: dar voltas.''
Eu sei que já faz uma semana que José Saramago faleceu e que muitos vão dizer que estou atrasada nos post. Quer saber? Não me importo! Eu sei que estou atrasada. Mas ainda não ter escrito nada sobre a triste morte de Saramago não teve nada a ver com minha falta de tempo costumeira de atualizar isso aqui. Não, dessa vez o motivo foi outro.
Eu simplesmente não queria chegar aqui e fazer um simples release jornalístico de vida e obra daquele que considero um dos maiores gênios da Língua Portuguesa. Isso todo mundo já fez e refez e quase conseguimos decorar a trajetória honrosa esta mestre da literatura.
O que eu queria era mais do que isso... Eu queria poder contar a vocês e dividir aqui minha relação com o texto dele, e isso me levou certo tempo.
“O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas.
O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas.”
Eu me dei conta de que demorei para ler Saramago. Já estava no primeiro ano da Faculdade de Jornalismo da PUC-SP quando me encorajei a ler Ensaio sobre a cegueira.
Eu não sou uma pessoa muito fácil de me comover com filmes e livros. Choro pouco e confesso ser um cética demais em muitos aspectos. Mas este livro causou uma reação atípica de mim, que não só chorei entristecidamente, como sofri junto com as personagens e pude sentir a agonia de cada uma delas.
A maldade do ser humano, a crueldade que há em cada um de nós (e acreditem: não há exceções)... O desespero, a ruindade, o medo, a fome... Todos esses sentimentos me vieram à flor da pele a cada página devorada por mim. E muitos de vocês devem perguntar-se por que, então, não abandonei a leitura? Porque era simplesmente impossível de fazer isso!
Saramago tem um jeito tão particular de escrever, tão dele, tão único; que cria um imã entre seus livros e os leitores. É uma relação passional que, se analisada do ponto de vista racional, faz todo o sentido do mundo!
"Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo."
É por isso que o considero um gênio: porque ele causa reações transformadoras em quem o lê e, principalmente, em quem se permite entendê-lo.
O fato de ter recebido Nobel, de ser um idealista imortal, de ser um lutador invicto... Bom, tudo isso só agrega qualidades aquilo que lhe é natural: a transparência.
A leitura dos livros de Saramago é uma experiência quase dolorida, de tão humana. Mas todos nós deveríamos nos propor a sofrê-la.
Ler José Saramago mudou minha vida, minha perspectiva do mundo e, principalmente, minha compreensão do ser humano.
E é por isso que , para mim, Saramago é pra sempre!
"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

José Saramago, Paris, 1998.
Fotografia: Daniel Mordzinski.
Arquivo Fundação José Saramago
Fotografia: Daniel Mordzinski.
Arquivo Fundação José Saramago
P.S: Recomendo a todos que ainda não tenham feito, que leiam o texto de Luiz Schwarcz, editor de Saramago no Brasil (todas as obras dele são publicadas pela Companhia das Letras), no Blog da Companhia. O texto "Saudade não tem remédio" é uma declaração sincera que comprova, mais uma vez, a transparência desta grande homem que foi José Saramago.
P.S2: A Editora Leya publicou o livro Saramago - Biografia, de João Marques Lopes. Para quem tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre ele, é uma boa dica de leitura bastante agradável, além de vir com um cadernos de fotos lindíssimo, que inclui a imagem acima.
P.S3: Leiam mais posts sobre Saramago:
*Todas as citações acima são de autoria de José Saramago.
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